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DisciplinaProcessos Grupais: Teorias e Técnicas5 materiais43 seguidores
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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ
GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA 
PSICANÁLISE
Rio de Janeiro
 2019
PSICANÁLISE 
Concebida pelo neurologista austríaco Sigmund Freud, a Psicanálise é um método terapêutico, tem por objeto de estudo o inconsciente e constitui-se sobretudo na interpretação, por um psicanalista, dos conteúdos inconscientes de palavras, ações e produções imaginárias de um sujeito, baseado nas associações livres e transferência sendo estas fundamentais para o processo psicanalítico.
INCONSCIENTE
Segundo Freud, o inconsciente seria como a caixa-preta do indivíduo. Ela não seria a parte mais profunda da consciência, nem a que possui menos lógica, mas uma outra estrutura que se distingue da consciência.
TRANSFERÊNCIA
A transferência é o deslocamento do sentido atribuído a pessoas do passado para pessoas do nosso presente. Esta transferência é executada pelo nosso inconsciente. Para a teoria freudiana, esse fenômeno é fundamental para o processo de cura.
MÉTODO TERAPÊUTICO POR ASSOCIAÇÃO LIVRE DE IDEIAS
 
 A associação livre foi o dispositivo descoberto por Freud que consiste no desenrolar das cadeias significantes do sujeito, sustentado pelo amor de saber dirigido ao analista: a transferência. Desenrolar este que permite esclarecer os possíveis motivos de recalque do sintoma, cabendo ao analista a direção da análise apontada para a construção da fantasia fundamental com propósito de fazer o sujeito superar, ir para além desta. Se a fantasia é uma resposta do sujeito ao enigma do sexo que representa o desejo do outro, atravessá-la é experimentar o estado de desolação absoluta ou de desamparo 
Na associação livre o paciente é orientado a dizer o que vier à cabeça, deixando de dar qualquer orientação consciente a seus pensamentos. É essencial que o paciente se obrigue a informar absolutamente tudo que ocorrer à sua autopercepção, não dando margem a objeções críticas que procurem pôr certas associações de lado, com base no fundamento de que sejam irrelevantes ou inteiramente destituídas de sentido.
Em seu Estudo Autobiográfico, Freud (1925) lembra-nos que devemos ter em mente que a associação livre não é realmente livre. O paciente permanece sob a influência da situação analítica, muito embora não esteja dirigindo suas atividades mentais para um assunto específico, nada lhe ocorrerá que não tenha alguma referência com essa situação. Sua resistência contra a reprodução do material reprimido será então expressa de duas maneiras.
Será revelada por objeções críticas. E foi para lidar com tais objeções que a regra fundamental da psicanálise foi criada. Se o paciente observar essa regra e assim superar suas reservas, a resistência encontrará outra forma de se expressar. A disponibilizará de tal forma que o material reprimido jamais ocorrerá ao paciente, somente algo que se aproxima dele de maneira alusiva. Quanto maior for a resistência, mais remota da ideia real, da qual o analista está a procura.
O analista pela sua experiência, possui uma ideia geral do que esperar e deve fazer uso do material trazido à luz pelo paciente de acordo com duas possibilidades. Se a resistência for leve, ele será capaz, pelas alusões do paciente, de inferir o próprio material inconsciente. Se a resistência for mais forte, ele será capaz de reconhecer seu caráter a partir das associações, quando surgirem tornar-se mais remotas do tópico em mão, e o explicará ao paciente. A descoberta da resistência, constitui o primeiro passo no sentido de superá-la.
A associação livre oferece inúmeras vantagens. Expõe o paciente à menor dose possível de compulsão, jamais permitindo que se perca contato com a situação corrente real. Garante em grande medida que nenhum fator da estrutura da neurose seja desprezado e que nada seja introduzido nela pelas expectativas do analista.
