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Ensino Superior (Exceto Direito) 2 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
 Leia o poema abaixo, de Álvaro de Campos (um dos 
heterônimos de Fernando Pessoa), para responder às 
questões de 1 a 5. 
 
 
POEMA EM LINHA RETA 
 
Nunca conheci quem tivesse levado porrada. 
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. 
 
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes 
vil. 
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, 
Indesculpavelmente sujo. 
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar 
banho, 
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, 
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das 
etiquetas, 
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e 
arrogante, 
Que tenho sofrido enxovalhos e calado, 
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo 
ainda; 
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel, 
Eu, que tenho sentido piscar os olhos dos moços de 
fretes, 
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido 
emprestado sem pagar, 
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho 
agachado 
Para fora da possibilidade soco; 
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas 
ridículas, 
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo. 
 
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo 
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, 
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na 
vida... 
 
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana 
Que confessasse não uma violência, mas uma cobardia! 
Não, são todos os Ideal, se os oiço e me falam. 
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma 
vez foi vil? 
Ó príncipes, meus irmãos, 
 
Arre, estou farto de semideuses! 
Onde é que há gente no mundo? 
 
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra? 
 
Poderão as mulheres não os terem amado, 
Podem ter sido traídos – mas ridículos nunca! 
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído, 
Como posso eu falar com meus superiores sem titubear? 
Eu, que venho sido vil, literalmente vil, 
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza. 
 
 
1. A partir da leitura do poema, assinale a alternativa correta. 
 
(A) O eu lírico do poema se encontra plenamente 
satisfeito com as atitudes das pessoas ao seu redor. 
(B) Pode-se afirmar que o eu lírico é extremamente 
corajoso e encrenqueiro. 
(C) A partir de trecho “Eu, que tenho sido cômico às 
criadas de hotel.”, pode-se afirmar que o eu lírico 
exercia a profissão de palhaço de circo. 
(D) Pode-se afirmar que o eu lírico admite possuir 
defeitos e fraquezas que são inerentes a qualquer 
ser humano. 
 
 
2. A partir da leitura do texto, marque V para verdadeiro ou F 
para falso e, em seguida, assinale a alternativa que 
apresenta a sequência correta. 
 
( ) Pode-se afirmar que o eu lírico faz parte da nobreza 
portuguesa e que é repleto de amigos príncipes. 
( ) A partir do trecho “Eu verifico que não tenho par 
nisto tudo neste mundo”, pode-se afirmar que o eu 
lírico tinha acabado de se separar da mulher amada. 
( ) A partir de trecho “Eu, que tenho sofrido a angústia 
das pequenas coisas ridículas”, pode-se afirmar que 
o eu lírico se preocupa somente com problemas sem 
importância. 
 
(A) F/ F/ F 
(B) F/ F/ V 
(C) V/ F/ V 
(D) V/ V/ F 
 
 
3. Leia o trecho abaixo, extraído do poema, e, em seguida, 
assinale a alternativa que apresenta a classe de palavra a 
qual pertence o termo destacado. 
 
“E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas 
vezes vil.” 
 
(A) Substantivo. 
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(B) Adjetivo. 
(C) Verbo. 
(D) Pronome. 
 
 
4. Leia o trecho abaixo, extraído do poema, e, em seguida, 
assinale a alternativa que apresenta um vocábulo que seja 
acentuado pela mesma regra da palavra destacada. 
 
“Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel.” 
(A) Éter. 
(B) Dólar. 
(C) Vatapá. 
(D) Úmido. 
 
 
5. Leia o trecho abaixo, extraído do poema, e, em seguida, 
assinale a alternativa que apresenta a classe de palavra a 
qual pertence o termo em destaque. 
 
“Que tenho sofrido enxovalhos e calado.” 
 
(A) Substantivo. 
(B) Adjetivo. 
(C) Verbo. 
(D) Pronome. 
 
 
6. De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, 
assinale a alternativa que não apresenta um substantivo 
masculino que possa sofrer flexão de gênero. 
 
(A) Aluno. 
(B) Ladrão. 
(C) Telefonema. 
(D) Réu. 
 
 
7. De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, 
assinale a alternativa cujo verbo destacado esteja 
conjugado no pretérito imperfeito do modo indicativo. 
 
(A) Mamãe e eu usamos as mesmas roupas. 
(B) Mamãe e eu usávamos as mesmas roupas. 
(C) Se mamãe e eu usássemos as mesmas roupas. 
(D) Mamãe e eu usaremos as mesmas roupas. 
 
8. De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e 
com relação à concordância verbal, assinale a alternativa 
correta. 
 
(A) Os Estados Unidos é um País economicamente 
forte. 
(B) Minas Gerais encantam os visitantes. 
(C) 85% quer mudanças substanciais na política. 
(D) Tanto a mulher quanto o marido ficaram felizes com 
a gravidez. 
 
 
9. De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e 
com relação à concordância nominal, assinale a 
alternativa incorreta. 
 
(A) Considero sábias mãe e filha. 
(B) Amo a cultura inglesa e a francesa. 
(C) Já lhe paguei a dívida, estamos quite. 
(D) Os alunos da terceira e quarta série vão ao 
laboratório amanhã. 
 
 
10. De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, 
assinale a alternativa cujo termo destacado esteja grafado 
corretamente. 
 
(A) Os arranjos do casamento estavam lindos. 
(B) Este cinto está froucho. 
(C) Ele possui praser em maltratar os outros. 
(D) O garçom sobrevive das gorgetas que ganha. 
 
 
 Leia o poema abaixo, de Carlos Drummond de Andrade, 
para responder às questões de 11 a 15. 
 
 
AS SEM-RAZÕES DO AMOR 
 
Eu te amo porque te amo, 
Não precisas ser amante, 
e nem sempre sabes sê-lo. 
Eu te amo porque te amo. 
Amor é estado de graça 
e com amor não se paga. 
 
Amor é dado de graça, 
é semeado no vento, 
na cachoeira, no eclipse. 
Amor foge a dicionários 
e a regulamentos vários. 
 
Eu te amo porque não amo 
bastante ou demais a mim. 
Porque amor não se troca, 
Não se conjuga nem se ama. 
Porque amor é amor a nada, 
feliz e forte em si mesmo. 
 
Amor é primo da morte, 
e da morte vencedor, 
por mais que o matem (e matam) 
a cada instante de amor. 
 
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11. A partir da leitura do poema, assinale a alternativa correta. 
 
(A) Pode-se afirmar que o eu lírico está sofrendo a 
perda da mulher amada. 
(B) O eu lírico acredita que o amor é um sentimento 
cruel e mesquinho. 
(C) Pode-se afirmar que o eu lírico acredita que o amor 
está contido nas coisas mais simples da vida, como 
o vento, as cachoeiras e os eclipses. 
(D) O eu lírico pensa que o amor é um sentimento que 
segue regras rígidas. 
 
 
12. A partir da leitura do poema, marque V para verdadeiro ou 
F para falso e, em seguida, assinale a alternativa que 
apresenta a sequência correta. 
 
( ) O eu lírico acredita que o sentimento amoroso é 
baseado em uma constante troca. 
( ) O eu lírico afirma que o amor próprio é maior do que 
qualquer outro tipo de amor. 
( ) Pode-se afirmar que o amor é um sentimento tão 
forte que vive de si mesmo. 
 
(A) F/ F/ F 
(B) F/ F/ V 
(C) V/ V/ V 
(D) V/ V/ F 
 
 
13. Leia o trecho abaixo, extraído do poema, e, em seguida, 
assinale a alternativa