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Matéria: Direito Tributário 
Professor: Cadu Carrilho 
Direito Tributário 
Teoria e Questões comentadas 
Prof. Cadu Carrilho 
 
Prof. Cadu Carrilho 2 de 165 
www.exponencialconcursos.com.br 
 
 
Curso de RESUMO + QUESTÕES de Direito Tributário para 
o cargo de Inspetor Fiscal Municipal da Prefeitura de 
GUARULHOS!!! 
SAIU O EDITAL!!! 
Olá!!! Eu sou o Professor Cadu Carrilho. Fui aprovado 
em PRIMEIRO LUGAR em um dos concursos mais difíceis do BRASIL, Auditor 
Fiscal da Receita Estadual do Rio de Janeiro, famoso ICMS-RJ, cargo que 
ocupo hoje. 
Além disso, passei no concurso de Auditor Fiscal da Prefeitura de São 
Paulo, chamado de ISS-SP, em 2007, ocupei esse cargo por 4 anos. Fui 
aprovado e ocupei o cargo de Analista Tributário da Receita Federal do Brasil 
em 2006. Aprovado também no concurso de Auditor Fiscal da Prefeitura do Rio 
de Janeiro em 2010. Sou formado em Ciências Navais pela Escola Naval, quase 
me formando em Direito e com uma especialização em Direito Tributário. No 
mundo dos concursos dou aulas nas matérias de Legislação Tributária 
Estadual, Direito Tributário e Direito Empresarial. É uma trajetória que me 
enche de orgulho, não o orgulho altivo, mas o de saber que obtive esses 
resultados em função de muita dedicação e sacrifício. Foi um investimento 
bem grande de recursos, tempo e aprendizado. E tenho ajudado outros a 
alcançarem esse mesmo sucesso há alguns anos. Então, nosso objetivo é usar 
toda essa experiência e bagagem no mundo dos concursos a te ajudar a ter o 
melhor material. E proporcionar um EXCELENTE RESULTADO nesse 
concurso tão difícil. Tenha convicção de que o seu esforço será recompensado, 
só depende de você. 
É com base nessas aprovações que venho aqui apresentar e oferecer um 
excelente material, mas não basta o material ser bom, é preciso que gere o 
resultado e atenda as expectativas. O RESULTADO PRETENDIDO é a sua 
aprovação no concurso, fazendo você mandar muito bem na prova de Direito 
Tributário que tem um peso significativo no concurso. O objetivo desse conteúdo 
é deixar você apto a “arrebentar” na prova de Direito Tributário. 
 O curso é feito tendo como base os melhores materiais, com a teoria 
necessária e adequada a um correto aprendizado. Além disso, teremos muitos 
esquemas que ajudam a melhor compreensão do conteúdo. Haverá muitos 
exercícios, essa ideia de fazer muitos exercícios norteia nossos trabalhos aqui 
no exponencial, pois a experiência nos mostra que os exercícios são ferramentas 
indispensáveis à aprovação. Eu, no intuito de facilitar a vida do aluno, procuro 
colocar no corpo da aula a reprodução da letra da lei, porque, se você for 
reparar, a grande maioria das questões de Direito (qualquer um) nas provas de 
concurso, cobra a literalidade da lei. 
Apresentação 
Direito Tributário 
Teoria e Questões comentadas 
Prof. Cadu Carrilho 
 
Prof. Cadu Carrilho 3 de 165 
www.exponencialconcursos.com.br 
 
 
 
Assim, você não vai precisar abrir nenhum outro livro, código ou site para 
alcançar o conteúdo explicado, pois já estará ali, à sua disposição. Fica a dica!!! 
Vamos nos ater também à jurisprudência, no que for cabível, já que as 
decisões do STF e STJ são usadas pelas bancas para elaborar questões com uma 
certa frequência. Então, como concurseiro, sempre gostei muito de ver no corpo 
da teoria o artigo citado 
Nosso trabalho principal é facilitar seus estudos, de maneira que não seja 
necessário nenhum outro material complementar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EDITAL publicado. Serão 20 questões de Direito Tributário. 
Com o seguinte conteúdo programático: 
Letra da Lei e
Jurisprudência
Esquemas 
e
Exercícios
Teoria
Estilo do Curso 
Direito Tributário 
Teoria e Questões comentadas 
Prof. Cadu Carrilho 
 
Prof. Cadu Carrilho 4 de 165 
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DIREITO TRIBUTÁRIO: 1.Competência Tributária. 2. Limitações 
Constitucionais do Poder de Tributar. Imunidades. Princípios Constitucionais 
Tributários. 3. Conceito e Classificação dos Tributos. Espécies Tributárias. 4. 
Tributos de Competência da União. 5. Tributos de Competência dos Estados. 6. 
Tributos de Competência dos Municípios. 7. Repartição das Receitas Tributárias 
8. Simples Nacional. 9. Legislação Tributária. Vigência da Legislação Tributária. 
Aplicação da Legislação Tributária. Interpretação e Integração da Legislação 
Tributária. 10. Obrigação Tributária Principal e Acessória. 11. Fato Gerador da 
Obrigação Tributária. 12. Sujeição Ativa e Passiva. Solidariedade. Capacidade 
Tributária. 13. Domicílio Tributário. 14. Responsabilidade Tributária. 
Responsabilidade dos Sucessores. Responsabilidade de Terceiros. 
Responsabilidade por Infrações. 15. Denúncia Espontânea. 16. Crédito 
Tributário. 17. Constituição do Crédito Tributário. 18. Lançamento. Modalidades 
de Lançamento. 19. Hipóteses de alteração do lançamento. 20. Suspensão da 
Exigibilidade do Crédito Tributário. Modalidades. 21. Extinção do Crédito 
Tributário. Modalidades. 22. Pagamento Indevido. 23. Exclusão do Crédito 
Tributário. Modalidades. 24. Garantias e Privilégios do Crédito Tributário. 25. 
Administração Tributária. Fiscalização. Dívida Ativa. Certidões Negativas. 
 
 
 
 
Aula Conteúdo 
00 Sistema Tributário Nacional. Tributo: definição e espécies - impostos, 
taxas 
01 Tributo: definição e espécies contribuição de melhoria, empréstimos 
compulsórios, contribuições especiais. 
02 Competência tributária. Capacidade tributária. Repartição de receitas 
tributárias. 
03 Limitações ao poder de tributar 1: Princípios gerais. 
04 Limitações ao poder de tributar 2: Imunidade. Incidência e não 
incidência. Isenção. 
05 Impostos da União. Impostos dos Municípios. 
06 Impostos dos Estados e do Distrito Federal 
Direito Tributário 
Teoria e Questões comentadas 
Prof. Cadu Carrilho 
 
Prof. Cadu Carrilho 5 de 165 
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07 Legislação tributária: fontes do Direito Tributário, vigência, 
aplicação, integração e interpretação. 
08 Obrigação tributária: principal e acessória. Fato gerador. Base de 
cálculo. Alíquota. Sujeito ativo. Sujeito passivo: contribuinte e 
responsável. Domicílio tributário. 
09 Responsabilidade solidária, responsabilidade de terceiros, 
responsabilidade por infrações. 
10 Crédito tributário: lançamento - efeitos e modalidades. 
11 Suspensão, extinção e exclusão do crédito tributário. 
12 Administração tributária - fiscalização, regulamentação, 
competência, limites, procedimentos. Dívida ativa - certidão 
negativa. Garantias e privilégios. 
13 Simples Nacional – Lei Complementar nº 123/2006 e alterações 
 
A ideia desse cronograma é poder fazer uma divisão equitativa em termos 
de conteúdo, de maneira que as aulas tenham um número similar de páginas, 
principalmente em relação à parte teórica. Acho que a divisão ficou boa!! 
Visto isto, vamos em frente! 
Direito Tributário 
Teoria e Questões comentadas 
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SUMÁRIO 
1 - Conceito de Tributo .................................. Erro! Indicador não definido. 
2 - Espécies de Tributo .................................. Erro! Indicador não definido. 
3 - Classificação dos Tributos ........................ Erro! Indicador não definido. 
3.1- Quanto a Hipótese de Incidência ............. Erro! Indicador não definido. 
3.2- Quanto ao Destino da Arrecadação ......... Erro! Indicador não definido. 
3.3- Quanto à Finalidade ..............................Erro! Indicador não definido. 
3.4- Natureza Jurídica dos Tributos ................ Erro! Indicador não definido. 
4 - Impostos ................................................. Erro! Indicador não definido. 
4.1- Princípio da Não Afetação ...................... Erro! Indicador não definido. 
4.2- Classificação dos Impostos .................... Erro! Indicador não definido. 
4.2.1 - Impostos Direitos e Indiretos ......................... Erro! Indicador não definido. 
4.2.2 - Impostos Proporcionais, Progressivos ou RegressivosErro! Indicador não 
definido. 
4.2.3 - Impostos Classificados Segundo o CTN ........... Erro! Indicador não definido. 
4.2.4 - Impostos Reais e Pessoais ............................. Erro! Indicador não definido. 
4.3- Capacidade Contributiva dos Impostos .... Erro! Indicador não definido. 
5 - Taxas ....................................................... Erro! Indicador não definido. 
5.1- Taxa de Serviço ................................... Erro! Indicador não definido. 
5.2- Taxa de Polícia ..................................... Erro! Indicador não definido. 
5.3- Base de Cálculo das Taxas ..................... Erro! Indicador não definido. 
5.4 - Taxas e Preço Público ........................... Erro! Indicador não definido. 
6 – Questões Comentadas ................................................................. 29 
7 – Lista de Exercícios ..................................................................... 117 
8 – Gabarito .................................................................................... 164 
 
 
Aula 00 – Tributo, Definição e Espécies: impostos e taxas 
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Portanto, podemos definir o Direito Tributário como o ramo jurídico de 
Direito Público didaticamente autônomo que estuda e analisa as relações 
jurídicas entre o Estado e o contribuinte, no que tange à instituição, fiscalização 
e arrecadação de tributos. 
 
RECEITAS 
ORIGINÁRIAS DERIVADAS 
Relações de Dir. Privado Relações de Dir. Público 
Exploração do próprio patrimônio DERIVA do Poder de Império 
Natureza contratual Previsão legal 
Isonomia entre as partes Desigualdade entre as partes 
Ex: Alugueis, dividendos Ex: Tributos 
 
1. (FCC/INFRAERO/Advogado/2011) O imposto, a 
taxa e a contribuição de melhoria são, para o Estado, formas de receita 
a) derivada, derivada e originária, respectivamente. 
b) originária. 
c) derivada. 
d) derivada, originária e derivada, respectivamente. 
e) originária, derivada e derivada, respectivamente. 
Comentário: 
Os tributos são as principais fontes de receitas públicas obtidas pelos Estados. 
Imposto, taxa e contribuição de melhoria são espécies de tributo e são, 
portanto, considerados receitas derivadas. 
Gabarito 1: C 
 
2. (FCC/TCE-PR/Analista/2011) Com relação aos 
tributos, é correto afirmar que são considerados receita derivada e têm por 
finalidade obter recursos financeiros para o Estado custear as atividades que lhe 
são correlatas. 
Comentário: 
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Os tributos existem para financiar e custear as atividades públicas e são 
considerados receitas derivadas. 
Gabarito 2: Correta 
 
Constituição Federal - Art. 146. Cabe à lei complementar: 
III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, 
especialmente sobre: 
a) definição de tributos e de suas espécies (...) 
Portanto, cabe à lei complementar definir tributo. Encontramos essa 
definição no CTN, podemos afirmar, então, que o CTN é uma lei complementar. 
Muita calma em relação a essa afirmação, ela é verdadeira, mas precisa ser 
melhor analisada. 
O Código Tributário Nacional é materialmente conceituado como lei 
complementar, pois assim foi recepcionado pela CF e formalmente lei 
ordinária e, de acordo com a ordem constitucional, define tributo e as 
normas gerais de direito tributário. 
Definição legal de tributo: 
Código Tributário Nacional - Art. 3º Tributo é toda prestação pecuniária 
compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não 
constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante 
atividade administrativa plenamente vinculada. 
 
TRIBUTO é toda
prestação pecuniária, em moeda ou cujo valor nela se 
possa exprimir
prestação compulsória
que não constitua sanção e de ato ilícito
instituída em lei
cobrada mediante atividade administrativa plenamente 
vinculada
1 - Conceito de Tributo 
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3. (FCC/SEGEP-MA/Técnico da Receita/2016) De 
acordo com a definição do Código Tributário Nacional, tributo é toda prestação 
a) compulsória, em moeda ou em quaisquer tipos de bens e direitos, cujo valor 
nela se possa exprimir, que constitua ou não sanção de ato ilícito, instituída pela 
legislação tributária e cobrada mediante atividade administrativa ou judicial 
plenamente vinculada. 
b) pecuniária compulsória, em moeda ou em quaisquer tipos de bens e direitos, 
cujo valor nela se possa exprimir, que constitua ou não sanção de ato ilícito, 
instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa ou judicial 
plenamente vinculada. 
c) compulsória, preferencialmente em moeda ou cujo valor nela se possa 
exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída pela legislação 
tributária e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. 
d) pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que 
não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante 
atividade administrativa plenamente vinculada. 
e) compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que constitua 
ou não sanção de ato ilícito, instituída pela legislação tributária e cobrada 
mediante atividade administrativa ou judicial plenamente vinculada. 
Comentário: 
Tributo, conforme o CTN, no Artigo 3º, é toda prestação pecuniária compulsória, 
em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de 
ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa 
plenamente vinculada. 
Gabarito 3: D 
 
Vamos analisar cada um dos aspectos dessa definição, dividindo em 5 
partes essa análise: 
 
Tributo é: 
- Prestação pecuniária, em moeda ou cujo valor nela se 
possa exprimir. 
- Prestação compulsória 
- Não constitui sanção de ato ilícito 
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O tributo não é punição, paga-se o tributo porque o legislador estipulou 
que uma determinada situação praticada pelo sujeito passivo enseja a cobrança 
do tributo, essa situação é chamada de fato gerador. 
 
 
- Instituída em lei 
Em regra, a instituição de tributo se dá por meio de lei ordinária, mas é 
preciso saber que há exceções, ou seja, alguns tributos podem ser instituídos 
por medida provisória (desde que se tornem lei), e alguns outros SÓ podem ser 
instituídos por lei complementar. 
 
