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demais microbacias da região o projeto-piloto 
Comunidade em Ação (revitalização da microbacia do Rio 
Cambucás).
2. 2. Encaminhar ao Comitê de Bacia Lagos São João um pedido 
para a revitalização dos cursos d’água do município.
3. 3. Fomentar a criação de grupos de trabalho voltados à ges-
tão das microbacias dos rios Capivari, Bananeiras e Aldeia 
Velha (encaminhar solicitação ao presidente do Comitê de 
Bacia Lagos São João).
 Comunicação
4. 4. Divulgar a existência e as funções do Comitê de Bacia.
 Gestão pública
5. 5. Cobrar a obtenção de compensação ambiental caso haja 
utilização dos recursos hídricos na área de interesse do 
projeto Comperj, inclusive pela utilização da área ocupada 
pela tubulação de condução de gás e óleo, que corta longi-
tudinalmente o município.
6. 6. Fomentar o desenvolvimento de ações estratégicas a f im 
de aumentar os recursos dos Comitês de Bacias por meio 
da mudança dos critérios de repasses de outorga, para 80% 
rural e 20% urbano.
• Gestão dos recursos hídricos
 Gestão pública
1. 1. Rever o contrato de concessão a fim de propor a destinação 
de parte do lucro da Prolagos e da Águas de Juturnaíba para 
investimentos em melhorias da Lagoa e suas adjacências.
2. 2. Isentar a população de Silva Jardim de pagamento do con-
sumo da água utilizada e servida no município.
3. 3. Criar e efetivar o Código Ambiental Municipal.
4. 4. Criar um quadro técnico permanente para f iscalização 
ambiental, por intermédio de concurso público.
5. 5. Obter f inanciamento, a fundo perdido, para a produção 
de mudas nativas para ref lorestamento das matas ciliares 
(Fecam).
 Fiscalização
6. 6. Promover maior eficiência na fiscalização dos poços, por 
meio do fechamento daqueles localizados em áreas com 
abastecimento regular.
7. 7. Melhorar a fiscalização nas áreas de rios e lagoas, inibindo 
a pesca predatória realizada por pescadores não cadastrados 
e não autorizados pela Capitania dos Portos..
8. 8. Fiscalizar o meio rural para inibir ações de degradação 
ambiental, principalmente em torno da mata ciliar.
 Elaboração de projetos
9. 9. Elaborar projetos de incentivo à recuperação das matas ci-
liares, com o plantio de espécies nativas da Mata Atlântica 
e Sistemas Agro-f lorestais (SAFs)..
 Capacitação
10. 10. Desenvolver atividades para que proprietários se adaptem 
ao manejo f lorestal adequado e sustentável.
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Possíveis parceiros
ANA . Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD) . Concessioná-
ria Águas de Juturnaíba . Consórcio Intermunicipal Lagos São 
João (CILSJ) . Departamento de Comunicação da Prefeitura 
. DNOS . Eletrobras Furnas . Emater-Rio . Escolas . Fiocruz . 
Folha dos Municípios . Ibama . ICMBio . Inea . Instituto Baía 
de Guanabara . Inter TV . Jardim Botânico do Rio de Janeiro . 
Jornal Boa Semente . Jornal da Cidade . Jornal da Prefeitura . 
MP . MMA . Organização Ambiental para o Desenvolvimento 
Sustentável (OADS) . Proprietários de terras . Rádio Litoral 
(Programa Nossas Águas, Nosso Chão) . Rádio Serramar . Secre-
tarias Municipais (Educação, Meio Ambiente, Obras, Transporte) 
. Sindicato Rural . Site do município.
Possíveis fontes de financiamento
Agenersa . Concessionária Águas de Juturnaíba . Consórcio 
Intermunicipal Lagos São João (CILSJ) . Fundo Estadual de Re-
cursos Hídricos . ICMS-Verde . Inea . PDA . Programa Petrobras 
Ambiental . WWF.
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BIODIVERSIDADE
A biodiversidade é a base do equilíbrio ecológico do planeta. Sua conser-
vação deve se concentrar na manutenção das espécies em seus ecossistemas 
naturais, por meio do aumento e da implantação efetiva das áreas protegidas, 
que asseguram a manutenção da diversidade biológica, a sobrevivência das 
espécies ameaçadas de extinção e as funções ecológicas dos ecossistemas. 
