Estretegia S Familia e Política Nacional Atenção Básica NASF
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Estretegia S Familia e Política Nacional Atenção Básica NASF


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 PACS
 Os primeiros profissionais de saúde não médicos de nível técnico ou elementar foram os Visitadores Sanitários e Inspetores de Saneamento ainda vinculados ao projeto das campanhas de saúde pública que no Brasil do início do século XX controlaram os surtos de peste bubônica e erradicaram a febre amarela e permaneceram vinculados controlavam as endemias rurais.
 O Agente Comunitário de Saúde (ACS) resultou da criação do PACS Programa dos Agentes Comunitários de Saúde em 1991, como parte do processo de construção do Sistema Único de Saúde estabelecida por norma Constitucional em 1988, é capacitado para reunir informações de saúde sobre uma comunidade. Na concepção inicial deveria ser um dos moradores daquela rua, daquele bairro, daquela região. Selecionados por um bom relacionamento com seus vizinhos e condição de dedicar oito horas por dia ao trabalho de ACS.
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 O PSF é tido como uma das principais estratégias de reorganização dos serviços e de reorientação das práticas profissionais neste nível de assistência, promoção da saúde, prevenção de doenças e reabilitação. 
 
 Atualmente, o PSF é definido com Estratégia Saúde da Família (ESF), ao invés de programa, visto que o termo programa aponta para uma atividade com início, desenvolvimento e finalização. O PSF é uma estrátégia de reorganização da atenção primária e não prevê um tempo para finalizar esta reorganização. 
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Objetivos
Geral: Contribuir para a reorientação do modelo assistencial partir da atenção básica, em conformidade com os princípios do SUS, imprimindo uma nova dinâmica de atuação nas UBS, com definição de responsabilidades entre os serviços de saúde e a população.
Específicos:
Assistência integral, com resolubilidade e qualidade as necessidades de saúde da população;
Intervir sobre fatores de riscos;
Eleger a família e espaço social como núcleo básico de abordagem ao atendimento;
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Humanizar as práticas de saúde através de um vínculo entre equipe e a população;
Proporcionar parcerias através do desenvolvimento de ações intersetoriais;
Contribuir para a democratização do conhecimento saúde/ doença da organização e da produção dos serviços da saúde;
Fazer com que a saúde seja reconhecida como um direito de cidadania e qualidade de vida;
Estimular a organização da comunidade para o exercício do controle social.
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Portaria Nº 648, de 28 de Março de 2006
 
