Reserva Legal
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Reserva Legal

O conceito de Reserva Legal foi instituindo junto ao Código Florestal Brasileiro e, de acordo com a Lei 12.651/2012, pode ser compreendida como a área coberta por vegetação nativa que deve ser resguardada em toda propriedade rural. Essa área tem o objetivo de garantir a exploração econômica sustentável, além de contribuir para preservação dos processos ecológicos naturais do bioma no qual a propriedade se encontra, assegurando assim a preservação da fauna e da flora nativas.

A dimensão de Reserva Legal que deve ser preservada varia, em percentagem, de acordo com a área da propriedade e com a região onde ela está localizada.



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Percentual de Reversa Legal que deve ser preservado de acordo com o bioma.

Como apresentada na figura acima, imóveis situados na área da Amazônia Legal devem manter uma área de 80% correspondente a Reversa Legal. Esse percentual poderá ser reduzido para 50% em alguns casos especiais que envolvam a existência de áreas de preservação ambiental no estado e a presença de terras de indígenas homologadas. Já em relação às propriedades que estão localizadas em áreas de cerrado é necessário que haja a manutenção de 35% da área do imóvel para a Reserva Legal. Para os demais imóveis localizados em outros biomas do país, recomenda-se uma área de Reserva Legal correspondente a 20% da área total do imóvel.

Em casos nos quais a totalidade da propriedade já encontra-se ocupada por alguma atividade econômica, a agricultura, por exemplo, o proprietário poderá realizar a compensação. Existem quatro formas principais de compensação da Reserva Legal: aquisição de cota de reserva ambiental; arrendamento ambiental; doação de área ao poder público ou o proprietário pode realizar a compensação da área de Reserva Legal em alguma propriedade de terceiro. No entanto, para que isso ocorra, é necessário que a área a ser entregue para a compensação apresente a mesma extensão que a original, possua a mesma importância ecológica e esteja localizada na mesma bacia hidrográfica.

Para que ocorra a exploração econômica de áreas de Reserva Legal é necessário que sejam observados uma série de critérios, como: a coleta de frutos, folhas e sementes deve ser realizada apenas nas épocas de maturação das folhas e frutos e de forma que não prejudique a sobrevivência da espécie; para a realização de manejo florestal sustentável é preciso que haja autorização de órgão fiscalizador e, só poderá ocorrer em caso que não comprometa a vegetação nativa.


Diferença entre Reserva Legal (RL) e Área de Preservação Permanente (APP)

Muitas vezes os conceitos de Reserva Lega e Área de Preservação Permanente se confundem. No entanto, existem diferenças entre essas duas formas de preservação. A figura abaixo exemplifica essa diferenciação.



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Exemplificação de áreas de Reserva Legal (RL) e Área de Preservação Permanente (APP)

As Áreas de Preservação Permanente, conhecidas por APP, são espaços que podem ser ou não ser coberta por nativa e que devem ser totalmente preservadas da ação humana, ou seja, é proibido a prática de qualquer atividade econômica nessas regiões. Nesse ponto, reside uma das principais diferença entre a Reserva Legal e as APP, uma vez que na primeira é concedido a prática de atividade econômica de forma sustentável.

Dessa forma, as Áreas de Preservação Permanente objetivam assegurar uma melhor qualidade de vida para o ser humano e a sobrevivência de espécies animais. Assim, podem ser consideradas como APPs: regiões próximas a nascentes, margens de lagos, rios e lagoas, topo de morro montanha e serra.

Em alguns casos é permitido que as Áreas de Preservação Permanente sejam computadas como aditivas as áreas de Reserva Legal. Para que isso ocorra é necessário que essa ação resulte na utilização de novas áreas para a exploração do solo, a área a ser incluída deve estar conservada ou em processo de recuperação de acordo com as diretrizes do órgão ambiental estadual competente e que o proprietário tenha solicitado a inclusão do imóvel no Cadastro Ambiental Rural.