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Subestacao-Eletrica

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ao terciário do 
transformador quando este é ligado em triângulo. 
 Símbolo Denominação 
 
 
 
 
 
 
 
Reator trifásico de aterramento ligado em zig-zag 
com neutro acessível. 
 
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Reator trifásico de aterramento com chaves 
seccionadoras na entrada e no neutro. 
 
Importante: Esse equipamento é indispensável a proteção das redes 13,8 kV que são ligadas 
em triângulo, pois se o cabo da rede cair ao chão, o mesmo iria permanecer energizado e uma falta à 
terra não seria detectada colocando em riscos à vida humana. 
 
- CHAVES DE OPERAÇÃO 
 
- Chave seccionadora: é um dispositivo elétrico destinado a isolar um circuito ou trecho de 
circuito ou um equipamento. Normalmente está intertravada com um disjuntor, porque só pode ser 
aberta ou fechada quando esse disjuntor estiver também aberto, ou seja, jamais pode ser operada 
com carga. 
 
 Símbolo Denominação 
 
 
 
 
 
Chave seccionadora de abertura lateral. 
 
 
 
 
 
Chave seccionadora com dupla abertura lateral. 
 
 
 
 
 
 
Chave seccionadora com abertura central. 
 
Representamos a simbologia da chave seccionadora sempre aberta (desligada), independente 
de como esteja na subestação. 
 
- Chave fusível: é uma chave seca acoplada a um elemento fusível. Serve tanto para proteção 
quanto para manobra, sendo usada principalmente na tensão de distribuição 13 ,8 kV . 
 
 Símbolo Denominação 
 
 Chave fusível indicadora unipolar. 
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- Chave de aterramento: é uma chave seca que serve para ligar uma linha de transmissão à 
terra todas as vezes que ela for desligada para manutenção, fazendo com que haja proteção contra a 
tensão que aparece nas linhas desenergizadas, devido a eletrização por fricção causada pelo vento e 
devido ao efeito capacitivo da linha. Também dentro da área de segurança é de uso obrigatório todas 
as vezes que a rede for desligada para manutenção e o pessoal estiver trabalhando nas torres, 
evitando com isso que a mesma seja ligada causando um sério acidente. Normalmente está 
intertravada com a chave seca situada no barramento. 
 
- Chave de aterramento rápido: serve para provocar um curto-circuito proposital na linha, 
fazendo operar a proteção da subestação mais próxima. Em geral, usado nas subestações pequenas. 
 
 Símbolo Denominação 
 
 Chave de aterramento intertravado com a chave 
seccionadora do disjuntor. 
 
 Chave de aterramento rápido. 
 
- MUFLAS TERMINAIS PRIMÁRIAS 
 
 É um dispositivo destinado a restabelecer as condições de isolação da extremidade de um 
condutor isolado quando este é conectado a um condutor nu. Há uma grande variedade de muflas, 
porém as mais conhecidas são as muflas constituídas de um corpo de porcelana vitrificada com 
enchimento de composto elastomérico e fornecidas com o kit que contém todos os materiais 
necessários à sua execução. Esse tipo de mufla pode ser singelo ou trifásico. O primeiro destina-se 
às terminações dos cabos unipolares (muflas terminais singelas), enquanto o segundo tipo é utilizado 
em cabos tripolares (muflas terminais trifásicas). Podem ser utilizadas tanto ao tempo quanto em 
instalações abrigadas. Atualmente, as terminações constituídas de material termocontrátil tem sido 
utilizadas com muito sucesso, em substituição às tradicionais, porém, eficientes muflas de corpo de 
porcelana. A simplicidade da emenda e a facilidade de sua execução, além da compatibilidade de 
preço fazem das terminações termocontráteis um produto altamente competitivo. 
 
