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Direito Civil - Sucessões - roteiro de estudos

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Suely Mitie Kusano – Direito das Sucessões 
 
 
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ABERTURA – lugar do último domicílio do falecido. 
 – lei material vigente ao tempo da abertura. 
 
• CC de 1916 – ITBI causa mortis: até 31.12.2000. 
• CC de 1916 – ITCMD causa mortis: até 11.01.2003. 
• CC de 2002 – ITCMD causa mortis: a partir de 12.01.2003. 
• ITCMD doações de bens e direitos: a partir de 1º.01.2001. 
 
 
HERANÇA – todo unitário e indivisível (universalidade) – condomínio, 
embora a sucessão aberta ou o quinhão hereditário possa ser objeto 
de cessão por escritura pública com autorização judicial e respeitada a 
preferência do coerdeiro. 
 
 
CESSÃO DE QUINHÃO HEREDITÁRIO (CC, 1793/1795): 
- Coerdeiro tem preferência na aquisição (se forem vários os coerdeiros 
interessados, o quinhão cedido deve ser distribuído na proporção das 
respectivas quotas hereditárias). 
- Coerdeiro preterido na prelação (não dado conhecimento da cessão) 
pode, em 180 dias da transmissão, haver para si a quota cedida a 
estranho, mediante depósito do preço. 
- Não havendo coerdeiro interessado na aquisição da quota do 
cedente, a cessão a estranho deve ser efetuada mediante escritura 
pública, com prévia autorização do juiz da sucessão. 
- A cessão pode ter como objeto a herança toda ou quinhão hereditário 
(NÃO pode ser cedido bem singularizado), incluindo direitos e 
obrigações. 
- A cessão não abrange bens/direitos conferidos ao herdeiro cedente 
em consequência de substituição ou de direito de acrescer ocorridos 
depois da cessão hereditária. 
 
 
RESPONSABILIDADE – forças da herança e no limite do quinhão de 
cada herdeiro, inclusive depois de expedido o formal de partilha (os 
herdeiros devem provar o excesso, salvo se houver inventário que 
comprove o valor dos bens herdados) – quando o credor requerer 
pagamento de dívida antes da partilha, o juiz determinará reserva do 
valor suficiente em poder do inventariante e o credor deve iniciar a 
ação de cobrança no prazo de 30 dias, pena de tornar sem efeito a 
reserva. 
- As despesas do funeral sairão do monte (as de sufrágio por alma 
dependem de ordenação em testamento). 
- Os legatários e credores da herança preferem no pagamento, se em 
concurso com credores do herdeiro. 
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- Em ação regressiva entre coerdeiros, a parte do insolvente é dividida 
proporcionalmente entre os demais; assim como há solidariedade e 
reciprocidade entre os coerdeiros na obrigação decorrente da evicção 
dos bens aquinhoados (exceto convenção em contrário ou se a evicção 
for por culpa exclusiva do evicto ou se decorrente de fato posterior à 
partilha). 
 
ADMINISTRAÇÃO (inventariante): 
1- cônjuge ou companheiro sobrevivente 
2- herdeiro que estiver na posse dos bens (se mais de 2 herdeiros 
possuidores, o mais velho) 
3- testamenteiro 
4- pessoa de confiança do juiz, na falta ou destituição dos anteriores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUCESSÃO 
1 – LEGÍTIMA 
 
 
 
2- TESTAMENTÁRIA 
TESTAMENTO PÚBLICO 
CERRADO 
PARTICULAR 
* ESPECIAIS: 
- marítimo 
- aeronáutico 
- militar 
LEGADO 
CODICILO 
 
 
 
 
 
 
 
 
ACEITAÇÃO da herança: expressa ou tácita (não se considera 
aceitação os atos oficiosos como o funeral, os meramente 
conservatórios como a administração, benfeitorias necessárias e 
guarda provisória). A cessão gratuita, pura e simples, da herança aos 
demais coerdeiros (renúncia abdicativa ou renúncia in favorem) implica 
em aceitação seguida de doação. 
 
