Prova Oral - Delegado de Policia - Felipe Borba - Rafael Farias - Rodrigo Duarte - 1ª ed - 2019
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Prova Oral - Delegado de Policia - Felipe Borba - Rafael Farias - Rodrigo Duarte - 1ª ed - 2019


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QUESTÕES DE PROVA ORAL DE DELEGADO DE POLÍCIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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FELIPE BORBA 
AUTORES 
 
Delegado de Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul. Especialista em 
Direito Público pela FMP. Mestre em Direito pela UniRitter. Professor 
universitário e de cursos preparatórios para concursos. Coordenador da 
disciplina de Direito Constitucional da Academia de Polícia Civil do Rio 
Grande do Sul. Membro da banca do último concurso para Agentes da 
Polícia Civil do RS. Aprovado em diversos concursos públicos, tendo 
exercido os cargos de Analista do Ministério Público de Minas Gerais, 
Advogado do CREA/RS (aprovado em 1º lugar), Assessor do Ministério 
Público do Rio Grande do Sul (aprovado em 1º lugar) e advogado do 
CREMERS (aprovado em 2º lugar). 
RAFAEL FARIA 
Delegado de Polícia Civil do Estado de São Paulo. Especialista em Direito 
Penal e Processo Penal com Capacitação para Docência no Ensino Superior 
pela Faculdade de Direito Damásio de Jesus/SP. Professor de Direito Penal 
da Graduação em Direito do Centro Universitário Unifafibe, em 
Bebedouro/SP. 
RODRIGO DUARTE 
Advogado da União, Ex-Oficial de Justiça e Avaliador Federal no TRF da 2ª 
Região, Ex-Técnico Administrativo do Ministério Público da União (MPU), 
Ex-Técnico de Atividade Judiciária no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro 
(TJRJ). Aprovado e nomeado no concurso de Analista Processual do 
Ministério Público do Rio de Janeiro (MPE/RJ). 
MIGUEL BLAJCHMAN (Organizador) 
Advogado. Fundador do site Questões Discursivas. Ex-Analista de 
Planejamento e Orçamento da Secretaria Municipal da Fazenda do Rio de 
Janeiro (SMF/RJ). Aprovado nos seguintes concursos: Analista de Controle 
Externo do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE/RJ). 
Analista e Técnico do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro 
(MPE/RJ) e Advogado da Dataprev. 
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SUMÁRIO 
 
DIREITO PENAL \u2013 5 
DIREITO PROCESSUAL PENAL \u2013 64 
DIREITO CONSTITUCIONAL \u2013 106 
DIREITO ADMINISTRATIVO - 126 
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DIREITO PENAL 
 
 
 
 
 
DELEGADO DE POLÍCIA \u2013 PCRS \u2013 2019 - FUNDATEC 
 
 Quais são as causas excludentes da imputabilidade e as teorias que as fundamentam? 
SUGESTÃO DE RESPOSTA: 
A imputabilidade, que segundo o conceito analítico de crime (na concepção 
tripartite) integra a estrutura da culpabilidade, é compreendida como a capacidade 
mental de a pessoa de, ao tempo da ação ou da omissão, compreender o caráter 
criminoso do fato e de determinar-se de acordo com esse entendimento. 
Nos termos do Código Penal, a imputabilidade é excluída em razão da 
menoridade (art. 27), de doença mental (art. 26, caput), de desenvolvimento mental 
incompleto (arts. 26, caput, e 27), de desenvolvimento mental retardado (art. 26, 
caput), e de embriaguez completa proveniente de caso fortuito ou força maior (art. 28, 
§ 1º). 
As teorias que fundamentam a imputabilidade são de três espécies: biológica, 
psicológica e biopsicológica. 
A teoria biológica sustenta que a existência de uma doença mental ou de 
desenvolvimento mental incompleto ou retardado bastaria para que o sujeito fosse 
considerado inimputável, pouco importando se o indivíduo se mostrasse lúcido no 
momento da prática do ato delitivo. Aqui, portanto, o que vale é o fator biológico. 
Supervaloriza-se o laudo pericial, limitando o espaço de avaliação judicial. 
A teoria psicológica, por sua vez, aduz que não tem relevância a constatação da 
presença de qualquer limitação, transtorno ou distúrbio de ordem mental no indivíduo, 
importando apenas se este tinha a capacidade de, no instante da prática do fato, 
entender o seu caráter ilícito ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. 
Recebe a crítica da ampliação do espaço para o arbítrio judicial. 
Finalmente, a teoria biopsicológica conjuga os dois fatores defendidos pelas 
teorias anteriores, de forma que a inimputabilidade pressupõe a existência de 
problema mental e que em razão deste configure-se a incapacidade de a pessoa 
entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse 
entendimento. Na prática, mostra-se importante o trabalho pericial, a fim de tratar da 
questão biológica, e ao juiz caberá a avaliação psicológica. 
Nosso ordenamento jurídico acolheu como regra a teoria biopsicológica, 
conforme se depreende do artigo 26 do CP. Excepcionalmente, o critério biológico foi 
adotado em relação aos menores de 18 anos (art. 27 do CP), e o critério psicológico no 
que tange à embriaguez completa proveniente de caso fortuito ou força maior (art. 28, 
§ 1º, do CP). 
DELEGADO DE POLÍCIA \u2013 PCRS \u2013 2019 - FUNDATEC 
 
