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Aula 06 Gestão de Startups

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GESTÃO DE STARTUPS 
AULA 6 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Profª Elaine Cristina Hobmeir 
 
 
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CONVERSA INICIAL 
Chegamos a um ponto decisivo para as empresas startups. Ele trata de 
aspectos financeiros que definem diversas questões importantes que 
necessitam de uma definição clara para que o empreendedor não tome 
decisões incorretas, as quais podem prejudicar o andamento da empresa. 
Se escolher um tipo incorreto de empresa a ser criada, ele está 
praticamente decretando o final da startup, já que uma mudança nesse aspecto 
pode alterar de forma significativa fatores financeiros que levaram os 
investidores a escolher e apoiar o negócio. Quando é desenvolvida a procura 
de investimentos, o tipo de empresa já deve estar suficientemente definido. 
Os temas de estudo apontam para uma grande série de siglas, regras, 
normas e legislação envolvidas. Isso confirma o acerto do conselho de que, 
ainda que crie uma empresa de uma pessoa só, o empreendedor não pode 
prescindir de um apoio advocatício. 
Ele se mostra imprescindível frente o elevado número de possibilidades 
existentes. Falhas em aspectos legais podem ocasionar, em diversos pontos 
do ciclo de vida da startup, gastos financeiros que podem se mostrar 
irrecuperáveis. 
O exemplo mais comumente apresentado são as questões trabalhistas, 
que normalmente são decididas em favor do colaborador, ainda que muitas de 
suas reinvindicações possam ser despropositadas. 
CONTEXTUALIZANDO 
Ainda que possa parecer que se está exagerando, o contexto no qual os 
temas de estudo relativos às questões que envolvem aspectos legais devem 
ser tratadas na esfera jurídica. Esse fato traz a recomendação que tudo seja 
feito à luz de contratos (que devem ser feitos em todas as atividades da 
startup, por menores que possam parecer para justificar gastos advocatícios), 
como uma forma de prevenção de problemas futuros. 
 
 
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TEMA 1 – FUNDAMENTOS SOCIETÁRIOS PARA STARTUPS 
1.1 Conceitos e fundamentos societários 
Empresas startups são diferenciadas das empresas tradicionais. Elas 
desenvolvem seus trabalhos baseados em uma ideia e apoiadas em um perfil 
de incerteza e inovação. Existem diversos patamares a atingir de forma que os 
seus produtos e serviços atinjam uma condição de Product market-fit, como 
tivemos oportunidade de analisar quando foram estudadas as métricas. Isso é 
o que basta, em uma primeira visão, para compreender como elas podem ser 
criadas. 
Vamos expandir uma visão jurídica sobre as startups, considerando que 
suas atividades são objeto de estudo de diferentes áreas do direito, a saber: 
direito empresarial que rege o início das atividades da startup; direito civil que 
dá orientações para formação de contratos por meio dos quais será 
desenvolvida a atividade-fim da empresa criada; direito do consumidor não 
poderia faltar nessa lista e rege o respeito que a empresa deve dar aos seus 
clientes; colaboradores são objeto de estudo do direito trabalhista; finaliza a 
lista o direito tributário que dispõe sobre os tributos que incidem sobre as 
atividades que a empresa irá desenvolver. 
O que importa no momento é saber, em termos societários, quais as 
formas de constituição possíveis que estão colocadas na lista seguinte: 
 Microempreendedor Individual (MEI); 
 Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI); 
 Sociedade de Responsabilidade Limitada (Ltda.); 
 Sociedade anônima (S/A); 
 Sociedade em conta de participação (SPC). 
Saiba mais 
No link <https://filipesrose.jusbrasil.com.br/artigos/475146517/4-tipos-
societarios-possiveis-para-constituir-uma-startup>, você vai obter a definição e 
as características de cada um dos tipos de empresas que podem ser criados 
como empresas startups em postagem sobre o tema, colocada na revista 
JusBrasil, por Filipe Senhorinha (2017). 
 
