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Princípio da Segurança Jurídica

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Princípio da segurança jurídica


Introdução



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A segurança jurídica se faz essencial para que possamos ter um processo sem ilegalidades

Inicialmente, iremos estudar sobre o que seria o princípio da segurança jurídica, assim como iremos analisar qual a sua relação com a administração pública; qual seu amparo constitucional, sua fundamentação, finalidade jurídica e garantia de direitos aos cidadãos.


De qual forma o princípio da segurança jurídica se entrelaça com o direito administrativo?

Iremos observar que o princípio da segurança jurídica no direito administrativo brasileiro é considerado como se fosse uma mola mestra da ordem jurídica.

Dessa forma, assume papel fundamental quando tratamos da segurança jurídica, pelo fato de que liga as exigências da vida moderna dando maior estabilidade as situações jurídicas, principalmente naquelas que apresentam vícios de ilegalidade. Logo, temos que alguns autores afirmam que a segurança jurídica é caracterizada como uma das vigas mestras do Estado de Direito, pois, é nela que ocorre o princípio da legalidade, responsável por ser um dos integradores do próprio conceito de Estado de Direito.


Então, o que seria o princípio da segurança jurídica?

Iremos inferir que o princípio é considerado o ponto de partida para a análise, interpretação e aplicação de qualquer sistema. em que é fato que muitos autores afirmam que esse princípio é o “mandamento nuclear de um sistema”.

Logo, quando tratamos do princípio da segurança Jurídica, iremos compreender que ele pode ser considerado como norteador do ordenamento jurídico. Com isso, tal princípio é uma das questões principais ao direito, assim é impossível ver o direito sem o princípio da segurança jurídica, pois, quando nos referimos ao direito administrativo, estamos nos direcionando para a consideração que essa segurança é o condutor da administração pública.


De que forma está amparado o princípio da segurança jurídica?



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A Constituição Federal regula as diretrizes apra que só haja crime e pena a partir de lei prévia

Iremos perceber que o princípio da segurança jurídica se encontra disperso em todo o ordenamento jurídico, seja através de uma forma direta, como seria o caso do artigo 2º, presente na Lei nº 9.784/99, a qual é considerada a Lei do Processo Administrativo, que visa consagrar o princípio da segurança jurídica como norteador do condutor da administração pública brasileira ou de forma implícita, quando no texto constitucional, em seu artigo 5º, inciso XXXIX, tem a finalidade de garantir que o crime e a pena depende da lei prévia em tal sentido.

Por conseguinte, observamos que a Carta Magna garante que a lei não pode prejudicar a coisa julgada, deixando claro que o instrumento hábil de proteção do instituto que é utilizado não pode ser violado por lei que foi criada posteriormente que possibilita tal status.

Assim, a segurança poderia ser considerada como sendo a paz jurídica e a confiabilidade dos cidadãos de que as condutas por eles praticadas serão garantidas, desde que, estejam previstas como condutas de caráter lícito pelo sistema jurídico. No mesmo sentido, quando observamos a contribuição doutrinaria de Karl Larenz, observamos que existe a consecução da paz jurídica, a qual é um elemento nuclear do Estado de Direito e também concebe como aspecto do princípio da segurança.


Considerações finais

Iremos inferir que, devido a sua localização no texto constitucional, é possível que verifiquemos existência da impossibilidade de exclusão do ordenamento jurídico brasileiro, pois em seu artigo 60, presente na Constituição da República, é permanentemente vedado qualquer tipo de deliberação à proposta de emenda constitucional, a qual tenha por objetivo principal a abolição dos direitos e garantias individuais, e ainda, a compreensão da segurança jurídica como princípio impõe que a estabilidade das relações seja considerada como um das balizas para tudo o que tenha ligação com o direito, ou seja, tanto as ações estatais, quanto as relações entre os indivíduos, devem analisar a segurança jurídica.

Por fim, ao observarmos esse contexto, perceberemos que o cidadão não espera apenas do Estado à segurança a vida, segurança patrimonial, entre outros, mas o cidadão espera segurança jurídica, uma vez que a segurança jurídica é o mínimo que o Estado pode oferecer aos seus liderados, controlando atos e relações jurídicas eficazes e válidas.