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Agenda 21 ok

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do ecoturismo. Com isso, os serviços ligados ao turismo vem ganhando força 
na economia do município.
Parque Estadual dos Três Picos Parque Estadual dos Três Picos 
–– Com 46.350 hectares, o Parque 
Estadual dos Três Picos é o maior 
do Estado do Rio de Janeiro. Ele 
representa 75% de toda a área verde 
protegida e está localizado entre os 
municípios de Teresópolis, Nova 
Friburgo, Cachoeiras de Macacu, 
Guapimir im e Si lva Jardim. Seu 
nome tem uma relação direta com 
os Três Picos, acidente geográfi co 
localizado na região, parte de um 
imponente conjunto de montanhas 
graníticas, com cerca de 2.350 me-
tros de altitude, ponto culminante 
de toda a Serra do Mar. O parque 
preserva o cinturão central de Mata 
Atlântica do estado. Em suas densas 
matas foram detectados os mais 
elevados índices de biodiversidade 
de todo o estado.
Produto Interno Bruto (PIB) –Produto Interno Bruto (PIB) – 
Indicador que mede a produção de 
um território, segundo três grupos 
principais: agropecuária (agricul-
tura, extrativa vegetal e pecuária); 
indústria (extrativa mineral, trans-
formação, serviços industriais de 
utilidade pública e construção civil); 
e serviços (comércio, transporte, 
comunicação e serviços da adminis-
tração pública, entre outros).
Considerada um santuário ecológico, a Represa de Juturnaíba é uma das principais 
fontes de abastecimento de água do estado
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Um pouco da história de Silva Jardim2
O município de Silva Jardim teve origem em Ipuca, ou Sacra Família de Ipuca, 
localidade situada à margem do Rio São João, entre a Barra de São João e o 
antigo Indayassu – hoje a sede do município de Casimiro de Abreu.
No século 17, as freguesias eram formadas em torno de uma igreja, e, quando 
a diocese da Sacra Família de Ipuca foi transferida para São João, deixou esse 
povoado sem igreja. Um pedido foi feito ao bispo diocesano para a criação 
de outra freguesia. Dessa forma, foi criada a Freguesia de Nossa Senhora da 
Lapa de Capivari, em 9 de outubro de 1801.
A pequena vila cresceu tendo como principal ocupação a exploração de ma-
deira e a lavoura. Os moradores foram ocupando locais às margens do Rio 
São João, onde se formaram os povoados de Poços das Antas, Correntezas e 
Gaviões. Parte desses colonos seguiu o curso dos rios Capivari-Bacaxá até 
as nascentes na Serra das Imbaúbas, formando os povoados de Juturnaíba 
e Capivari.
Em 1841, com o desenvolvimento do povoado, foi criada a Vila de Capivari, 
com território desmembrado de Cabo Frio, tendo sido providenciada a cons-
trução de Câmara, cadeia pública e cemitério. A Câmara tinha a função das 
prefeituras de hoje nas cidades. As terras para sua fundação foram doadas 
por Luís Gomes, que hoje tem seu nome relembrado na rua principal de Silva 
Jardim. Neste período, além da exportação de madeira e da lavoura, a loca-
lidade começa a viver da extração de minérios variados e da cultura de café.
Capivari possuía bons estabelecimentos comerciais, farmácia e movimento de 
porto à margem do Rio São João e, em 1881, passou a ter transporte ferroviário 
com a construção da Estrada de Ferro Leopoldina. A partir da abolição da 
escravatura em 1888 e a consequente falta de mão de obra, houve um grave 
abandono dos campos e enorme queda da atividade da lavoura. Formou-se 
nessa época um povoado em Juturnaíba, região conhecida como “lago me-
donho ou mal assombrado” e outro em Aldeia Velha – este último formado 
por um grupo de colonos suíços e alemães vindos de Friburgo.