 Símbolo Denominação 
 
 
 
 
 Cabo subterrâneo e suas muflas. 
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-PÁRA-RAIO 
 
É um dispositivo destinado a proteger os circuitos e os equipamentos a eles ligados de 
descargas atmosféricas, as quais ocasionam sobre-tensão na linha podendo danificar os 
equipamentos, caso não estejam protegidos. Devido a estas características, os pára-raios são 
colocados às entradas e saídas de linhas de transmissão e redes de distribuição que chegam ou saem 
das subestações, como também na entrada e saída dos transformadores de força. 
 
 Símbolo Denominação 
 
 
 
 
Pára-raio para subestação. Indicar entre 
parênteses a quantidade. 
 
Exercício 1: 
Confeccionar o diagrama unifilar de uma subestação que recebe uma tensão de 230 kV e que 
deverá conter no seu barramento os seguintes equipamentos: 3 pára-raios, chave de aterramento 
rápido, disjuntor com seccionadoras e baipasse, sendo que o disjuntor está ligado ao barramento 
principal e o baipasse vai ligado ao barramento de transferência, ambos de 230 kV. Do barramento 
principal saem um circuito com disjuntor, seccionadoras e baipasse, 3 pára-raios, tranformador de 
força de três enrolamentos ligado em estrêla/estrêla/triângulo, tensão superior - 230 kV, tensão 
média - 69 kV e tensão inferior - 13,8 kV. Após o transformador tem 3 pára-raios, disjuntor e 
seccionadoras e os barramentos principal e de transferência de 69kV. Logo após os barramentos 
tem o disjuntor e as seccionadoras e o baipasse e na saída 3 pára-raios. Nos barramentos de 230 kV 
e 69 kV estão instalados os disjuntores de transferências, que vão interligar o barramento principal 
com o de transferência. Ligado no terciário do transformador temos um reator trifásico de 
aterramento. 
 
5 - ARRANJOS DE BARRAMENTOS 
 
Como vimos nas funções da subestação, para que aquelas sejam completas em uma SE, se faz 
necessário estudar a disposição elétrica relativa das barras, entre si, e em relação aos dispositivos de 
manobra dos circuitos. Esta forma de realizar a conexão elétrica entre os vários circuitos é represen-
tada pelo Arranjo de Barramento. 
Para selecionar o arranjo mais adequado a cada SE é conveniente levar em conta alguns 
critérios básicos conforme a seguir: 
- flexibilidade de operação 
- segurança do sistema elétrico 
- simplicidade do sistema de proteção 
- facilidade de manutenção 
- possibilidade de limitação do nível de curto-circuito 
- possibilidade de fácil expansão 
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É obvio que associado aos critérios acima, devemos ter sempre em mente o aspecto custo da 
instalação. Todavia, o custo (economia) não deve interferir no aspecto técnico a ponto de prejudicar 
o desempenho da instalação. 
Este custo não é apenas o custo de implantação da SE, mas deve-se considerar o custo de uma 
interrupção no fornecimento de energia, as despesas com manutenção e os custos devido à 
impossibilidade de operação do sistema em condições econômicas ótimas. 
Embora os critérios mencionados sejam válidos na orientação da escolha do arranjo de uma 
SE, é claro que aspectos particulares de cada empresa, o grau de importância dado a cada um dos 
critérios e os aspectos subjetivos do projetista darão características particulares a cada SE. 
 
 
- ARRANJO COM BARRA SIMPLES 
 
Basicamente é composto de uma única barra, na qual são conectadas as LT`s e os 
transformadores. Geralmente é utilizado em sistemas radiais para subestações de média importância. 
Este arranjo é adotado para algumas SE`s de distribuição e industriais. Oferece as vantagens da 
simplicidade, baixo custo e manobras simples. Como desvantagens, apresenta pouca flexibilidade de 
operação, dificuldades para a manutenção, pois exige desligamentos, interrompendo o fornecimento 
de energia. 
 
 
 
- ARRANJO COM BARRAS PRINCIPAL E TRANSFERÊNCIA

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