Estudo de tempos e movimentos

Estudo de tempos e movimentos


DisciplinaRacionalização Industrial9 materiais89 seguidores
Pré-visualização50 páginas
ESTUDO DE MOVIMENTOS E DETEMPOS: 
PROJETO E MEDIDA DO TRABALHO 
FICHA CATALOGRÁFICA 
(Preparada p e l o C e n t r o de Catalogação-na-fonte, 
C â m a r a Bras i le i ra d o L iv ro , SP) 
Barnes, Ralph Mosser, 1900- 
B241 e Estudo de movimentos e de tempos: projeto e medida 
do trabalho [por] Ralph M. Barnes; tradução da 6.a ed. 
americana [por] Sérgio Luiz Oliveira Assis, José S. Guedes 
Azevedo e Arnaldo Pallotta, revisão técnica [por] Miguel de 
Simoni e Ricardo Seidl da Fonseca. São Paulo, Edgard 
Blucher, 1977. 
Bibliografia. 
1. Estudo de movimentos 2. Estudo de tempos I. Título. 
Índ ices p a r a catá logo sistemático: 
1. Estudo de movimentos : Administração da produção 
658.542 (1 7.) 658.5423 (1 8.) 
2. Estudo de tempos :Administração da produção 
658.542 (1 7.) 658.5421 (1 8.) 
-. 
RALPH M. BARNES 
Professor da Universidade da Califórnia 
ESTUDO DE MOVIMENTOS E DETEMPOS: 
PROJETO E MEDIDA DO TRABALHO 
tradução da 6.a edição americana 
Tradução: 
Sérgio Luiz Oliveira Assis, 
José S. Guedes Azevedo e 
Arnaldo Pallotta 
Revisão técnica: 
Miguel de Simoni e 
Ricardo Seidl da Fonseca 
Titulo original 
Motion and time study: design and measurement o f work 
Copyright @ 1968 by John Wiley & Sons 
direitos reservados 
para a lingua portuguesa pela 
Editora Edgard Blucher Ltda. 
1977 
É proibida a rgprodução total ou parcial 
por quaisquer meios 
sem autorizacão escrita da editora 
EDITORA EDGARD BLUCHER LTDA. 
O 1000 CAIXA POSTAL 5450 
END. TELEGR~ICO : BLUCHERLIVRO 
SÃo PAULO - SP - BRASIL 
Impresso no Brasil Printed in Brazil 
PREFÁCIO DA SEXTA EDIÇAO 
O objetivo principal deste livro é sugerir meios de se promover o cumprimento das 
metas da organização, melhorando a eficiência humana. De acordo com esse objetivo, a 
presente revisão foi feita a fim de se apresentar uma nova abordagem para o projeto do tra- 
balho e para os sistemas administrativos, que possibilitará aos objetivos da organização 
promoverem-se melhor, aumentará a utilidade do engenheiro de produção e induzirá maior 
satisfação e maior remuneração ao pessoal de chefia e supervisão e ao pessoal de produção 
- especialmente para o último grupo. 
Novos conhecimentos extraídos das pesquisas das ciências sociais e comportamentais 
foram assimilados, interpretados e aplicados por administradores e engenheiros de produção 
com grande proveito. Reconhece-se que, apesar de ser o salário um estimulador poderoso, 
as-pessoas são igualmente motivadas por outras coisas. Elas desejam trabalho significativo, 
oportunidades para desenvolverem seus talentos, aprenderem novas habilidades, progre- 
direm através de melhores trabalhos, recebendo salários mais altos e assumindo maiores 
responsabilidades. 
As técnicas de medida do tempo e os procedimentos de resolução de problemas apre- 
sentados neste livro podem ser usados pelo engenheiro de produção, pelo supervisor, pelo 
trabalhador e pelas equipes de trabalho. Acredita-se que o pessoal de chefia e supervisão 
e o pessoal de produção, trabalhando juntos, podem aprender a considerar as metas da or- 
ganização e as suas, atingindo objetivos mutuamente satisfatórios. Além disso, reconhece-se 
que as pessoas têm habilidade criativa e que usarão esta habilidade, agindo individualmente 
ou como membro de uma equipe, a fim de cumprirem as metas que ajudaram a estabelecer. 
