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APS DENGUE, ZIKA E chikungunya

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ARTIGO - MONITORAMENTO DOS CASOS DE DENGUE, FEBRE DE CHIKUNGUNYA E FEBRE PELO VÍRUS ZIKA ATÉ A SEMANA EPIDEMIÓLOGICA 3, 2016.
Atividades Práticas Supervisionadas – trabalho apresentado para avaliação do 1º semestre do curso de Biomedicina da Universidade Paulista – UNIP.
INTODUÇÃO
Arboviroses são as doenças causadas pelos chamados arbovírus, que são todos aqueles transmitidos por artrópodes, incluindo assim três vírus transmitidos pelo mesmo vetor, mosquito Aedes aegypti, sendo eles a dengue, Zika e febre chikungunya.
Estão presentes na Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças, que cada vez mais se alastra rapidamente pelo Brasil e já são encontradas em todos os estados, se tornando um grave problema de Saúde Pública no país e no mundo, principalmente em regiões tropicais e subtropicais. Fatores climáticos, migração rural-urbana, crescimento populacional desordenado e inadequação de infraestrutura básica das cidades são algumas das condições favoráveis ao desenvolvimento do desse vetor Aedes aegypti. 
A distribuição urbana da doença é limitada pela distribuição do vetor, muito embora sua presença não seja suficiente para tanto. O padrão de transmissão da dengue depende da interação de vários parâmetros, incluindo a dinâmica de multiplicação do vírus, a ecologia e o comportamento de seus vetores, além da ecologia, comportamento e imunidade de seus hospedeiros humanos. Nesse contexto, o estudo local ganha importante destaque. É nessa escala geográfica que o processo de transmissão da doença ocorre.
Foi utilizado como referência para a elaboração deste, o Boletim que possui como objetivo apresentar a situação epidemiológica da dengue, chikungunya e zika, descrevendo os dados até a Semana Epidemiológica (SE) 3, que abrange período de 03/01/2015 a 23/01/2016. O Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde − Ministério da Saúde (BRASIL, 2016) apresenta o número de casos, de óbitos e o coeficiente de incidência, calculado utilizando-se o número de casos novos prováveis, dividido pela população de determinada área geográfica, e expresso por 100 mil habitantes. Os “casos prováveis” são os casos notificados, excluindo-se os descartados, por diagnóstico laboratorial negativo. Os casos de dengue grave, dengue com sinais de alarme e óbitos, informados foram confirmados por critério laboratorial ou clínico-epidemiológico.
Objetivo
Este estudo tem como objetivo descrever a partir do boletim epidemiológico os casos de dengue, febre de chikungunya e febre pelo vírus Zika até a Semana Epidemiológica 3, denominada por uma escala geográfica.
ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA
Região Sudeste 
Dentre esses existem alguns municípios com maiores números de incidência onde, das cidades monitoradas com população entre 100 a 499 mil habitantes destaca-se Birigui/SP com 379,4/100 habitantes e Sertãozinho com 569,3/100 habitantes.
 Região Centro-Oeste 
 De acordo com estudos realizados 14% dos casos teve ocorrência nessa área, somando 10.372 casos. A análise de incidência de casos prováveis de dengue aponta 67,2 casos a cada 100 mil habitantes, seguindo assim as os aumentos gradativos de 2015 com 66,6 casos para cada 100 mil habitantes e em 2016 com 67,2
 Região Sul 
 O boletim epidemiológico aponta que 9,3% dos casos foram nessa região, sendo registrados 6.889 casos, onde o maior índice de casos ocorreu no Paraná. De acordo com os dados dispostos os estudos relacionados aos prováveis casos de incidência apontam nos anos de 2015 cerca de 980 casos, mantendo o maior número ainda no estado do Paraná.
 Região Norte 
A literatura nos apresenta 4,6% de incidências nessa área, onde são apontados cerca de 3.434 casos registrados com maior incidência no estado de Rondônia, já no ano de 2015 o maior número de casos prováveis se deu no estado do Acre com cerca de 1800 casos.