O que é \u201ccoculpabilidade\u201d? É admitida no Brasil? 
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Explique em que consiste a culpabilidade dentro do conceito analítico de crime na 
perspectiva do sistema causalista e da teoria finalista, distinguindo os elementos e as 
teorias que a caracterizam em cada uma dessas perspectivas. 
 
 
 
 
SUGESTÃO DE RESPOSTA: 
Coculpabilidade é expressão que sintetiza a ideia de que o Estado e a sociedade, 
ao não disponibilizarem semelhantes oportunidades de inserção social a todos os 
membros da comunidade, contribuem para que haja comportamentos ilícitos por parte 
de indivíduos carecedores de recursos socioeconômicos. 
Nominada por Eugenio Raul Zaffaroni e José Henrique Pierangeli, a 
coculpabilidade trabalha com a ideia de que todo sujeito age numa circunstância 
determinada e com um âmbito de autodeterminação também determinado, sendo 
injusto atribuir as causas sociais que reduzem o âmbito de autodeterminação ao 
próprio indivíduo, no momento do juízo de reprovação (culpabilidade). 
Parte da doutrina aduz que a coculpabilidade deveria ser valorada por ocasião 
da aplicação da pena, como circunstância atenuante, com fulcro no artigo 66 do 
Código Penal. 
Na jurisprudência pátria, verifica-se que não tem sido admitida a tese da 
coculpabilidade, resistindo-se à ideia de que as condições sociais fomentam, de forma 
determinante, comportamentos ditos desviantes, mantendo-se íntegro, pois, o juízo de 
reprovação. 
 
 
DELEGADO DE POLÍCIA - PCMT - 2018 - CESPE 
 
 
SUGESTÃO DE RESPOSTA: 
Para o sistema causalista (natural), culpabilidade é o vínculo psicológico que 
une o autor ao resultado produzido por sua ação. É a relação psicológica entre o 
agente e a ação que ocasione um evento querido ou não querido, ainda que não 
previsto, embora previsível. Para Liszt-Beling, é a relação subjetiva entre o autor e o 
fato. O ato culpável é a ação dolosa ou culposa do indivíduo imputável. A teoria 
puramente psicológica da culpabilidade (teoria subjetiva) informa que, somente nesse 
estágio, se analisa o dolo e a culpa. A imputabilidade é entendida como capacidade de 
ser culpável, não havendo ingrediente normativo, mas puramente subjetivo. Com isso, 
a culpabilidade, no sistema mecanicista (causalista), é formada por elementos 
psicológicos (dolo ou culpa e imputabilidade). O dolo da teoria causalista é o DOLO 
NORMATIVO (vontade + consciência + consciência atual da ilicitude, que é o elemento 
normativo).
Adriana
Adriana fez um comentário
Ocomentatio e fesarmar corrota por tudo que me entregue cigarro pra mim rua nove de m.
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