Princípio da Razoável Duração do Processo
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Princípio da Razoável Duração do Processo


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Princípio da razoável duração do processo


Introdução



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Constituição Federal de 1988 ilumina todos os princípios necessários para o bom funcionamento do processo e das garantias de direito

Inicialmente, iremos estudar como o princípio da razoável duração do processo se caracteriza, assim como iremos avaliar de que forma esse instrumento é utilizado dentro do mundo jurídico.

Dessa forma, temos que é percebido que existe um aprimoramento do que seria o sistema processual, tendo sempre o intuito de tornar mais ágil e célere a prestação jurisdicional, a partir de uma inclusão do princípio em voga dentro do rol dos direitos fundamentais.

Por conseguinte, Introduzindo no ordenamento jurídico brasileiro com status de princípio fundamental, como inciso LXXVIII do art. 5º, tendo em vista ser a sua lavra do Poder Constituinte Derivado Reformador, o princípio denominado "duração razoável do processo", visa assegurar a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação com vistas à efetividade da prestação jurisdicional.

Contudo, tal mudança, não pode comprometer a segurança jurídica existente, visto que os princípios da celeridade e da respectiva duração do processo devem ser aplicados com observação dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, de forma que se assegure que o processo não se estenda além do prazo razoável e tampouco venha a comprometer a plena defesa e o contraditório.

Logo, podemos inferir que tal concepção jurídica se aplica ao tempo no processo, uma vez que a prestação jurisdicional de forma acelerada pode significar verdadeira injustiça, pois a jurisdição exige certa reflexão, assim como defende Miguel Reale Júnior, o qual afirma que não há nada pior que a injustiça célere, a qual é considerada a pior forma de denegação de justiça. Por outro lado, o excesso de tempo na prestação jurisdicional pode se tornar até mesmo uma injustiça.


Mudanças ocorridas dentro da prestação jurisdicional a partir da Emenda Constitucional de número 45 de 2004.

Temos que a possibilidade que possuímos de obter a tutela jurisdicional em um tempo considerado razoável, acaba por se confundir, em grande parte, com a respectiva efetividade do processo.

Dessa forma, a morosidade processual se caracteriza como uma das principais causas de descrédito do Judiciário, pois, é notório que haja o entendimento de que a "justiça tardia não é justiça", sendo que os cidadãos que buscam a tutela jurisdicional se sentem, em muitos casos, desprestigiados, inclusive com a sensação de injustiça.

Por conseguinte, a respeitabilidade e a respectiva confiabilidade no Poder Judiciário estão ligadas a uma resposta considerada rápida e eficaz nas lides que foram ajuizadas. Dessa forma, alguns autores defendem que a primeira grande conquista do Estado Democrático está relacionado ao fato de oferecerem a todos uma justiça que inspira confiança, a qual seja independente, imparcial e dotada de meios que a faça respeitada e acatada pela sociedade.


Efetividade e segurança jurídica



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Segurança jurídica é considerado um mecanismo essencial para a efetivação dos direitos jurisdicionais

Nessa temática, iremos inferir que a segurança jurídica é caracterizada como sendo um dos principais institutos que fazem com que a marcha do processo fique limitada. Logo, como método que faça afastar a possibilidade da prática de uma injustiça, impõe-se um procedimento essencialmente lento e entremeado de incidentes que o desvia do curso normal.

Com isso, a crítica que se faz é que a maioria desses incidentes é considerada inoportuna, visando emperrar a marcha regular do processo; todavia, essas normas processuais atuais permitem ao julgador afastar aqueles que têm apenas o fito de procrastinar a prestação jurisdicional final.

Dessa forma, a lentidão presente no resultado que é pretendido com a prestação da tutela jurisdicional é considerada expediente alcançado por aqueles que exploram indevidamente as possibilidades oferecidas pelo sistema, valendo-se de uma esquiva da aplicação concreta da lei, cominando no desnaturamento das finalidades instrumentalistas de institutos de âmbito processual, o qual acaba por se transformar em fator de insegurança jurídica.


Considerações finais

Ao analisarmos tudo isso, verificamos que cada vez mais se exige do Juiz - a título de bem conduzir o processo - que indefira diligências consideradas desnecessárias, assim como se espera do Tribunal o não-conhecimento de recursos meramente protelatórios.

Por fim, temos que todos os princípios que envolvem a celeridade e a respectiva duração razoável do processo devem ser aplicados juntamente com os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, fazendo com que o trâmite do processo não se prolongue além daquilo que é considerado razoável.