Omissão
1 pág.

Omissão


DisciplinaDireito Administrativo I63.628 materiais1.121.967 seguidores
Pré-visualização1 página

Omissão


Introdução



HTML image 0
Representação de omissão

Inicialmente, iremos estudar sobre o que seria a omissão, observando os critérios que o Direito Penal aponta, assim como perceberemos de que forma a omissão pode configurar um crime.


Considerações iniciais

Primeiramente, temos que não é apenas por meio da ação que é possível praticar condutas típicas, a não-ação, a omissão também pode ser penalmente punível. Diante disso, iremos perceber que existem os crimes considerados omissivos próprios e os crimes omissivos impróprios.


O que são os crimes omissivos próprios?

Temos que os crimes omissivos próprios são os que se completam com a simples conduta negativa do sujeito, independentemente da produção de qualquer consequência posterior, sendo que não se admitem tentativa.

Dessa forma, o agente tem obrigação de agir, não de evitar o resultado. Portanto, temos que nos crimes omissivos próprios, o agente deverá responder pela mera conduta de se omitir e não pelo resultado de sua omissão, sendo que em alguns casos o resultado possa configurar majorante ou qualificadora.

Por conseguinte, observamos que esses crimes possuem sempre norma específica, considerado um tipo penal específico descrevendo a conduta omissiva, de modo que ao praticar a omissão o agente se encaixa no tipo penal.

Podemos citar como exemplo, o artigo que versa sobre a omissão por socorro, em que o artigo 135 afirma que caso se deixe de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública, terá uma pena de detenção, de um a seis meses, ou multa, sendo que a pena é aumentada de metade, se da omissão resulta lesão corporal de natureza grave, e triplicada, se resulta a morte.

Dessa maneira, podemos notar que o tipo penal descreve a conduta omissiva, que a obrigação é de agir (prestar assistência) e que o agente responde por sua omissão (deixar de prestar assistência) não pelo eventual resultado, que nesse caso majora a pena. É sabido que os crimes de mera conduta não comportam a possibilidade de tentativa, sendo que o crime ocorrido estará consumado no momento da omissão, em que não é possível a tentativa, ou seja, o sujeito se omite ou não se omite, mas não há como tentar omitir-se.


O que são os crimes omissivos impróprios?

Podemos analisar que os crimes omissivos impróprios (ou comissivos por omissão), são aqueles em que o tipo penal descreve uma conduta ativa, ou seja, uma ação. Nesse caso, teremos que o agente será devidamente responsabilizado por ter deixado de agir quando estava juridicamente obrigado a desenvolver uma conduta para evitar o resultado ocorrido.

Diante disso, o agente não tem simplesmente a obrigação de agir, mas sim a obrigação de agir para evitar um resultado. Logo, dentro dos crimes omissivos impróprios, temos que o agente tem a obrigação legal de evitar o resultado e por isso responde pelo mesmo, portanto é possível a tentativa.

Com isso, ressalta-se, no entanto, que somente será atribuído ao agente garante a responsabilidade por sua conduta omissiva se, nas circunstâncias, for possível agir para evitar o resultado. Ex: se um médico plantonista deixa de atender um paciente que falece, porque estava atendendo a outro enfermo em situação de emergência, à evidência, não poderá ser responsabilizado pela morte do paciente que aguardava atendimento.


De que forma o Código Penal regulou as hipóteses do agente ser o garantidor?



HTML image 1
O Código Penal rege as questões de agente e de garantidor

Temos que o Código Penal regulou expressamente as hipóteses em que o agente assume a condição de garantidor.

Sendo que em seu artigo 13 , podemos perceber que afirma que o resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa, sendo assim é considerado causa toda a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido.

Além disso, esse mesmo artigo versa que a omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado, sendo assim o dever de agir incumbe a quem tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância; de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado; com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado.

Por fim, podemos analisar que os crimes cometidos por meio de omissão podem gerar dúvidas quanto a responsabilidade exata dos envolvidos, pois, a conduta criminosa é quase sempre associada à ideia de ação.