 Região Nordeste
 Região com terceiro maior número de casos registrados em 2016, cerca de 7.860. O estado de Pernambuco registrou número considerável de casos em 2016, quase o dobro de 2015. Já o estado da Paraíba, de acordo com boletim e estudos apontam cerca de 900 casos acima do que foi registrado em 2015.
Até a semana  Epidemiológica em 2016, houve confirmação de 9 casos de dengue com gravidade e cerca de 140 com sinais de alerta. No mesmo período no ano anterior os casos graves foram quase dez vezes maiores e os casos de alerta em torno de 540. 
Casos
A região com maior índice de casos graves e alerta foi a Centro-Oeste, sendo Goias, Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Foram confirmados 4 óbitos por dengue, apontando uma redução no país em 92% em comparação com o mesmo período de 2015, onde tivemos cerca de 50 óbitos.
Em 2015 de todas as amostras enviadas para exame de isolamento viral, 9.429 resultados foram positivos (39,3%). Sendo identificadas as seguintes proporções de sorotipos virais: DENV1 (94,1%), seguido de DENV4 (4,8%), DENV2 (0,7%) e DENV3 (0,4%).
No ano de 2014 entre algumas semanas epidemiológicas, houve casos de febre de  chikungunya confirmadas no Amazonas, Ceará,  Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. 
Quando caracterizada a transmissão através de febre de  chikungunya com confirmação laboratorial dos casos inicias, o Ministério da Saúde orienta que casos sequenciais sejam confirmados por critérios clínicos epidemiológicos. 
Em relação à transmissão de febre pelo vírus Zika, foi confirmada no país a partir de abril de 2015.  Nesse período foram confirmados laboratorialmente dois óbitos por vírus Zika no Brasil: um em São Luís/MA e outro em Benevides/PA.
Perguntas em forma textual
No Brasil, têm sido notificadas diversas epidemias, principalmente de dengue, há vários anos, e mais recentemente de chikungunya e a Zika, e as mesmas demonstram a presença desses vetores em diferentes regiões do País, podendo ser assintomática ou sintomática. Quando sintomática, causa uma doença sistêmica e dinâmica de amplo espectro clínico, variando desde formas oligossintomática até quadros graves, podendo evoluir para o óbito.
O Aedes aegypti é uma das doenças mais frequentes no Brasil, para o seu controle é necessário combater o mosquito transmissor. No entanto, questões como a urbanização descontrolada, ineficiência dos sistemas de abastecimento de água, de esgotamento sanitário e de coleta de lixo, associado ao clima tropical do país, favorecem um ambiente propício para a reprodução do Aedes aegypti, e, consequentemente torna-se mais difícil o controle do mosquito. Quanto maior a densidade urbana, ou seja, quanto maior o número de pessoas concentradas em uma área, maior o risco de contaminação. Quanto à renda e educação, a relação inversa entre os casos, quanto maior a renda e o nível de escolaridade da população menor a ocorrência de casos. Quanto maior o número de residências com instalações e infraestruturas inadequadas para água, esgoto e coleta de lixo, maior a probabilidade de incidência do Aedes aegypti. O Aedes aegypti está associada ao contexto social, as condições de infraestrutura urbana, e aos fatores demográficos, logo o combate ao mosquito só é eficiente se associado às melhoras nas condições sócias, demográficas e urbanas.
A procriação do mosquito Aedes aegypti é influenciada por um conjunto de fatores. Por um lado, existem aqueles relacionados com questões climáticas e naturais, que não podem ser controlados por ações públicas e governamentais. Por outro, há os fatores políticos e socioeconômicos que são passíveis de serem controlados e ajustados pelo Estado.
Em pesquisas sobre controle vetorial e vigilância epidemiológica, fatores primários para o controle de surtos de arbovirose são amplamente abordados para desenvolver novas tecnologias de controle do Aedes aegypti em ambientes urbanos. Para o monitoramento dessas doenças, investiga-se a análise da competência/capacidade vetorial, o