A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
76 pág.
Subestacao-Eletrica

Pré-visualização | Página 2 de 18

como é conectada 
ao sistema podemos ter: 
 
- SE Interligadora: recebe energia de duas ou mais fontes objetivando o transporte para 
grandes centros consumidores. 
 
- SE de Transmissão: com características semelhantes a anterior, recebe grandes blocos de 
energia e transmite esta energia a outros centros consumidores nas tensões de transmissão e/ou 
subtransmissão. 
 
- SE de Distribuição: destinada a abaixar a tensão ao nível de distribuição e/ou 
subtransmissão de modo adequado para utilização direta de consumidores. 
 
- SE Industrial: recebe energia nas tensões de transmissão ou subtransmissão e transforma 
para a tensão ou tensões de distribuição adequada para a utilização direta na indústria. Também os 
sistemas de controle e proteção dos alimentadores são adequados à indústria. 
 7 
 
- Estação de chaves: como o próprio nome indica, sua função única é de chaveamento de 
vários circuitos, estabelecendo alternativas de suprimento. 
 
 
- Termos usados para definir partes de uma subestação 
 
Para que uma subestação possa realizar as funções anteriormente descritas, ela é composta de 
transformadores, dispositivos para controle da tensão, disjuntores e chaves seccionadoras, além dos 
dispositivos de controle (comandos e medição) e proteção (reles, fusíveis, pára-raios, etc.). 
Os termos mais utilizados para definir partes de uma SE, são: 
 
- Modulo, Seção ou "bay" de transformador - é a parte da SE que inclui todos os 
equipamentos e dispositivos necessários ao bom funcionamento do transformador. 
- Modulo, Seção ou "bay" de linha - idem ao anterior, necessários ao bom funcionamento da 
conexão de uma LT. 
- Modulo, Seção ou "bay" de Transferência - idem ao anterior, necessários à conexão do 
disjuntor de transferência 
- Barramento: dispositivo destinado a receber energia de uma ou mais fontes e distribuir a 
uma ou mais cargas (o transformador é considerado uma carga). Uma SE pode ter mais de um 
barramento com níveis de tensões diferentes. Os barramentos são formados por um conjunto de 
 8 
condutores elétricos (cabos, tubos ou barras). 
- "Baipasse (By pass)": é uma chave seccionadora destinada a oferecer uma alternativa 
provisória para o fluxo de energia, enquanto o equipamento principal (disjuntor) está fora de 
operação. 
 
- Localização dos vários setores de uma subestação 
 
Em geral, em uma subestação, os setores são bem definidos e podem ser identificados como: 
- Setor de tensão mais alta; 
- Setor de tensão media; 
- Setor de tensão mais baixa; 
- Casa de comando. 
 
Os setores de tensão mais alta e média, deve localizar-se de forma a permitir a entrada e saída 
de novas linhas de transmissão, acessos para os equipamentos pesados. O setor de tensão mais 
baixa, deve localizar-se de modo a permitir a fácil saída de alimentadores de distribuição. Assim, 
deve estar sempre voltado para uma rua ou estrada que permita instalar todos os alimentadores 
possíveis(não mais de oito). Também não deve estar muito distante dos transformadores de força 
(principalmente se houver cabos de energia). 
A casa de comando deve estar localizada de tal forma que permita uma boa visibilidade das 
instalações externas da subestação. Além disso, deve ser construída em um plano um pouco superior 
ao pátio externo. Suas dimensões devem comportar adequadamente os painéis de comando, 
proteção, sala de comunicações, sala de baterias, escritório, cozinha, sanitários a almoxarifado. Sob 
os painéis podemos ter o porão, mini porões ou canaletas para permitir a instalação e manutenção 
dos cabos de controle de proteção, medição e sinalização. Não devemos esquecer na definição das 
dimensões da sala de comando as possíveis ampliações que poderão ser feitas. 
 