No início do século 20, com suas terras divididas entre pequenos sitiantes, 
o comércio era intenso, e a vida social da cidade, variada e interessante. A 
partir dos anos 1930, com a crise mundial e a queda no preço do café, toda 
a região entrou em depressão econômica. Em 1943, o nome de Capivari foi 
2 Resumo elaborado a partir do material encontrado sobre a história do município 
nas seguintes fontes: (i) http://www.cide.rj.gov.br/cidinho/municipio/silvajardim.pdf, 
acessado em 28 de maio de 2010; (ii) Monografi a do Município de Silva Jardim, 
1841-1993 – Altério Machado – 66 p.: (iii) Cartilha dos Valores Culturais do Bairro 
do Imbaú/Silva Jardim, 2005, ainda não publicada. 
Busto de Antônio da Silva Jardim (1860 
- 1891), advogado, jornalista e ativista 
político
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trocado em homenagem ao advogado e republicano Antônio da Silva Jardim, 
nascido na Vila de Capivari.
Nos anos 1950, só existia, como meio de transporte de massa e escoamento 
de produção, a Estrada de Ferro Leopoldina, que ligava a sede do município a 
alguns de seus distritos e aos demais municípios do Estado. Na mesma época 
foram iniciadas as obras e a construção das estradas de rodagem entre os 
distritos e entre os municípios vizinhos. Na década de 1970, a construção 
da BR-101, que passa a 5 quilômetros da cidade, tornou o município mais 
acessível.
Na mesma década, foram realizadas obras de drenagem e construção do Canal 
do Rio São João, com a retificação do Rio São João e a drenagem de todas 
as áreas alagadas do seu entorno. Por se tratar de uma obra de saneamento 
básico, foi considerada de grande importância para o desenvolvimento da 
região, pois o município de Silva Jardim era conhecido como “a terra da 
malária e da febre amarela”.
Em 1976, foi iniciada a construção da barragem da Lagoa de Juturnaíba, con-
cluída em 1978, que abastece oito municípios, incluindo Niterói e São Gonçalo.
Um novo horizonte começou a surgir quando, no início dos anos 70, o Pro-
grama de Conservação do Mico-Leão-Dourado se instalou na região e, logo 
em seguida, foi criada a Reserva Biológica de Poço das Antas, por iniciativa 
de pesquisadores e ambientalistas brasileiros e estrangeiros, proprietários 
rurais, e moradores locais um movimento de preservação e conservação am-
biental que em 2001 comemorou o nascimento do mico-leão-dourado número 
mil. Em 2010, Silva Jardim festejou a marca de 20 Reservas Particulares de 
Patrimônio Natural criadas, levando o município a ser destaque nacional.
Processo de construção da Agenda 
21 Local em Silva Jardim
Em 9 de maio de 2007, a Caravana Comperj da Petrobras visitou Silva Jardim 
para divulgar o empreendimento e as ações de relacionamento propostas para 
a região, convidando lideranças a participar do processo de construção da 
Agenda 21 Local. 
Em 25 de setembro daquele ano, em reunião em Itaboraí, com a presença de 
cerca de 2.700 pessoas dos 14 municípios do entorno do Complexo Petroquí-
mico do Rio de Janeiro, foi escolhido um representante de cada segmento 
social (governo, empresariado, ONGs e comunidade), por município, para 
formar o Fórum Regional da Agenda 21 Comperj.
RPPN –RPPN – Áreas particulares cujas 
características naturais justifi cam 
sua preservação. Destinadas por 
seus proprietários, em caráter per-
pétuo, a serem protegidas. Devem 
ser reconhecidas pelo Ibama e seus 
propr ietár ios passam a gozar de 
alguns benefícios, como a isenção 
do Imposto Territorial Rural.
O mico-leão-dourado é o símbolo da 
cidade
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Assim, cada município tinha quatro representantes neste Fórum, que ficou 
responsável pelo monitoramento dos encontros e pelo andamento das Agendas 
21 municipais. O Fórum Regional tinha caráter consultivo ao Grupo Gestor e a 
tarefa de facilitar a integração de ações regionais ou de grupos de municípios.
Em dezembro de 2007, quatro ONGs – ASA, Instituto Ipanema, Instituto Roda 
Viva e Iser – iniciaram o trabalho de mobilização específica para cada setor, 
utilizando