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Súmula Vinculante

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Súmula vinculante


Introdução



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Fachada da entrada do Superior Tribunal Federal

Inicialmente, iremos estudar o que seria uma súmula vinculante, assim como iremos observar quais são as suas principais características, aplicabilidade, origem, além de estabelecermos quando elas são utilizadas e qual sua referência jurídica.

Dessa forma, precisamos entender que a quantidade de processos que são demandados ao Supremo Tribunal Federal, o qual é uma das cortes que mais recebe processos no mundo, é gigantesco. Além disso, esses processos, por muitas vezes, possuem temáticas muito similares ou até mesmo iguais, as quais já foram examinadas diversas vezes, porém, continuam sobrecarregando a pauta do STF, visto que essa corte recebe uma quantidade de competências enormes que são disciplinadas pela Constituição Federal.


Origem do pensamento para atenuar essa problemática

Voltado para essa preocupação que assustava essa corte, Victor Nunes Leal, que era Ministro do Supremo Tribunal Federal, buscou alterar a situação dessa problemática propondo uma alternativa que viabilizasse meios mais eficientes para combater os problemas repetitivos.

Logo, ele pensou na construção de um mecanismo que servisse para que houvesse a pacificação das interpretações judiciais, fazendo com existisse uma transformação de forma a simplificar os enunciados, a qual iria possibilitar a aplicação imediata pelos demais Juízes e Tribunais do país.

Com isso, foi evidenciado a súmula, a qual seria um novo método de trabalho, que era capaz de gerir, de forma bastante eficiente, todas aquelas decisões que haviam sido tomadas pelo Superior Tribunal Federal em todas as situações que fossem consideradas similares. Dessa forma, as súmulas tiveram uma boa aceitação em diversos Tribunais do país, as quais foram editadas por esses tribunais para tratar das mais variadas matérias, em que dentro do próprio Tribunal Federal, já se tem cerca de 736 súmulas que estão disponíveis para que sejam consultadas, mostrando quantos temos foram pacificados pela maior corte do país.


Qual o problema que as súmulas trouxeram?

Diversos autores apontam que a problemática trazida pelas súmulas são referentes ao fato delas violarem a livre convicção de cada magistrado, em que, agora, em lugar de decidir de acordo com a convicção que foi juridicamente fundamentada e amparada dentro da Constituição Federal e pelas demais leis, os Juízes teriam que aplicar, automaticamente, essas súmulas, estando juridicamente subordinados aos tribunais.


Qual foi a solução encontrada para o entendimento das súmulas?

Temos que a solução que foi encontrada afirmou que era possível o entendimento da facultatividade no uso das súmulas e, a partir disso, os juízes, podem aplicar a súmula do tribunal ao sue caso concreto, utilizando de seus argumentos, alinhando isso a um entendimento adotado pela Corte que ocupa papel superior dentro da organização do Poder Judiciário.

Por conseguinte, em caso contrário, é possível que haja uma fundamentação em sentido distinto, tomando como base o chamado princípio do livre convencimento motivado.

Logo, passaram-se muitos anos que já utilizamos as súmulas, em que estas passaram a ser conhecidas como sendo súmulas persuasivas, na medida em que poderiam, ou não, ser adotadas através dos Juízes no julgamento dos seus processos, porém, a partir de uma mudança ocorrida em 2004, na Constituição Federal de 1988, surgiram as súmulas mais especiais, que foram chamadas de vinculantes.


Então, o que seriam as súmulas vinculantes?



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Definição do que seria as súmulas vinculantes

Podemos inferir que as súmulas vinculantes são aquelas que representam uma determinada categoria diferenciada, a qual é dotada de teor obrigatório, obrigando a Administração Pública e todos os demais Juízes e Tribunais a seguir o conteúdo que está presente dentro da súmula, em que é possível encontrar diversos exemplos no acervo do Superior Tribunal Federal.

Por fim, temos que os efeitos das sumulas vinculantes são bastante importantes, visto que, caso os outros magistrados não a sigam, a decisão violadora da súmula será passível de ser questionada perante o próprio Supremo, através de um instrumento que é denominado de reclamação constitucional, como já é previsto dentro do parágrafo terceiro, presente no artigo 103-A da Constituição Federal, o qual foi passível de críticas por aqueles que descordam dessa obrigatoriedade jurídica proveniente de órgão superior aos demais.