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PROJETO INTEGRADOR: GESTÃO DE 
PROJETOS
CAPÍTULO 2 - COMO SE COMPÕE A 
ARQUITETURA EM GESTÃO DE PROJETOS 
NO QUE TANGE ÀS SUAS RESPECTIVAS 
ÁREAS?
Marisa de Camargo Silveira
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Introdução
O gerenciamento de projetos é composto por dez complexas e distintas áreas do conhecimento. Reconhecê-las e
distribuí-las em suas respectivas atividades requer destreza e profundo entendimento de suas interligações.
Para essa composição, neste capítulo, vamos aprofundar seis delas, que envolvem: integração, escopo, tempo,
custos, qualidade e recursos humanos. Vamos também acompanhar a análise de viabilidade dos projetos e
realizar um estudo sobre a influência da gestão de projetos na qualidade de serviços.
Mas, por se tratar de áreas tão distintas, como integrá-las uniformemente? Como as definições apontadas podem
seguir com a equipe atual e dentro do cronograma estabelecido? E, ainda, estão dentro do orçamento e na
qualidade exigida? Estas são questões pertinentes e impactantes que nos fazem refletir a respeito e estabelecer
métricas de constante acompanhamento. Além disso, extrair, sob o prisma do cliente, que mereceminsights
destaque e podem impulsionar novas abordagens estratégicas.
Dessa forma, vamos começar este conteúdo conceituando e entendendo as correlações das áreas de integrações
e escopo, para compreender as áreas de tempo, custo e análise de viabilidade. Na sequência, vamos entender as
áreas de recursos humanos e qualidade. E finalizamos com o estudo de caso que fala sobre a relevância do
gerenciamento de projetos na qualidade dos serviços.
Acompanhe!
2.1 PMBOK – Parte I
Nesse primeiro momento, vamos tratar das duas áreas iniciais do conhecimento em gerenciamento de projetos,
que são: integração e escopo. Na integração analisam-se as amarrações, as costuras integradoras entre as demais
áreas, uma vez que denotam ser tão independentes umas das outras. Assim, como realizar uma integração
linear e que abranja todas as áreas? De que forma se desenham essas integrações? Na área do escopo
acompanham-se as premissas e a arquitetura de “o quê” e “como” se desenvolverá o projeto. Dessa forma, como
podemos delimitar o que compreenderá o escopo do projeto? Quais processos farão parte tanto da integração
quanto do escopo? Para analisar esses quesitos, acompanham-se os tópicos correlatos às áreas em estudo,
iniciando com a de gerenciamento da integração.
2.1.1 Gerenciamento da integração
O gerenciamento da integração possui um papel fundamental na gestão dos projetos, uma vez que preconiza os
elos entre as áreas e processos. Para o PMI (2018), são característicos dessa área verbos como unificar,
consolidar, articular e integrar, pois representam suas principais atribuições.
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A arquitetura do gerenciamento de integrações conta com os seguintes processos, de acordo com o PMI (2018):
• desenvolver o termo de abertura do projeto;
• desenvolver o plano de gerenciamento do projeto;
• orientar e gerenciar a execução do projeto;
• monitorar e controlar o trabalho do projeto;
• realizar o controle integrado de mudanças;
• encerrar o projeto ou fase.
Note que são processos que perpassam por todos os grupos de processos, por serem, em sua essência,
integrados às áreas.
Nesse instante, são conhecidas as entradas, ferramentas, técnicas e saídas dos processos elencados, iniciando-se
com o primeiro processo descrito, ou seja, Clique e conheçadesenvolver o termo de abertura do projeto. 
melhor este processo.
O primeiro processo a ser construído na área de integração é o desenvolvimento do Termo de Abertura do
Projeto (TAP), o qual, segundo Cavalcanti e Silveira (2016, p. 49), “é o documento-chave da fase de iniciação e
tem como propósito formalizar a existência do projeto, bem como agregar um conjunto básico de informações
sobre ele no qual patrocinador e cliente devem concordar”.
