A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
170 pág.
Agenda 21 ok

Pré-visualização | Página 17 de 41

(APLJ) está apreensiva 
quanto à quantidade de resíduos decorrentes do tratamento de água da ETA-
Águas de Juturnaíba, jogados na Represa de Juturnaíba, que vem causando 
grande mortandade de peixes, já que dependem da pesca comercial nesta 
represa para sua sobrevivência.
O Balanço 3 Anos PAC para o Rio de Janeiro previa o investimento de 
R$ 1.804.200,00 para o abastecimento de água em Silva Jardim.
Resíduos Sólidos
Segundo informações do relatório do Lima/UFRJ (2008), Silva Jardim produ-
zia 36 toneladas de resíduos sólidos por dia em 2007. Segundo a Secretaria 
de Estado do Ambiente, tais resíduos eram descartados em um vazadouro a 
céu aberto no 1º distrito, próximo a um córrego que deságua no Rio Baca-
xá. Porém, desde março de 2010, não há mais despejos neste lixão, devido 
à contratação do aterro sanitário privado de São Pedro D’Aldeia, a cerca de 
60 quilômetros do município, para onde são destinadas 17 toneladas de lixo 
por dia. A quantidade de resíduos restantes, resultado da poda de árvores, 
entulho e lixo hospitalar recebem tratamento específico, tanto de coleta, 
quanto transporte e destino dos mesmos.
Mesmo com a transferência do Lixão do Goiabal para São Pedro D’Aldeia, 
uma grande quantidade de lixo continua contaminando o lençol freático 
que mantém o Rio Bacaxá. Atualmente, existe a previsão da inauguração de 
um aterro sanitário de Saquarema, para onde serão enviados os resíduos de 
Silva Jardim. 
Não há coleta seletiva em Silva Jardim. Segundo o Plano Plurianual (PPA), 
existe a possibilidade da implantação de um projeto com este objetivo.
Aterros –Aterros – Existem três formas de dis-
posição de resíduos em aterros: aterros 
sanitários, que recebem resíduos de 
origem urbana (domésticos, comer-
ciais, públicos, RSSS etc.); industriais 
(resíduos de origem industrial, con-
siderados perigosos, Classe I – NBR 
10004); e aterros controlados para lixo 
residencial urbano, onde os resíduos, 
uma vez depositados, recebem uma 
camada de terra por cima. Na impos-
sibilidade de se proceder à reciclagem 
do lixo pela compostagem acelerada 
ou a céu aberto, as normas sanitárias 
e ambientais recomendam a adoção 
de aterro sanitário e não controlado.
ander
Sublinhado
ander
Sublinhado
ander
Sublinhado
ander
Sublinhado
ander
Sublinhado
ander
Sublinhado
ander
Sublinhado
ander
Sublinhado
ander
Sublinhado
ander
Sublinhado
ander
Sublinhado
ander
Sublinhado
X7
Highlight
• Abastecimento de água
 Gestão pública
1. 1. Rever os contratos e o licenciamento ambiental para ope-
ração das concessionárias.
2. 2. Viabilizar contratos que garantam a mitigação dos impactos 
causados pelas concessionárias (ex.: destruição da orla).
3. 3. Incentivar a abertura de licitação (com ampla divulgação 
dos editais) para operacionalização e manutenção da Re-
presa de Juturnaíba.
 Infraestrutura
4. 4. Buscar ferramentas para automatizar o sistema de opera-
cionalização das comportas da Represa de Juturnaíba.
 Planejamento
5. 5. Rever a questão da outorga de água.
6. 6. Rever o destino dos repasses pagos pelas concessionárias 
(mais recursos para o município).
7. 7. Implantar o pagamento pelo abastecimento de água a outros 
municípios e a gratuidade do fornecimento de água dentro 
do município de Silva Jardim, como forma de compensação 
pela utilização dos mananciais da região.
8. 8. Implantar tanques de decantação, adequando as operações 
de captação, tratamento e fornecimento à legislação am-
biental vigente.
9. 9. Fomentar o abastecimento e distribuição de água tratada 
para todas as comunidades do município que possuem abas-
tecimento precário (ex.: Juturnaíba, Caxito, Cesário Alvim, 
Varginha, Mato Alto, entre outras).
10. 10. Fomentar a criação de uma comissão regional para monito-
rar a qualidade da água, com análises periódicas (reservató-
