A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
7 pág.
Avaliação Final Objetiva - História da África

Pré-visualização | Página 2 de 3

que frequentemente forneciam homens e mulheres para a travessia atlântica era a África Central, representada por vários Estados, denominados genericamente de região de Angola e região do Congo, o Golfo de Benim e a Costa do Ouro. 
(    ) Na África Central, os portugueses detinham um controle privilegiado na compra de escravos devido principalmente à construção de feitorias. Dessa forma, constatamos que boa parte das pessoas escravizadas que nasceram na Eritreia e Moçambique, regiões importantes da África Central, desembarcaram no Brasil e foram vendidas no mercado de Valongo. 
(    ) A captura dos escravos era promovida por companhias especializadas, que inicialmente recebiam o direito de monopólio de exploração. Inglaterra, França, Portugal e Espanha exploravam indiscriminadamente esta atividade, cujos números cresciam ano após ano. Em 1697, a Coroa inglesa extinguiu o monopólio e os números explodiram.
(    ) As feitorias eram construídas para abrigar alguns europeus que contavam com os próprios africanos para fazer todo o serviço. Estes faziam incursões para o interior do continente, munidos de espingardas e munições compradas dos europeus, com objetivo de sequestrar homens e mulheres de diferentes culturas. Também eram responsáveis pela manutenção dos barracões onde ficavam os capturados até a chegada do próximo navio.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
FONTE DA IMAGEM: Mercado de Valongo. Rio de Janeiro, século XIX. Disponível em: <http://bit.ly/2vWbqsV>. Acesso em: 2 jun. 2017.
	
