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CONCURSO APOSTILA DIGITAL
 
não só para os lojistas, mas também para seus fornecedores.
Jornal do Commercio. Rio de Janeiro. 08 abr. 2014, A-9. Adaptado.
 
De acordo com a norma-padrão, se fosse acrescentado ao trecho “disse o 
empresário” um complemento informando a quem ele deu a declaração, 
seria empregado o acento indicativo de crase no seguinte caso:
 a) a imprensa especializada
 b) a todos os presentes
 c) a apenas uma parte dos convidados
 d) a suas duas assessoras de imprensa
 e) a duas de suas secretárias
 
Questão 70: FCC - TRT 15/2015
O termo entre parênteses preenche corretamente a lacuna da frase em:
 a) A mudança, começaram ...... senti-la apenas os descendentes dos 
escravos. (à)
 b) Não foi apenas com o intuito de libertar ...... escravos que se promulgou a 
lei Áurea. (aos)
 c) As condições iniciais dos libertos eram muito próximas ...... de escravidão. 
(as)
 d) ...... vésperas do século XX ainda eram debatidas questões como a 
escravidão. (Às)
 e) Muito embora lhes fosse conferida ...... condição de liberto, muitos 
continuavam subjugados. (à)
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GABARITO
61) C 62) C 63) Certo64) Certo 65) Errado 66) A 67) Certo 68) A 69) A 
70) D 
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Questão 71: FCC - MANAUSPREV/2015
Atenção: O texto abaixo refere-se à questão.
O primeiro... problema que as árvores parecem propor-nos é o de nos 
conformarmos com a sua mudez. Desejaríamos que falassem, como falam os 
animais, como falamos nós mesmos. Entretanto, elas e as pedras reservam-se
o privilégio do silêncio, num mundo em que todos os seres têm pressa de se 
desnudar. Fiéis a si mesmas, decididas a guardar um silêncio que não está à 
mercê dos botânicos, procuram as árvores ignorar tudo de uma composição 
social que talvez se lhes afigure monstruosamente indiscreta, fundada que 
está na linguagem articulada, no jogo de transmissão do mais íntimo pelo 
mais coletivo.
Grave e solitário, o tronco vive num estado de impermeabilidade ao som, a 
que os humanos só atingem por alguns instantes e através da tragédia 
clássica. Não logramos comovê-lo, comunicar-lhe nossa intemperança. 
Então, incapazes de trazê-lo à nossa domesticidade, consideramo-lo um 
elemento da paisagem, e pintamo-lo. Ele pende, lápis ou óleo, de nossa 
parede, mas esse artifício não nos ilude, não incorpora a árvore à atmosfera 
de nossos cuidados. O fumo dos cigarros, subindo até o quadro, parece 
vagamente aborrecê-la, e certas árvores de Van Gogh, na sua crispação, têm 
algo de protesto.
 
De resto, o homem vai renunciando a esse processo de captura da árvore 
através da arte. Uma revista de vanguarda reúne algumas dessas 
representações, desde uma tapeçaria persa do século IV, onde aparece a 
palmeira heráldica, até Chirico, o criador da árvore genealógica do sonho, e 
dá a tudo isso o título: Decadência da Árvore. Vemos através desse 
documentário que num Claude Lorrain da Pinacoteca de Munique, Paisagem
com Caça, a árvore colossal domina todo o quadro, e a confusão de homens, 
cães e animal acuado constitui um incidente mínimo, decorativo. Já em 
Picasso a árvore se torna raríssima, e a aventura humana seduz mais o pintor 
do que o fundo natural em que ela se desenvolve.
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O que será talvez um traço da arte moderna, assinalado por Apollinaire, ao 
escrever: "Os pintores, se ainda observam a natureza, já não a imitam, 
evitando cuidadosamente a reprodução de cenas naturais observadas ou 
reconstituídas pelo estudo... Se o fim da pintura continua a ser, como sempre
foi, o prazer dos olhos, hoje pedimos ao amador que procure tirar dela um 
prazer diferente do proporcionado pelo espetáculo das coisas naturais". 
Renunciamos assim às árvores, ou nos permitimos fabricá-las à feição dos 
nossos sonhos, que elas, polidamente, se permitem ignorar.
(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. "A árvore e o homem", em 
Passeios na Ilha, Rio de Janeiro: José Olympio, 1975, p. 7-8)
 
O sinal indicativo de crase pode ser corretamente suprimido em:
 a) ...nos permitimos fabricá-las à feição dos nossos sonhos...
 b) ...não está à mercê dos botânicos...
 c) ...não incorpora a árvore à atmosfera de nossos cuidados...
 d) ...incapazes de trazê-lo à nossa domesticidade...
 e) Renunciamos assim às árvores...
 
Questão 72: FCC - SEFAZ PI/2015
Atenção: Para responder à questão, considere o texto que segue.
A primeira coisa a observar sobre o mundo na década de 1780 é que ele era 
ao mesmo tempo menor e muito maior que o nosso. Era menor 
geograficamente, porque até mesmo os homens mais instruídos e bem 
informados da época − digamos, um homem como o cientista e viajante 
Alexander von Humboldt (1769-1859) − conheciam somente pedaços do 
mundo habitado. (Os mundos "conhecidos" de comunidades menos 
evoluídas e expansionistas do que a Europa Ocidental eram obviamente 
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ainda menores, reduzindo-se a minúsculos segmentos da terra onde os 
analfabetos camponeses sicilianos ou o agricultor das montanhas de Burma 
viviam suas vidas, e para além dos quais tudo era e sempre seria 
eternamente desconhecido.) A maior parte da superfície dos oceanos, mas 
não toda, de forma alguma, já tinha sido explorada e mapeada graças à 
notável competência dos navegadores do século XVIII como James Cook, 
embora os conhecimentos humanos sobre o fundo do mar tenham 
permanecido insignificantes até a metade do século XX. Os principais 
contornos dos continentes e da maioria das ilhas eram conhecidos, embora 
pelos padrões modernos não muito corretamente. O tamanho e a altura das 
cadeias das montanhas da Europa eram conhecidos com alguma precisão, as
localizadas em partes da América Latina o eram muito grosseiramente, as da 
Ásia, quase totalmente desconhecidas, e as da África (com exceção dos 
montes Atlas), totalmente desconhecidas para fins práticos. Com exceção 
dos da China e da Índia, o curso dos grandes rios do mundo era um mistério 
para todos a não ser para alguns poucos caçadores, comerciantes ou 
andarilhos, que tinham ou podem ter tido conhecimento dos que corriam 
por suas regiões. Fora de algumas áreas − em vários continentes elas não 
passavam de alguns quilômetros terra a dentro, a partir da costa − o mapa 
do mundo consistia de espaços brancos cruzados pelas trilhas demarcadas 
por negociantes ou exploradores. Não fosse pelas informações descuidadas 
de segunda ou terceira mão colhidas por viajantes ou funcionários em 
postos remotos, estes espaços brancos teriam sido bem mais vastos do que 
de fato o eram.
(HOBSBAWM, Eric J. O mundo na década de 1780. In: A era das revoluções:
Europa 1789-1848, tradução de Maria Tereza Lopes Teixeira e Marcos 
Penchel. 22. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007, p. 23-24)
 
Não fosse pelas informações descuidadas de segunda ou terceira mão 
colhidas por viajantes ou funcionários em postos remotos, estes espaços 
brancos teriam sido bem mais vastos do que de fato o eram.
A frase acima respeita as orientações da gramática normativa no que se 
refere à concordância verbal e nominal, assim como ocorre com a seguinte 
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