rios, nascentes, bacias, poços) e divulgação dos resultados.
 Estudo técnico
11. 11. Realizar o mapeamento das nascentes com recursos das 
concessionárias de águas.
 Elaboração de programas e projetos
12. 12. Elaborar programa para proteção das nascentes existentes.
13. 13. Criar diretriz e banco de projetos a serem realizados como 
compensação pelas concessionárias.
PROPOSTAS
• Alta prioridade • Média prioridade • Baixa prioridade
 Soluções inovadoras
14. 14. Estimular a instalação de sistemas de captação e aprovei-
tamento de águas de chuva.
 Comunicação
15. 15. Buscar acesso ao acompanhamento sobre a definição da 
água a ser utilizada pela Petrobras no Comperj.
• Tratamento adequado do esgoto
 Gestão pública
1. 1. Executar o Plano Diretor.
2. 2. Cobrar da Concessionária Águas de Juturnaíba a adequação 
de suas atividades, otimizando o processo de tratamento do 
esgoto.
3. 3. Ampliar os serviços de saneamento básico para todo o mu-
nicípio, inclusive áreas rurais (com a construção das ETEs 
necessárias).
 Planejamento
4. 4. Ampliar o número de empreendimentos imobiliários a serem 
beneficiados pelo sistema wetland, desde que instalados em 
áreas apropriadas, sem o risco de possíveis alagamentos 
sazonais, e respeitando a legislação ambiental vigente. 
 Elaboração de projetos
5. 5. Elaborar projetos para assegurar recursos financeiros vol-
tados ao saneamento básico.
 Infraestrutura
6. 6. Solucionar os problemas de lançamento de esgoto in natu-
ra no córrego do Valão da Caixa e em seus contribuintes, 
promovendo a revitalização.
7. 7. Implantar um sistema de tratamento do esgoto no entorno 
da Lagoa de Juturnaíba (pré-requisito para a implantação 
da piscicultura).
 Comunicação
8. 8. Sensibilizar a população sobre a construção correta e uti-
lização das fossas.
9. 9. Divulgar soluções de baixo custo para saneamento domiciliar.
71
72
• Plano de prevenção a enchentes 
 Gestão pública
1. 1. Buscar soluções para realocar os assentamentos humanos 
em áreas inundáveis para locais adequados.
 Planejamento
2. 2. Dragar valas, rios e lagoas.
3. 3. Desobstruir as manilhas de águas pluviais.
4. 4. Promover atividades de limpeza de valões, valas e rios do 
município.
5. 5. Estimular iniciativas voltadas à limpeza urbana.
 Infraestrutura
6. 6. Canalizar as valas da rede urbana com sistema de escoa-
mento de água.
7. 7. Implantar um sistema de drenagem urbana.
Possíveis parceiros
Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD) . ANA . Assessoria 
de Comunicação da Prefeitura . Corpo de Bombeiros . Câmara 
Municipal . Comitê de Bacias Lagos do São João . Consórcio 
Intermunicipal Lagos São João (CISJ) . Coordenadoria de Defesa 
Civil . Defesa Civil Estadual . Emater-Rio . Ibama . Inea . Folha 
dos Municípios . Folha da Terra . Secretarias Municipais (Meio 
Ambiente, Educação) . Secretaria Estadual de Saúde e Defesa 
Civil . Universidades. Vigilância Sanitária.
Possíveis fontes de financiamento
Águas de Juturnaíba . ANA . BNDES . Caixa Econômica Federal 
. Comissão Europeia . Empresas associadas ao Comperj . Con-
sórcio Intermunicipal Lagos São João . CT-Hidro . Finep . Inea 
. Ministério das Cidades . Petrobras . Prolagos . Secretaria Es-
tadual de Saúde e Defesa Civil . Secretaria Municipal de Saúde.
73
MOBILIDADE E TRANSPORTE
Praticamente todos os aspectos da vida moderna estão ligados a sistemas 
de transporte que permitem o deslocamento de pessoas, matérias-primas 
e mercadorias. Nosso ambiente, economia e bem-estar social dependem de 
transportes limpos, eficientes e acessíveis a todos. No entanto, os meios de 
transporte disponíveis são insustentáveis e ameaçam a qualidade de vida e 
a saúde da população e do planeta.
Nos últimos 30 anos, os investimentos públicos no Brasil privilegiaram a 
infraestrutura voltada para a circulação dos automóveis. Além da poluição 
atmosférica e sonora, este modelo de transportes gera um trânsito

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.