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slide prepara av1 direito civil I

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jurídico, plenamente apta, capacitada, para a prática
dos atos da vida civil, sem necessidade de assistência.
➢A idade mínima para se emancipar é de 16 anos.
➢Os incisos I ao V do parágrafo único do art.5º do CC descreve as possibilidades de
incidência da emancipação.
➢Da hermenêutica destes dispositivos advêm três espécies de emancipação:
a) a emancipação voluntária: realizada por meio de escritura pública.
b) a emancipação judicial: declarada por sentença judicial
c) a emancipação legal: pelo casamento (obs: da Lei nº13.811 de 2019); pelo
exercício de emprego público efetivo; pela colação de grau em curso de ensino
superior; pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de
emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos
tenha economia própria.
OS DIREITOS DA PERSONALIDADE
➢ Os direitos da personalidade são direitos inerentes aos valores existenciais da
pessoa humana e a ela ligados de maneira perpétua e permanente. Apresentam
as seguintes características:
a) Intransmissibilidade e irrenunciabilidade: não pode o titular cedê-los a terceiros.
b) Absolutismo: são erga omnes
c) Não limitação: rol meramente exemplificativo
d) Imprescritibilidade
e) Extrapatrimonialidade
f) Impenhorabilidade: não podem ser dados como garantia da pagamento de dívidas.
h) Vitalicidade
➢ Mesmo não inseridos em um rol taxativo, pode-se classificar os direitos da
personalidade segundo:
a) integridade física: direito à vida, direito ao corpo, direito à saúde ou a inteireza 
corporal, direito ao cadáver e outros;
b) integridade moral ou psíquica: direito à imagem, direito à privacidade, ao nome, 
etc;
c) integridade intelectual: direito à autoria científica ou literária, à liberdade 
religiosa e de expressão, dentre outras manifestações do intelecto.
DIREITO À INTEGRIDADE FÍSICA
➢O direito à integridade física, consiste na proteção jurídica ao corpo humano,
incluindo nesta a tutela ao corpo vivo e ao corpo morto, além dos tecidos, órgãos e
partes suscetíveis de separação e individualização.
➢ Dessa forma o art.13 tutela o corpo vivo, o art.15 o consentimento informado do
paciente e o art.14 tutela o corpo morto (Lei nº 9.434/97).
INTEGRIDADE MORAL OU PSÍQUICA
O direito à integridade moral concerne a proteção conferida aos atributos psicológicos 
relacionados à pessoa, tais como: 
▪ a imagem: consiste em proteger a pessoa em relação à sua forma plástica e aos
seus respectivos componentes identificadores (rosto, olhos, voz, características
fisionômicas, etc) que a individualizam na coletividade. É um direito autônomo.
Art.20 do CC;
▪ a honra: visar tutelar a pessoa contra falsas imputações de fatos desabonadores 
que possam macular a sua reputação diante da sociedade;
▪ a privacidade: consiste, no direito de obstar que, a atividade de terceiro venha
conhecer, descobrir ou divulgar as particularidades de uma pessoa. Art.21 do CC.
➢ o nome: pré-nome e sobrenome. Alteração relativa (Lei. n.6.015/73).
Direito à integridade intelectual
➢ O direito à integridade intelectual destina-se tutelar as criações, as manifestações
do intelecto humano, bem como a liberdade de pensamento.
Ex: direito autoral e o direito a propriedade industrial
DOMICÍLIO DA PESSOA NATURAL
➢O art.70 do CC, empregou a palavra domicílio, como sinônimo de residência, uma
vez caracterizá-lo com sendo o local designado pela pessoa para se estabelecer com
animus definitivo.
➢ O domicílio múltiplo, art.71 do CC: situação em que a pessoa tem diversas
residências e que nelas vive alternadamente.
➢ Domicílio ocasional ou domicílio aparente, art.73 do CC: ou seja, se a pessoa não
tiver residência habitual, será considerado o seu domicílio, o local onde a mesma
for encontrada.
➢ O domicílio profissional, local onde o indivíduo exerce a sua profissão. Art.72, 
parágrafo único do CC.