- Cobrada mediante atividade administrativa 
plenamente vinculada 
 
4. (CONSULPLAN/TJ-MG/Notário/2017) A partir da 
definição legal de tributo, considerando-se o art. 3º e outras disposições 
constantes do Código Tributário Nacional, é correto afirmar: 
a) Tributoé toda prestação pecuniária, podendo constituir sanção de ato ilícito. 
b) Tributo é prestação em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, sendo 
vedado o uso de unidades fiscais para indexação. 
c) Tributo é pagável em dinheiro, mas também em bens imóveis, nos termos 
da lei. 
TRIBUTO
• Não possui finalidade
sancionária.
• O objetivo é arrecadar e 
interfirir no cenário econômico e 
social.
MULTA
• É sanção por ato ilícito.
• O objetivo é coibir o ato 
ilícito.
Instituída em Lei
Criar ou extinguir
tributo
Sem exceção!
Regra: Lei Ordinária ou
Medida Provisória
Exceções: Lei 
Complementar
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d) A característica de ser prestação compulsória denota a natureza de receita 
originária do tributo. 
Comentário 
a) Errada - Tributo não pode ser sanção de ato ilícito. 
b) Errada - Pode ser usado indexadores nos tributos. 
c) Correta - Em regra tributo deve ser pago em dinheiro, mas pode também, 
nos casos da lei, ser pago com bens imóveis. 
d) Errada - Tributo é receita derivada. 
Gabarito 4: C 
 
5. (CONSULPLAN/TJ-MG/Notário/2017) A partir da 
definição de tributo, é correto afirmar: 
a) O tributo é compulsório, mas essa característica não possui nenhuma relação 
com a garantia constitucional segundo a qual ninguém é obrigado a fazer ou 
deixar de fazer algo senão em virtude da lei. 
b) A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal firmou-se no 
sentido da possibilidade de medida provisória ser veículo idôneo para a 
instituição de tributo. 
c) Admite-se a edição de medida provisória sobre matéria reservada a lei 
complementar. 
d) Medida provisória não pode instituir imposto. 
Comentário 
a) Errada – A compulsoriedade do tributo tem tudo a ver com a questão da 
garantia constitucional da legalidade. 
b) Correta – Medida provisória, como tem força de lei, pode sim ser usada para 
instituir tributo. 
c) Errada – A medida provisória não pode ser usada nos casos de tributos que 
só podem ser feitos por lei complementar. 
d) Errada – Imposto é um tipo de tributo, medida provisória pode sim instituir 
imposto, desde que siga os requisitos que aprenderemos mais à frente. 
Gabarito 5: B 
 
 
2 - Espécies de Tributo 
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Os tributos previstos pelo CTN são os impostos, as taxas e as 
contribuições de melhoria. Chamada de teoria tripartida. 
 
CTN - Art. 5º Os tributos são impostos, taxas e contribuições de melhoria. 
 
Porém, na nossa constituição, há previsão de outros dois tipos de exações 
a serem impostas ao cidadão que diferenciam-se dessas três, seriam o 
empréstimos compulsórios, no Artigo 148 e as contribuições especiais do 
Artigo 149 e 149-A. 
 
Os tributos podem ser instituídos pelos entes federados, União, Estados, 
Distrito Federal e Municípios de acordo com as competências estipuladas 
pela Constituição. Lembrando, tributos podem ser: impostos, taxas, 
contribuição de melhoria, empréstimo compulsório e contribuições especiais. 
 
6. (FUNDATEC/SEFAZ-RS/Técnico Tributário/2014) 
I - Pelo fato de o Art. 145 da Constituição Federal contemplar a expressão “os 
tributos são os seguintes: impostos, taxas e contribuição de melhoria”, o 
empréstimo compulsório e as demais contribuições não se enquadram como 
exação tributária. 
II - As espécies tributárias restringem-se às exações previstas no Capítulo I do 
Sistema Tributário Nacional, contido no Título VI – Da Tributação e do 
Orçamento, da Constituição Federal. 
Comentário: 
I – Errada – Aprendemos que o entendimento é de que existem 5 espécies 
tributárias e não apenas 3. 
Espécies de tributos
Imposto Taxa
Contribuição 
de melhoria
Empréstimos 
compulsórios
Contribuições 
especiais
Teoria Tripartida 
(CTN)
Teoria Pentapartida 
(STF)
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II – Errada – Algumas contribuições especiais estão previstas em outros artigos 
da Constituição sem ser esses dentro do Sistema Tributário Nacional, vamos 
aprender detalhadamente sobre isso. 
Gabarito 6: E; E 
 
 
 
 
Quanto a hipótese de incidência, que é a situação prevista pelo legislador 
como fato gerador da exação, os tributos podem ser vinculados e não-
vinculados. Essa classificação refere-se ao caso em que o fato gerador do 
tributo está relacionado ou não a uma contraprestação estatal. 
 
7. (FGV/Prefeitura de Salvador/Técnico em 
Contábeis/2017) Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda 
ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção por ato ilícito, 
constituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente 
vinculada. Os tributos podem ser classificados em vinculados e não vinculados. 
Assinale a opção que indica um tributo não vinculado. 
a) Taxas. 
b) Impostos. 
c) Contribuições de melhoria. 
d) Contribuições sociais. 
e) Empréstimos compulsórios. 
Comentário: Taxas e contribuições de melhorias são tributos vinculados e 
impostos são tributos não vinculados. 
TRIBUTOS
VINCULADOS
•Fato gerador é um "fato do 
Estado", pois depende de 
uma ação estatal.
• Contraprestacionais
• Caráter retributivo
• São as taxas e as 
contribuições de melhoria
TRIBUTOS
NÃO VINCULADOS
• Fato gerador é um "fato 
do contribuinte", pois 
independe de ação estatal
• Não contraprestacionais
• Caráter contributivo
• São os impostos
3 - Classificação dos Tributos 
3.1- Quanto a Hipótese de Incidência 
 
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Gabarito 7: B 
 
 
 Tributos podem ser de arrecadação vinculada ou de arrecadação não 
vinculada.. 
 
 
 
 
Nessa classificação os tributos podem ser fiscais, extrafiscais ou 
parafiscais. 
 
 
 
Tributo de 
ARRECADAÇÃO
VINCULADA
A receita arrecadada deve ser 
destinada exclusivamente a 
determinadas atividades
São conhecidos como tributos
finalísticos. 
Ex: empréstimos compultórios e 
contribuições especiais
NÃO
VINCULADA
A receita arrecadada pode ser 
utilizada em qualquer
despesa do ente estatal.
Ex: impostos
3.2- Quanto ao Destino da Arrecadação 
 
3.3- Quanto à Finalidade 
 
TRIBUTOS 
FISCAIS 
Objetiva 
principalmente: 
arrecadar recursos 
financeiros 
 
Ex.: IR, IPTU, ICMS, 
IPVA, ITBI, ISS 
 
TRIBUTOS 
EXTRAFISCAIS 
Objetiva 
principalmente: 
intervir em uma 
situação social ou 
econômica. 
Ex.: II, IE, IOF, IPI 
 
TRIBUTOS 
PARAFISCAIS 
A instituidora do 
tributo atribui a 
disponibilidade dos 
recursos arrecadados 
a entidade distinta. 
Ex: Contribuição ao 
CREA. 
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8. (CESPE/Câmara dos Deputados/Analista/2014) A 
parafiscalidade caracteriza-se pela destinação do produto da arrecadação a ente 
diverso do que instituiu o tributo. 
Comentário: 
A parafiscalidade é exatamente o que está descrito no enunciado. Um ente 
institui o tributo e o outro fica com o dinheiro desse tributo. 
Gabarito 8: Correta 
 
 
A natureza jurídica do tributo é definida pelo fatogerador da obrigação. 
O comentado artigo ainda nos ensina que será irrelevante para qualificar 
o tributo a denominação e as características formais adotadas pela lei, bem 
como a destinação legal do que for arrecadado. 
Art. 4º A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato 
gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la: 
I - a denominação e demais características formais adotadas pela lei; 
II - a destinação legal do produto da sua arrecadação. 
 
Apesar das outras considerações, aconselho conhecer bem esse artigo 4º 
porque costuma ser cobrado no seu inteiro teor da maneira que está lá na lei. 
 
 
 
CF 88
Relevante na 
qualificação 
CTN
Irrelevante para 
qualificá-la
Natureza Jurídica do 
Tributo
Determinada pelo:
Fato Gerador
denominação e 
demais 
características
Base de Cálculo
destinação da 
arrecadação
o destino da 
arrecadação
3.4- Natureza Jurídica dos Tributos 
 
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9. (VUNESP/IPT-SP/Advogado/2014) A natureza 
jurídica do tributo é determinada 
a) pela sua denominação e demais características formais adotadas pela lei. 
b) pela destinação legal do produto da sua arrecadação. 
c) pelo fato gerador da respectiva obrigação. 
d) pelo crédito tributário correspondente. 
e) pela obrigação tributária que lhe dá origem. 
Comentário: 
Segundo o Artigo 4º do CTN, a natureza jurídica do tributo é determinada pelo 
fato gerador da obrigação. 
a) Errada – Pelo CTN, a denominação e demais características são irrelevantes 
para qualificar o tributo. 
b) Errada – De acordo com a literalidade do artigo do CTN, a destinação legal 
do produto da arrecadação do tributo é irrelevante para qualificar e determinar 
a sua natureza jurídica. 
c) Correta – Está de acordo com a lei. 
d) Errada – Crédito tributário é assunto que será visto no curso mais à frente, 
mas não é o que determina a natureza jurídica. 
e) Errada – A obrigação tributária dá origem ao crédito tributário e não a 
natureza jurídica do tributo. 
Gabarito 9: C 
 
 
Imposto é uma espécie de tributo, e tem como característica ser não 
vinculado, ou seja, é exigido independente de uma contraprestação estatal, o 
seu fato gerador não é decorrente de uma atividade estatal específica em prol 
do contribuinte. Além disso, sua receita também é não vinculada. Incide sobre 
a manifestação de riqueza do contribuinte, possuem, portanto, caráter 
contributivo e solidário, já que fazem com que o Estado possa arrecadar e com 
esses recursos possa atender à coletividade, financiam a atividade geral do 
Estado. Vamos entender melhor essas características do imposto. 
Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma 
situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao 
contribuinte. 
4 - Impostos 
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Veremos mais para frente o princípio da capacidade contributiva aplicada 
aos impostos prevista no Artigo 145 § 1º da CF. 
 
10. (CESPE/TJ-RN/Juiz/2013) Imposto consiste em 
tributo cujo fato gerador representa situação que depende de uma atividade 
estatal específica em relação ao contribuinte. 
Comentário: 
Imposto é tributo em que o fato gerador INDEPENDE de atividade estatal 
voltada para o contribuinte que pagou o imposto. 
Gabarito 10: Errada 
11. (FUNDEP/MPE-MG/Promotor/2018) Imposto é o 
tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de 
qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. 
Comentário: 
Perfeita, está de acordo com o Artigo 16 do CTN. 
Gabarito 11: Correta 
 
Em relação aos impostos temos as seguintes possibilidades de instituição: 
 - União, são 7 ordinários e mais 2 tipos – II, IE, IPI, IOF, IR, ITR, IGF, 
IEG e I Residual. Estados podem criar IPVA, ICMS e ITCMD. Municípios podem 
criar ITBI, IPTU e ISS. O Distrito Federal pode criar os impostos Estaduais e 
Municipais. 
 
 
Além disso, o imposto é um tributo em que os recursos adquiridos por essa 
exação não estão vinculados a nenhum tipo de despesa específica, até porque, 
a própria constituição proíbe essa vinculação. É a aplicação de um princípio 
IMPOSTOS Fato Gerador
Situação independente de 
qualquer atividade estatal 
específica, relativa ao 
contribuinte (Art. 16 CTN)
Devem ser graduados de 
acordo com a capacidade
econômica do contribuinte. 
(Art. 145, § 1º )
4.1- Princípio da Não Afetação 
 
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chamado de princípio da não afetação ou não vinculação. A regra constitucional 
diz que é vedada vinculação de receita de impostos à órgão, fundo ou 
despesa. 
Art. 167. São vedados: 
IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, 
ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se 
referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e 
serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino 
e para realização de atividades da administração tributária, como 
determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a 
prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, 
previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste artigo. 
 
 
 
4.2.1 - Impostos Direitos e Indiretos 
 
Contribuinte
de direito
Aquele que tem o dever 
legal de pagar o tributo
de fato
Aquele que, do ponto de 
vista econômico, suporta
o ônus da carga tributária
4.2- Classificação dos Impostos 
 
TRIBUTOS DIRETOS 
Contribuinte de Direito 
 
Contribuinte de Fato 
Não há transferência / 
repercussão do ônus 
tributário. 
Contribuinte de Direito 
arca com o ônus econômico 
do tributo. 
Ex: IR, IPVA, IPTU, ITDC, ITBI 
 
 
TRIBUTOS INDIRETOS 
Contribuinte de Direito 
 
Contribuinte de Fato 
Há transferência / 
repercussão do ônus 
tributário. 
Contribuinte de Direito 
repassa o encargo 
econômico do tributo para 
outro (contribuinte de fato) 
Ex: IPI, ICMS e ISS 
 
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4.2.2 - Impostos Proporcionais, Progressivos ou Regressivos 
Imposto proporcional é aquele em que não há variação da alíquota, ou 
seja, mesmo que mude a base de cálculo, aumentando ou diminuindo esse 
valor, a alíquota permanece a mesma. Em termos de justiça fiscal é considerado 
“neutro 
Imposto progressivo é o que aumenta a alíquota conforme for 
aumentando a base de cálculo. De maneira que, quem demonstra mais riqueza, 
vai pagar mais progressivamente do que quem demonstra menos riqueza. 
Imposto regressivo é o contrário do progressivo, quanto mais riqueza, ou 
seja, maior a base de cálculo, menor seria a alíquota e menor o valor 
proporcionalmente considerado vai ser pago 
12. (CS-UF/Prefeitura de Goiânia/Auditor de 
Tributos/2016) O imposto em que a alíquota diminui à proporção que os 
valores sobre os quais incide são maiores pode ser considerado um imposto 
a) seletivo. 
b) proporcional. 
c) regressivo. 
d) progressivo. 
Comentário: 
O imposto em que a alíquota diminui com o aumento da base de cálculo é 
regressivo. 
Gabarito 12:C 
 
4.2.3 - Impostos Classificados Segundo o CTN 
Imposto sobre o comércio exterior seriam o II e o IE. Imposto sobre o 
patrimônio e renda, nesse caso, IR, ITR, IGF, IPVA, ITCMD, IPTU e ITBI. 
Imposto sobre a produção e circulação, que são IPI, IOF, ICMS e ISS. Por 
fim, impostos extraordinários como o IEG. 
 
4.2.4 - Impostos Reais e Pessoais 
Impostos reais incidem sobre a coisa, são cobrados sem considerar a 
situação de pessoa, do sujeito passivo incidem de forma objetiva. 
Impostos pessoais são aqueles que levam em consideração as 
particularidades e individualidades do contribuinte, incidem de forma subjetiva, 
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os aspectos pessoais do contribuinte são levados em conta para apuração e 
cálculo do imposto devido. 
 
 
 
A constituição prevê a aplicação do chamado princípio da capacidade 
contributiva dos impostos, dizendo que sempre que possível, os impostos, 
devem ter caráter pessoal e serão graduados de acordo com a capacidade 
econômica do contribuinte. A administração tributária pode se utilizar de meios 
para identificar os dados do contribuinte quanto ao patrimônio e a renda, para 
uma correta apuração do imposto devido, mas isso deve ser feito respeitando-
se os direitos individuais e os termos da lei. 
Art. 145 - § 1º Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e 
serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte, 
facultado à administração tributária, especialmente para conferir 
efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais 
e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades 
econômicas do contribuinte. 
 