 
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1.2 Distribuição de equity 
Brian Begnoche (Begnoche, S.d.) define equity como significado de 
posse e direito aos lucros, caracterizando esta figura como o tratamento de sua 
participação societária que pode ser representada por valores mobiliários como 
quotas, ações ou outros títulos, oferecidos como troca na compra de 
participação na empresa startup, passando a ser considerado como um dos 
seus donos. É uma aplicação de potencial retorno financeiro e uma das fontes 
de obtenção de recursos. 
1.3 Acordo de sócios 
Cruz (S.d.) pontua a razão da existência dessa condição está 
relacionada com a definição da participação societária tido como um 
instrumento contratual que contém cláusulas que tratam dos aspectos: 
exercício do direito de voto e quórum; dos diferentes mecanismos de venda de 
quotas (tag along – direito e drag along – dever); participação em aumento de 
capital; transferência de quotas; distribuição de dividendos; existência de 
conselhos de administração, fiscal, diretor; determinação do método de 
avaliação da sociedade. Os sócios podem (e devem) acordar na forma de 
pagamento dos dividendos. 
Saiba mais 
Leia mais sobre estes e outros pontos em publicação do autor que pode 
ser encontrada em: <http://www.andersenballao.com.br/artigos-
publicacoes/acordo-de-socios-para-investimentos-em-start-ups/>. 
1.4 Termos de investidores e fundos 
Segundo o dicionário criado pela Syhus (S.d.) é o documento também 
conhecido por seu nome original Term Sheet, que descreve termos por meios 
dos quais o investidor vai realizar um investimento financeiro. No mesmo 
documento, os fundos são definidos como o dinheiro que os credores e 
detentores de capital fornecem para uma startup em troca de títulos ou ativos. 
 
 
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Saiba mais 
Acesse o endereço: <https://syhus.com.br/2016/09/14/glossario-
financeiro-para-startups/> no qual o escritório Syhus coloca para seus clientes 
um glossário com diversos termos utilizados como aspectos financeiros que 
envolvem a criação de empresas startups. 
Apesar de ser um material extenso, que se recomenda assistir em 
pílulas, é interessante saber mais sobre as estruturas societárias nas startups 
no vídeo que você pode acessar em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=9uexdH7MxFM>. 
Acesse a dissertação de mestrado que você pode acessar em: 
<http://www.faccamp.br/new/arq/pdf/mestrado/Documentos/producao_discente/
EdmilsonEstevaoSilva.pdf>. O autor trata do ciclo de vida das empresas 
startups em uma visão do mundo do trabalho e que interessa neste momento 
particular do curso. 
Considere desenvolver uma atividade de pesquisa que o leve a criar um 
glossário para as startups, com citação de fontes de obtenção dos dados. 
Escolha alguma forma no estilo magazine para apresentação e apresente um 
pequeno protótipo, sem necessidade de desenvolvimento da solução sugerida. 
TEMA 2 – BOOTSTRAPING 
2.1 O que é 
Estamos frente a uma das situações nas quais não encontramos uma 
tradução que possa fugir de um termo jocoso, como não é incomum com 
termos de métodos inovadores criados nos laboratórios de pesquisa das 
universidades americanas. O termo bootstrapping, traduzido como “alças de 
botas”, tem como principal intenção ressaltar alguma coisa que seria 
impossível, como puxar as alças de sua bota para cima, para ser levantado. 
Dessa forma, será utilizado o termo original, mas compreendida a 
notação metafórica utilizada e que identifica processos que se tornam 
autossustentáveis sem que o empreendedor busque, para tanto, ajuda externa 
e aja com “suas próprias pernas ou ande com suas próprias botas”. Para as 
startups o termo é utilizado para identificar o fato de que a startup será iniciada 
sem investimento externo, com recursos próprios e mais apropriadamente com 
pouco dinheiro e muita economia.