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Agenda 21 ok

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Segundo os moradores, o município pode se desenvolver sem a presença de 
indústrias poluidoras. Cabe às autoridades competentes incentivar a utilização 
de fontes de energia menos poluentes. A conversão dos automóveis para utili-
zação de gás natural veicular (GNV) pode minimizar danos ao meio ambiente 
e existe a possibilidade de aumentar a quantidade de postos de abastecimento 
de GNV, facilitando o acesso dos motoristas a este combustível.
Paralelamente, é preciso haver uma grande conscientização da população sobre 
as questões relacionadas às mudanças climáticas, visando à promoção de boas 
práticas. Uma das iniciativas que pode ser bem-sucedida consiste na divulgação 
deste tema nas escolas, em especial entre os alunos do Ensino Fundamental.
As queimadas são uma das principais 
causas das emissões de gases de efeito 
estufa em todo o Brasil
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PROPOSTAS
• Alta prioridade • Média prioridade • Baixa prioridade
• Ar Limpo!
 Fiscalização
1. 1. Cobrar medidas efetivas para fiscalizar e inibir a prática de 
queimadas.
 Comunicação
2. 2. Instruir os proprietários rurais para, quando inevitável, só 
realizar queimadas devidamente autorizadas (queimadas 
controladas) e coibir as queimadas criminosas causadas por 
caçadores, em propriedades que proíbem tal atividade..
3. 3. Realizar gincanas e outras atividades lúdicas para sensibi-
lizar a população sobre os danos à saúde produzidos pela 
queima dos resíduos sólidos.
• Abastecimento de GNV
 Articulação
1. 1. Articular com municípios vizinhos a instalação de postos 
de abastecimento de GNV.
• Manutenção da qualidade do ar
 Infraestrutura
1. 1. Instalar uma rede de monitoramento da qualidade do ar no 
município, de acordo com a definição técnica, com especial 
atenção ao adensamento do tráfego na BR-101 e a novas 
indústrias instaladas na região.
 Planejamento
2. 2. Medir, periódica e sistematicamente, a qualidade do ar.
 Fiscalização
3. 3. Fiscalizar a emissão de gases de veículos e indústrias no 
âmbito municipal.
 Comunicação
4. 4. Divulgar o Plano Diretor, com ênfase no artigo que prevê 
incentivos à instalação de empresas “limpas” no município.
Possiveis parceiros
ONGs . Petrobras . Postos de Abastecimento . Secretaria Muni-
cipal de Meio Ambiente . Universidades.
Possiveis fontes de financiamento
CNPq . Coca-Cola Company . Comissão Européia . Embrapa 
. Empresas associadas ao Comperj . Faperj . Fecam . Finep . 
Funbio . Fundação Natura . Fundação O Boticário de Proteção 
da Natureza . MCT . Pibic . Programa Petrobras Ambiental.
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Ordem Física2
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HABITAÇÃO
A Agenda 21, em seu capítulo 7, afi rma que o acesso à habitação segura e sau-
dável é essencial para o bem-estar físico, psicológico, social e econômico das 
pessoas e que o objetivo dos assentamentos humanos é melhorar as condições de 
vida e de trabalho de todos, especialmente dos pobres, em áreas urbanas e rurais.
Essa menção especial aos mais pobres se deve ao fato de que estes tendem a 
estar nas áreas ecologicamente mais frágeis ou nas periferias das grandes 
cidades. Moradores instalados em assentamentos precários estão mais sujeitos 
a problemas como falta de saneamento e de serviços públicos adequados e a 
desastres naturais, como inundações e deslizamentos de terra.
O déficit habitacional do Brasil é de 5,8 milhões de domicílios. Com os projetos 
de habitação popular no País sendo guiados pelo menor preço, é importante 
considerar os novos parâmetros propostos pela construção sustentável ao se 
planejarem os investimentos necessários para atender a essa imensa demanda.
Além de evitarem o desperdício de água e de energia, novas tecnologias 
garantem conforto e segurança, e facilitam a utilização de materiais que 
causam menos impactos ambientais. As habitações sustentáveis também se 
mostram mais econômicas e eficientes a médio prazo.
Silva Jardim abrange uma área rural muito superior à urbana, com 
baixas taxas de densidade demográfica, embora estas venham apresentando 
crescimento expressivo. Segundo estudo da ONU-Habitat/UFF, entre 2006 e 
2008, o número de domicílios urbanos particulares permanentes aumentou 
45,45%, enquanto no Conleste o crescimento foi de 27,23%. Já entre 2008 
e 2009, este aumento foi de 19,59% em Silva Jardim, enquanto no Conleste 
foi de 6,82%.
A habitação é tratada pela Secretaria de Trabalho, Habitação e Promoção 
Social. Apesar de não haver constituído Conselho ou Fundo Municipal de 
Habitação, Silva Jardim possui legislação e planos específicos para a regu-
larização fundiária. Todavia, segundo a percepção dos participantes do pro-
cesso da Agenda 21 Local, existem defi ciências na política de regularização 
de titularidade (apenas 20% das propriedades têm título regularizado).
Foi relatada a existência de um Plano Diretor, com as ressalvas de que a lei 
que o estabelece ainda não é aplicada e faltam a implementação e a divul-
gação do mesmo.
Segundo informações obtidas no município, em 2010 existiam quatro assen-
tamentos precários em Silva Jardim.
Déficit habitacional –Déficit habitacional – Número de 
domicílios improvisados, inadequa-
dos para se viver e/ou onde existe 
coabitação familiar e/ou onde famí-
lias pobres pagam um aluguel que 
excede 30% da sua renda familiar.
Assentamentos precários –Assentamentos precários – 1) Fa-
velas, vilas, mocambos; 2) Lotea-
mentos irregulares e moradores de 
baixa renda; 3) Cortiços; 4) Con-
juntos habitacionais degradados 
(Fonte: Ministério das Cidades).
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O Relatório de Acompanhamento de Indicadores do Milênio na Região do 
Conleste – 2009 indica a aplicação de recursos do Programa Minha Casa, 
Minha Vida, do governo federal. A prefeitura também tem investido para 
diminuir o déficit habitacional de Silva Jardim. 
Mapa 6: Percentual de domicílios em assentamentos 
precários em relação ao total de domicílios 
Fonte: UFF/ONU-Habitat (2009).
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Mapa 7: Localização dos assentamentos precários em 
relação à área urbana nos municípios do Conleste
Fonte: UFF/ONU-Habitat (2010).
Apesar de existirem áreas disponíveis para projetos habitacionais, os progra-
mas de habitação popular são insufi cientes e foi manifestada preocupação com 
a precariedade no atendimento aos assentamentos rurais como o Cambucás.
O Balanço 3 Anos PAC para o Rio de Janeiro, de fevereiro de 2010, previa 
investimentos de R$ 61,8 milhões para a elaboração do Plano Municipal de 
Habitação. A prefeitura pretende reassentar todos os que se encontram em 
áreas de risco e informa já haver iniciado a construção de 60 casas.
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