Resultados de várias pesquisas parecem indicar que os principais fatores que determinam 
a satisfação no trabalho são: realização, reconhecimento, o trabalho em si, responsabilidade 
e progresso. Se o administrador conseguir proporcionar um ambiente no qual esses fatores 
atuem de modo eficaz, o pessoal reagirá positivamente. Esses fatores são os motivadores. 
Por outro lado, os fatores de apoio incluem a política da empresa, supervisão, relações inter- 
pessoais e condições de trabalho. Tais fatores não são motivadores por si mesmos. Entre- 
tanto se esses fatores são razoavelmente satisfeitos, os motivadores diretos podem atuar mais 
eficientemente. Numa situação onde os meios contentadores estão ausentes ou são restritos, o 
empregado concentra sua atenção nos fatores de apoio, que podem se tornar descontentadores. 
Segundo este novo enfoque, o engenheiro de produção gasta menos tempo realizando 
as funções profissionais que geralmente lhe são atribuídas. A maior parte de seu tempo de 
trabalho é destinada para dar assistência ao pessoal de chefia e supervisão e ao pessoal de 
produção. Para isso, ele deve entender inteiramente a teoria da motivação e apoio e ter par- 
ticipado de algumas aplicações bem sucedidas da mesma. Além disso, ele conhece os bene- 
fícios que resultam para a organização e para o pessoal, na forma de menores custos, melhor 
qualidade, produção mais alta por homem-hora, maiores lucros para a empresa, e maior 
satisfação, salários mais altos e maior auto-realização para os funcionários. 
As necessidades exigidas para idealização e operação deste sistema de trabalho humano 
mais eficiente serão novas para muitas pessoas, e será preciso considerável tempo para serem 
entendidas e aceitas. A implementação pode tomar muitas formas diferentes. Não é preciso 
seguir nenhum sistema ou procedimento específico. É a teoria lógica e a filosofia que são 
importantes, não o mecanismo. 
No primeiro capitulo desta nova seção (Cap. 38) e apresentada uma breve discussão 
da organização do trabalho desde os tempos mais remotos ate o presente. Segue-se uma 
apresentação dos resultados de pesquisas conduzidas pela teoria da motivação e apoio. 
O capítulo seguinte trata da ampliação do trabalho com exemplos de aplicações especificas. 
Um outro capitulo descreve em detalhes O procedimento usado por uma grande empresa 
ao mudar os planos de incentivos salariais convencionais para um novo plano, que incor- 
pora pagamento estável com uma forma de organização que mantém os motivadores em 
ação. O capítulo final apresenta o caso de uma grande empresa que projetou, construiu, 
instalou e está operando uma fábrica em concordância com a teoria da motivação e apoio. 
Espera-se que a descrição bastante detalhada destas aplicações de sucesso, com uma dis- 
cussão da teoria básica, venha proporcionar um incentivo para outras pessoas desenvolverem 
aplicações similares. As recompensas podem ser muito grandes. 
Através dos quarenta anos em que este livro tem estado em processo de desenvolvimento, 
tenho tido assistência constante de administradores, engenheiros e educadores. A estes sempre 
externarei minha grande divida. Meus agradecimentos especiais pela assistência recebida 
em relação a presente revisão para George H. Gustat, Robert J. Rohr Jr., e James A. Richardson, 
da Eastman Kodak Company, Kodak Park Works; para minha filha Elizabeth Barnes 
Parks; e para as 72 empresas que forneceram informações relativas as suas práticas correntes 
de engenharia de produção. 
Ralph M. Barnes 
Los Angeles, California, 1968 
PREFACIO DA QUINTA EDIÇÃO 
A grande expansão industrial e comercial, verificada em anos recentes, trouxe consigo 
aceitação mais ampla e uso maior do estudo de movimentos e de tempos. Muitas práticas nesse 
campo, que eram usadas unicamente pelas empresas mais progressistas, hoje já são lugares 
comuns. Mais do que isso, o estudo de movimentos e de tempos é aplicado a diversas atividades 
administrativas e a áreas bastante separadas dos problemas industriais. Rápidas mudanças estão 
se processando nesse campo. Hoje, o campo de ação do estudo de movimentos e de tempos é 
mais amplo - agora estamos preocupados com o projeto de sistemas e métodos de trabalho. 
Nosso objetivo é encontrar o método ideal ou o que mais se aproxima do ideal para ser usado 
na prática. No passado, dava-se mais importância à melhoria dos métodos existentes em vez 
de se definir o problema ou formular os objetivos, encontrando