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Nulidade do Contrato de Trabalho

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Nulidade do contrato de trabalho


Introdução



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O contrato precisava obedecer todas as regras e leis estabelecidas para não ser nulo

Inicialmente, iremos estudar sobre o que seria a nulidade do contrato de trabalho, assim como analisaremos qual seu embasamento jurídico e suas correntes jurídicas.


O que é o contrato de trabalho?

Primeiramente, temos que o contrato de trabalho é um negócio jurídico onde uma pessoa física se compromete a prestar serviço a uma pessoa jurídica ou pessoa natural, podendo ter sua forma tácita ou expressa.

Dessa forma, dentro de um negocio jurídico observam-se os elementos essenciais para sua existência, quais sejam: agente capaz, objeto licito, possível e determinado, forma prescrita e não defesa em lei, consentimento das partes, ausência de vícios sociais e a causa de sua existência.


De que forma o artigo 166/CC trata a nulidade?



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O Código Civil é o responsável por reger as relações de nulidade do processo

Temos que, frisa-se que o desrespeito de tais requisitos acarreta a nulidade do negócio jurídico conforme art.166 do Código Civil, o qual versa da seguinte forma: for celebrado por pessoa absolutamente incapaz; for ilícito, impossível ou indeterminável o seu objeto; o motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito; não revestir a forma prescrita em lei; for preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua validade; tiver por objetivo fraudar lei imperativa; a lei taxativamente o declarar nulo, ou proibir-lhe a prática, sem cominar sanção.

Diante disso, as nulidades do contrato de trabalho podem ser relativas e absolutas, sendo que as nulidades absolutas lesionam as normas de ordem pública e podem ser sanadas de ofício pelo Juiz ou pelas partes, obtendo efeito retroativo do contrato de trabalho resolvendo a falha contratual de seu início.

Dessa forma, ao que tange a nulidade relativa, atinge somente a norma privada, podendo ser sanada a requerimento das partes, não produzindo efeitos retroativos, valendo seus efeitos a partir da decisão judicial que decreta a nulidade, em que se destaca que o contrato de trabalho que possui como parte um indivíduo incapaz, produz seus efeitos normalmente até o momento da decisão judicial, devendo ser impedido sua continuidade.

Com isso, a capacidade plena para o trabalho se inicia aos 18 (dezoito) anos, sendo considerado absolutamente incapaz o menor de 16 (dezesseis) anos, somente podendo trabalhar na condição de menor aprendiz a partir dos 14 (quatorze) anos nos termos do art.403 da CLT, em que está descrito que é proibido qualquer trabalho a menores de dezesseis anos de idade, salvo na condição de aprendiz, a partir dos quatorze anos.


Qual o objeto desse contrato de trabalho?

Temos que o objeto desse contrato de trabalho deve ser lícito e não contrariar as normas públicas e os bons costumes. Dessa maneira, o objeto do pacto laboral ilícito como: apontador do jogo do bicho, trabalhador que exerce ilegalmente qualquer profissão etc, deve ser analisado no que se refere ao desempenho da atividade pelo empregado, verificando a possibilidade ou não de pagamento de verbas trabalhistas. Neste sentido temos duas correntes:

A 1º corrente diz que a atividade desenvolvida pelo empregado for lícita o contrato de trabalho não será nulo, cabendo o devido pagamento das verbas rescisórias.

Já a 2º corrente analisa a fundo a boa-fé do trabalhador em saber ou não que a atividade fim para que contribuía era de fato ilícita. Dessa forma, o entendimento é minoritário ante a dificuldade de identificarmos a existência do conhecimento do empregado do objeto ilícito desenvolvido.

Logo, não devemos confundirmos os institutos do trabalho proibido e trabalho ilícito, pois o primeiro, em que pese à nulidade absoluta, estima o pagamento das verbas trabalhistas até mesmo indenização pela inexistência de manutenção do contrato de trabalho.

Por conseguinte, temos que o segundo caso diz respeito a nulidade absoluta, a qual afeta diretamente os bons costumes, a moralidade e a legalidade da sociedade, em que não se cabe qualquer pagamento quanto à prestação de serviço.

Por fim, o contrato de trabalho por ser um negócio jurídico obedece às determinações legais, sendo habitualmente celebrado por escrito com o objetivo de proteger o trabalhador. Com isso, temos que a Consolidação das Leis Trabalhistas não impõe a forma expressa para que haja a devida pactuação do labor entre as partes, o qual versa que o contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, verbalmente ou por escrito e por prazo determinado ou indeterminado. Diante disso, devemos observar ainda que o contrato de trabalho pode ser celebrado com defeito jurídico, vez que por um descuido ou presunção de ambas as partes pode haver uma impressão, a qual não representa a realidade.