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QUALIDADE DE VIDA, SEGURANCA E SAUDE NO TRABALHO_av1

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salariais e de prêmios de produção.
"homo economicus"
O plano de incentivo salarial é justificado pelo conceito de “homo economicus”, isto é, homem econômico. Segundo este conceito, toda pessoa é influenciada por recompensas salariais, econômicas e materiais e, por esta razão, é capaz de desenvolver o máximo de produção que sua capacidade física pode atingir no intuito de obter um ganho maior.
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Condições ambientais de trabalho
A eficiência do trabalhador depende não somente do método de trabalho e incentivo salarial, mas também de um conjunto de condições que garantam o seu bem-estar físico e diminuam a fadiga, como instrumentos, ferramentas e equipamentos adequados, o arranjo físico das máquinas e a melhoria do ambiente físico de trabalho.
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A Teoria Clássica da Administração: Fayol
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Jules Henri Fayol, autor e criador da Teoria Clássica da Administração, nasceu no dia vinte e nove de julho do ano de 1841, em Istambul. Seus pais eram franceses e André Fayol, seu pai, era contramestre de metalurgia.
Henri Fayol começou a sua carreira desde cedo. Quando ainda tinha apenas 19 anos era formado em engenharia de Minas e, por conta disso, passou a trabalhar na área, em uma companhia de metalurgia e minas.
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Foi uma das primeiras pessoas que analisou a atividade empresarial e as principais atividades que cercam a gestão, como o planejamento, o controle, a coordenação, a organização, dentre outros. Por tudo isso, Jules Fayol se tornou um teórico clássico da Administração, fundando, dessa forma, a Teoria Clássica da Administração, por onde foi reconhecido (para sempre) no mundo inteiro.
Foi responsável por fundar o Centro de Estudos Administrativos. Esse centro reunia pessoas que estavam interessadas em administração, seja de negócios comerciais, industriais ou governamentais.
Princípios da Administração
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Fayol relacionou 14 princípios básicos que podem ser estudados de forma complementar aos de Taylor: 
Princípios da administração Fayol
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Unidade de direção
Unidade de comando;
Disciplina;
Autoridade e responsabilidade;
Divisão do Trabalho
Subordinação dos interesses individuais aos da organização;
Remuneração do pessoal (justa e garantida);
Centralização (da autoridade no nível superior);
Ordem
Cadeia
Equidade;
Estabilidade do pessoal;
Iniciativa;
Espírito de equipe.
Fayol
Administração
	Científica
Ênfase nas
	tarefas
 Desdobramentos da Abordagem Clássica:
	Taylor
(norte-americanas)
A administração cientifica se caracteriza pela ênfase na tarefa
realizada pelo operário
	 Teoria Clássica Ênfase na Estrutura
	
