Notas Explicativas
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Notas Explicativas


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Notas Explicativas


Introdução

Inicialmente, iremos estudar sobre o que seriam as notas explicativas, de que forma elas se manifestam e qual o seu devido embasamento jurídico.


O que seriam as notas explicativas?

Diferentemente das demais demonstrações, as notas explicativas são aquelas responsáveis por detalhar determinadas situações que não foram expressamente abrangidas outrora.



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Exemplificação de demonstração financeira

Dessa forma, de acordo com alguns autores, além das notas explicativas, existem outras formas de evidenciar informações, as quais ocorrem através de quadros analíticos suplementares, informações entre parênteses ou comentários do auditor.

Contudo, normalmente, as notas explicativas são utilizadas com maior frequência por sociedades que precisam publicar suas demonstrações contábeis e, devido este fato, atingem um grande público, devendo, como cita o art. 176 da Lei 6.404/76, esclarecer as informações relevantes quanti e qualitativamente.


Qual o conteúdo das notas explicativas?



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Exemplificação de nota exemplificativa

Podemos inferir que a Lei das Sociedades por Ações traz em seu artigo 176, §4°, todas as demonstrações que serão complementadas por notas explicativas e outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício.

A partir disso, conseguimos ressaltar que, para esclarecer determinado dado, as notas explicativas devem dissertar sobre assuntos que são predeterminados.


De qual forma o parágrafo quinto, do artigo 176, versa sobre essa temática?

Iremos observar que ele trata as notas explicativas a partir do fato de que elas devem apresentar informações sobre a base de preparação das demonstrações financeiras e das práticas contábeis específicas selecionadas e aplicadas para negócios e eventos significativos. Sendo assim, esse inciso disserta sobre o conceito geral das notas explicativas, que deve informar ao leitor qual foi a base utilizada para realizar os cálculos contábeis, qual forma de trabalho foi adotada (por exemplo, qual regime de tributação possui a empresa) e, se as informações apuradas são relevantes.

Já em seu inciso II, há um direcionamento para a divulgação das informações exigidas pelas práticas contábeis adotadas no Brasil que não estejam apresentadas em nenhuma outra parte das demonstrações financeiras. Dessa forma, o segundo dever de uma nota explicativa é evidenciar as informações nas demonstrações contábeis desde que as mesmas estejam de acordo com as normativas brasileiras.

Contudo, se não for possível, em situações onde a sede da organização situa-se no exterior e todos os seus documentos são gerados fora do país, os assuntos que se referirem à atividade mercantil em solo brasileiro deverá ser apresentada e dissertada em forma de nota explicativa no padrão normativo brasileiro, tudo que contiver nas demonstrações contábeis.

Por conseguinte, quando observamos o inciso III, veremos que existe um fornecimento de informações adicionais que não são indicadas nas próprias demonstrações financeiras e consideradas necessárias para uma apresentação adequada. Logo, as notas explicativas também devem, de forma conceitual mais conhecida, agir como um documento de informações adicionais, servindo para acrescentar conceitos que não foram trabalhados em momento oportuno.


O que foi alterado a partir da Lei 6.404/76?

Temos que a Lei 6.404/76 e alguns de seus artigos foram modificados pela lei 11.638/07, adequando assim os conceitos sobre vários tópicos do qual trata a lei, inclusive sobre as notas explicativas.

Com isso, as notas são elaboradas para diversos fins, que seria o de destacar qual o alicerce que baseou a preparação das demonstrações, e expor/fornecer informações de caráter relevante que, por algum motivo, não consta ou foi pouco trabalhada nos documentos contábeis.

Dessa forma, temos que esse conceito corrobora com o inciso IV, § 5°, ainda da Lei 6.404/76, o qual indica os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais, especialmente estoques, dos cálculos de depreciação, amortização e exaustão, de constituição de provisões para encargos ou riscos, e dos ajustes para atender a perdas prováveis na realização de elementos do ativo.

Por fim, iremos observar que, de acordo com Carlos Marion, expressar as principais práticas contábeis significa informar aos usuários das Demonstrações Contábeis o “modos operandi” da contabilidade, que trata de quais os critérios o contador responsável utilizou para realizar determinados cálculos, como seria o caso da depreciação, estoques, provisões com funcionários, dentre outros.