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Escola de Frankfurt

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Orientação de leitura para Escola de Frankfurt 
Hosana Gonzaga Alves 
Danubia Leal – Orientadora 
RESUMO
Max Horkheimer e Theodor W. Adorno foram os principais idealizadores do estudo filosófico e de teoria social da Universidade de Frankfurt, fundada em 1924, na Alemanha. Em conjunto a outros teóricos como Walter Benjamin, Jürgen Habermas, Erich Fromm, aprofundaram em desenvolver estudos com bases marxistas.
A principal linha de estudo dos filósofos ficou conhecida como Teoria Crítica, cuja ia em contrapartida a Teoria Tradicional, fazendo assim, crítica a condição de passividade da massa e a colocando como participante de uma realidade sociopolítica, cultural e econômica. Destarte, em razão disto, estudos de como funciona a Industria Cultural se desenvolveram para análise dos meios de comunicação. 
Em um dos principais textos dos teóricos, Dialética do Iluminismo, Adorno e Horkheimer estabelecem a indústria cultural como uma maneira de produzir bens de cultura – filmes, livros, música, propagandas, desenhos infantis e etc. como meio de estratégia social, sendo passível de manipulação e interesses maiores. 
De acordo com o pensamento dos teóricos, os meios de comunicação de massa, tais como TV, jornal, portal de internet, rádio, são controladas por empresas, logo essas empresas têm interesses em ter lucros e manter o capital vigente. Logo, alguns fatores que eram vistos como bens culturais, tornam-se produtos. Desse modo, para Adorno e Horkheimer, esse aspecto contribui para a ausência do senso crítico e a presença da passividade e “alienação” da veracidade social.
Conforme Theodor Adorno, os receptores das mensagens seriam passivos da indústria, tornando os gostos padronizados e seriam manipulados a consumir aquilo que a mídia oferecesse. Em consequência dos fatos, a indústria cultural se torna cultura de massa, uma vez que, a mesma impõe ideologia e gostos as pessoas. 
Os pensadores da Escola de Frankfurt desenvolveram a teoria de pesquisa em meio ao caos do Nazismo na Alemanha, e assim, viram como como os meios de comunicação tornavam-se instrumentos ideológicos para a propagação dos ideais nazistas da época. O governo de Hitler era uma ferramenta de estudo para análise de como a propagação da manipulação de massa era forte nos meios de comunicação. 
Ulteriormente, nas décadas de 70 e 80, teóricos de Frankfurt expuseram que os que controlam a mídia detém o poder de controlar consciências, contudo, os que controlam a mídia não possui diferença dos que a consomem. Contudo, a indústria cultural não busca mudar as pessoas ou as tornar como robôs, mas sim usá-las como artifício de oferta e procura proveniente do capitalismo.