3- DIAGRAMAS 
 
O diagrama é a representação gráfica por meio de símbolos que caracterizam um equipamento. 
Numa subestação, indica a quantidade de equipamentos, suas funções e interligação. Num diagrama 
deve-se manter a posição real dos equipamentos o mais próximo possível da realidade. 
O diagrama deve possibilitar absoluta clareza a seus usuários, facilitando a sua interpretação. 
Procurar fazer traços bem definidos, usando sempre ângulos retos nas derivações de barramentos, 
linhas de alimentação e atuação. 
Os diagramas podem ser unifilares, onde todos os condutores são representados por um único 
traço, e multifilares onde cada condutor será representado por um traço. 
 
- Tipos de diagramas utilizados em subestação 
 
Os diagramas usados em subestação, podem ser completos, simplificados ou específicos. 
Abordaremos rapidamente alguns tipos: 
 
- Diagramas unifilares simplificados: indica somente o arranjo funcional elétrico e a 
disposição dos principais equipamentos da SE. Assim, neste tipo de diagrama, figuram os 
barramentos, transfomadores de força, reguladores de tensão, banco de capacitores, chaves 
seccionadoras, chaves fusíveis, disjuntores, religadores, transformador de aterramento e chaves de 
aterramento rápido. Em certos casos, alguns dos equipamentos citados não são indicados. 
- Diagramas unifilares completos: Este tipo de diagrama, além de indicar os mesmos 
 9 
elementos do simplificado, indica outros detalhes de medição, proteção e forma de atuação. Assim, 
teremos também tipos de TC`s, TP`s, medidores, sistemas de proteção, pára-raios, comunicação, a 
quantidade dos equipamentos instalados, seu modo de operação e intertravamentos. Em última 
análise, num diagrama unifilar completo podemos saber tudo sobre a SE sob o ponto de vista fun-
cional e elétrico, menos os aspectos físicos. 
- Diagramas unifilares operacionais: Basicamente são diagramas iguais aos simplificados, 
diferenciando deles apenas quanto a identificação dos equipamentos de manobra (seccionadoras e 
disjuntores). Estes diagramas, destinam-se ao planejamento e/ou orientação quanto às operações 
necessárias de uma SE. 
- Diagramas funcionais ou elementares: Este tipo de diagrama é destinado a mostrar o 
funcionamento dos equipamentos existentes em uma SE. Geralmente estes diagramas mostram o 
funcionamento dos circuitos de comando, sinalização e medição. Nos diagramas funcionais são 
indicados os contatos (normalmente abertos ou fechados), elementos ativos (bobinas de 
acionamento, motores, etc.), sinalizadores (lâmpadas, sirenes, etc.), fusíveis, fontes de alimentação 
(C.A ou C.C.). 
- Diagramas trifilares: São representações gráficas dos circuitos elétricos, levando em con-
sideração as três fases do sistema trifásico. Destinam-se a detalhar principalmente as conexões das 
fases entre si e permitem uma visualização da seqüência de fases ( faseamento ). Embora pouco 
utilizados, os trifilares servem para uma análise geral, mas tornam-se complexos e confusos quando 
se tenta representar uma SE completa. 
- Diagramas sinóticos: É uma espécie de diagrama unifilar simplificado, utilizado sobre os 
painéis e mesas de comando, onde o operador pode visualizar se os equipamentos de manobra se 
encontram abertos ou fechados. 
 
4 - EQUIPAMENTOS E SUA REPRESENTAÇÃO 
 
- BARRAMENTOS 
 
É um dispositivo elétrico cuja finalidade é receber energia elétrica de uma ou mais fontes na 
mesma tensão, e distribuir para uma ou mais cargas na mesma tensão. É através do barramento que 
são feitas as conexões entre as linhas de transmissão ou distribuição. Podem ser de tubos, barras 
metálicos ou cabos de alumínio. 
 
Símbolo Denominação 
 
 
 
 
 
 
 
 
Barramento principal e de transferência. 
 
BP = Barramento principal. 
BT = Barramento de transferência 
 
 
 10 
- DISJUNTORES 
 
É um dispositivo elétrico capaz de interromper a corrente elétrica com carga, e inclusive 
condições de curto-circuito, sem sofrer os danos ocasionados pelo arco voltáico e quando acoplado a 
relés, proporciona

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.