13. (CESPE/ANATEL/Especialista em 
Regulação/2014) Acerca de competência tributária, conceito e classificação 
dos tributos, bem como de tributos em espécie, julgue o item a seguir. 
Nos termos da CF, os impostos, as taxas e as contribuições de melhoria devem 
ser graduadas de acordo com a capacidade contributiva do contribuinte, por 
força do princípio da isonomia. 
REAIS
• Tributos que não levam em 
consideração características
pessoais, subjetivas dos 
contribuintes. Incidem 
objetivamente
• Incidem sobre coisas.
• Exemplo: Dois proprietários de 
veículos idênticos (residentes no 
mesmo estado) pagarão o mesmo 
valor de IPVA, independentemente 
de suas suas características 
pessoais.
PESSOAIS
• Tributos que levam em consideração 
as características pessoais de cada 
contribuinte, incidindo de forma
subjetiva. 
• Exemplo: Duas pessoas que 
ganham o mesmo salário não 
pagarão, necessariamente, o mesmo 
valor de IR, pois o valor do tributo a 
ser pago dependerá também de 
características pessoais do sujeito 
passivo, como a quantidade de 
dependentes, gastos com saúde, 
educação, etc. 
4.3- Capacidade Contributiva dos Impostos 
 
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Comentário: 
De acordo com a CF, apenas os impostos devem ser graduados de acordo com 
a capacidade econômica ou também chamada capacidade contributiva do 
contribuinte. 
Gabarito 13: Errada 
 
 
A segunda espécie tributária que vamos aprender é a taxa. É um tributo 
que qualquer um dos entes pode instituir, e que existe mediante uma 
contraprestação estatal para o contribuinte. O fato gerador da taxa é o agir do 
Estado que pode ser por um serviço público ou pelo exercício do poder de 
polícia. No caso de taxa de serviço público, é preciso que esse serviço seja 
específico e divisível, e o contribuinte pode utilizar esse serviço efetiva ou 
potencialmente. São serviços que podem ser prestados ao contribuinte ou 
postos à sua disposição. Tem previsão na própria Constituição e no CTN. A outra 
hipótese de taxa tem como fato gerador o exercício regular do poder de polícia. 
CF - Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
poderão instituir os seguintes tributos: 
II - taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, 
efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados 
ao contribuinte ou postos a sua disposição; 
CTN - Art. 77. As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito 
Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, 
têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a 
utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, 
prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. 
 
 
 
 
U, 
E,
DF 
e 
M
Taxa pela 
UTILIZAÇÃO
Efetiva
OU
potencial
de
serviço
público
específico
E
divisível
prestado ao 
contribuinte
OU
posto à sua 
disposição
Taxa pelo EXERCÍCIO regular do poder de polícia.
5 - Taxas 
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O fato gerador da taxa de serviço é a utilização, efetiva OU potencial do 
serviço público, para isso, o serviço deve existir efetivamente. Não pode cobrar 
taxa se não houver serviço ou se ainda estiver em implantação. 
Já a utilização pelo contribuinte não é obrigatória, o contribuinte pode 
usar ou não o serviço, já que na definição de taxa de serviço ele pode ser um 
serviço prestado ao contribuinte OU posto à sua disposição. 
Art. 79. Os serviços públicos a que se refere o artigo 77 consideram-se: 
I - utilizados pelo contribuinte: 
a) efetivamente, quando por ele usufruídos a qualquer título; 
b) potencialmente, quando, sendo de utilização compulsória, sejam postos 
à sua disposição mediante atividade administrativa em efetivo 
funcionamento; 
 
As taxas podem só podem ser instituídas se o serviço público for específico 
E divisível. Tem que ter os dois requisitos. Aqui o conectivo é o “E”. 
Art. 79. Os serviços públicos a que se refere o artigo 77 consideram-se: 
II - específicos, quando possam ser destacados em unidades autônomas 
de intervenção, de utilidade, ou de necessidades públicas; 
III - divisíveis, quando suscetíveis de utilização, separadamente, por parte 
de cada um dos seus usuários. 
 
A taxa de lixo é considerada constitucional pelo STF e pode sim ser 
cobrada em relação aos imóveis. 
Serviços públicos universais e gerais, onde não se encontra a divisibilidade 
e a especificidade não podem ser cobrados por meio de taxa. 
Súmula Vinculante 41 - O serviço de iluminação pública não pode ser 
remunerado mediante taxa. 
5.1- Taxa de Serviço 
 
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O fato gerador da taxa de polícia é o exercício regular do poder de 
polícia, não confunda com a polícia civil ou polícia militar, aqui trata-se de 
atividade administrativa, alguns, inclusive chamam de taxa de fiscalização. 
Poder de polícia, segundo o CTN. 
Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública 
que, limitando ou disciplinando direito, interêsse ou liberdade, regula a 
prática de ato ou abstenção de fato, em razão de intêresse público 
concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina 
da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas 
dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranqüilidade 
pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou 
coletivos.Cobrança da taxa de polícia só pode ser feita quando o exercício for 
regular, ou seja, tem que existir de verdade um órgão competente que 
desempenha essa função fiscalizatória. 
Art. 78 - Parágrafo único. Considera-se regular o exercício do poder de 
polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei 
aplicável, com observância do processo legal e, tratando-se de atividade 
que a lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de poder. 
 
Taxa de 
Serviço
Público
Específico
destacados em unidades autônomas 
de intervenção, de utilidade, ou de 
necessidades públicas
Divisível
suscetíveis de utilização, 
separadamente, por parte de cada 
um dos seus usuários.
Utilização 
Efetiva usufruídos a qualquer título
Potencial
utilização compulsória, sejam postos à 
sua disposição mediante atividade 
administrativa em efetivo funcionamento;
5.2- Taxa de Polícia 
 
E 
OU
U 
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Atenção: Alguns tipos de taxas de polícia já foram objeto de análise pelo STF. 
O supremo considerou constitucional a taxa de fiscalização dos mercados de 
títulos e valores mobiliários. Considerou também constitucional a taxa de 
fiscalização e controle dos serviços públicos delegados e a taxa de fiscalização 
de anúncio. 
14. (FCC/AL-MS/Consultor Legislativo/2016) A 
legislação tributária dispõe que a União, os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios poderão, no âmbito de suas respectivas atribuições, instituir as 
taxas, que têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a 
utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado 
ao contribuinte ou posto à sua disposição. A respeito desse tributo, é correto 
afirmar: 
a) Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado 
pelo órgão competente nos limites da lei aplicável, com observância do processo 
legal e, tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária, sem abuso 
ou desvio de poder. 
b) Os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir taxa, na forma das 
respectivas leis, para o custeio do serviço de iluminação pública. 
c) Os serviços consideram-se utilizados pelo contribuinte efetivamente, quando, 
sendo de utilização compulsória, sejam postos à sua disposição mediante 
atividade administrativa em efetivo funcionamento. 
d) São serviços específicos, quando suscetíveis de utilização, separadamente, 
por parte de cada um dos seus usuários; e são divisíveis, quando possam ser 
Exercícios REGULAR
do PODER DE POLÍCIA
limitando ou 
disciplinando
direito, interêsse ou 
liberdade
prática de ato ou 
abstenção de fato
razão de interesse 
público 
à tranqüilidade pública ou 
ao respeito à propriedade e 
aos direitos individuais ou 
coletivos. 
Atividade 
Administrativa Pública
Órgão Competente
- Limites da Lei
-Devido Processo legal
- sem abuso ou desvio 
de poder
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destacados em unidades autônomas de intervenção, de utilidade, ou de 
necessidades públicas. 
e) Somente as taxas em razão do exercício do poder de polícia podem ter base 
de cálculo própria dos impostos. 
Comentários: 
a) Correta – O poder de polícia que enseja instituição de taxa deve ser regular 
e é assim considerado quando desempenhado pelo órgão competente nos 
limites da lei. Além disso, deve observar o devido processo legal e sem abuso 
ou desvio de poder. 
b) Errada - A COSIP é um tributo que é um tipo de contribuição e não de taxa. 
Até porque o STF proíbe a cobrança de taxa para serviço de iluminação pública. 
c) Errada – Esse caso é o serviço posto à sua disposição e por isso é caso de 
utilizados potencialmente e não efetivamente pelo contribuinte. 
d) Errada – Houve aqui uma troca dos conceitos de específicos e divisíveis. 
e) Errada – Vamos ver abaixo que nenhuma taxa pode ter base de cálculo 
própria de imposto. 
Gabarito 14: A 
 
 
Já falamos alguma coisa sobre o assunto. A Constituição Federal estipula 
uma vedação, pois proíbe que as taxas tenham a mesma base de cálculo que 
os impostos. Já o CTN expande essa proibição dizendo que a taxa não pode 
ter base de cálculo e nem fato gerador idênticos ao de imposto. 
CF - Art. 145 - § 2º As taxas não poderão ter base de cálculo própria de 
impostos. 
CTN - Art. 77 - Parágrafo único. A taxa não pode ter base de cálculo ou 
fato gerador idênticos aos que correspondam a imposto nem ser calculada 
em função do capital das empresas. 
 
 
A TAXA não pode
CF - ter base de 
cálculo própria de 
impostos
CTN - ter base de cálculo ou 
fato gerador idênticos aos que 
correspondam a imposto
CTN - ser calculada
em função do 
capital das 
empresas
5.3- Base de Cálculo das Taxas 
 
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Súmula 595 - É inconstitucional a taxa municipal de conservação de 
estradas de rodagem cuja base de cálculo seja idêntica à do imposto 
territorial rural. 
 
Súmula Vinculante 29 - É constitucional a adoção, no cálculo do valor de 
taxa, de um ou mais elementos da base de cálculo própria de determinado 
imposto, desde que não haja integral identidade entre uma base e outra. 
 
Súmula 667 - Viola a garantia constitucional de acesso à jurisdição a taxa 
judiciária calculada sem limite sobre o valor da causa. 
 
São constitucionais: 
➢ A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta, 
remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de 
imóveis. 
Súmula Vinculante 19 - A taxa cobrada exclusivamente em razão dos 
serviços públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo 
ou resíduos provenientes de imóveis não viola o artigo 145, II, da 
Constituição Federal. 
 
➢ A taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários. 
Súmula 665 do STF - É constitucional a taxa de fiscalização dos mercados 
de títulos e valores mobiliários instituída pela Lei 7.940/1989. 
 
➢ Taxa de prevenção de incêndio, em razão da prevenção de incêndios. (AI 
677.891); depois, em 2017, houve um novo posicionamento do STF quanto 
a taxas de incêndio, considerando que os serviços de combate a incêndio 
devem ser feitos pelo ente da federação por meio de impostos. No entanto, 
essa análise foi feita em relação à taxa municipal, por isso, não obstante 
esse entendimento, alguns Estados continuam cobrando a taxa de incêndio. 
Reproduzindo o entendimento do STF: “A segurança pública, presentes a 
prevenção e o combate a incêndios, faz-se, no campo da atividade precípua, 
pela unidade da Federação, e, porque serviço essencial, tem como a 
viabilizá-la a arrecadação de impostos, não cabendo ao Município a criação 
de taxa para tal fim. (RE-643247)” 
➢ Taxa Judiciária - é possível que tome por base de cálculo o valor da causa 
ou da condenação. (ADI 948); Taxas judiciárias, em razão da prestação de 
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serviços pelos órgãos judiciários, não podem ser estipuladas sem limite. 
Súmula 667 do STF. 
➢ Taxa de serviços notariais e de registro. (ADI 3.694); 
➢ Custas e os emolumentos judiciais ou extrajudiciais - os quais têm natureza 
de taxa, conforme o STF. (ADI1.444); 
 
 
Súmula 545 do STF - Preços de serviços públicos e taxas não se 
confundem, porque estas, diferentemente daqueles, são compulsórias (...) 
O STF entende também que pedágio é preço público 
 
 
15. (CESPE/DPU/Defensor/2017) A respeito das 
espécies tributárias existentes no sistema tributário brasileiro, julgue o item que 
se segue. No cálculo do valor de determinada taxa, pode haver elementos da 
base de cálculo de algum imposto, desde que não haja total identidade entre 
uma base e outra. 
Comentários: 
Pode sim calcular a taxa com base em alguns elementos utilizados no cálculo 
de imposto, só não pode haver semelhança total entre base de cálculo e taxa e 
de imposto, assim entende o STF. 
Gabarito 15: Correta 
Preço Público (TARIFA)
• Não é tributo
• Decorre de contrato
• Regime Jurídico de direito 
Privado
• A receita arrecadada é originária
• Depende de manifestação de 
vontade (é facultativo)
• Não se sujeita aos princípios 
tributários
• Pode ser exigida por pessoa jur. de 
dir. público ou privado.
• A relação pode ser rescindida
• Exemplo: Pedágio cobrado por 
concessionária; Passagem de 
transporte coletivo
TAXA
• É tributo
• Decorre sempre de lei
• Regime Jurídico de Direito
Público (tributário)
• A receita arrecadada é derivada
• Não há autonomia da vontade 
(compulsória)
• Se sujeita aos princípios tributários
• Pode ser exigida apenas por 
pessoa jurídica de direito público
• Inadmissível a rescisão da 
relação.
• Exemplo: Taxa de coleta domiciliar 
de lixo; taxa judiciária (custa 
processual)
5.4 - Taxas e Preço Público 
 
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16. (CESPE/BACEN/Procurador/2013) Assinale a opção 
correta em relação a taxas e preços públicos. 
a) As taxas, diferentemente dos preços públicos, são compulsórias e 
condicionam-se ao princípio da anterioridade. 
b) O valor que remunera a contraprestação de um serviço público essencial de 
forma compulsória é tratado como preço público. 
c) As taxas podem ser instituídas por normas administrativas, ao passo que os 
preços devem ser fixados por lei. 
d) Os preços públicos são considerados receitas derivadas, havendo, portanto, 
discricionariedade em seu pagamento. 
e) As taxas remuneram serviços públicos e, portanto, são consideradas receitas 
originárias. 
Comentários: 
a) Correta – Taxas são compulsórios, já que previstas em lei e submetem-se 
aos princípios tributários como a anterioridade. 
b) Errada – O preço público não é compulsório, pois decorre da vontade do 
usuário em obter o serviço. 
c) Errada – Taxa é sempre por lei e preço público não precisa de lei. 
d) Errada – Preços públicos são receitas originárias e não derivadas. 
e) Errada – Taxas, como tributos que são, consideram-se receitas públicas 
derivadas. 
Gabarito 16: A 
 
 
Vamos ver EXERCÍCIOS das principais bancas. 
 
Começando pelas questões da VUNESP, banca do concurso. 
 
A lista está dividida por BANCA. 
 