 Percebendo a expansão do Programa Saúde da Família que se consolidou como estratégia prioritária para a reaorganização da Atenção Básica no Brasil, o governo emitiu a Portaria Nº 648/2006 onde fica estabelecido que o PSF é a estratégia prioritária do Ministério da Saúde para organizar a Atenção Básica, que tem como um dos seus fundamentos possibilitar o acesso universal e contínuo a serviços de saúde de qualidade, reafirmando os princípios básicos do SUS: universalização, equidade, descentralização, integralidade e participação da comunidade - mediante o cadastramento e a vinculação dos usuários.
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Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica, para a Estratégia Saúde da Família (ESF) e Programa de Agentes Comunitários de Saúde(PACS).
\u201cRevoga a Portaria 648 / 2006\u201d
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Diretrizes operacionais
ACS
O número de ACS deve ser suficiente para cobrir 100% da população cadastrada, com um máximo de 750 pessoas por ACS e de 12 ACS por equipe de Saúde da Família. 
Não deve ultrapassar o limite máximo recomendado de pessoas por equipe.
ESF
Deve ser responsável por, no máximo, 4.000 pessoas, sendo a média recomendada de 3.000 pessoas e mínimo de 2.000 pessoas, considerando o grau de vulnerabilidade da população (Portaria 2.355 10/11/2013).
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Carga Horária
Cadastramento de cada profissional de saúde em apenas 01 ESF, com carga horária de 40 horas, à exceção dos profissionais médicos, que poderão ter sua carga horária ajustada contemplando as 40 horas semanais da unidade de saúde.
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Atribuições das equipes de saúde
Conhecer a realidade das famílias com ênfase nas características sociais, demográficas e epidemiológicas;
Identificar os problemas de saúde e situações de riscos;
Elaboração de um plano local, junto a comunidade, para o enfrentamento dos determinantes do processo saúde/doença;
Prestar assistência integral, com ênfase nas ações de promoção da saúde;
Usar de forma adequada a utilização do sistema referência e contra referência;
Desenvolver processos educativos;
Promover ações intersetoriais para enfrentamento dos problemas.
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Agentes Comunitários de Saúde
Realizar o mapeamento de sua microárea de atuação;
Cadastrar e atualizar as famílias de sua área;
Identificar indivíduos e famílias expostas a situações de risco;
Realizar, através de visita domiciliar, acompanhamento mensal de todas as famílias sob sua responsabilidade,como também verificação do cartão de vacina, pesagem das crianças e registro no cartão 2ª;
Coletar dados para análise da situação das famílias acompanhadas;
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Desenvolver ações básicas de saúde nas áreas de atenção à criança, mulher,adolescente, trabalhador e idoso, com ênfase na promoção da saúde e prevenção de doenças;
Promover educação em saúde e mobilização comunitária;
Incentivar a formação dos conselhos municipais de saúde;
Orientar as famílias para uma adequada utilização do serviço;
Informar aos demais membros da equipe, acerca da dinâmica social e necessidades da comunidade;
Participação no processo de programação e planejamento local
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Médico
*Prestar assistência integral aos indivíduos sob sua responsabilidade, como \u201cgeneralista\u201d, atendendo a todos os componentes da família, independente de sexo ou idade;
Valorizar a relação médico-paciente e médico-família como parte de um processo terapêutico;
Oportunizar os contatos com indivíduos sadios ou doentes, abordando aspectos preventivos e de educação sanitária;
Empenhar-se em manter seus clientes saudáveis que venham as consultas ou não;
Executar ações básicas de vigilância epidemiológicas e sanitária;
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Executar as ações de assistência nas áreas de atenção à criança, mulher, adulto,idoso e ao adolescente, também realizando primeiros cuidados nas urgências e pequenas cirurgias ambulatoriais;
Promover qualidade de vida e contribuir para ambiente mais saudável;
Discutir de forma permanente, junto à equipe de trabalho e comunidade, o conceito de cidadania, enfatizando os direitos à saúde;
Participar do processo de programação e planejamento das ações e trabalho nas UBS.
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Territorialização e mapeamento: desafios operacionais
 O ponto de partida para a organização dos serviços e das práticas de vigilância em saúde é a territorialização do sistema local de saúde, isto é, o reconhecimento e o mapeamento do território segundo a lógica das relações entre condições de vida, ambiente e acesso às ações e serviços de saúde (Teixeira, 1998).
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 Os territórios onde se desenvolvem as práticas de saúde (curativas, preventivas e promocionais), em geral são fragmentados ainda que estejam dentro de um mesmo município. Há uma diversidade de interpretações e múltiplos sentidos ao que se chama de território no campo da saúde. O que se torna evidente é a necessidade de definir um espaço geográfico para a estruturação e organização dos serviços de saúde compatíveis com as necessidades e os problemas demandados pela população.
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Cadastramento (Antigamente)
 O cadastramento será realizado pelos ACS, no próprio domicílio, por meio de entrevistas. As informações de cada família cadastrada, será registrado nas fichas \u201cA\u201d e digitados no SIAB (sistema de informações da atenção básica), sendo também registrado no Cadastro Nacional de Usuários do Cartão Nacional de Saúde (cartão SUS).
ATUALMENTE:
 A estratégia e-SUS AB busca reestruturar e integrar as informações da Atenção Básica em nível nacional.