Propriedade Privada
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Propriedade Privada


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Propriedade Privada


Introdução



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A propriedade privada é uma dos direitos constitucionais e que, durante a história, trouxe diversas discussões sobre sua necessidade e utilidade

Inicialmente, iremos estudar sobre o que seria a propriedade privada sob uma perspectiva histórica, além de verificarmos como essa ideia de propriedade foi entendida com o passar dos séculos e qual a sua relação com o mundo jurídico.


Contexto histórico

Primeiramente, temos que diversas teorias são apresentadas pelas doutrinas na tentativa de se buscar uma explicação sobre a propriedade privada e o porquê dela ser a razão pela qual leva um indivíduo a se tornar dono de uma coisa ou a base jurídica do exercício do direito em análise.

Dessa forma, a teoria da primeira ocupação, a qual entendia que o homem exerce domínio sobre os bens ainda considerados sem dono, foi estabelecida por Grócio, em que tal teoria do trabalho apresentada por Locke, visa estabelecer que o domínio da coisa se daria através do momento em que o trabalho humano conseguisse transformar a matéria-prima, não sendo apenas por ocupação. Logo, essa teoria da natureza humana, declara que a propriedade é dadiva divina.

Por outro lado, a teoria positivista defendida por Montesquieu, diz respeito ao direito à propriedade privada que passou a ser regido e regulamentado pelo legislador, atendendo ao que seja considerado bem comum. Dessa forma, a teoria da função social, defendida por Josserand, conceitua do direito à propriedade privada no sentindo de que o bem não é um direito, mas uma prática voltada a atender o interesse público e coletivos.


O que a teoria da natureza humana afirma sobre a propriedade privada?

Iremos inferir que a teoria da natureza humana traz consigo o entendimento de que a propriedade é consolidada a parti da natureza humana, sendo essa essencial para que haja a estruturação do núcleo familiar, além de ser fundamental para a existência humana, condicionando a essência e pressuposto de liberdade.

Além disso, alguns autores afirmam que essa teoria busca declarar a propriedade como sendo uma dádiva divina, sendo predominantemente praticada na cultura romano-germânico. Contudo, no direito romano, tinha-se uma ideia de propriedade ligada diretamente à religião, onde cada um dos imóveis de propriedade privada de cada família estaria sob os cuidados da divindade ancestral.


Como se deu o conceito de propriedade privada no mundo jurídico?

Temos que o início da tentativa de se instituir um determinado conceito de propriedade no ordenamento jurídico, foi influenciado, diretamente, pelo Direito Romano, em que o domínio sobre a propriedade era considerado individual, pois, esse bem era tido como sendo uma dádiva oferecida pelos deuses protetores do proprietário.

Já o direito à propriedade privada é o mais amplo dos direitos reais, pelo fato de fornecer ao proprietário maior autonomia em suas ações sobre o bem, podendo exercer sobre a propriedade qualquer atividade da forma como bem entender, e que a definição desse direito se torna complexa.

Por outro lado, é possível observarmos que a estrutura do direito de propriedade é formada por um aspecto econômico e por um aspecto jurídico. A partir disso, quando observamos o aspecto econômico, estará sendo identificado a faculdade de usar, fruir e dispor, revelando a potencialidade de utilização econômica do bem.

Contudo, quando estamos diante do aspecto jurídico, isso se traduz a partir da possibilidade de se utilizar das vias judiciais para repelir a ingerência alheia, para reaver a propriedade com a ação reivindicatória e protegê-la por meio das ações postas à disposição do proprietário.


De qual forma a Constituição observa a propriedade privada?



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A Constituição Federal ilumina os direitos e garantias fundamentais dos cidadãos brasileiros

Podemos inferir que a propriedade privada é considerada como sendo um direito fundamental pelo fato de ser estabelecido constitucionalmente. No entanto, esse direito está condicionado ao direcionamento de sua função social, sendo que quando tal requisito é cumprido, o mesmo servirá de garantia ao direito de propriedade.

Com isso, a aquisição de uma propriedade privada urbana tem por objetivo principal, realizar a promoção do acesso à moradia, sendo que as normas regulamentadoras do exercício da função social é Estatuto da Cidade, que diz respeito a organização do solo urbano e função social da propriedade urbana, prevendo seu conteúdo e elencando as sanções impostas ao seu descumprimento.