				(europeias)
	A teoria clássica caracteriza pela ênfase na estrutura que a
	organização deveria possuir para ser eficiente.
		Abordagem
		Clássica da
	Administração
O Objetivo de ambas teorias , era a busca da eficiência nas organizações
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1 - Divisão do trabalho - Especialização dos funcionários desde o topo da hierarquia até os operários da fábrica, assim, favorecendo a eficiência da produção aumentando a produtividade
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2 - Autoridade e responsabilidade - Autoridade é o direito dos superiores darem ordens que teoricamente serão obedecidas. Responsabilidade é a contrapartida da autoridade
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3- Disciplina: objetiva a obediência, assiduidade e assertividade, bem como a demonstração do respeito
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4- Unidade de comando: cada funcionário deve estar sob as ordens de um único chefe, não havendo dualidade de comando, o que seria prejudicial, pois confunde o funcionário e desestabiliza as funções de poder.
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5-Unidade de direção: deve existir um só chefe e um só programa de operações com um só objetivo. Os funcionários devem se empenhar por um objetivo comum, geral. É diferente da unidade de comando, onde os funcionários devem se reportar a apenas um chefe. Na unidade de direção, as forças e os esforços são coordenados em prol de um único objetivo.
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6-Subordinação do interesse particular ao geral: é preciso haver uma conciliação entre o interesse de ambas as partes, porém, o interesse do funcionário nunca pode estar acima do interesse maior da empresa.
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7 Remuneração do pessoal: deve satisfazer tanto empregados quanto empregadores. Procura-se estabelecer remuneração equitativa, encorajando e recompensando o esforço útil.
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8-Centralização: o cérebro é o responsável por direcionar impulsos e informações para todas as partes do corpo. Desta forma, toda empresa deve ter um cérebro, direcionando as informações, ainda que através de seus intermediários.
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9-Hierarquia: cadeia de comando e comunicação distribuída em níveis, desde o nível mais alto até o nível mais baixo, passando por todos os níveis da distribuição de tarefas e das funções de gestão e comando.
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10-Ordem: Um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar. Um lugar para cada pessoa e cada pessoa em seu lugar. Este princípio visa garantir que as coisas estejam nos melhores locais possíveis, de acordo com sua utilização e que sejam sempre devolvidas aos mesmos lugares, para garantir a ordem e evitar o desperdício de tempo.
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11-Equidade: todos devem ser tratados com justiça e igualdade, garantindo maior satisfação dos empregados.
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12-Estabilidade do pessoal: Leva tempo para um funcionário aprender a desempenhar sua função adequadamente e com rapidez. Porém, uma vez aprendida a função, deve-se manter a lealdade, ou seja, permitir que o funcionário demonstre o seu melhor desempenho na função.
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13-Iniciativa: todos os funcionários devem ser incentivados a demonstrar iniciativa em resolver problemas. Porém, é preciso ter um certo equilíbrio para que a iniciativa não desconfigure a ordem e a hierarquia.
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14-União do pessoal: talvez este seja o princípio mais importante. Sem união e harmonia qualquer empresa irá se deteriorar.
Teoria Burocrática da Administração
Para se entender a Teoria Burocrática da Administração é preciso, primeiro, entender o que é burocracia. 
Não estamos falando do conceito popular de burocracia, que se refere à uma estrutura emperrada, geralmente encontrada em instituições públicas. 
Aqui, apresentamos outro conceito: o da burocracia como solução para que as organizações evitem arbitrariedades. Estamos nos referindo ao termo cunhado pelo sociólogo, cientista político e economista Max Weber (1864-1920)
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Max Weber (1864-1920) foi um importante sociólogo e destacado economista alemão. Suas grandes obras são, “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo” e "Economia e Sociedade". Dedicou sua vida ao trabalho acadêmico, escrevendo sobres assuntos variados como o espírito do capitalismo e as religiões chinesas.
Max Weber nasceu em Erfurt, Turíngia, Alemanha, no dia 21 de abril de 1864. Filho de um jurista e político do Partido Liberal Nacional na época de Bismarck. Estudou nas universidades de Heidelberg, Berlim e Gotinga. Formou-se em Direito e doutorou-se em Economia e acabou desenvolvendo obras sobre Sociologia. A partir de 1893, lecionou em diversas universidades da Alemanha, principalmente em Heidelberg. Entre 1898 e 1906, ficou afastado do magistério em consequência de crises depressivas. Nesse período, realizou diversas viagens e dedicou-se ao trabalho acadêmico.
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Weber define a burocracia como a estruturação formal da organização, permitindo, dessa forma, organizar as atividades humanas para a realização de objetivos comuns no longo prazo. Essa definição de Weber foi fundamental para outros estudiosos fora da área da administração interpretassem melhor as organizações.
A relações burocráticas são tipicamente autoritárias. Os subordinados aceitam as ordens de seus superiores por admitirem a ideia de que tais ordens estão amparadas por normas e preceitos legais. Dessa maneira, a obediência não deriva de nenhuma pessoa em si, mas sim do conjunto de normas e regulamentos estabelecidos e aceitos como legítimos por todos.
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Weber, a ideia

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