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Movimentos sociais 2019

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Os movimentos sociais são ações coletivas de um grupo de indivíduos que defende e luta por alguma causa ou por um objetivo em comum, seja para transformar ou buscar a manutenção de algo dentro de uma sociedade.
Essa ação tem uma demanda política ou social, podendo ser contra ou a favor do Estado. Independente de qual seja o movimento, ele sempre tem uma pauta, ou seja, um propósito para defender.
Movimentos Sociais:
 A origem dos movimentos sociais
Os movimentos sociais surgiram como consequência da Revolução Francesa e da Revolução Industrial, ainda no século XIX. A Queda da Bastilha, de 14 de julho de 1789, foi responsável pelo desabamento de uma monarquia que já existia há mais de 13 séculos na França.
Com o aumento do desemprego, das baixas condições salariais e da marginalização, grupos de operários passaram a reivindicar direitos trabalhistas. Os movimentos sociais da época eram então compreendidos como o proletariado contra a burguesia.
Porém, após a segunda metade do século XX, os ditos "novos movimentos sociais" passaram a surgir para reivindicar modelos diferentes de mudanças sociais.
As características dos movimentos sociais
Os movimentos sociais podem agir em diversos âmbitos. Os mais conhecidos são o trabalhista, ambiental, político, racial e de gênero.
Ou seja, qualquer grupo de pessoas que defenda, lute e corrobore para uma causa é considerado um movimento social ao se manifestar através de suas pautas. Porém, os movimentos sociais podem ser caracterizados em maneiras diferentes:
Movimento de transformação: são criados para modificar algum aspecto político ou social através de reivindicações;
Movimento de conservação: esse tipo de movimento social surge para manter algum aspecto político ou social;
Movimentos tradicionais: ocorridos principalmente no séculos XIX, após a Revolução Industrial, esses movimentos possuem temas voltados para classes sociais, com uma grande luta entre o proletariado e a burguesia;
Movimentos novos: são aqueles que têm em sua luta questões de classes, porém sua maior pauta é de cunho identitário, ou seja, são minorias que pedem representatividade e voz dentro da sociedade;
O movimento conjuntural: são aqueles que aparecem em uma conjuntura. É um movimento que se organiza e se estrutura de acordo com uma demanda instantânea, em uma situação específica;
Um movimento estrutural: é aquele que tem demandas e objetivos que serão conquistados em longo prazo. Ou seja, demanda uma alteração completa na estrutura social. Um exemplo de movimento estrutural é o movimento negro, contra o racismo.
Exemplos de Movimentos Sociais
Movimento Feminista
O movimento feminista, também conhecido como o movimento pelo direito das mulheres, é um movimento social estrutural que teve seu início no período da Revolução Francesa.
Os movimentos feministas da primeira onda do século XIX e início do século XX se concentravam nos direitos legais das mulheres, especialmente o direito de voto.
Nos anos 1960 e 1970, a segunda onda feminista, surgida nos Estados Unidos, buscava direitos e oportunidades iguais entre homens e mulheres e a maior liberdade pessoal para as mulheres.
Essa segunda onda tocou em todas as áreas da vida pessoal e social das mulheres-incluindo política, trabalho, família e sexualidade. Seu maior objetivo é acabar com a desigualdade entre os gêneros.
Simone de Beauvoir
Movimento Negro
O movimento Negro, também conhecido como o movimento dos direitos civis americanos, foi um movimento de protesto em massa contra a segregação racial e a discriminação no sul dos Estados Unidos, que ganhou proeminência nacional na década de 1950.
Esse movimento teve suas raízes nos escravos africanos e seus descendentes, e tinha por objetivo resistir e combater à opressão racial e abolir a instituição da escravidão. Assim, alcançaram um importante avanço na legislação de direitos iguais para afro-americanos.
Embora a aprovação da legislação dos direitos civis tenha sido vitoriosa para o movimento, militantes negros começaram a entender a sua luta como um movimento de liberdade.
Martin Luther King, um dos principais ativistas do movimento negro nos Estados Unidos, durante seu discurso "Eu tenho um sonho", em 28 de agosto de 1963.
Movimento Estudantil
O ativismo estudantil é o caminho utilizado por alunos em prol de mudanças políticas, ambientais, econômicas ou sociais. Embora muitas vezes focados nas escolas e universidades, grupos de estudantes sempre influenciaram grandes eventos políticos.
Embora o ativismo estudantil seja constantemente associado à política de esquerda, os movimentos estudantis de direita não são incomuns. Grandes grupos de estudantes lutaram contra o apartheid na África do Sul, por exemplo.
O ativismo estudantil em nível universitário é quase tão antigo quanto a própria universidade. Estudantes em Paris e Bolonha organizaram ações coletivas no início do século XIII, principalmente sobre questões da própria cidade.
Nos Estados Unidos, a inquietação estudantil adquiriu conotações políticas durante a Revolução Americana (1765 - 1783). No final do século XIX, muitos estudantes americanos abraçaram as novas teorias do socialismo e do comunismo e passaram a colocar estes postulados em seus movimentos.
Já no Brasil, o movimento estudantil ganhou maior força na década de 1970, com os grêmios de estudantes contra o regime militar.
Os estudantes brasileiros fizeram parte de grandes manifestações contra o sistema e decisões políticas. Uma das mais famosas foi a manifestação conhecida como Caras-pintadas, em 1992. Um grande movimento estudantil que pedia o impeachment do então presidente Fernando Collor.
Os estudantes e movimentos estudantis brasileiros têm o apoio de grandes organizações não governamentais como o DCEs (Diretórios Centrais Estudantis), as UEEs (Uniões Estaduais dos Estudantes) e a UNE (União Nacional dos Estudantes).
Ditadura militar é o regime político no qual membros das Forças Armadas de um país centralizam política e administrativamente o poder do Estado em suas mãos, negando à maior parte dos cidadãos a participação e a decisão nas instituições estatais.
Ditadura militar no Brasil
No Brasil, o período mais recente de ditadura militar ocorreu entre os anos de 1964 e 1985. Com o argumento de evitar a realização de uma ditadura comunista no Brasil, em período de Guerra Fria, as Forças Armadas brasileiras realizaram um golpe de Estado em 31 de março de 1964, que depôs o presidente João Goulart. Eleito como vice-presidente em 1960, Jango (como era conhecido) assumiu o poder após a renúncia de Jânio Quadros, em 1961.
O que é Golpe de Estado?
Defendida pelos militares como uma ação revolucionária, a ditadura que vigorou no Brasil pode ser caracterizada como uma ditadura civil-militar. Isso em decorrência da efetiva participação de setores importantes do empresariado brasileiro, principalmente os ligados aos grandes bancos e federações industriais do país.
Consequências do regime militar no Brasil
A ditadura civil-militar no Brasil foi marcada pela extrema violência com a qual foram combatidos os opositores do regime. Prisões arbitrárias, torturas, estupros e assassinatos foram realizados pelas forças militares e policiais no país. Desde o primeiro momento, direitos políticos foram cassados, instaurando ainda uma rígida censura aos diversos meios de comunicação e à expressão literária e artística da população.
Referencias
https://www.stoodi.com.br/exercicios/sociologia/cultura/ninguem-nasce-mulher-torna-se-mulher-nenhum-destino-biologico-psiquico-economico/#
https://www.significados.com.br/exemplos-de-movimentos-sociais/

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