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EXERCÍCIOS DA VUNESP 
 
1. (VUNESP/TJ-RS/Juiz/2018) O prefeito do Município X pretende instituir 
uma taxa para custear o serviço de coleta, remoção e destinação do lixo 
doméstico produzido no Município. A taxa será calculada em função da 
frequência da realização da coleta, remoção e destinação dos dejetos e da área 
construída do imóvel ou da testada do terreno. Acerca dessa taxa, é correto 
afirmar que ela é 
a) ilegal, porque a coleta, remoção e destinação do lixo doméstico não podem 
ser considerados como serviço público específico e divisível. 
b) ilegal, porque sua base de cálculo utiliza elemento idêntico ao do IPTU, qual 
seja, a metragem da área construída ou a testada do imóvel. 
c) legal se houver equivalência razoável entre o valor cobrado do contribuinte e 
o custo individual do serviço que lhe é prestado. 
d) ilegal, porque não possui correspondência precisa com o valor despendido na 
prestação do serviço. 
e) legal, porque foi instituída em razão do exercício regular de poder de polícia, 
concernente à atividade da Administração Pública que regula ato de interesse 
público referente à higiene. 
Comentários: 
É constitucional a taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos 
de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes 
de imóveis. 
Súmula Vinculante 19 - A taxa cobrada exclusivamente em razão dos 
serviços públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo 
ou resíduos provenientes de imóveis não viola o artigo 145, II, da 
Constituição Federal. 
A cobrança em função da frequência do serviço nos fala sobre a questão do 
serviço efetivamente prestado. Além disso, o uso de elementos da base de 
cálculo do IPTU como metragem e testada podem ser usados no cálculo da taxa. 
É preciso que haja uma certa referência comparativa entre o valor cobrado da 
taxa e o valor gasto pelo ente estatal na prestação do serviço. 
Súmula Vinculante 29 - É constitucional a adoção, no cálculo do valor de 
taxa, de um ou mais elementos da base de cálculo própria de determinado 
imposto, desde que não haja integral identidade entre uma base e outra. 
6 – Questões Comentadas 
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É um tipo de serviço que pode ser sim considerado específico e divisível. 
CF - Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
poderão instituir os seguintes tributos: 
II - taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, 
efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados 
ao contribuinte ou postos a sua disposição; 
Gabarito 17: C 
 
2. (VUNESP/Prefeitura de Bauru/Procurador/2018) De acordo com a 
Constituição Federal, são tributos: 
a) contribuição previdenciária, IPTU e pedágio cobrado por concessionária de 
rodovia. 
b) contribuição de intervenção no domínio econômico, anuidade da OAB e taxa 
decorrente do exercício de poder de polícia. 
c) contribuição para custeio do serviço de iluminação pública, taxa de coleta de 
resíduos sólidos e multas administrativas. 
d) todos os débitos inscritos em dívida ativa e cobrados por meio de execução 
fiscal. 
e) todos os créditos do Poder Público que caracterizam receita de capital. 
Comentários: 
A Constituição estabelece cinco espécies tributárias, o STF assim entende, 
chamada de teoria pentapartida. São tributos admitidos pela CF taxa, impostos, 
contribuição de melhoria, empréstimos compulsórios e contribuições especiais. 
a) Errada – Pedágio é preço público, ou tarifa e não é tributo. 
b) Correta – CIDE é uma contribuição especial, assim como a anuidade da OAB 
e a taxa decorrente do poder de polícia são todos tributos. A questão da 
contribuição da OAB é bem polêmica já que o STF entende que essa contribuição 
não teria natureza tributária. Tem bancas considerando diferente do STF. 
c) Errada – Multa administrativa não é tributo. 
d) Errada – Há diversos tipos de débitos inscritos em dívida ativa que não 
possuem natureza tributária. 
e) Errada – Nem todos os créditos do Poder Público são tributos. Aliás, muitos 
não são, como os exemplos de receitas originárias. 
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Gabarito 18: B 
 
3. (VUNESP/PauliPrev/Procurador/2018) Segundo o Código Tributário 
Nacional, a natureza jurídica específica do tributo é determinada 
a) pela destinação dos recursos arrecadados, sendo relevantes para qualificá-la 
a denominação e as demais características formais adotadas pela lei. 
b) pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevante para qualificá-
la a destinação do produto da sua arrecadação. 
c) pela destinação dos recursos arrecadados, sendo irrelevantes para qualificá-
la a denominação e as demais características formais adotadas pela lei. 
d) pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo relevantes a denominação 
e as demais características formais adotadas pela lei. 
e) pela denominação e pelas demais características formais adotadas pela lei de 
criação do tributo, sendo relevante para qualificá-la a destinação do produto da 
sua arrecadação. 
Comentários: 
Pelo CTN, podemos afirmar que a natureza jurídica do tributo será definida pelo 
fato gerador da obrigação tributária. A denominação, demais características, 
bem como o destino da arrecadação, são irrelevantes para definir tributo, em 
regra. 
Art. 4º A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato 
gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la: 
I - a denominação e demais características formais adotadas pela lei; 
II - a destinação legal do produto da sua arrecadação. 
 
Espécies de tributos
Imposto Taxa
Contribuição 
de melhoria
Empréstimos 
compulsórios
Contribuições 
especiais
Teoria Tripartida 
(CTN)
Teoria Pentapartida 
(STF)
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Gabarito 19: B 
 
4. (VUNESP/TJ-MT/Juiz/2018) Caso o poder público municipal decida cobrar 
determinado valor em dinheiro como contrapartida pela ocupação de praça 
pública por comerciantes, na forma de feira livre, em dia específico da semana, 
sem concomitante exercício do poder de polícia por parte da Administração, 
essa cobrança deverá ocorrer por meio de 
A) taxa de instalação, uso e ocupação do solo urbano. 
B) contribuição de melhoria a ser cobrada especificamente dos comerciantes 
instalados no local. 
C) imposto sobre a propriedade territorial urbana. 
D) taxa cobrada em razão do serviço público de fiscalização das atividades 
desempenhadas no local. 
E) preço público cobrado em decorrência da utilização de bem público. 
Comentários: 
Essa situação não caracteriza um serviço público e nem um poder de polícia, 
por isso não poderia ser cobrado mediante taxa. Esse caso também não 
configura contribuição de melhoria e muito menos nenhum tipo de imposto. 
No entanto, Nada impede que seja cobrado por meio de preço público. 
Gabarito 20: E 
 
5. (VUNESP/TJ-RJ/Juiz/2018) Os Municípios são responsáveis pela 
prestação de diversos serviços públicos de interesse da população, bem como 
pelo exercício do poder de polícia relativo a diversas atividades, tais como 
CF 88
Relevante na 
qualificação 
CTN
Irrelevante para 
qualificá-la
Natureza Jurídica do 
Tributo
Determinada pelo:
Fato Gerador
denominação e 
demais 
características
Base de Cálculo
destinação da 
arrecadação
o destino da 
arrecadação
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vigilância sanitária, normas urbanísticas, entre outras. A esse respeito, é correto 
afirmar que 
A) se considera serviço público a atividade da Administração Pública que, 
limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato 
ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, 
à higiene, à ordem ou aos costumes. 
B) os serviços públicos divisíveis e o exercício regular do poder de polícia podem 
ser financiados por meio da instituição de taxas, as quais não poderão ter base 
de cálculo ou fato gerador idênticos aos que correspondam a imposto. 
C) os serviços públicos de iluminação pública podem ser financiados por meio 
da instituição de taxa municipal de iluminação pública, dado o interesse local 
envolvido na prestação desse serviço. 
D) taxas e preços públicos se referem a fenômenos juridicamente idênticos, 
obedecendo ambos às limitações constitucionais ao poder de tributar, sobretudo 
ao princípio da anterioridade e da legalidade. 
E) para efeito de instituição e cobrança de taxas, consideram-se compreendidas 
no âmbito das atribuições dos Municípios, aquelas que, segundo a Constituição 
Federal, refiram-se a serviços de competência da União, dos Estados e do 
Distrito Federal. 
Comentários: 
a) Errada – Esse tipo de atividade é caracterizada como poder de polícia e não 
serviço público. 
b) Correta – Perfeita de acordo com o que aprendemos sobre as possibilidades 
de instituição das taxas. As taxas não podem ter a mesma base de cálculo e 
fato gerador idênticos aos dos impostos. 
c) Errada – Esse tipo de serviço de iluminação pública não pode sofrer incidência 
de taxa e sim pode ser cobrado por meio da COSIP a ser instituída pelos 
Municípios. 
d) Errada – As taxas e os preços públicos são juridicamente bem diferentes e 
abordamos as principias diferenças na aula. 
e) Errada – Os Municípios só podem instituir taxas em relação a serviços de suas 
atribuições. 
Gabarito 21: B 
 
6. (VUNESP/Câmara de Itaquaquecetuba - SP/Procurador/2018) O 
financiamento de atividades exercidas pela Administração Pública para 
determinados usuários pode se dar por meio de Taxa de Serviços ou de Polícia. 
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A respeito do tema, assinale a alternativa que representa o entendimento atual 
dos Tribunais Superiores. 
A) A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta, 
remoção e tratamento de lixo ou resíduos provenientes de imóveis é 
inconstitucional. 
B) A cobrança de taxa de matrícula nas universidades públicas viola o direito 
constitucional da gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais. 
C) É inconstitucional a adoção, no cálculo do valor de taxa, de um ou mais 
elementos da base de cálculo própria de determinado imposto. 
D) Não viola a garantia constitucional de acesso à jurisdição a taxa judiciária 
calculada sem limite sobre o valor da causa. 
E) O serviço de iluminação pública pode ser remunerado por taxa em razão de 
ser serviço público, específico e divisível. 
Comentários: 
a) Errada – Esse tipo de taxa é sim constitucional. 
Súmula Vinculante 19 - A taxa cobrada exclusivamente em razão dos 
serviços públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo 
ou resíduos provenientes de imóveis não viola o artigo 145, II, da 
Constituição Federal. 
b) Correta – Essa está de acordo com o entendimento do STF que considera 
esse tipo de cobrança inconstitucional. 
Súmula Vinculante 12 - A cobrança de taxa de matrícula nas 
universidades públicas viola o disposto no art. 206, IV, da Constituição 
Federal. 
c) Errada – Pode sim ser adotado alguns elementos da base de cálculo dos 
impostos para calcular a taxa. 
Súmula Vinculante 29 - É constitucional a adoção, no cálculo do valor de 
taxa, de um ou mais elementos da base de cálculo própria de determinado 
imposto, desde que não haja integral identidade entre uma base e outra. 
d) Errada – Viola sim. 
Súmula 667 - Viola a garantia constitucionalde acesso à jurisdição a taxa 
judiciária calculada sem limite sobre o valor da causa. 
e) Errada – Não pode ser remunerado por taxa. 
Súmula Vinculante 41 - O serviço de iluminação pública não pode ser 
remunerado mediante taxa. 
Gabarito 22: B 
 
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7. (VUNESP/Prefeitura de Sorocaba/Procurador/2018) Com base no Código 
Tributário Nacional, é correto afirmar que a natureza jurídica específica do 
tributo é determinada 
A) pela denominação adotada pela lei, sendo irrelevantes para qualificá-la o fato 
gerador da respectiva obrigação e as demais características formais. 
B) pela destinação legal do produto da sua arrecadação, sendo irrelevantes para 
qualificá-la o fato gerador da respectiva obrigação e as demais características 
formais. 
C) pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-
la a destinação legal do produto da sua arrecadação e a denominação adotada 
pela lei. 
D) pelo fato gerador da respectiva obrigação e pela denominação adotada pela 
lei, sendo irrelevante para qualificá-la a destinação legal do produto da sua 
arrecadação. 
E) pelo fato gerador da respectiva obrigação e pela destinação legal do produto 
da sua arrecadação, sendo irrelevante para qualificá-la a denominação adotada 
pela lei. 
Comentários: 
Aprendemos que a natureza jurídica do tributo é determinada pelo fato gerador 
da obrigação. Sendo irrelevantes para qualificá-la a destinação legal do produto 
da sua arrecadação e a denominação adotada pela lei. 
Art. 4º A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato 
gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la: 
I - a denominação e demais características formais adotadas pela lei; 
II - a destinação legal do produto da sua arrecadação. 
Gabarito 23: C 
 
8. (VUNESP/Câmara de Campo Limpo Paulista - SP/Procurador/2018) Caso 
determinado município pretenda financiar o serviço público de coleta de resíduos 
sólidos domiciliares no seu território, este município poderá 
A) aumentar o imposto sobre propriedade urbana dos imóveis atendidos pelo 
serviço, de forma proporcional ao custo do serviço implantado. 
B) instituir taxa em decorrência da utilização, efetiva ou potencial, de serviço 
público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. 
C) instituir contribuição de melhoria nos estritos limites da valorização nos 
imóveis particulares decorrentes da implantação do serviço de coleta de 
resíduos sólidos. 
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D) vincular, mediante lei, percentual do imposto sobre serviços arrecadado no 
município à prestação do serviço público em questão. 
E) instituir contribuição para custeio dos serviços públicos de coleta de resíduos 
sólidos, em linha com a previsão constitucional e jurisprudência do Supremo 
Tribunal Federal. 
Comentários: 
a) Errada – Aumento de imposto não deve ser utilizado para pagamento da 
prestação de serviço público. 
b) Correta – Exatamente esse o procedimento correto, deve ser instituída uma 
taxa pela prestação do serviço público. 
c) Errada – Não é caso de contribuição de melhoria. 
d) Errada – Não cabe vinculação de imposto atrelada a serviço público. 
e) Errada – Deve ser instituída taxa e não contribuição, pois não há previsão 
dessa competência na CF. 
Gabarito 24: B 
 
9. (VUNESP/TJ-SP/Juiz/2017) A extrafiscalidade pode ser conceituada como 
a) a possibilidade de delegação da capacidade tributária ativa e da aptidão de 
exigir e arrecadar tributo, desde que o faça por lei, a outra pessoa de direito 
público ou privado que preste serviços públicos. 
b) o mecanismo pelo qual a pessoa política, por meio de lei, transfere sua 
capacidade ativa a outra pessoa de direito público, como as autarquias. 
c) a atividade que se expressa na atuação estatal de exigência de tributos com 
o objetivo exclusivo de arrecadação, e a geração de receitas, operando-se em 
desvio de finalidade. 
d) o emprego de instrumentos tributários para o alcance das finalidades não 
arrecadatórias, mas incentivadoras ou inibidoras de comportamentos, com vista 
à realização de valores constitucionalmente relevantes. 
Comentários: 
A extrafiscalidade é definida pelo fato de o tributo ser usado como um 
instrumento de intervenção econômica ou social, a fim de influenciar o 
comportamento da população, seja fomentando seja diminuindo o consumo. 
Trata-se do emprego de instrumentos tributários para o alcance das finalidades 
não arrecadatórias, mas incentivadoras ou inibidoras de comportamentos, com 
vista à realização de valores constitucionalmente relevantes. 
A paraficalidade é a atribuição de arrecadar o tributo de um ente diferente que 
institui o tributo. 
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A fiscalidade é a que tem cunho arrecadatório. 
Gabarito 25: D 
 
10. (VUNESP/Prefeitura de Alumínio – SP/Procurador/2017) Assinale a 
alternativa que apresenta um tributo regido pelo princípio da não afetação. 
A) Taxa em razão do exercício do poder de polícia. 
B) Taxa pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e 
divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição. 
C) Contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas. 
D) Empréstimo compulsório para atender a despesas extraordinárias, decorrentes 
de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência. 
E) Imposto. 
Comentários: 
A regra constitucional diz que é vedada vinculação de receita de impostos à 
órgão, fundo ou despesa. Essa é a regra geral, veja abaixo que o próprio 
constituinte estabeleceu alguns casos em que se admitirá a vinculação. Dentre 
essas exceções vale a pena destacar as vinculações atribuídas pela própria 
constituição em outros trechos, como a repartição de receitas de impostos com 
outros entes, além das despesas com saúde, educação e com a administração 
tributária. 
Portanto, o imposto é o tipo de tributo regido pelo princípio da não-afetação. 
Art. 167. São vedados: 
IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, 
ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se 
referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e 
serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino 
e para realização de atividades da administração tributária, como 
determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a 
prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, 
previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste artigo. 
Gabarito 26: E 
 
