Pressupostos de Indenizar - Civil II seminário
19 pág.

Pressupostos de Indenizar - Civil II seminário


DisciplinaDireito Civil II12.437 materiais129.665 seguidores
Pré-visualização1 página
Pressupostos de indenizar
Palavras-chave: Responsabilidade, Origem, Dano, Elementos. 
Os quatro elementos 
Ação: Ato finalístico, causador de efeito.
 Dano: Prejuízo causado por um ato praticado.
 Nexo de causalidade: Análise racional entre a prática do ato e o resultado. 
Culpa: Imputação feita a alguém que pratica um ato de certa forma reprovável.
2
Neto
Qu'est-ce que c'est?
Dever jurídico: Conduta gerada frente a legalidade.
Direito: Garantia do sujeito em caso de quebra de conduta.
Responsabilidade: Obrigação de reparar pessoa lesada ao haver quebra de conduta.
O objeto da responsabilidade civil de reintegrar a vítima ao estado em que se encontrava antes da prática do ato ilícito.
Não havendo prejuízo, não há o que ser ressarcido.
Neto
4
Caso Blanco
Imagem: @LICINIAROSSI 
Contato: (11) 995255151
Neto
O estado é bom em uma coisa. Ele sabe como quebrar as suas pernas
Apenas para depois dizer: \u2018\u2019Veja, se não fosse pelo estado, você não 
Seria capaz de andar.\u2019\u2019
Harry Browne
Caso Blanco
França 1872.
Revolução industrial: Acidentes de trabalho e amputações.
Introduzida, no Brasil, por José de Aguiar Dias \u201ctoda manifestação humana traz em si o problema da responsabilidade\u201d. CF art. 37 § 6.
5
Neto
Ação
Fato que gera a responsabilidade.
Ato que prejudica outrem.
Excludentes: Causam danos mas não geram obrigação de reparar, EX: O estrito comprimento do dever legal ou força maior.
Previsão legal: Art. 188 CC.
6
Assís
Dano 
Subtração ou diminuição de um bem jurídico, qualquer que seja a sua natureza, quer se trate de um bem patrimonial, quer se trate de um bem integrante da própria personalidade da vítima, como a honra, a imagem, a liberdade. Trata-se da lesão, por ação ou omissão do sujeito infrator, a interesses juridicamente tutelados, compreendidos entre eles todos aqueles capazes de satisfazer as necessidades de um indivíduo, e que refletem a própria expressão da liberdade, assegurada pelo direto de fazer ou deixar de fazer tudo aquilo que não seja defeso pelo sistema jurídico.
7
Luquita da galera
8
Danos patrimoniais: O art. 402, do Código Civil de 2002, distingue, dentro do conceito de danos patrimoniais, danos emergentes e lucros cessantes.
Danos morais: Por sua própria natureza, são insuscetíveis à avaliação pecuniária, assumindo a indenização um caráter compensatório. 
Consolidaram-se com a Constituição Federal de 1988, no art. 5º, incisos V e X.
Luquita da galera
Culpa
Falta de diligência no cumprimento de uma norma de conduta, configurando-se no desprezo que o agente apresenta em relação ao esforço necessário para observá-la. A conduta nasce lícita, contudo, ao se desviar de padrões socialmente adequados, torna-se ilícita. Diversamente do dolo, em que há consciência e objetivação do dano a ser provocado, na culpa, o resultado não ser objetivado. Contudo, ele é previsível. Quando imprevisíveis, não há configuração de culpa, já que a previsibilidade integra sua definição.
9
Interesse, cuidado ou presteza.
Leo
Elemento indispensável em qualquer espécie de responsabilidade civil.
Caracteriza-se como o elemento entre conduta e resultado.
Através dele pode se concluir quem foi o causador de dano.
Ex: A pessoa \u2018\u2019A\u2019\u2019 compra uma moto com o intuito de atropelar a pessoa \u2018\u2019B\u2019\u2019. Para realizar a ação ele: Abastece a moto > espera a vítima > atropela a vítima.
10
Nexo Causal
Geraldo
É justamente por elidir o nexo de causalidade que se afasta a responsabilidade nas hipóteses de caso fortuito, força maior, culpa exclusiva de terceiro e culpa exclusiva da vítima.
Análise dos detalhes do caso.
Regresso ao infinito: Regressão infinita da responsabilização nas relações entre causa e efeito, deve ser evitada.
11
Geraldo
Teoria da Equivalência dos Antecedentes Causais
Conditio sine qua non.
A causa de um resultado \u201cserá a somatória de todas as condições positivas e negativas que, tomadas em conjunto, contribuíram para produzi-lo
Se desenvolveu em território germânico ainda no século XIX, tendo como precursor Von Buri.
12
Geraldo
Teoria da Causalidade Adequada
Von Kries 5 no final do século XIX
Um fato só pode ser considerado causa do dano se, no momento em que foi produzido, o prejuízo era previsível, excluindo-se assim as causas excepcionais.
13
Henrique
Teoria da Causalidade Eficiente
Defendida por Autores como Birkmeyer, Stoppato e Köhler. 
\u201cAs condições que concorrem para um certo resultado não são equivalentes, existindo sempre um antecedente que, em virtude de um intrínseco poder qualitativo ou quantitativo, elege-se como uma verdadeira causa do evento\u201d
Análise in concreto dos fatos.
14
Henrique
Subteoria da necessariedade causal
A maioria da doutrina e da jurisprudência entende que essa foi a teoria adotada em nosso ordenamento, sendo positivada no art. 403, do Código Civil de 2002
Compreende o dano direto e imediato não apenas pela proximidade, mas também pela necessariedade entre a causa e o efeito, a fim de viabilizar, dentro da teoria da causalidade direta e imediata, a indenização de danos indiretos ou remotos.
15
Márcio
Princípio informador da responsabilidade civil.
Pressupostos da responsabilidade no direito civil.
Danos no direito civil de trânsito: Espécies.
Dano material ou econômico.
Dano moral e estético.
Dano psicofísico e social.
A obrigação de reparar o dano no direito de trânsito.
16
Gabs
Exemplo da prática.
Ementa: DIREITO CIVIL. ACIDENTE AUTOMOBILÍSTICO ENTRE VÁRIOS VEÍCULOS . DANOS MATERIAIS . Responsabilidade civil fixada.
1. Confirma-se a sentença que condenou a segunda requerida ao pagamento de R$ 2.722,00 a título de indenização material decorrente de acidente automobilístico.2. É certo que o processo nº 705422-75.2016.8.07.0003, que tramitou no 1º Juizado Especial Civel de Ceilândia, tem a mesma causa de pedir do processo ora analisado (mesmo acidente entre vários veículos automotores) e pedido similar (reparação material).3. Também é correto afirmar que a sentença lá proferida, cujo trânsito em julgado ocorreu em 23/01/17 (conforme sistema informatizado deste Tribunal), reconheceu a responsabilidade da ora recorrente (Maria das Graças Ferreira Rodrigues) pelo evento danoso.
17
Gabs
18
Também é correto afirmar que a sentença lá proferida, cujo trânsito em julgado ocorreu em 23/01/17 (conforme sistema informatizado deste Tribunal), reconheceu a responsabilidade da ora recorrente (Maria das Graças Ferreira Rodrigues) pelo evento danoso.
Tal evento repercutiu no patrimônio dos autores/recorridos, por culpa da recorrente, causando-lhes prejuízos no valor de R$ 2.722,00, donde exurge o dever de indenizá-los.
Gabs
19