Substâncias Psicoativas
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Substâncias Psicoativas


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SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS

Substâncias psicoativas são compostos que agem principalmente no Sistema Nervoso Central, promovendo “alterações nas sensações, no grau de consciência ou no estado emocional, de forma intencional ou não”. Os efeitos dessas substâncias no organismo dependem da droga utilizada, da quantidade, das características individuais da pessoa e das circunstâncias do consumo.

Embora o senso comum associe a palavra droga a substâncias narcóticas, que alteram o estado de consciência e que causam dependência, esse termo é definido tecnicamente como qualquer substância que, quando administrada a um organismo vivo, produz um efeito biológico.

Considerando o critério de legalidade, as substâncias psicoativas podem ser divididas em dois grupos: lícitas e ilícitas. As drogas lícitas são aquelas cujo uso é permitido por lei, podem ser compradas de maneira livre ou sob prescrição de profissional habilitado e sua comercialização é legal. As drogas ilícitas, por outro lado, são proibidas por lei.



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Exemplos de drogas licitas e ilicitas pela lei brasileira.

Em relação aos efeitos, as drogas psicoativas podem ser classificadas em drogas depressoras e drogas estimulantes.


Drogas Depressoras

Atuam diminuindo a atividade mental, tornando-a mais lenta. Promovem diminuição da atenção, da concentração e da capacidade intelectual. São exemplos os fármacos ansiolíticos, os analgésicos opioides e o álcool.

Uma das classes mais importantes de ansiolíticos é a dos benzodiazepínicos. O primeiro deles, o clordiazepóxido, foi sintetizado por acidente nos laboratórios Hoffman-La Roche em 1961, e sua atividade farmacológica descoberta de forma inesperada em uma triagem de rotina. A estrutura básica dos benzodiazepínicos é composta de um anel de sete membros fundido a um anel aromático, com quatro grupos ligados, que podem ser modificados, gerando os diferentes fármacos conhecidos. A figura abaixo mostra a estrutura química do diazepam.



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Estrutura quimica do farmaco benzodiazepinico Diazepam.

Dentre os analgésicos opioides, o mais conhecido é a morfina. Quimicamente, trata-se de uma molécula cuja atividade opioide depende principalmente dos grupamentos hidroxila livre no anel benzênico, que liga-se a um átomo de nitrogênio através de dois átomos de carbono. Outras moléculas variantes da morfina têm sido sintetizadas substituindo-se alguns grupamentos, porém sem modificar, ou modificando pouco essa estrutura básica, a fim de manter a atividade opioide.



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Estrutura quimica da morfina e de dois de seus derivados.


Drogas Estimulantes

Essas substâncias podem ser subdivididas em dois grandes grupos: os estimulantes psicomotores e os psicomiméticos ou alucinógenos.

### Estimulantes Psicomotores

Promovem excitação e euforia, redução da fadiga, aumento da atividade motora e podem, ainda, potencializar as funções cognitivas. São exemplos a cafeína, o tabaco e a anfetamina.



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Estrutura quimica da anfetamina.

### Estimulantes Psicomiméticos

Alteram os padrões de pensamento, percepção e humor sem provocar grande estimulação psicomotora ou depressão. Geralmente não têm uso medicinal, são utilizados para fins recreativos. Como exemplos, pode-se citar a maconha e o ácido lisérgico (LSD).



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Estrutura quimica do LSD.



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Estrutura quimica do THC, principio ativo da Cannabis sativa - maconha.


Solventes e Inalantes

Outra classe de substâncias psicoativas é a dos solventes e inalantes, que são bem diferentes no aspecto químico. Como exemplos, pode-se citar a gasolina, cola, benzina, esmaltes, removedores, acetonas, lança-perfume, vernizes, fluido de isqueiro, “loló”, entre outros. Uso muito comum entre pessoas, principalmente

crianças e jovens, de baixa renda devido ao baixo custo e facilidade de acesso. O mecanismo de ação parece relacionar-se a uma alteração nas membranas neuronais, alterando sua permeabilidade a íons e a sua função.