11. (VUNESP/CRO-SP/Advogado/2015) A atividade da Administração Pública 
que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática 
de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à 
segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do 
mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou 
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autorização do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à 
propriedade e aos direitos individuais ou coletivos 
 a) não autoriza exação tributária, vistotratar-se de atividade-meio da 
Administração Pública. 
 b) não autoriza exação tributária, visto tratar-se de atividade-fim da 
Administração Pública. 
 c) autoriza exação tributária na modalidade imposto, visto que referida atuação 
da Administração Pública se dá em caráter universal. 
 d) autoriza a cobrança de tarifa ou preço público, visto que referida atividade 
admite delegação a concessionários de serviço público. 
 e) autoriza exação tributária na modalidade taxa, em razão de expressa previsão 
legal. 
Comentários: 
A situação do enunciado é a descrita no CTN em relação a definição de poder de 
polícia. A lei define o que vem a ser o poder de polícia que autoriza a instituição 
da taxa pelo ente tributante. Portanto, a situação descrita no enunciado autoriza 
exação tributária na modalidade taxa, em razão de expressa previsão legal. 
Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública 
que, limitando ou disciplinando direito, interêsse ou liberdade, regula a 
prática de ato ou abstenção de fato, em razão de intêresse público 
concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina 
da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas 
dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranqüilidade 
pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou 
coletivos. 
Gabarito 27: E 
 
12. (VUNESP/Câmara Municipal de Jaboticabal - SP/Agente Contábil/2015) 
Segundo determinados autores, a receita pública é toda a entrada de numerário 
nos cofres do Estado, podendo ser ela originária, proveniente do patrimônio do 
Estado, ou derivada, proveniente de tributos. Nesse caso, definir-se tributo 
como: 
A) a receita proveniente da prestação de serviço do Estado à população, não 
compulsória, que poderá ser em moeda ou mesmo na troca de ativos, cobrada 
mediante atividade financeira não vinculada. 
B) toda prestação comercial não compulsória, em moeda ou cujo valor nela se 
possa exprimir, no caso troca de ativos, que não constitua sanção de ato lícito, 
e cobrada mediante atividade financeira vinculada. 
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C) toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se 
possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e 
cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. 
D) melhoria cobrada pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos 
Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, e instituída para fazer 
face ao custo de obras de infraestrutura, educação e saúde, tendo como limite 
total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor do custo. 
E) a receita cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de 
qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. 
Comentários: 
A definição de tributo é um conceito importantíssimo e está prevista no Art. 3º 
do CTN. Encontramos a reprodução desse artigo literalmente na alternativa c. 
Código Tributário Nacional - Art. 3º Tributo é toda prestação pecuniária 
compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não 
constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante 
atividade administrativa plenamente vinculada. 
Gabarito 28: C 
 
13. (VUNESP/Câmara Municipal de Jaboticabal - SP/Agente Contábil/2015) É 
cobrada (o) pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, 
no âmbito de suas respectivas atribuições e têm como fato gerador o exercício 
regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço 
público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. 
Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando 
ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou 
abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à 
higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao 
exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização 
do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos 
direitos individuais ou coletivos. 
O texto trata de 
A) contribuição social. 
B) imposto. 
C) contribuição previdenciária. 
D) taxa. 
E) contribuição de Melhoria. 
Comentários: 
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O tributo previsto no enunciado e que pode ser instituído por qualquer dos entes 
dentro das suas atribuições é a TAXA. A taxa pode ser instituída em função de 
serviço público ou em função do poder de polícia. 
Gabarito 29: D 
 
14. (VUNESP/Prefeitura de Arujá - SP/Fiscal de Tributos/2015) Para que 
possa ser exigida uma taxa pela utilização, efetiva ou potencial, de serviço 
público prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição, é necessário que tal 
serviço seja 
A) específico e indivisível. 
B) específico e divisível. 
C) não específico, mas divisível. 
D) não específico, mas indivisível. 
E) específico, sendo irrelevante sua divisibilidade ou indivisibilidade. 
Comentários: 
O serviço público que dará ensejo a cobrança de taxa deve ser ESPECÍFICO e 
DIVISÍVEL. 
Gabarito 30: B 
 
15. (VUNESP/Prefeitura de Arujá - SP/Fiscal de Tributos/2015) O tributo cuja 
obrigação tem por fato gerador uma situação independente de uma atuação 
estatal específica relativa ao contribuinte denomina-se 
A) empréstimo compulsório. 
B) contribuição social. 
C) imposto. 
D) preço público. 
E) tarifa. 
Comentários: 
O imposto é o tributo que surge em função de uma situação que não tem 
relação direta com o ente público, pois independe de uma atuação estatal. 
Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma 
situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao 
contribuinte. 
Gabarito 31: C 
 
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16. (VUNESP/TJ-SP/Contador Judiciário/2015) “ _____________________ 
pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios no âmbito 
de suas respectivas atribuições, tem(têm) como fato gerador o exercício regular 
do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público 
específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição.” 
(Adaptado) 
Assinale a alternativa que preenche corretamente o espaço em branco, 
correspondente à espécie tributária de que trata o art. 77 do CTN. 
A) As taxas cobradas 
B) O imposto cobrado 
C) A Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) cobrada 
D) A contribuição de melhoria cobrada 
E) O empréstimo compulsório cobrado 
Comentários: 
Exercício regular do poder de polícia e utilização, efetiva ou potencial, de serviço 
público específico e divisível são situações que atribuem ao ente a atribuição de 
instituição de TAXAS. 
Gabarito 32: A 
 
17. (VUNESP/IPT-SP/Advogado/2014) A natureza jurídica do tributo é 
determinada 
A) pela sua denominação e demais características formais adotadas pela lei. 
B) pela destinação legal do produto da sua arrecadação. 
C) pelo fato gerador da respectiva obrigação. 
D) pelo crédito tributário correspondente. 
E) pela obrigação tributária que lhe dá origem. 
Comentários: 
A natureza jurídica do tributo é determinada pelo fato gerador daobrigação, 
assim determina o CTN. 
Art. 4º A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato 
gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la: 
I - a denominação e demais características formais adotadas pela lei; 
II - a destinação legal do produto da sua arrecadação. 
Gabarito 33: C 
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18. (VUNESP/TJ-PA/Analista Judiciário/2014) A utilização efetiva ou potencial 
de serviço público, específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à 
sua disposição, autoriza a cobrança, por parte da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, de 
A) imposto. 
B) preço público. 
C) receita patrimonial. 
D) receita originária. 
E) taxa. 
Comentários: 
Mais um enunciado que se refere a TAXA. 
Gabarito 34: E 
 
19. (VUNESP/PRODEST-ES/Analista Organizacional - Ciências 
Jurídicas/2014) O conceito de tributo guarda correspondência com a noção de: 
A) penalidade. 
B) atividade pública discricionária. 
C) cobrança mediante atividade administrativa plenamente vinculada. 
D) prestação facultativa. 
E) instituição por decreto autônomo. 
Comentários: 
a) Errada – Não é sanção de ato ilícito. 
b) Errada – A atividade de cobrança do tributo não é discricionária. 
c) Correta – A atividade de cobrança do tributo é plenamente vinculada. 
d) Errada – É prestação compulsória. 
e) Errada – É instituído mediante lei. 
Gabarito 35: C 
 
20. (VUNESP/TJ-SP/Notário/2014) A taxa pode ser instituída para: 
I. contraprestação financeira ao poder de polícia; 
II. contraprestação financeira ao serviços públicos indivisíveis; 
III. contraprestação financeira a serviços públicos específicos e divisíveis; 
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IV. contraprestação financeira a empresas particulares de serviços como ensino, 
segurança e outros; 
V. equilibrar o orçamento público. 
Em relação às afirmações supra, pode-se afirmar que apenas: 
A) I e II estão corretas. 
B) I e III estão corretas. 
C) I e IV estão corretas 
D) III e V estão corretas. 
Comentários: 
I – Sim, já que poder de polícia pode ensejar a instituição de taxa. 
II – Não, pois serviço público que enseja taxa tem que ser DIVISÍVEL. 
III – Sim, taxa tem que ter serviços públicos específicos e divisíveis. 
IV – Não, esse tipo de serviço deve ser cobrado por meio de preço público ou 
tarifa. 
V – Taxa não tem condão de equilíbrio financeiro do ente público. 
Gabarito 36: B 
 
21. (VUNESP/Câmara de Sertãozinho – SP/Procurador/2014) A atividade da 
administração pública que, exercida de forma regular, limitando ou disciplinando 
direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em 
razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos 
costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades 
econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à 
tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou 
coletivos autoriza a cobrança de 
A) receita originária. 
B) tarifa 
C) imposto. 
D) taxa. 
E) contribuição social. 
Comentários: 
O enunciado nos ensina a definição legal de poder de polícia o que pode ensejar 
a cobrança de TAXA. 
Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública 
que, limitando ou disciplinando direito, interêsse ou liberdade, regula a 
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prática de ato ou abstenção de fato, em razão de intêresse público 
concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina 
da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas 
dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranqüilidade 
pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou 
coletivos. 
Gabarito 37: D 
 
22. (VUNESP/PC-SP/Perito Criminal/2014) De acordo com o Código Tributário 
Nacional (CTN), tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou 
cujo valor se possa exprimir, que não constitua sanção por ato ilícito, instituída 
em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. 
Assim sendo, é correto afirmar que são espécies de tributo: 
A) impostos: decorrem de situações geradoras independentes de quaisquer 
prestações do Estado em favor dos contribuintes. 
B) contribuições sociais: são cobradas quando do benefício trazido aos 
contribuintes por obras públicas. 
C) contribuições de melhoria: são cobradas pela União, pelos Estados, pelo 
Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, 
tendo como fato gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a utilização, 
efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao 
contribuinte ou posto à sua disposição. 
D) taxas: são as situações descritas em lei que uma vez ocorrida corretamente, 
determina a transferência, em favor do Estado, da titularidade de certa quantia. 
E) contribuições federais: estão vinculadas à utilização efetiva ou potencial por 
parte do contribuinte, de serviços públicos específicos e divisíveis. 
Comentários: 
a) Correta – Essa está perfeita, pois imposto realmente é uma espécie de tributo 
e ocorre independe de uma atividade estatal para o contribuinte. 
b) Errada – Benefício decorrente de obra pública pode ensejar contribuição de 
melhoria e não contribuição social. 
c) Errada – Esse tipo de situação pode ser cobrada mediante taxa e não 
contribuição de melhoria. 
d) Errada – Essa situação descrita não é um tipo de tributo e sim um repasse 
de receita. 
e) Errada – Não é esse o papel das contribuições. 
Gabarito 38: A 
 
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EXERCÍCIOS DA CESPE 
 
23. (CESPE/SEFAZ-RS/Auditor/2018) A respeito de tributo, assinale a opção 
correta. 
a) O tributo somente pode se referir a serviço público específico e divisível. 
b) Não se admite dação em pagamento em caso de tributo, o qual é prestação 
exclusivamente pecuniária. 
c) O ato que gera o tributo é sempre lícito, não se confundindo tributo e multa. 
d) No tocante à atualização de alíquota, o tributo submete-se ao princípio da 
legalidade mitigada. 
e) A função ou o ônus de arrecadação do tributo não podem ser atribuídos a 
pessoas de direito privado, conforme o Código Tributário Nacional. 
Comentários: 
a) Errada – Serviço público específico e divisível faz ocorre a taxa. 
b) Errada – Tributo pode, nos casos da lei, ser pago com dação em pagamento 
de bens imóveis. 
c) Errada – O tributo não é sanção de ato ilícito, mas nem sempre o ato em si 
será lícito, o ato que gera o tributo pode ser uma situação ilícita. 
d) Correta – Vamos ver ainda as exceções ao princípio da legalidade, há casos 
em que se permite alteração de alíquota de tributo sem ser por meio de lei, 
podendo ser feita alteração por outro ato normativo. Por isso, chamada de 
princípio da legalidade mitigada. 
e) Errada – Pela parafiscalidade é possível perceber que a arrecadação de tributo 
pode sim ser delegada a outro ente diferente do que institui ou até mesmo a 
uma pessoa jurídica de direito privado.Gabarito 39: D 
 
24. (CESPE/PGE-PE/Procurador/2018) Considerando-se o que dispõe o CTN, 
é correto afirmar que, como regra geral, os tributos 
a) são compulsórios, podendo a sua obrigatoriedade advir da lei ou do contrato. 
b) podem ser pagos em pecúnia, in natura ou in labore. 
c) são cobrados mediante atividade administrativa, a qual pode ser vinculada 
ou discricionária. 
d) podem incidir sobre bens e rendimentos decorrentes de atos ilícitos, embora 
não possam ser utilizados como sanção. 
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e) têm por fato gerador uma situação jurídica abstrata, não sendo possível 
vincular um tributo a qualquer atividade estatal específica. 
Comentários: 
a) Errada – Tributos são compulsórios, mas advém de lei e não de contrato. 
b) Errada – Não podem ser pagos in natura ou in labore. 
c) Errada – A atividade de cobrança de tributo não pode ser discricionária. 
d) Correta – Podem sim ser cobrados de um ato ilícito, desde que caracterizado 
o fato gerador, mas não será uma sanção por esse ato ilícito. 
e) Errada – Tributo pode sim ser cobrado em função de uma atividade estatal. 
Reveja o esquema abaixo bem esclarecedor: 
 
Gabarito 40: D 
 
25. (CESPE/SEFAZ-RS/Auditor/2018) No Brasil, imposto é 
a) tributo cobrado pela prestação de serviço público específico e divisível, 
efetivamente prestado ou potencialmente colocado à disposição do contribuinte. 
b) tributo pago em decorrência de melhoria realizada pelo setor público, com 
finalidade social e que atenta para o princípio da noventena. 
c) de competência privativa da União, dos estados, do Distrito Federal e dos 
municípios. 
d) de caráter extrafiscal, isto é, seu objetivo primordial é arrecadar. 
e) todo tributo previsto na CF. 
TRIBUTO é toda
prestação pecuniária, em moeda ou cujo valor nela se 
possa exprimir
prestação compulsória
que não constitua sanção e de ato ilícito
instituída em lei
cobrada mediante atividade administrativa plenamente 
vinculada
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Comentários: 
Imposto, de acordo com o artigo 16 do CTN, é cobrado independente de uma 
atividade estatal para o contribuinte. Os impostos têm previsão constitucional e 
podem ser instituídos de acordo com a competência para cada ente 
especificamente estabelecida. Impostos de são de competência privativa da 
União, dos Estados, do DF e dos Municípios. 
Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão 
instituir os seguintes tributos: 
I - impostos; 
Em relação aos impostos temos as seguintes possibilidades de instituição: 
 - União, são 7 ordinários e mais 2 tipos – II, IE, IPI, IOF, IR, ITR, IGF, IEG e 
I Residual. Estados podem criar IPVA, ICMS e ITCMD. Municípios podem criar 
ITBI, IPTU e ISS. O Distrito Federal pode criar os impostos Estaduais e 
Municipais. 
Gabarito 41: C 
 
26. (CESPE/EBSERH/Advogado/2018) Acerca das espécies tributárias e suas 
funções sociais na satisfação dos interesses coletivos, julgue o item que se 
segue. 
O imposto é atrelado a uma contraprestação específica da administração pública 
disponibilizada ao contribuinte. 
Comentários: 
Imposto é cobrado independentemente de contraprestação estatal. 
Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma 
situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao 
contribuinte. 
Veremos mais para frente o princípio da capacidade contributiva aplicada 
aos impostos prevista no Artigo 145 § 1º da CF. 
 