 
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RENÚNCIA da herança: instrumento público ou termo judicial. 
- não cabe renúncia sob condição ou a termo. 
- herdeiro com títulos sucessórios diversos (ex.: legítimo e legatário) 
pode aceitar uma parte e renunciar a outra. 
- o direito de aceitar ou renunciar transfere-se ao sucessor, se o 
herdeiro falecer antes da manifestação. 
- se o herdeiro já renunciou à herança, seus sucessores não tem direito 
de representação. 
- na sucessão legítima, a parte do renunciante acresce aos dos outros 
herdeiros da mesma classe (sendo único, devolve-se aos 
subsequentes). 
- o interessado na renúncia pode requerer que o herdeiro se manifeste 
no prazo de 20 dias da abertura da sucessão (prorrogável até 30 dias 
c/ autorização judicial). 
- os credores do herdeiro podem aceitar a herança renunciada, 
procedendo-se à habilitação dos credores no prazo de 30 dias 
seguintes (o remanescente da herança, depois de pagos os débitos 
para com o credor, continuam renunciados). 
 
 
EXCLUSÃO DA SUCESSÃO: 
 
INDIGNIDADE (CC, 1814 a 1818) – herdeiros e legatários, declarado 
por sentença (a exclusão deve ser demandada no prazo de 4 anos, 
contados da abertura da sucessão). 
-efeitos pessoais ao excluído (descendentes sucedem como se o 
excluído fosse morto antes da abertura da sucessão). 
-o autor da herança pode reabilitar o indigno em testamento ou outro 
ato autêntico (se não houver reabilitação expressa, o indigno sucede 
no limite da disposição testamentária). 
-o excluído não tem direito a usufruto ou administração dos bens, fica 
obrigado a restituir os bens e os rendimentos (pagar perdas e danos 
correspondentes, se houve alienação a terceiro de boa fé), mas tem 
direito de ser indenizado pelas despesas com a conservação 
necessária. 
-CAUSAS: 
1) autores, co-autores ou partícipes de homicídio doloso ou 
tentativa contra o autor da herança, cônjuge, companheiro, 
ascendente ou descendente. 
2) acusação caluniosa em juízo ou crime contra honra do 
autor da herança, cônjuge ou companheiro. 
3) inibir ou obstar o autor de dispor livremente de seus bens 
por ato de última vontade, mediante violência ou fraude. 
 
 
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DESERDAÇÃO (CC, 1961 a 1965) – herdeiros necessários, com causa 
da deserdação expressa em testamento (após a abertura da sucessão, 
o herdeiro instituído ou quem aproveita a deserdação deve provar a 
veracidade da causa alegada pelo testador, no prazo de 4 anos 
contados da abertura da sucessão). 
- efeitos (há divergência, por nada constar no CC): 
a) pessoais (não atingem sucessores do deserdado, como 
indigno). 
b) sem herança, os sucessores do deserdado não herdam tais 
bens. 
 
-CAUSAS: idem causas da indignidade e mais: 
-ofensa física. 
-injúria grave. 
-relações ilícitas com a madrasta ou com o padrasto / 
desamparo do ascendente em alienação mental ou grave 
enfermidade –deserdação de descendente pelo ascendente. 
-relações ilícitas com a mulher ou companheira do filho ou a 
do neto, ou com o marido ou companheiro da filha ou o da 
neta / desamparo do filho ou neto com deficiência mental ou 
grave enfermidade – deserdação do ascendente pelo 
descendente. 
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SUCESSÃO LEGÍTIMA – VOCAÇÃO HEREDITÁRIA: 
 
1– descendentes, em concorrência com o cônjuge supérstite ou 
companheiro sobrevivente 
2- ascendentes, em concorrência com o cônjuge supérstite ou 
companheiro sobrevivente 
3- cônjuge sobrevivente 
4- colaterais 
# companheiro em união estável 
5- Município ou DF 
 
OBSERVAÇÕES: 
 
Herdeiros necessários: descendentes, ascendentes e cônjuge. 
 
 
a) CÔNJUGE (não separados judicialmente ou não separados de fato 
há mais de 2 anos, salvo prova de inexistência de culpa do supérstite) 
-direito real de habitação da única residência (qualquer regime de 
bens do casamento) 
-concorre com os descendentes, exceto se no regime de bens do 
casamento COMUNHÃO UNIVERSAL, SEPARAÇÃO LEGAL 
(obrigatória) ou COMUNHÃO PARCIAL, SEM BENS 
PARTICULARES DO FALECIDO. 
 
-o cônjuge concorre com os descendentes quando adotado o 
regime de COMUNHÃO PARCIAL COM BENS PARTICULARES 
DO FALECIDO;