A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
1 pág.
Conflitos no Direito Penal

Pré-visualização|Página 1 de 1


Conflitos no direito penal


Introdução

Inicialmente, iremos estabelecer a relação existente dos conflitos no direito penal, principalmente, aqueles atrelados aos conflitos aparentes das normas penais.

Dessa forma, é possível observarmos que o nosso ordenamento jurídico, em determinadas situações específicas, pode apresentar determinado conflito entre as normas, logo, quando isso passa as ser conhecido, gera-se uma problemática baseada na antinomia.

Para que isso possa acontecer, é necessário que as normas que são conflitantes pertençam ao mesmo direito positivo, podendo ser ambas válidas e vigentes, como o objetivo de enfrentar o mesmo problema jurídico, ou que essas sejam incompatíveis entre si. Diante disso, para que possamos solucionar tais problemas que circundam as mais diversas áreas jurídicas, são adotados determinados critérios que podemos listar, sendo o hierárquico ou da superioridade, o cronológico ou da posterioridade e o da especialidade, tais critérios.


Como esses critérios se apresentam?

Temos que esses critérios obedecem um regramento que são vistos quando se inicia o estudo da Introdução ao Direito, fazendo disso um alicerce para que possamos entender que o conflito que pode ser considerado aparente nas leis penais, diferenciam-se de outras formas de conflitos, por ser aparente.


Conflito aparente de normas penais



HTML image 0
Demonstração, resumida, dos princípios de conflito aparente

Quando analisamos o conflito meramente aparente de normas penais, estamos nos debruçando sobre a perspectiva de quando existe duas ou mais normas, consideradas incriminadoras, que tipificam o mesmo fato, sendo que apenas uma dessas normas será aplicada ao caso concreto.

Com isso, podemos observar determinados elementos que estão na existência desse conflito, como seria a unidade do fato, pluralidade das normas, aparente aplicação de todas essas normas ao mesmo fato, além da efetiva aplicação de apenas uma delas.

Para que possamos solucionar essas problemáticas, faz-se necessário que utilizemos de princípios, os quais tem por objetivo tentar obter uma possível solução no caso concreto, buscando sempre afastar as normas incidentes e visando indicar as normas penais que serão, verdadeiramente, aplicadas a determinada situação, afastando a possibilidade do que se é chamado de “bis in idem”.


Princípios que são adotados

Anteriormente, foi citado que existem alguns princípios que podem facilitar a vida do aplicador no momento em que existem conflitos de normas e o caso concreto não consegue dar andamento em seu percurso jurídico. Dessa forma, iremos explanar os três princípios que são, normalmente, aplicados aos casos concretos com a intenção de solucionar as problemáticas.

Como ponto inicial, temos o chamado Princípio da Especialidade, o qual é designado a partir do fato de que possui grande apoio da doutrina vigente, caracterizando-se como o princípio que implica no fato de que a lei especial derroga a geral. Essa lei especial seria aquela que possui todos os requisitos necessários da lei geral, além de alguns outros, os quais são chamados de especializantes. Podemos citar como exemplo o artigo 123 do Código Penal, que está relacionado ao infanticídio, em relação ao artigo 121, que trata do homicídio, em que o primeiro possui especializantes em relação à vítima, que é o próprio filho, podendo ser considerado o estado puerperal e o tempo que existe entre o parto ou o que vem logo após.

Já quando tratamos do princípio da Subsidiariedade, estamos nos referindo ao fato de que a norma que é mais ampla, irá abranger a norma mais específica. Essa norma considerada subsidiária, busca descrever um grau menor de violação de um mesmo bem jurídico, ou seja, seria um determinado fato menos amplo e que também seja considerado menos grave, que definido como sendo delito autônomo é também compreendido como fase normal de execução de um crime mais grave.

Por fim, o último princípio é o da Consunção, ou chamado também de absorção, que se caracteriza pelo fato de que nele é o fato e não a norma mais ampla e grave que irá englobar outros menos graves e menos amplos. Podemos citar como exemplo a situação em que um indivíduo falsifica um determinado documento de identificação para praticar estelionato. Esse indivíduo irá responder pelo crime de estelionato e não pelo fato de ter feito a falsificação de documento.



HTML image 1
Artigo 171 do Código Penal, o qual trata sobre o estelionato