 
IMPOSTOS Fato Gerador
Situação independente de 
qualquer atividade estatal 
específica, relativa ao 
contribuinte (Art. 16 CTN)
Devem ser graduados de 
acordo com a capacidade
econômica do contribuinte. 
(Art. 145, § 1º )
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Gabarito 42: Errada 
 
27. (CESPE/STJ/Analista/2018) Julgue o item que se segue, a respeito das 
disposições do Código Tributário Nacional (CTN). 
O imposto se distingue das demais espécies de tributos porque tem como fato 
gerador uma situação que independe de atividades estatais específicas. 
Comentários: 
Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação 
independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. 
Essa situação realmente o diferencia das outras espécies tributárias, 
principalmente se pensarmos em taxas e contribuição de melhoria. 
Gabarito 43: Correta 
 
28. (CESPE/STJ/Analista/2018) À luz das disposições do Código Tributário 
Nacional (CTN), julgue o item a seguir. 
As taxas necessariamente têm como fato gerador o exercício do poder de 
polícia pelo sujeito ativo da relação tributária. 
Comentários: 
Além do poder de polícia, as taxas têm como fato gerador a prestação de 
serviços públicos. 
CF - Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
poderão instituir os seguintes tributos: 
II - taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, 
efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados 
ao contribuinte ou postos a sua disposição; 
 
 
 
Gabarito 44: Errada 
U, 
E,
DF 
e 
M
Taxa pela 
UTILIZAÇÃO
Efetiva
OU
potencial
de
serviço
público
específico
E
divisível
prestado ao 
contribuinte
OU
posto à sua 
disposição
Taxa pelo EXERCÍCIO regular do poder de polícia.
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29. (CESPE/DPU/Defensor/2017) A respeito das espécies tributárias 
existentes no sistema tributário brasileiro, julgue o item que se segue. 
No cálculo do valor de determinada taxa, pode haver elementos da base de 
cálculo de algum imposto, desde que não haja total identidade entre uma base 
e outra. 
Comentários: 
O cálculo da taxa não pose ser feito utilizando mesma base de cálculo de 
imposto, no entanto, admite-se a utilização de alguns elementos da base de 
cálculo do imposto para cobrança de taxa. 
CF - Art. 145 - § 2º As taxas não poderão ter base de cálculo própria de 
impostos. 
CTN - Art. 77 - Parágrafo único. A taxa não pode ter base de cálculo ou 
fato gerador idênticos aos que correspondam a imposto nem ser calculada 
em função do capital das empresas. 
 
Gabarito 45: Correta 
 
30. (CESPE/TRE-BA/Analista/2017) É responsabilidade da administração 
pública regular a prática de ato ou a abstenção de fato por meio da limitação ou 
regulação de direito, interesse ou liberdade. Para essa finalidade, utiliza-se 
a) a taxa de polícia. 
b) o preço público. 
c) a contribuição de melhoria. 
d) a contribuição social. 
e) a taxa de serviço. 
Comentários: 
Trata-se da taxa com fato gerador do exercício regular do poder de polícia, é a 
taxa de polícia. 
A TAXA não pode
CF - ter base de 
cálculo própria de 
impostos
CTN - ter base de cálculo ou 
fato gerador idênticos aos que 
correspondam a imposto
CTN - ser calculada
em função do 
capital das 
empresas
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Gabarito 46: A 
 
31. (CESPE/TRT-7/Analista/2017) A principal finalidade do imposto sobreserviços (ISS) é a arrecadação de recursos para o titular da competência 
tributária. Por esse motivo, o ISS configura um tributo essencialmente 
a) fiscal. 
b) indireto. 
c) adicional. 
d) pessoal. 
Comentários: 
O ISS é um tributo eminentemente arrecadatório, compõe uma parcela 
significativa das receitas de um Município. Os tributos arrecadatórios são 
classificados como FISCAIS. 
 
Exercícios REGULAR
do PODER DE POLÍCIA
limitando ou 
disciplinando
direito, interêsse ou 
liberdade
prática de ato ou 
abstenção de fato
razão de interesse 
público 
à tranqüilidade pública ou 
ao respeito à propriedade e 
aos direitos individuais ou 
coletivos. 
Atividade 
Administrativa Pública
Órgão Competente
- Limites da Lei
-Devido Processo legal
- sem abuso ou desvio 
de poder
TRIBUTOS 
FISCAIS 
Objetiva 
principalmente: 
arrecadar recursos 
financeiros 
 
Ex.: IR, IPTU, ICMS, 
IPVA, ITBI, ISS 
 
TRIBUTOS 
EXTRAFISCAIS 
Objetiva 
principalmente: 
intervir em uma 
situação social ou 
econômica. 
Ex.: II, IE, IOF, IPI 
 
TRIBUTOS 
PARAFISCAIS 
A instituidora do 
tributo atribui a 
disponibilidade dos 
recursos arrecadados 
a entidade distinta. 
Ex: Contribuição ao 
CREA. 
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Gabarito 47: A 
 
32. (CESPE/Prefeitura BH/Procurador/2017) Com base nas disposições do 
CTN, analise. 
Uma taxa pode ser calculada em função do capital social da empresa 
contribuinte. 
Comentários: 
A taxa não pode ser calculada com base no capital social da empresa, já que 
a prestação do serviço da taxa ou do poder de polícia não vai ter nenhuma 
relação com o capital social da empresa contribuinte. 
 
Gabarito 48: Errada 
 
33. (CESPE/TCE-PE/Analista Controle/2017) A respeito da receita e da 
despesa pública, assim como do regime constitucional dos precatórios, julgue o 
item. 
O pedágio cobrado pela utilização de rodovias mantidas por regime de 
concessão não tem natureza jurídica de taxa. 
Comentários: 
O pedágio já foi definido como preço público pelo STF e esse diferencia-se das 
taxas em diversos aspectos, portanto, pedágio não tem natureza jurídica de 
taxa. 
A TAXA não pode
CF - ter base de 
cálculo própria de 
impostos
CTN - ter base de cálculo ou 
fato gerador idênticos aos que 
correspondam a imposto
CTN - ser calculada
em função do 
capital das 
empresas
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Gabarito 49: Correta 
 
34. (CESPE/Pref. de Fortaleza-CE/Procurador/2017) No que se refere à teoria 
do tributo e das espécies tributárias, julgue o item seguinte. 
A identificação do fato gerador é elemento suficiente para a classificação do 
tributo nas espécies tributárias existentes no ordenamento jurídico: impostos, 
taxas, contribuições de melhoria, contribuições e empréstimos compulsórios. 
Comentários: 
O fato gerador é elemento suficiente para definir a natureza jurídica dos tributos 
previstos no CTN, no entanto, para os outros tributos que surgiram com o 
advento da Constituição a análise da natureza jurídica deve considerar sim 
outros fatores como base de cálculo e destino da arrecadação, como no caso 
das contribuições especiais e dos empréstimos compulsórios. 
Art. 4º A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato 
gerador da respectiva obrigação,(...) 
 
Preço Público (TARIFA)
• Não é tributo
• Decorre de contrato
• Regime Jurídico de direito 
Privado
• A receita arrecadada é originária
• Depende de manifestação de 
vontade (é facultativo)
• Não se sujeita aos princípios 
tributários
• Pode ser exigida por pessoa jur. de 
dir. público ou privado.
• A relação pode ser rescindida
• Exemplo: Pedágio cobrado por 
concessionária; Passagem de 
transporte coletivo
TAXA
• É tributo
• Decorre sempre de lei
• Regime Jurídico de Direito
Público (tributário)
• A receita arrecadada é derivada
• Não há autonomia da vontade 
(compulsória)
• Se sujeita aos princípios tributários
• Pode ser exigida apenas por 
pessoa jurídica de direito público
• Inadmissível a rescisão da 
relação.
• Exemplo: Taxa de coleta domiciliar 
de lixo; taxa judiciária (custa 
processual)
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Gabarito 50: Errada 
 
35. (CESPE/Pref. de Fortaleza-CE/Procurador/2017) No que se refere à teoria 
do tributo e das espécies tributárias, julgue o item seguinte. 
O imposto é espécie tributária caracterizada por indicar fato ou situação fática 
relativa ao próprio contribuinte no aspecto material de sua hipótese de 
incidência. 
Comentários: 
Essa é uma boa característica do imposto, ser um fato do contribuinte, e não 
um fato do Estado. Imposto indica fato ou situação fática do próprio 
contribuinte, geralmente, relativa a uma manifestação de riqueza. 
Gabarito 51: Correta 
 
36. (CESPE/Pref. de Fortaleza-CE/Procurador/2017) No que se refere à teoria 
do tributo e das espécies tributárias, julgue o item seguinte. 
A relação jurídica tributária, que tem caráter obrigacional, decorre da 
manifestação volitiva do contribuinte em repartir coletivamente o ônus estatal. 
Comentários: 
Manifestação volitiva é a da vontade do contribuinte, o tributo não tem caráter 
voluntário, e sim compulsório, tem sim caráter obrigacional. Paga-se tributo em 
função de uma imposição estatal do poder de império do Estado. 
Código Tributário Nacional - Art. 3º Tributo é toda prestação pecuniária 
compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não 
constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante 
atividade administrativa plenamente vinculada. 
Gabarito 52: Errada 
CF 88
Relevante na 
qualificação 
CTN
Irrelevante para 
qualificá-la
Natureza Jurídica do 
Tributo
Determinada pelo:
Fato Gerador
denominação e 
demais 
características
Base de Cálculo
destinação da 
arrecadação
o destino da 
arrecadação
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37. (CESPE/TJ-RR/Juiz/2017) O município de Curitiba – PR instituiu, por lei 
ordinária, taxa de coleta e remoção de lixo para os imóveis urbanos situados 
em seu território, estabelecendo como base de cálculo do tributo a área 
construída do imóvel, que, multiplicada pelo valor de R$ 2, resultaria no valor 
do tributo devido pelo contribuinte. Acerca dessa situação hipotética e dos 
preceitos constitucionais pertinentes ao poder de tributar, assinale a opção 
correta. 
a) A utilização da área construída do imóvel como parte da base de cálculo do 
tributo em questão, por também compor a base de cálculo do IPTU, torna 
inconstitucional a instituição do mencionado tributo. 
b) A restrição constitucional para que haja identidade da base de cálculo atinge 
apenas as contribuições, e não as taxas, sendo, portanto, constitucional o 
tributo em questão. 
c) O serviço de coleta e remoção de lixo em questão pode adotar um dos 
elementos de base de cálculo de impostos, desde que não haja identidade 
completa e o valor pago pelo contribuinte seja proporcional ao serviço que lhe 
é prestado. 
d) A coleta e remoção de lixo é serviço público inespecífico e indivisível, porbeneficiar toda a coletividade, sendo, portanto, inconstitucional a instituição da 
referida taxa. 
Comentários: 
É constitucional a cobrança de taxa pelos Municípios pelo serviço de coleta e 
remoção de lixo para os imóveis urbanos situados em seu território, devendo o 
Município observar as restrições constitucionais, não pode ter a taxa base de 
cálculo de imposto, mas, pode, sem problema algum, adotar alguns dos 
elementos usados na base de cálculo do imposto. Não pode haver identidade 
completa. Além disso, a taxa deve ser cobrada de maneira proporcional ao 
serviço que lhe é prestado. É preciso também que haja uma certa correlação 
entre os valores gastos pelo ente na prestação do serviço público e o valor 
cobrado mediante taxa. Não pode a arrecadação com a taxa ultrapassar uma 
equivalência razoável entre o custo real dos serviços e o montante a que pode 
ser compelido o contribuinte a pagar. 
Súmula Vinculante 19 - A taxa cobrada exclusivamente em razão dos 
serviços públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo 
ou resíduos provenientes de imóveis não viola o artigo 145, II, da 
Constituição Federal. 
Gabarito 53: C 
 
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38. (CESPE/TRE-PE/Analista/2017) A respeito de tributo, assinale a opção 
correta. 
a) É vedado o pagamento de tributos com títulos da dívida mobiliária. 
b) Tributo deve ser criado por lei ou por qualquer norma que tenha força de lei. 
c) O tributo pode ser instituído por procedimentos administrativos que não 
sejam proibidos por lei. 
d) O tributo constitui direito real do Estado perante o contribuinte. 
e) A vontade do sujeito passivo é irrelevante na relação tributária. 
Comentários: 
a) Errada – Pagamento de tributo deve ser feito em moeda, já que se trata de 
uma prestação pecuniária. Porém, há casos em que se admite como extinção 
do crédito tributário a compensação, desde que prevista em lei. Na minha 
opinião a questão foi mal feita e descontextualizada, mas não vamos brigar com 
a banca. Existe a lei 10.179 que prevê a possibilidade de pagamento de tributo 
federal por meio de títulos da dívida pública. 
Lei 10.179 - Art. 6o A partir da data de seu vencimento, os títulos da dívida 
pública referidos no art. 2o terão poder liberatório para pagamento de 
qualquer tributo federal, de responsabilidade de seus titulares ou de 
terceiros, pelo seu valor de resgate. 
b) Errada – Essa alternativa é bem polêmica, pois pode ser considerada errada 
por dizer que qualquer norma com força de lei pode criar tributo, já que há 
tributos que só podem ser criados por meio de lei complementar, nesses casos 
não se admite outro tipo de norma. Ou pode ser analisada sob a ótica de criação 
de tributos por outros instrumentos normativos com força de lei, mas que não 
podem criar tributos como os tratados internacionais. 
c) Errada – Tributos só podem ser instituídos por lei, não pode ser criado tributo 
por procedimento administrativo. 
d) Errada – Não é direito real, direitos reais são amplamente vistos no Direito 
Civil e são os direitos elencados no Código Civil como direito das coisas. 
e) Correta – A vontade do contribuinte que está sendo cobrado do tributo e que 
deve pagar o tributo nada tem a ver com a sua vontade, pois tributo é 
compulsório. 
Gabarito 54: E 
 
39. (CESPE/PC-GO/Delegado/2017) O estado de Goiás instituiu, por lei 
ordinária, um departamento de fiscalização de postos de gasolina com objetivo 
de aferir permanentemente as condições de segurança e vigilância de tais locais, 
estabelecendo um licenciamento especial e anual para o funcionamento de tais 
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estabelecimentos e instituindo uma taxa anual de R$ 1.000 a ser paga pelos 
empresários, relacionada a tal atividade estatal. A respeito dessa situação 
hipotética, assinale a opção correta 
 a) A instituição do departamento de fiscalização de postos de gasolina como 
órgão competente com funcionamento regular é suficiente para caracterizar o 
exercício efetivo do poder de polícia. 
 b) É desnecessária, para justificar a cobrança de taxa, a criação de órgão 
específico para o desempenho das atividades de fiscalização de postos de 
gasolina, por se tratar de competências inerentes às autoridades de segurança 
pública. 
 c) Para observar o princípio da capacidade contributiva, a taxa deveria ter 
correspondência com o valor venal do imóvel a ser fiscalizado, sendo 
inconstitucional a cobrança de valor fixo por estabelecimento. 
 d) A taxa em questão é inconstitucional, já que a segurança pública é um dever 
do Estado, constituindo um serviço indivisível, a ser mantido apenas por 
impostos, o que torna incabível a cobrança de taxa. 
 e) Por ter caráter contraprestacional, a taxa só será devida caso o 
departamento de fiscalização de postos de gasolina faça visitas periódicas aos 
estabelecimentos, certificando-se do cumprimento das normas de segurança e 
vigilância de tais locais, de acordo com a legislação. 
Comentários: 
O exercício regular do poder de polícia enseja a cobrança de taxa sobre os 
contribuintes sujeitos à essa contraprestação estatal. O exercício regular do 
poder de polícia caracteriza por existir um órgão público e em funcionamento 
para que a taxa possa ser cobrada. Não é necessário que algum agente público 
vá ao local da atividade para caracterizar esse poder de polícia, a existência do 
órgão de fiscalização é suficiente para instituição e cobrança do tributo. 
Art. 78 - Parágrafo único. Considera-se regular o exercício do poder de 
polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei 
aplicável, com observância do processo legal e, tratando-se de atividade 
que a lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de poder. 
Gabarito 55: A 
 