	 a)
	F - V - V - F.
	 b)
	V - F - F - V.
	 c)
	F - V - F - V.
	 d)
	V - F - V - V.
	7.
	Com o fim da 2ª Guerra Mundial, muitos países da África conquistaram a sua independência e começaram a participar ativamente da vida da comunidade internacional, demonstrando a necessidade de restabelecer a historicidade de suas sociedades. E isso foi possível com a superação da fixedez dos modelos de análise da realidade, pois permitiu a pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento extrair dados históricos sobre as especificidades socioculturais dos diferentes povos africanos. Ocorre que estes novos saberes, com raras exceções, não foram disseminados nos espaços de educação no Brasil, o que tende a mudar com a obrigatoriedade da inclusão da História e Cultura afro-brasileira e africana nos currículos da Educação Básica. Cabe ressaltar que o Art., acrescido a Lei 9.394/96, para além da inclusão de novos conteúdos, pretende contribuir para a efetiva educação das relações étnicas e raciais no país. Sobre os princípios que estruturam as Diretrizes Curriculares referente especificamente ao princípio da consciência política e histórica da diversidade, classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas:
(    ) Este princípio deve conduzir à igualdade básica de pessoa como sujeito de direito.
(    ) Este princípio deve conduzir à homogeneidade étnico-racial com objetivo de substituir o foco etnocêntrico assentado nas raízes europeias.
(    ) Este princípio deve conduzir ao conhecimento e à valorização da história dos povos africanos e da cultura afro-brasileira na construção histórica e cultural brasileira. 
(    ) Este princípio deve conduzir à superação da indiferença, injustiça e desqualificação com que os negros, os povos indígenas e também as classes populares às quais os negros, no geral, pertencem são comumente tratados. 
Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
	 a)
	V - F - V - V.
	 b)
	F - V - F - V.
	 c)
	V - V - F - F.
	 d)
	F - V - V - F.
	8.
	É bastante complexa a conceituação da palavra escravidão. Isto porque há dificuldades na diferenciação entre indivíduos submetidos à escravidão daqueles submetidos a diferentes formas de subordinação e exploração. Maciel e Silva (2009, p. 110) destacam que "[...] por mais que a escravidão ao longo da história humana tenha assumido alguns traços mais ou menos universais, seus significados variaram em larga medida ao longo do tempo. Daí decorre que o conceito de escravidão precisa se fundamentar em sua própria historicidade, ou seja, nas diferentes formas que assumiu e nos significados que cada sociedade e época lhe atribuíram". O mesmo ocorre com a conceituação de escravismo e de outras tantas palavras relacionadas ao fenômeno humano escravidão. Sendo assim, nós historiadores precisamos ter muito cuidado ao fazer uso dessas expressões para não cair na armadilha do senso comum. Com relação à conceituação histórica das palavras escravidão e escravismo, analise as sentenças a seguir:
I- A escravidão também denominada de escravismo, escravagismo ou escravatura é a prática social em que um ser humano assume direitos de propriedade sobre outro designado por escravo, imposta por meio da força. Nossa sociedade faz uso da expressão escravo para diversos tipos de situações relativas a formas degradantes de trabalho, ou a um tipo de sujeição considerado humilhante.
II- Várias definições foram propostas para saber o que é ou não um escravo. No geral, se aceita que uma pessoa destituída de seus direitos sociais, afastada de seu grupo de origem, obrigada a cumprir tarefas determinadas pelo seu senhor, passível de ser fisicamente castigada e, principalmente, vendida, é um escravo. Nessa perspectiva, um cativo se tornava escravo quando era comprado. 
III- É fundamental distinguir a escravidão de outras formas de opressão. A principal distinção entre a condição de escravo e outras formas de trabalhos compulsórios, está no fato de a pessoa escravizada ser considerada propriedade do senhor.
IV- Já o conceito de escravismo que é sinônimo de escravidão, é um conceito mais preciso, pois refere-se a sociedades fundadas na utilização do trabalho escravo, dentre as quais, as antigas colônias americanas são exemplo mais bem acabado. 
V- A apropriação de trabalho de outrem no interior de uma sociedade não faz com que ela seja definida como escravista, sendo necessário para isto que esta forma de exploração seja central para a economia em questão, como ocorreu no Brasil até o final do século XIX. 
Assinale a alternativa CORRETA: 
FONTE: MACIEL, Kalina Vanderlei Silva; SILVA, Henrique. Dicionário de Conceitos Históricos. São Paulo: Editora Contexto Diretor editorial, 2009. Disponível em: <http://www.meuportalacademico.com.br/wp-content/uploads/2013/04/SILVA-K-SILVA-M.-Dicion%C3%A1rio-de-conceitos-hist%C3%B3ricos.pdf>. Acesso em: 29 maio 2017. 
SOUZA, Marina de Mello e. África e Brasil Africano. São Paulo: Ática, 2007.
	 a)
	As sentenças II, III e V estão corretas.
	 b)
	As sentenças I, II e V estão corretas.
	 c)
	As sentenças I, IV e V estão corretas.
	 d)
	As sentenças II, III e IV estão corretas.
	9.
	Ainda em tempos longínquos, a escravidão estruturava-se a nível internacional e fortalecia-se por meio de emaranhamentos de laços de parentescos e vínculos de dependência. A prática da escravidão organizada nesta tradição foi incorporada pelos islâmicos que atuavam no comércio de escravos. Com relação à comercialização de escravos praticada pelos negociadores islâmicos e às atividades realizadas pelos cativos, classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas:
(    ) As funções dos cativos eram praticamente as mesmas; dentre os afazeres dos escravos muçulmanos, eram solicitadas também tarefas administrativas, militares e domésticas.
(    ) A escravidão islâmica possuía justificativa política, econômica e religiosa, tanto que as populações confessadas ao islamismo, como as que habitavam as regiões consideradas santas/sagradas, não foram poupadas.
(    ) Crianças e mulheres foram preferidas, uma vez que futuramente poderiam ser inseridas na comunidade islâmica, os meninos como membros do exército e as mulheres como integrantes de haréns. 
(    ) Os escravos não eram exclusivamente a população negra, pois muitas vezes eram prisioneiros de guerra, assim como pagãos, que passavam um determinado tempo reclusos,