Sociedade em Nome Coletivo
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Sociedade em Nome Coletivo


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Sociedade em nome coletivo


Introdução



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Representação de sociedade em nome coletivo

Inicialmente, iremos abordar o que seria uma sociedade que possui nome coletivo, assim como o que faz incide em sua aplicabilidade e quais são as suas principais características.


O que seria uma sociedade em nome coletivo?

Primeiramente, temos que a sociedade em nome coletiva não teve sua gênese no Brasil, pois, a mesma é existente desde o período da Idade Média, em que sua origem se deu a partir do meio familiar daquela época em que as pessoas buscavam se associar para que fosse possível o exercício de suas atividades, além disso o patrimônio de todos os membros da família se confundia com o patrimônio da sociedade, fazendo com que todos respondessem pelas dívidas da sociedade.


A quem se direciona a constituição desse tipo de sociedade?

Iremos perceber que esse tipo de sociedade é constituído a partir de uma sociedade restrita a pessoas naturais, sejam elas pessoas físicas, que podem ser empresário individual ou não, em que não é admitido que outras sociedades, como as pessoas jurídicas, participem do quadro que é composto pelo societário de uma sociedade em nome coletivo.

Quando nos referimos ao objeto social, estamos diante de um tipo societário que tem a possibilidade de explorar a atividade econômica, comercial ou até mesmo civil, em que, perante terceiros, esses sócios respondem de forma solidária e ilimitadamente.

Já os fatos que constituem os bens particulares dos sócios ficam sempre sujeitos à responder pelas dívidas da sociedade que ocorre em decorrência da responsabilidade ser ilimitada, sendo considerada, certamente, como o ponto principal para que fosse possível a sua quase inexistência do mercado nacional.


Quais as limitações que são enfrentadas?

Uma das limitações que ocorrem constantemente, está no fato de que não possui validade perante terceiros, em que entre os sócios pode haver uma limitação de cunho de responsabilidade, desde que seja previsto, dentro do contrato social ou em algum aditivo que seja assinado por todos.

Uma outra particularidade existente na sociedade em nome coletivo, está no fato de que existe a formação do nome empresarial, o que só é admitida a firma social, em que, nesse, só pode conter o nome dos sócios ou de alguns deles com poderes de gerência, possuindo uma expressão que é denominada de “& Companhia” ou de “&Cia.”. Dessa forma, somente os sócios só podem administrar a sociedade, visto que o contrato precisa estabelecer, previamente, todos os limites de sues poderes de gestão, não sendo de forma alguma permitida a figura do administrador não sócio.

Com isso, as quotas dos sócios dentro da sociedade em nome coletivo, em que é uma sociedade que possui tempo indeterminado, não estão sujeitas à liquidação para que haja o pagamento de dívidas particulares desses sócios, em que esse seria o único atrativo para que houvesse a constituição de uma sociedade em nome coletivo, visando sempre o fato de possuir quotas livres de liquidação que surgem em decorrência de dívidas que são pessoais dos sócios, as quais irão depender das circunstâncias e não estarão sujeitas a desconsideração da pessoa jurídica, podendo ser utilizado este tipo de societário como uma forma de proteger ou até mesmo blindar o patrimônio de sócios que possuam a boa fé e que estão sujeitos a dificuldades em potencial.


Papel do Código Civil nessas relações



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Direito Civil é responsável por regular as atividades da sociedade em nome coletivo

Ao analisarmos o papel do Código Civil, iremos inferir que existem poucas referências no que se refere aos termos que regrem este tipo de sociedade, em que podemos encontrar nos artigos 1039 a 1044 as principais denominações e regramentos.

Para que seja possível estabelecimento de sua constituição, assim como o seu devido funcionamento e administração, o código visa determinar todas as normas que devem ser aplicadas, espelhando-se nas sociedades consideradas simples, buscando sempre não conflitar com sua especificidade.

Diante disso, torna-se imprescindível que o contrato social contenha todas as cláusulas que sejam previstas dentro do artigo 997, contendo os devidos ajustes que são relativos ao nome empresarial que na sociedade que possui um nome coletivo deve ser adotada a firma, a qual é composta pelos nomes dos sócios, sendo vedado qualquer tipo de utilização que seja referente à denominação de cunho social.