A associação livre como regra fundamental da psicanálise, constitui um convite a que o sujeito da experiência tome distância da coerência, como condição de poder bem dizer da verdade do sintoma que o invade. Assim a psicanálise valoriza mais o incoerente que o coerente do sintoma e o consultório do analista é o lugar de se desfazer desses laços da coerência do sintoma para na linha de um novo laço, transferencial, o sujeito, enlaçado não ao analista, mas a esse lugar do desenlaçamento, buscar dar conta de seu sintoma e solucionar.
ESTRUTURAS NEUROSE, PSICOSE E PERVERSÃO
O indivíduo se constitui quando nasce, com as experiências afetivas com os pais e entorno. Através dessa vivência o sujeito passa a ir de encontro a uma das seguintes possibilidades enquanto estrutura psíquica: neurose, psicose ou perversão. Para a psicanálise, o sujeito possui uma destas três formas de enlaçar se com o seu entorno afetivo constituindo sua forma relacionar- se com o mundo. Cada estrutura possui suas particularidades e é inviável que o sujeito altere sua estrutura de uma para outra ao longo da vida, ou seja, através do viés psicanalítico freudiano um ser de estrutura perversa jamais se tornará um sujeito de estrutura neurótica.
Podemos pontuar sobre cada estrutura as seguintes características:
Neurose:Pessoas que possuem esta estrutura tendem a sintomas de angústia, criam rituais para se defender de algum medo ou proteção. Dentro das estruturas é a mais comum e saudável. Quando ocorre fatores que favorecem a manifestação de um transtorno mental, estes são mais facilmente contornados, no entanto, pode ser tão graves quanto a psicose, dependendo da gravidade dos sintomas.
Psicose: O indivíduo de estrutura psicótica, não possui a crítica sobre certo e errado possuindo uma maneira particular de relacionar se com o mundo.Costumeiramente quando associada a transtornos psíquicos mais graves e crônicos ouve vozes, tem alucinações, delírios graves.Não há distinção no relacionamento entre o eu e o outro no mundo. As vozes ouvidas são como comandos recebidos para executar ações que o indivíduo nem sabe porque fez. Alucina e delira sofrendo muito por isso.
Perversão:O indivíduo que possui esta estrutura , diferente do psicótico, reconhece as regras, porém pela busca de prazer constante é capaz de transgredi- las com total ausência de culpa. Causa mal aos outros e não manifesta remorso ou sofrimento pelo tal. Não se incomoda em fazer o outro sofrer.
IMPULSOS (DE VIDA E DE MORTE)
Instintos e pulsões são elementos fundamentais que compõem a personalidade sob o viés psicanalítico, atuam como força motivadora que contorna e direciona comportamentos o qual Freud denominou por \u201cTrieb\u201d,melhor traduzida por \u201cimpulso\u201d.Os instintos são de origem fisiológica, em forma de energia transformada unem necessidades do corpo a desejos da mente. Freud classificou os instintos de duas classes: Instintos de Vida e Instintos de Morte.
Os instintos de vida são direcionados ao crescimento e desenvolvimento e tendo por objetivo a sobrevivência do ser e da espécie, buscando satisfazer necessidades como de comida,água e sexo por exemplo.Energia criada pelos instintos de vida é conhecida como libido,que não restringe se ao campo erótico mas de modo ampliado a maioria de pensamentos e comportamentos prazerosos.
Os instintos de morte são direcionados a destruição e a própria morte.Através da biologia é possível verificar que tudo que vive um se degenera e morre,diante deste fato Freud afirma que todas as pessoas possuem um desejo inconsciente de morrer composto pelo impulso agressivo que nos incita a destruir , subjugar e matar.Embora Instintos de Vida e Morte sejam antagônicos ambos atuam em parceria. 
MECANISMOS DE DEFESA
São táticas utilizadas pelo Ego a fim de defender se de conteúdos indesejáveis, protegendo, desta forma, o aparelho psíquico.Os mecanismos de defesa são universais, todos o utilizam em maior ou menor escala, no entanto, quando utilizados de forma intensificada tornam -se disfuncionais.
Os mais conhecidos mecanismos são: Repressão,Negac\u327a\u303o, Formac\u327a\u303o reativa, Projec\u327a\u303o, Regressa\u303o, Racionalizac\u327a\u303o,