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Mediação e arbitragem - 2ª unidade

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6. Busca do consenso;
7. Confidencialidade: algumas regras da lei de mediação são relativas à confidencialidade do procedimento. Nada que é falado na mediação não poderá ser utilizado como prova em eventual procedimento judicial/arbitral. 
Mas existem algumas exceções: (i) as partes podem derrogar a confidencialidade; (ii) divulgação exigida por lei ou para cumprimento do acordo (art. 30); (iii) ocorrência de crime de ação pública – se for confessado a ocorrência de crime de ação pública incondicionada, isso retira a confidencialidade, podendo a parte ou mediador comunicar; (iv) informações à administração tributária – ex. declaração do dinheiro do acordo. 
Mas se houver uma violação da ordem pública do direito civil, não se deve violar a confidencialidade. 
8. Boa-fé: presente em todo o ordenamento, deve também seguir a boa-fé. 
III. Procedimento de Mediação:
1. Mediação judicial x Mediação extrajudicial:
PEGAR TABELA
O mediador na extrajudicial não pode atuar como árbitro daquela causa, é uma forma de impedimento. 
2. Início da mediação:
O marco inicial é a primeira reunião, o primeiro momento que as partes se reúnem com o mediador, e marca a suspensão dos prazos prescricionais. Considera-se que a parte rejeitou o convite, se enviado o convite, passe 30 dias sem resposta da outra parte. Só suspendem-se os prazos se tiver a primeira reunião, então deve-se ter muita cautela com os prazos, já que se a parte recusar, não suspende. 
3. Suspensão de ações judiciais e arbitragem:
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4. Estapas do Processo de Mediação:
a) Primeira etapa: explicação do mediador às partes como funciona a mediação. 
b) Segunda etapa: 
c) Terceira etapa:
5. Encerramento da Mediação (art. 20):
IV. Técnicas de Mediação:
1. Ferramentas procedimentais: cabe ao mediador mapear o conflito, ou seja, ver quem são os atores que tem poder decisório daquele conflito, o problema entre as partes e o que já foi feito por elas para ter um entendimento do conflito. Também pdoerá promover reuniões privadas entre o mediador e a parte, sem a presença da outra parte, podendo conferir o tempo necessário. Outra ferramenta procedimento é compartilhar os objetivos de cada processo, para que as partes tenham consciência do que está ocorrendo na mediação. 
2. Ferramentas de comunicação: escuta ativa, demonstrando interesse com o que está sendo falado. Deve-se analisar as diferenças culturais entre as partes e o mediador. Além disso, deve-se identificar e desconstruir impasses, mas não necessariamente o conflito, e sim o que está impedindo a comunicação entre as partes. Prestar atenção na natureza do discurso da parte (ex. briga, ataque) e a qualidade da escuta da outra aprte, prestando atenção na forma que está ouvindo a outra parte. Outra técnica é redefinir com conotação positiva, pegando aquilo que a parte falou de forma negativa e colocar de maneira mais branda, retirando a fala de ataque, construindo o procedimento de mediação. A técnica de resumo é anotar o que a parte falou, retirando a forma negativa. Além disso, há a paráfrase, colocando de outra forma ou outro contexto. 
3. Ferramentas de negociação: para a negociação ser efetiva é preciso identificar os terceiros envolvidos no conflito, separar as pessoas do problema, colocando de forma objetiva, construindo pautas objetivas e subjetivas separadas. Além disso, deve-se identificar interesses comuns e complementares. Ou ainda iniciar a negociação da pauta objetiva por temas de menor tensão, sendo importante também na negociação. Se a negociação for tomada por pura emoção, uma das partes provavelmente será prejudicada, focando o que deve ocorrer e fundamentar aquela forma. Deve-se ainda identificar a melhor alternativa negociada e a pior alternativa negociada, ou seja, seria papel do mediador mostrar para as partes quais seriam os caminhos a serem percorridos e os efeitos dessa decisão. O que se propõe é que o mediador traga para a parte quais seriam as melhores alternativas e quais os efeitos dela. A última ferramenta é trabalhar com um mínimo de três alternativas, mostrando o que ele identificou no processo de diálogo, e as partes vão moldar o que melhor atende os seus interesses. 
Existe uma técnica da arbitragem que está sendo utilizada: Quando termina a instrução, o requerente apresenta o que seria para ele a sentença mais correta e o requerido faz o mesmo, e o árbitro adota uma das duas. A parte não propõe uma sentença absolutamente favorável a si, reconhecendo alguns pontos em que a outra parte esteja correta, para que o árbitro acate a sua sentença, e isso leva a uma composição melhor.

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