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Princípio da Publicidade

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Princípio da publicidade


Introdução



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O acesso à informação faz parte do princípio da publicidade

Inicialmente, iremos estudar sobre o que seria o princípio da publicidade, assim como iremos estudar de qual forma ele se apresenta e qual a sua correlação com outros princípios previstos da Constituição Federal de 1988.


De qual forma a Constituição Federal trata desse princípio?



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Constituição Federal rege os princípios de harmonização jurídica e social

Temos que a Constituição de 1988 consagra, de forma expressa, como princípios basilares da Administração Pública, os seguintes: a legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

Logo, quando tratamos do princípio da publicidade, iremos verificar que ele exerce duas principais funções, em que a primeira tem por finalidade a intenção de se dar conhecimento do ato administrativo praticado ao público em geral, sendo essa publicidade necessária para que o ato administrativo seja passível de se opor às partes e a respectivos terceiros. Por outro lado, a segunda, remete-se ao meio de transparência presente na Administração Pública, em que se permite o controle social dos atos administrativos.

Quando tratamos dessa segunda função do princípio da publicidade, a Constituição ainda determina que "a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos", exposto perante o artigo 37, em seu parágrafo primeiro.


Qual a função da publicidade institucional?

Iremos inferir que a publicidade institucional é considerada um instrumento de transparência, além de exercer parte do controle da Administração Pública pela sociedade, fazendo com que haja uma fiscalização da atividade de cunho administrativo.

Contudo, ainda que a Constituição seja considerada totalmente inequívoca ao vedar, quando observamos a publicidade institucional, podemos encontrar a utilização de nomes, símbolos ou imagem que visem caracterizar alguma forma de promoção pessoal de autoridades ou de determinados servidores públicos.

Logo, observando essas restrições, teremos que elas tentam impedir sob o signo de publicidade institucional, que a autoridade ou servidor público usurpe o princípio da publicidade, além de que se promova às expensas da Administração Pública, o que irá violar também os princípios da impessoalidade e da moralidade.

Diante disso, vislumbra-se que o princípio da impessoalidade irá determinar que o agente público não utilize o aparato estatal para a promoção pessoal, bem como não atue, discriminadamente, em prol ou em detrimento de determinada pessoa, em específico, ou seja, temos que a atividade administrativa não pode se desvirtuar da sua finalidade, qual seja, o interesse público, sendo, inclusive, razão pela qual o princípio da impessoalidade é chamado de princípio da finalidade.

Assim, se caso a publicidade institucional tenha sua função desvirtuada, sendo utilizada como meio de promoção pessoal, implicará na condenação do responsável nas penas previstas através da Lei de Improbidade Administrativa, as quais estão de acordo com a Lei nº 8.429/1992, sem que haja prejuízo das sanções penais aplicáveis a cada caso.


Quais são as exceções a esse princípio?

Iremos observar que dentro da própria Constituição Federal de 1988 é possível prevê diversas exceções, em que se enquadram dentro do artigo 5º, e, destacaremos dois que consideramos mais incisivos, que são os seguintes:

  1. Inciso XIV, afirma que é assegurado a todos o devido acesso à informação, além de resguardar o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional.
  2. Inciso XXXIII - já nesse inciso, todos têm direito a receber dos órgãos públicos as informações que forem de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, as quais serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do estado.
  3. Existem ainda os incisos XXXIV, LX e LXXII, que também tratam dessa temática.


Considerações finais

Diante do que foi exposto, é de fácil entendimento que existe a necessidade de uma organização dentro da Administração Pública, o qual é um instituto cheio de princípios, que concerne uma boa estruturação e efetivação com aquilo que é do anseio da sociedade. Além disso, estes também tratam da imagem do administrador público, um indivíduo que deve honrar seus feitos sempre com atitudes legais.

Por fim, os pressupostos da Administração Pública estão entrelaçados com os direitos e garantias fundamentais, como o princípio da publicidade, o qual traz consigo a segurança jurídica ao indivíduo e também, de certo modo, irão gerar uma organização para a sociedade.