A seguir apresentam-se as entradas do referido processo. A declaração do trabalho é o que podemos entender
como uma cotação, que informa quais os requisitos necessários para a obtenção dos produtos e serviços
propostos ao projeto.
Nela devem constar: necessidade de negócios, descrição do escopo do produto e plano estratégico.
Ao cabe identificar se o projeto versus seu investimento é justificável.business case
Assim como os contratos, os fatores ambientais informam padrões governamentais, estrutura organizacional e
condições de mercado.
Já os ativos de processos organizacionais trazem informações quanto às políticas e processos, bem como os
modelos e informações históricas (PMI, 2018).
Para realizar o desenvolvimento do termo utiliza-se a opinião especializada, que pode ser constituída a partir
das partes interessadas, associações profissionais e técnicas, setores econômicos, especialistas no assunto e o
próprio escritório de projetos (PMI, 2018).
O resultado é, então, o termo de abertura do projeto, que condiz com o que será proposto no projeto, sua
finalidade, objetivos mensuráveis e critérios de sucesso, requisitos, descrição do projeto e riscos de alto nível,
além do resumo do cronograma de marcos e de orçamento (PMI, 2018). Dessa maneira, ficam formalmente
registrados todos os aspectos relevantes que serão os pilares do projeto.
Para o , temos como entradas o termo de abertura,desenvolvimento do plano de gerenciamento do projeto
as saídas dos processos de planejamento, os fatores ambientais e os ativos de processos organizacionais.
A opinião especializada é a técnica utilizada nesse processo e, assim, constitui-se o plano de gerenciamento do
projeto que consolida todos os planos de gerenciamento dos processos de planejamento (PMI, 2018).
No processo de é identificado se o que foi preconizadoorientação e gerenciamento da execução do projeto
VOCÊ SABIA?
Que existe um tridimensional para se escutar as rádios do mundo todo? Sim, é a rádiosite
Garden, um concebido por um projeto holandês, juntamente com empresas alemãs,streaming
que integra tecnologia e comunicação. As rádios são mostradas no globo terrestre, com pontos
verdes as indicando. Para ouvir, basta clicar neles. Disponível em: <http://radio.garden/live
>./clifden/
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No processo de é identificado se o que foi preconizadoorientação e gerenciamento da execução do projeto
no plano de gerenciamento do projeto está sendo executado. Alia atividades como: executar as atividades para
realizar os objetivos do projeto; criar as entregas do projeto; formar os membros da equipe; obter, gerenciar e
usar os recursos; estabelecer e gerenciar os canais de comunicação; gerar dados dos projetos; emitir solicitações
de mudanças; gerenciar riscos; gerenciar vencedores e fornecedores e coletar e documentar lições aprendidas
(PMI, 2018).
Ainda dentro deste processo, as mudanças aprovadas também são implementadas, e são subdivididas nas
seguintes documentações: ação corretiva, ação preventiva e reparo de defeito. Clique nas abas para conhecê-las.
Ação corretiva
Correlaciona-se com a retomada de algum passo para que o projeto volte a desenvolver seu curso normal.
Ação preventiva
Sinalizam-se os possíveis impactos negativos atrelados aos riscos dos projetos.
Reparo de defeito
A documentação relativa ao reparo de defeito prima por identificar se algum componente do projeto necessita
de reparo ou substituição.
Constituem-se as entradas substanciais: o plano de gerenciamento do projeto, as solicitações de mudanças
aprovadas e os fatores ambientais da empresa e os ativos de processos organizacionais.
A opinião especializada e os sistemas de informações do gerenciamento compõem as ferramentas utilizadas para
a condução desse processo.
Como saídas encontram-se: as entregas, as informações sobre o desenvolvimento do trabalho, a solicitação de
mudanças e as atualizações do plano de gerenciamento do projeto (PMI, 2018).
O processo de diz respeito à supervisão das possibilidadesmonitoramento e controle do trabalho do projeto