40. (CESPE/SEDF/Analista/2017) Com referência à conceituação e à 
contabilização de tributos, julgue o item seguinte. 
Licenciamento de veículos e multas de trânsito são tributos da espécie taxa. 
Comentários: 
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O serviço público de licenciamento de veículos até pode ser cobrado por meio 
de taxa, no entanto, multas de trânsito não podem ser consideradas tributos, 
já que tributo, por definição, não constitui sanção de ato ilícito. 
Gabarito 56: Errada 
 
41. (CESPE/PC-PE/Delegado/2016) Sempre que for possível, os impostos 
terão caráter pessoal, facultado à administração tributária identificar o 
patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte. 
Comentários: 
Questão fala do princípio da capacidade contributiva aplicada aos impostos, e a 
busca pela pessoalidade a ser adotada pelos entes tributantes por ocasião da 
cobrança do imposto. O ente que tributa pode identificar o patrimônio, 
rendimento e atividades dos contribuintes para facilitar o alcance desse objetivo 
da pessoalidade e cobrança do imposto de acordo com a capacidade de 
contribuir. 
Art. 145 - § 1º Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e 
serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte, 
facultado à administração tributária, especialmente para conferir 
efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais 
e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades 
econômicas do contribuinte. 
Gabarito 57: Correta42. (CESPE/TCE-PR/Analista/2016) A respeito das taxas cobradas pela União, 
pelos estados, pelo Distrito Federal ou pelos municípios, do poder de polícia e 
dos serviços públicos, assinale a opção correta. 
a) A utilização potencial de serviço público não poderá ser considerada fato 
gerador das taxas. 
b) O regular exercício do poder de polícia trata dos atos do poder público que a 
lei tenha definido como vinculados. 
c) Os serviços públicos específicos são aqueles suscetíveis de utilização, 
separadamente, por cada um dos seus usuários. 
d) As taxas podem ser calculadas em função do capital das empresas. 
e) O poder de polícia pode ser definido como a atividade da administração 
pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a 
prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público. 
Comentários: 
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a) Errada – A utilização pelo serviço para cobrança de taxa pode ser efetiva u 
potencial. 
b) Errada – Os atos do exercício do poder de polícia são discricionários. 
c) Errada – Serviços públicos divisíveis aqueles suscetíveis de utilização, 
separadamente, por cada um dos seus usuários. 
d) Errada – As taxas não podem ser calculadas em função do capital das 
empresas. 
e) Correta – Perfeito, de acordo com artigo 78 do CTN. 
Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública 
que, limitando ou disciplinando direito, interêsse ou liberdade, regula a 
prática de ato ou abstenção de fato, em razão de intêresse público 
concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina 
da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas 
dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranqüilidade 
pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou 
coletivos. 
Gabarito 58: E 
 
43. (CESPE/TRT-8/Analista/2016) Os serviços públicos relacionados ao 
conceito de taxa contido no Código Tributário Nacional são considerados 
 a) divisíveis quando destacados em unidades autônomas de intervenção, de 
utilidade ou de necessidades públicas. 
 b) efetivamente utilizados pelo contribuinte quando postos à sua disposição. 
 c) potencialmente utilizados quando, sendo de utilização facultativa, são 
postos à disposição do contribuinte mediante atividade administrativa em 
efetivo funcionamento. 
 d) divisíveis quando suscetíveis de utilização, separadamente, por cada um 
dos seus usuários. 
 e) específicos quando é possível identificar a pessoa de direito público 
competente para prestá-lo. 
Comentários: 
a) Errada – Serviços públicos que possam ser destacados em unidades 
autônomas de intervenção, de utilidade ou de necessidades públicas são 
considerados específicos. 
b) Errada – Postos à disposição do contribuinte está relacionado ao conceito de 
utilização potencial do serviço pelo contribuinte. 
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c) Errada – São potencialmente utilizados quando são postos à disposição do 
contribuinte mediante atividade administrativa em efetivo funcionamento. O 
termo “sendo de utilização facultativa” não está de acordo com a lei. 
d) Correta – Serviços públicos são considerados divisíveis quando suscetíveis de 
utilização, separadamente, por cada um dos seus usuários. 
e) Errada – O sujeito ativo identifica-se por ser o prestador do serviço. 
 
 
Gabarito 59: D 
 
44. (CESPE/Telebrás/Advogado/2015) Julgue o item subsequente, relativo ao 
Sistema Tributário Nacional, ao Conselho Nacional de Justiça, à interpretação e 
aplicabilidade das normas constitucionais, ao poder constituinte originário e aos 
direitos individuais. 
No que diz respeito ao Sistema Tributário Nacional, entende o STF ser 
constitucional a adoção, no cálculo do valor de uma taxa, de um ou mais 
elementos da base de cálculo própria de determinado imposto, desde que as 
duas bases de cálculo — a da taxa e a do imposto — não sejam totalmente 
idênticas. 
Comentários: 
As bases de cálculo de taxa e de imposto não podem ser idênticas, mas o STF 
permite que no cálculo da taxa sejam usados elementos da base de cálculo do 
imposto. 
Súmula Vinculante 29 - É constitucional a adoção, no cálculo do valor de 
taxa, de um ou mais elementos da base de cálculo própria de determinado 
imposto, desde que não haja integral identidade entre uma base e outra. 
Gabarito 60: Correta 
 
Taxa de 
Serviço
Público
Específico
destacados em unidades 
autônomas de intervenção, de 
utilidade, ou de necessidades públicas
Divisível
suscetíveis de utilização, 
separadamente, por parte de cada 
um dos seus usuários.
Utilização 
Efetiva usufruídos a qualquer título
Potencial
utilização compulsória, sejam postos à 
sua disposição mediante atividade 
administrativa em efetivo 
funcionamento;
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45. (CESPE/MPOG/Contador/2015) Em relação a impostos, taxas e 
contribuições, julgue o item subsequente. 
O sistema tributário brasileiro permite a cobrança de taxas fundamentadas em 
três situações: a utilização de serviço público, o exercício do poder de polícia e 
a intervenção estatal no domínio econômico. 
Comentários: 
As taxas podem ser instituídas pelos entes da federação, quando prestarem 
serviços públicos, quando houver exercício regular do poder de polícia, mas a 
intervenção estatal no domínio econômico não é um caso de cobrança de taxa. 
Gabarito 61: Errada 
 
46. (CESPE/MPOG/Contador/2015) Em relação a impostos, taxas e 
contribuições, julgue o item subsequente. 
Define-se como imposto o tributo cuja obrigação tem por fato gerador situação 
vinculada a uma atividade estatal específica dirigida ao contribuinte. 
Comentários: 
Imposto é eminentemente não vinculado, já que o seu pagamento não tem 
relação direta com nenhuma contraprestação específica estatal. 
Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma 
situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao 
contribuinte. 
Gabarito 62: Errada 
 
47. (CESPE/MPOG/Contador/2015) Em relação a impostos, taxas e 
contribuições, julgue o item subsequente. 
A taxa é a espécie de tributo cuja obrigação tributária tem por fato gerador uma 
situação que independe de vinculação entre atividade estatal específica e o 
contribuinte. 
Comentários: 
A taxa é um tipo de tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma 
contraprestação estatal a favor do contribuinte. 
Gabarito 63: Errada 
 
48. (CESPE/FUB/Contador/2015) Alíquotas de contribuição de servidores 
ativos, inativos e pensionistas, da União, para o financiamento de benefícios 
previdenciários. 
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Com base na tabela de incidência mensal das contribuições previdenciárias dos 
servidores públicos federais, julgue o próximo item. 
A tabela de contribuições previdenciárias apresentada constitui-se como 
exemplo de tributação com alíquotas progressivas. 
Comentários: 
A tabela de alíquotas não constitui uma contribuição progressiva, pois a 
progressividade tem relação com o aumento da base de cálculo, conforme 
aumenta essa aumenta-se aquela. No caso em tela, tem-se mesma alíquotapara todos os contribuintes sujeitos ao regime previdenciário. 
Gabarito 64: Errada 
 
49. (CESPE/TRF-1/Juiz/2015) A União instituiu taxa com a finalidade de 
remunerar a efetiva atividade desenvolvida pela Força Nacional de Segurança 
Pública. Os cidadãos residentes nas localidades de atuação da Força Nacional 
deverão pagar a taxa referente apenas ao período em que essa atuação 
persistir. Nessa situação hipotética, a taxa a ser cobrada 
a) é constitucional, por fundamentar-se na utilização efetiva ou potencial, pelos 
contribuintes, de serviço público de segurança. 
b) é inconstitucional, visto que serviços de segurança pública devem ser 
remunerados por tarifa. 
c) é inconstitucional, uma vez que os serviços de segurança pública não podem 
ser usufruídos individualmente, mas atendem a um número indeterminado de 
pessoas. 
d) é constitucional, por ser fundamentada no efetivo exercício do poder de polícia 
pelo Estado. 
e) é inconstitucional, por não atender aos critérios da generalidade e da 
universalidade. 
Comentários: 
A segurança pública é um tipo de serviço que não se pode precisar 
individualmente os usuários do serviço e nem se pode dividir em unidades 
autônomas de intervenção, por isso, não é um serviço público específico e 
divisível, acarretando a impossibilidade de ser cobrado taxa em função de 
serviço público de segurança pública. Portanto, a taxa a ser cobrada é 
inconstitucional, uma vez que os serviços de segurança pública não podem ser 
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usufruídos individualmente, mas atendem a um número indeterminado de 
pessoas. 
Gabarito 65: C 
 
50. (CESPE/ANATEL/Especialista/2014) Acerca de competência tributária, 
conceito e classificação dos tributos, bem como de tributos em espécie, julgue 
o item a seguir. 
Os tributos indiretos são aqueles cuja configuração jurídica permite a 
transferência de seu encargo financeiro para pessoa diferente daquela definida 
em lei como sujeito passivo. Por sua vez, tributos diretos não permitem tal 
transferência, já que a pessoa definida em lei como sujeito passivo é a mesma 
que sofre o impacto financeiro. 
Comentários: 
Na aula nós usamos essa classificação especificamente para os impostos, alguns 
outros doutrinadores preferem classificar assim os tributos. Essa classificação 
dos impostos tem relação com o conhecimento sobre o que é contribuinte de 
direito e contribuinte de fato. Os impostos são indiretos quando o contribuinte 
de direito é diferente do contribuinte de fato, ou seja, ocorre a transferência do 
encargo financeiro do imposto a outra pessoa diferente do sujeito passivo 
previsto em lei. Imposto direito é o que o contribuinte previsto em lei como 
sujeito passivo é o mesmo que arca com encargo financeiro do tributo. 
 
Gabarito 66: Correta 
 
TRIBUTOS DIRETOS 
Contribuinte de Direito 
 
Contribuinte de Fato 
Não há transferência / 
repercussão do ônus 
tributário. 
Contribuinte de Direito 
arca com o ônus econômico 
do tributo. 
Ex: IR, IPVA, IPTU, ITDC, ITBI 
 
 
TRIBUTOS INDIRETOS 
Contribuinte de Direito 
 
Contribuinte de Fato 
Há transferência / 
repercussão do ônus 
tributário. 
Contribuinte de Direito 
repassa o encargo 
econômico do tributo para 
outro (contribuinte de fato) 
Ex: IPI, ICMS e ISS 
 
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51. (CESPE/TJ-SE/Notário/2014) A natureza jurídica específica do tributo é 
determinada 
 a) pelo fato gerador. 
 b) pela alíquota aplicada. 
 c) pela base de cálculo. 
 d) pela destinação legal do produto de sua arrecadação. 
 e) pela sua denominação. 
Comentários: 
Segundo o CTN, a natureza jurídica do tributo é determinada pelo fato gerador. 
Art. 4º A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato 
gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la: 
I - a denominação e demais características formais adotadas pela lei; 
II - a destinação legal do produto da sua arrecadação. 
Gabarito 67: A 
 
52. (CESPE/TJ-SE/Analista/2014) No que se refere às noções básicas sobre 
tributos e ao tratamento contábil aplicado a impostos, taxas e contribuições, 
julgue os itens a seguir. 
Para que o Estado possa cobrar determinada taxa, não é suficiente que a 
população esteja ciente de que serviço será financiado com a arrecadação dessa 
taxa. 
Comentários: 
É preciso que haja lei instituindo a taxa e saber se estão respeitados os preceitos 
constitucionais sobre instituição de taxa, ou seja, se o serviço público prestado 
é específico e divisível. Realmente não é suficiente, portanto, que a população 
esteja ciente de que serviço será financiado com a arrecadação dessa taxa. 
Gabarito 68: Correta 
 
53. (CESPE/TJ-DF/Notário/2014) No que se refere a taxas e contribuições de 
melhoria, assinale a opção correta. 
 a) A instituição de taxas deve sempre observar o princípio da legalidade 
tributária. 
 b) As taxas cobradas pelo DF, no âmbito de suas atribuições, podem ter como 
fato gerador o exercício efetivo ou potencial do poder de polícia 
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 c) Os serviços públicos específicos são suscetíveis de utilização por parte de 
cada um dos seus usuários de forma separada. 
 d) A contribuição de melhoria cobrada pelo DF, no âmbito de suas atribuições, 
pode ser instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra ou 
não valorização imobiliária. 
 e) Apesar de ampla aceitação pela doutrina e jurisprudência, a espécie 
tributária “contribuição de melhoria” não guarda expressa previsão na CF. 
Comentários: 
a) Correta – As taxas, como tributos que são, precisam sim respeitar o princípio 
da legalidade, ou seja, só podem ser instituídas por meio de lei. 
b) Errada – O poder de polícia deve ser regular, o que deve ser efetivo ou 
potencial é o serviço público que dá ensejo à taxa. 
c) Errada – Os serviços públicos divisíveis são suscetíveis de utilização por parte 
de cada um dos seus usuários de forma separada. 
d) Errada – Veremos em outra aula que a contribuição de melhoria só pode ser 
cobrada se houver sim valorização imobiliária. 
e) Errada – Existe previsão constitucional sim da contribuição de melhoria. 
Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão 
instituir os seguintes tributos: 
III - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas. 
Gabarito 69: A 
 
54. (CESPE/Câmara dos Deputados/Analista/2014) Acerca dos fundamentos 
de gestão fiscal, julgue o item que se segue. 
O aumento de imposto sobre a importação é um exemplo de tributo fiscal. 
Comentários: 
Imposto de importação é um típico exemplo de imposto extrafiscal, pois sua 
principal função não é arrecadatória e sim intervir de alguma maneira na 
economia. 
Gabarito 70: Errada 
 
55. (CESPE/Câmara dos Deputados/Analista/2014) Julgue o item, relativo a 
política fiscal e tributação. 
A parafiscalidade caracteriza-se pela destinação do produto da arrecadação a 
ente diverso do que instituiu o tributo. 
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Comentários: 
Essa é uma boa definição para o que é considerado parafiscalidade, acontecequando o ente que institui o tributo não fica com a arrecadação, mas a repassa 
a outra pessoa. 
Gabarito 71: Correta 
 