A biodiversidade interfere na estabilização do clima, na purificação do ar e 
da água, na manutenção da fertilidade do solo e do ciclo de nutrientes, além 
de apresentar benefícios culturais, paisagísticos e estéticos.
As principais formas de destruição da diversidade biológica são urbaniza-
ção descontrolada, ocupação irregular do solo, exploração mineral, des-
matamentos e fragmentação de ecossistemas, queimadas, superexploração 
de recursos naturais, utilização de tecnologias inadequadas na produção 
f lorestal, pesqueira, agropecuária e industrial, indefinição de políticas pú-
blicas e implantação de obras de infraestrutura sem os devidos cuidados. 
Acrescentam-se ainda a introdução de espécies exóticas da f lora e da fauna 
e a comercialização ilegal de espécies silvestres. 
O Brasil possui 25% da biodiversidade mundial, reunindo uma riqueza difícil 
de mensurar, pois há espécies que sequer foram identificadas. O Instituto de 
Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima o valor do patrimônio genético 
brasileiro em US$ 2 trilhões (quatro vezes o PIB nacional). As cifras em jogo 
são altas. Produtos da biotecnologia (biodiversidade explorada), como cos-
méticos, remédios e cultivares, constituem um mercado global que chega a 
US$ 800 bilhões por ano, cifra semelhante à do setor petroquímico.
O município de Silva Jardim é conhecido por sua importância para 
a conservação da biodiversidade, especialmente por abrigar o mico-leão-
dourado (Leontopithecus rosalia) – espécie endêmica cuja maior população se 
encontra no município –, em porções vegetais situadas ao longo da Bacia do 
Rio São João e de grande porção de fauna e f lora da Mata Atlântica, sendo que 
algumas espécies da sua biodiversidade já se encontram em vias de extinção.
Devido à sua localização geográfica, a região abriga grande variedade de 
ecossistemas. A existência de grandes áreas fl orestais protegidas, formando 
corredores ecológicos, possibilitou identificar grande diversidade biológica.
As bromélias são importantes para o 
processo de reciclagem de nutrientes da 
Mata Atlântica 
Anu branco – ave muito comum em 
quase todo o país
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Sublinhado
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Érika Cardoso
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Érika Cardoso
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Mapa 5: Áreas prioritárias para a preservação da 
biodiversidade no município de Silva Jardim e arredores
Fontes: IBGE, MMA, Petrobras (2010).
Uma das preocupações relacionadas a este tema é a falta de conhecimento 
da diversidade biológica do município, em função da  inexistência de um 
inventário detalhado de sua biodiversidade. A população questiona o fato de 
os resultados e dados obtidos, até o momento, se restringirem à Reserva Bio-
lógica Poço das Antas. Cabe explicar que os dados existentes se encontram 
na Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD) e não estão facilmente acessíveis 
ao público.
Apesar dos levantamentos incompletos, foram registradas cerca de 300 es-
pécies de árvores e mais de 280 espécies de vertebrados, com alto grau de 
endemismo (existência de espécies que vivem somente nessa região). Destaca-
se a ocorrência de espécies da fauna e f lora ameaçadas de extinção, segundo 
a lista do Ibama. Dentre as espécies encontradas, estão o mico-leão-dourado 
e o jacaré-do-papo-amarelo e o palmito juçara (Caiman latirostris). Os par-
ticipantes expressaram preocupação com a caça de aves e mamíferos.
Espécie endêmica –Espécie endêmica – espécie cuja 
distr ibuição está limitada a uma 
zona geográfi ca defi nida.
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Sublinhado
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Sublinhado
Érika Cardoso
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Érika Cardoso
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Um dos maiores problemas são as áreas fragmentadas da Mata Atlântica que, 
ao ficarem isoladas umas das outras, reduzem as possibilidades de manuten-
ção dos processos ambientais, contribuindo para a perda da biodiversidade 
regional. Incluem-se aí as espécies da fauna aquática isoladas pela barragem 
de Juturnaíba, que foi construída sem mecanismo de passagem de fauna – 
desobedecendo a uma lei brasileira de 1930