➢ Necessário ou legal: art.76,§ único do CC. Ex: o domicílio do recém nascido, é o
domicílio dos seus pais; do incapaz, o do seu representante.
EXTINÇÃO DA PESSOA NATURAL
➢ Morte real: ocorre quando há morte encefálica.
➢ Há situações em que o corpo não é encontrado. Então nessa situação o Código
Civil prevê:
2) Morte presumida com declaração de ausência: segunda parte do art.6, c/c arts.22
a 39do CC.
1) Morte presumida sem decretação de ausência: art.7º do CC
▪ Desaparecimento de uma pessoa que se encontrava presente a uma catástrofe;
▪Desaparecida em campanha (operações militares);
▪ Feita prisioneira de guerra e que neste último caso não tenha sido encontrada até
dois anos após o seu término.
➢ O familiar requer uma justificação de óbito
2) Morte presumida com declaração de ausência: segunda parte do art.6, c/c arts.22
a 39do CC.
➢Cumpre explicar que AUSENTE é a pessoa que desaparece do seu domicílio, sem
dar notícia de seu paradeiro e sem deixar um representante ou procurador para
administrar-lhe os bens, art.22 do CC.
➢ O CC prevê também a ausência no caso em que a pessoa deixa mandatário e
este último não queira, não possa exercer, ou continuar a exercer o mandato, ou
se os seus poderes conferidos forem insuficientes, art.23 do CC.
➢ A morte presumida com declaração de ausência é composta pelas seguintes
fases:
I - a curatela dos bens do ausente (arts.22 a 25): onde há a arrecadação dos bens
do ausente e nomeia-se um curador para administrá-los. Essa fase dura 1 ano.
II- a sucessão provisória (arts.26 a 36): os herdeiros se emitem provisoriamente na
posse dos bens do ausente, para tal devem dar garantias, com exceção dos
herdeiros legítimos.
III - a sucessão definitiva (arts.37 a 39): a transmissão de herança ocorre em
caráter definitivo.
1- Se o ausente reaparece na primeira fase – da curadoria dos bens do ausente –
nada acontecerá, uma vez que não decorreu qualquer efeito;
2- Regressando na segunda fase, durante a sucessão provisória, receberá os bens no
estado em que deixou, podendo levantar a caução prestada na hipótese de ter
ocorrido depreciação ou perecimento. Se houve melhoria, deverá indenizar os
possuidores de boa-fé. Entretanto, se o ausente aparecer e ficar provado que a
ausência foi voluntária e injustificada, PERDERÁ ELE, EM FAVOR DO SUCESSOR,
SUA PARTE NOS FRUTOS E RENDIMENTOS, parágrafo único do art.33 do CC.
3- Retornando na terceira fase, na sucessão definitiva, receberá os bens no estado
em que estão ou que se sub-rogou em seu lugar.
4- Porém se o regresso do ausente ocorrer depois do prazo de 10 anos da sentença
que declarou aberta a sucessão definitiva, não haverá mais qualquer direito ao
recebimento dos bens.
PESSOA JURÍDICA
➢ Pode-se definir pessoa jurídica – também denominada de ente moral ou ente
coletivo – como sendo, um organismo formado por um agrupamento de pessoas
naturais (sociedades e associações) ou de bens afetados – para determinado fim,
como as fundações – cuja constituição volta-se para a consecução de fins comuns.
➢O ordenamento jurídico por ter lhe emprestado autonomia e independência, dotou-
a de personalidade e capacidade jurídica, permitindo dessa forma que a pessoa
jurídica possa titularizar relações jurídicas e ser sujeito de direitos e obrigações.
➢Temos as seguintes pessoas jurídicas: associações, fundações, sociedade simples
e sociedade empresária.
1) Associações: conforme dispõe o art.53 do CC, as associações são pessoas
jurídicas de direito privado constituídas por pessoas que se reúnem para a realização
de fins não econômicos, tais como científicos, religiosos, educacionais e desportivos.
2) As fundações são entidades criadas com bens livres, afetados, por ato de
vontade de seu titular, através de escritura pública ou de testamento (art.62 do CC),
para atender a uma finalidade específica, de caráter não lucrativo,