Platão
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Platão


Vida e Obra

O filósofo Grego Platão nasceu na antiga Atenas em 428 a. C., que alguns diriam ser a capital e o berço da civilização Grega, e é o padrão do pensamento Grego por excelência. Sua Academia, em Atenas, foi a primeira instituição de ensino superior da sociedade Ocidental. Platão foi um dos aprendizes de Sócrates, e deles o que mais teve repercussão nas gerações seguintes. Entre suas principais obras estão “O Banquete” e a “República”, onde ele explica conceitos básicos sobre amor e justiça, que têm repercussão até hoje na nossa sociedade.

Curiosidade: O nome “Platão” é na verdade um apelido. Seu pai teria o nomeado “Arístocles”, que era o nome de seu avô. Mas ainda jovem seu treinador o apelidou “Platon”, que se pode traduzir para “platos largos” ou “ombros largos”, devido a sua aparência robusta de nadador.


Teoria do Conhecimento - A Caverna e O Mundo das Ideias


O Mito da Caverna

Platão desenvolveu uma das primeiras Teorias do Conhecimento da História da Filosofia. Para explicá-la, usou a Alegoria da Caverna que inclusive ficou pra sempre conhecida e referenciada. No mito da caverna, ele descreve um grupo e homens que vivem no interior de uma caverna, presos e acorrentados, de costas para a entrada. Eles nascem e crescem dentro dela. Atrás deles tem uma fogueira, pela qual passam pessoas com objetos que representam homens e outras coisas vivas. E os homens na caverna só veem os objetos nas suas sombras, e nunca os homens que os carregam. Ao mesmo tempo, pelas paredes da caverna, entram os sons que vêm de fora, e os homens acorrentados relacionam os sons com as imagens. Um dia, um dos homens é libertado, vê a fogueira e sai para fora da caverna, e seus olhos acostumados com a escuridão ficam cegos com a luz do sol. Ele volta para a caverna, e seus olhos já acostumados com a luz ficam cegos na escuridão. Quando ele conta para seus irmãos na caverna sobre a farsa que estão vivendo, eles o veem como cego e louco, e concluem que a viagem para fora da caverna o enlouqueceu e adoeceu, e decidem proibir a saída da caverna.

O Mito da caverna demonstra perfeitamente a teoria de Platão. No mito, as pessoas são enganadas pelo que se apresenta pelos sentidos, pelo que elas viram e ouviram a vida toda na caverna. Para Platão, os sentidos são enganosos, eles são capazes de causar ilusões nas pessoas e esconder delas a verdade. O conhecimento verdadeiro é a saída da caverna, do mundo dos sentidos, que enganam, para o mundo das ideias, das verdades, da luz. O verdadeiro conhecimento das coisas não está meramente nos sentidos mas também exige um trabalho pessoal de cada um, de investigação.


O Mundo das Ideias

Platão separa a realidade em dois mundos, o mundo dos sentidos e o mundo das ideias. O mundo dos sentidos é o mundo em que vivemos, é tudo o que podemos ver e podemos tocar. O mundo das ideias é o mundo das formas, da verdade das coisas do mundo sensível. Entenda-se, no mundo sensível, as coisas não tem uma forma exata e perfeita, as coisas materiais vêm de várias formas e cores diferentes. Mas nós conseguimos identificá-las como semelhantes. No caso das árvores, por exemplo, nunca se encontraria no mundo dos sentidos duas árvores iguais. No entanto reconhecemos que ambas são o que chamamos “árvore”. De acordo com Platão, o que acontece no processo do conhecimento é que, ao vermos a árvore, nós reconhecemos na árvore do mundo sensível, na árvore ideal, *verdadeira, *original e perfeita, do mundo das ideias.



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Representação de Platão apontando o Mundo das Ideias


Política - A República e Justiça

Para a política Platão tem somente um ideal: A Justiça. Tanto que ele passa praticamente toda sua obra sobre o assunto, “A República” perseguindo a resposta de “o que é a justiça”, em paralelo analisando “qual é a melhor maneira de ser do Homem” e “o que leva o Homem a felicidade”. Para Platão a Justiça está relacionada à pureza da alma, à fidelidade, à verdade, etc… O Homem justo é aquele que não engana os outros.


Ética - O Amor Platônico

Na sua obra “O Banquete”, Platão discute o que é o amor num debate entre vários filósofos. Quem diz enfim a verdadeira natureza do Amor na história é Sócrates, que conta a história do nascimento do amor, através de Diotima. O Amor (Eros) de acordo com ela, é filho da Pobreza (Pênia) e do Recurso (Poros), dois deuses da mitologia que representavam, respectivamente, a falta, a necessidade, e o ávido, desejo por saber. De acordo com Diotima o Amor é “sempre pobre, e longe está de ser delicado e belo, sempre por terra e sem forro […] porque tem a natureza da mãe”* e “Segundo o pai, porém, é insidioso com o que é belo e bom, e corajoso […] a filosofar por toda a vida”. Tudo que conquista lhe escapa, nunca consegue o que realmente quer. O Amor platônico é o *desejo, e só se pode desejar, aquilo que não possui. É eterna busca, quando não tem, deseja, e quando tem, perde o desejo.



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Estátua de Eros, o deus do Amor