56. (CESPE/MTE/Contador/2014) A respeito de competência tributária, 
classificação dos tributos e exclusão do crédito tributário, julgue os seguintes 
itens. 
O imposto encontra justificativa para sua pretensão de validade na necessidade 
de que o poder público desenvolva, em relação ao contribuinte, atividade de 
caráter específico. 
Comentários: 
O imposto não se caracteriza por nenhuma atividade específica voltada ao 
contribuinte, é um tributo contributivo, ou seja, os pagadores dos impostos 
pagam para que o Estado tenha recursos para desenvolver suas atividades e 
competências como um todo. 
Gabarito 72: Errada 
 
57. (CESPE/TCE-PB/Procurador/2014) Em determinado estado da Federação, 
projeto de lei estadual propõe a instituição de cobrança de valor para custear o 
pagamento da munição utilizada pela força de segurança pública dessa unidade 
federada, com o fim único de possibilitar que os membros da corporação possam 
portar armas municiadas. Com relação a essa situação hipotética, assinale a 
opção correta. 
 a) A cobrança que o mencionado estado pretende instituir não poderá ser feita, 
uma vez que a segurança pública é um serviço público primário. 
 b) O valor em questão deverá servir para o pagamento dos custos, ou seja, 
da taxa instituída em razão do exercício do poder de polícia. 
 c) A proposta em questão é inconstitucional, em virtude de a referida cobrança 
ser uma taxa e, como tal, não poder ter base de cálculo idêntica à de imposto 
já existente e que possui finalidade específica de custear a segurança pública 
no estado. 
 d) O referido estado poderá instituir a cobrança, por se tratar de tributo na 
modalidade taxa de serviço. 
 e) O citado estado poderá instituir a cobrança do referido preço público, por 
se tratar de serviço público posto à disposição dos contribuintes. 
Comentários: 
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O serviço público de segurança não pode ser remunerado mediante taxa, pois 
não é específico nem divisível, além disso, não pode ser instituída taxa de 
polícia, pois essa taxa refere-se ao exercício regular do poder de polícia 
administrativa e não essa polícia que compõe a segurança pública. 
Gabarito 73: A 
 
58. (CESPE/TCE-ES/Analista/2013) Considere que um município tenha 
instituído o valor a ser cobrado trimestralmente das indústrias pela fiscalização 
do cumprimento das regras de alocação de materiais e resíduos sólidos 
descartados. Com base nessa situação hipotética, assinale a opção correta; 
a) Trata-se de taxa cobrada em razão do exercício regular do poder de polícia. 
b) O valor cobrado não tem natureza de tributo, pois a fiscalização das indústrias 
já é papel a ser realizado pelo município. 
c) Trata-se de taxa cobrada em razão do serviço público prestado pelo município, 
uma vez que a fiscalização terá como beneficiário toda a comunidade. 
d) A cobrança desse valor é inconstitucional, dado que o município não tem 
competência tributária discriminada na CF para realizar a referida imposição 
pecuniária. 
e) O valor cobrado tem natureza de preço público, pois é imposto ao industrial 
pela fiscalização feita pelo município. 
Comentários: 
a) Correta – A cobrança em tela decorre da taxa devida pelo exercício regular 
do poder de polícia. A atividade fiscalizatória do Município como atividade estatal 
é sim fato gerador da taxa em questão. 
b) Errada – O valor cobrado é uma taxa, tem sim, portanto, natureza tributária. 
c) Errada – Não é taxa de serviço e sim taxa de polícia. 
d) Errada – Município tem competência para instituir taxas no âmbito de suas 
atribuições. 
e) Errada – Não é tarifa ou preço público, mas sim taxa. 
Gabarito 74: A 
 
59. (CESPE/SEFAZ-ES/Auditor Fiscal/2013) Consideram-se divisíveis os 
serviços públicos justificadores da cobrança de taxas quando: 
 a) forem de utilização compulsória e postos à disposição mediante atividade 
estatal. 
 b) puderem ser usufruídos a qualquer título. 
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 c) forem suscetíveis de utilização, separadamente, pelos usuários. 
 d) forem suscetíveis de utilização efetiva pela coletividade, e não somente pelo 
usuário. 
 e) puderem ser destacados em unidades autônomas de atuação da administração 
Comentários: 
Serviços públicos divisíveis são os que podem ser suscetíveis de utilização por 
cada um dos usuários de maneira separada. Portanto, justificadores da cobrança 
de taxas quando forem suscetíveis de utilização, separadamente, pelos 
usuários. 
Art. 79. Os serviços públicos a que se refere o artigo 77 consideram-se: 
II - específicos, quando possam ser destacados em unidades autônomas 
de intervenção, de utilidade, ou de necessidades públicas; 
III - divisíveis, quando suscetíveis de utilização, separadamente, por parte 
de cada um dos seus usuários. 
Gabarito 75: C 
 
60. (CESPE/IBAMA/Analista/2013) Não se admite a instituição de impostos 
por meio de medida provisória. 
Comentários: 
A regra é a da instituição de imposto por meio de lei, porém admite-se 
instituição de imposto por meio de medida provisória, menos nos casos 
reservados à lei complementar. 
Gabarito 76: Errada 
 
61. (CESPE/TCE-ES/Analista/2013) Considere que um município tenha 
instituído o valor a ser cobrado trimestralmente das indústrias pela fiscalização 
do cumprimento das regras de alocação de materiais e resíduos sólidos 
descartados. Com base nessa situação hipotética, assinale a opção correta; 
 a) Trata-se de taxa cobrada em razão do exercício regular do poder de polícia. 
 b) O valor cobrado não tem natureza de tributo, pois a fiscalização das 
indústrias já é papel a ser realizado pelo município. 
 c) Trata-se de taxa cobrada em razão do serviço público prestado pelo 
município, uma vez que a fiscalização terá como beneficiário toda a comunidade. 
 d) A cobrança desse valor é inconstitucional, dado que o município não tem 
competência tributária discriminada na CF para realizar a referida imposição 
pecuniária. 
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 e) O valor cobrado tem natureza de preço público, pois é imposto ao industrial 
pela fiscalização feita pelo município. 
Comentários: 
Atividades de fiscalização administrativa pelo ente é considerado um poder de 
polícia, se houver um órgão próprio para essa fiscalização de maneira que o 
exercício de polícia seja regular é cabível sim cobrança de taxa. 
Gabarito 77: A 
 
62. (CESPE/TJ-RN/Juiz/2013) Considerando o conceito e as espécies de 
tributo, assinale a opção correta. 
 a) Em que pese o CTN indicar que existem apenas três espécies de tributo, o 
STF consagrou o entendimento de que o sistema tributário nacional abrange os 
impostos, taxas, contribuições de melhorias, empréstimos compulsórios e 
contribuições parafiscais e especiais. 
 b) A União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos 
compulsórios para atender a despesas extraordinárias decorrentes de 
calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência e, neste último caso, a 
devolução do valor arrecadado poderá ser feita em títulos da dívida pública. 
 c) Imposto consiste em tributo cujo fato gerador representa situação que 
depende de uma atividadeestatal específica em relação ao contribuinte. 
 d) A contribuição de melhoria, cujo fato gerador é o gasto público com obra 
realizada nas proximidades do imóvel, pode ser instituída pela União, pelos 
estados, pelo DF e pelos municípios. 
 e) O serviço de iluminação pública, dada a sua natureza jurídica, deve ser 
remunerado mediante taxa instituída pelo município ou pelo DF, observados os 
princípios da anterioridade anual e nonagesimal. 
Comentários: 
a) Correta – O CTN adotou a teoria que admite três espécies tributárias, no 
entanto o STF entende que há cinco espécies de tributo, sendo eles os impostos, 
taxas, contribuições de melhorias, empréstimos compulsórios e contribuições 
parafiscais e especiais. 
b) Errada – A restituição do empréstimo compulsório deve ser feita pela mesma 
espécie que foi paga, então, se foi pago em dinheiro, tem que ser devolvido em 
dinheiro e não em título da dívida pública. 
c) Errada – Imposto é um tributo que não acarreta contraprestação estatal 
voltada ao contribuinte, ou seja, não depende de uma atividade estatal voltada 
ao contribuinte. 
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d) Errada – O fato gerador da contribuição de melhoria não é o gasto público e 
sim a obra. 
e) Errada – Serviço de iluminação pública não pode ser remunerado mediante 
taxa. 
Gabarito 78: A 
 
63. (CESPE/ANCINE/Especialista/2013) A União promulgou uma lei que criou 
um imposto incidente sobre a atividade de assistir a filmes projetados em salas 
de cinema localizadas apenas em shoppings, prevendo isenção para as pessoas 
com mais de 70 anos de idade. Essa lei estabelece ainda, que o sujeito passivo 
do imposto é a empresa de projeção de cinema e que o produto da arrecadação 
se destina integralmente à ANCINE. Com base nessa situação hipotética, julgue 
os itens que se seguem. 
A destinação da receita do imposto é inconstitucional, porque é vedada a 
vinculação da receita de impostos à ANCINE. 
Comentários: 
A regra que existe em nosso ordenamento é a de que não deve ser feita 
vinculação de arrecadação de impostos a nenhuma despesa específica ou a 
órgão. As exceções estão previstas na própria CF. É o que chamamos de 
princípio da não-afetação. 
Gabarito 79: Correta 
 
64. (CESPE/TJ-BA/Notário/2013) É correto afirmar que tributo é 
 a) considerado uma fonte de receita originária por parte do ente tributante. 
 b) toda prestação pecuniária compulsória cobrada mediante atividade 
administrativa plenamente vinculada. 
 c) toda prestação pecuniária cobrada mediante atividade administrativa 
discricionária instituída em lei. 
 d) toda prestação pecuniária referente a sanção pela prática de ato ilícito e 
cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. 
 e) toda prestação pecuniária que o contribuinte faz ao ente tributante de forma 
facultativa. 
Comentários: 
a) Errada – Tributo é tipo de receita derivada. 
b) Correta – Essa é a definição parcial de tributo e está de acordo com a 
definição legal prevista no CTN. 
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c) Errada – A atividade administrativa de cobrança de tributo é vinculada. 
d) Errada – Não é sanção de ato ilícito. 
e) Errada – É compulsório. 
Gabarito 80: B 
 
EXERCÍCIOS DA FCC 
 
65. (FCC/SABESP/Advogado/2018) Com relação ao Sistema Tributário 
Nacional, considere: 
I. Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados 
segundo a capacidade econômica do contribuinte. 
II. As taxas poderão ter base de cálculo própria de impostos, desde que a base 
permita a interpretação extensiva. 
III. Cabe à lei ordinária dispor sobre conflitos de competência, em matéria 
tributária, entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. 
IV. Lei complementar poderá estabelecer critérios especiais de tributação, com 
o objetivo de prevenir desequilíbrios da concorrência, sem prejuízo da 
competência de a União, por lei, estabelecer normas de igual objetivo. 
De acordo com a Constituição Federal, está correto o que se afirma APENAS em 
a) I e IV. 
b) I, II e III. 
c) III e IV. 
d) II, III e IV. 
e) I e II. 
Comentários: 
I – Correta – A CF prevê esse princípio da capacidade contributiva de maneira 
que sempre que possível os impostos devem sim ter caráter pessoal e 
graduados de acordo com a capacidade contributiva do contribuinte. 
Art. 145 - § 1º Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e 
serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte, 
facultado à administração tributária, especialmente para conferir 
efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais 
e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades 
econômicas do contribuinte. 
II – Errada – A base de cálculo de taxa não poderá ser idêntica à de imposto. 
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III – Errada – Cabe à lei complementar dispor sobre conflito de competência em 
matéria tributária. 
Art. 146. Cabe à lei complementar: 
I - dispor sobre conflitos de competência, em matéria tributária, entre a 
União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; 
IV – Correta – Cabe à lei complementar estabelecer critérios para suprir a 
concorrência desequilibrada. Essa está de acordo com o Art. 146-A da CF. 
Art. 146-A. Lei complementar poderá estabelecer critérios especiais de 
tributação, com o objetivo de prevenir desequilíbrios da concorrência, sem 
prejuízo da competência de a União, por lei, estabelecer normas de igual 
objetivo. 
Gabarito 81: A 
 
66. (FCC/ALESE/Analista/2018) Por expressa determinação constitucional, 
cabe à lei complementar estabelecer normas gerais em matéria de legislação 
tributária, especialmente sobre definição de tributos e de suas espécies. O 
Código Tributário Nacional atende à determinação constitucional e disciplina 
esta matéria. Com base neste Código, 
a) tributo e imposto são espécies de taxa. 
b) taxa é uma das espécies de imposto. 
c) tributo é uma das espécies de taxa. 
c) imposto é uma das espécies de contribuição de melhoria. 
d) contribuição de melhoria é uma das espécies de tributo. 
Comentários: 
O CTN adota a teoria TRIPARTIDA das espécies tributárias, ou seja, considera 
tributo taxa, imposto e contribuição de melhoria. Contribuição de melhoria é 
uma das espécies de tributo. Impostos e taxas são espécies de tributo também. 
CTN - Art. 5º Os tributos são impostos, taxas e contribuições de melhoria. 
Gabarito 82: E 
 
67. (FCC/TJ-SC/Juiz/2017) Município X cobra taxa por coleta de lixo urbano, 
feita por empresa contratada pela Administração municipal. O tributo é 
calculado sobre o valor, atribuído por lei municipal, da frente para a via pública 
do imóvel em que se dará a coleta, medida em metros lineares. O tributo é 
julgado inconstitucional. A taxa não pode ser cobrada porque 
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 a) a base de cálculo é semelhante ao valor venal do imóvel, base de cálculo 
do IPTU. 
 b) a base de cálculo não é apropriada para prestação de serviços, prestando-
se, somente, para o caso de taxa por exercício de poder de polícia. 
 c) o serviço público é prestado por particular contratado, sendo,portanto, caso 
de cobrança de preço público diretamente pelo contratado. 
 d) o serviço é, por natureza, indivisível, tendo em vista a impossibilidade de 
pesar o lixo no momento da coleta. 
 e) a base de cálculo não tem pertinência com o serviço prestado ou posto à 
disposição. 
Comentários: 
Questão bem capciosa, mas interessante. 
a) Errada – Realmente a base de cálculo do IPTU é o valor venal do imóvel, 
porém para se chegar a esse valor nem sempre é possível identificar o valor de 
mercado do imóvel, por isso as prefeituras utilizam parâmetros objetivos para 
determinar a base de cálculo. Alguns desses parâmetros utilizados são dados 
como metragem quadrada do terreno, metragem quadrada de área construída 
dentre outros. O imposto é tributo não vinculado, então, não precisa haver 
relação entre alguma atividade do Estado e esses parâmetros. No entanto, a 
taxa é diferente, deve haver relação entre o valor cobrado da taxa e os 
parâmetros utilizados para cálculo da taxa. No caso em tela, o parâmetro 
utilizado para base de cálculo da taxa não é a mesmo utilizado para base de 
cálculo do IPTU. Então, a taxa é inconstitucional, mas não pelo motivo aqui 
apresentado. 
b) Errada – Essa base de cálculo utilizada para definir valor da taxa não tem 
nenhuma relação com poder de polícia, mesmo porque a taxa do enunciado é 
tipicamente uma taxa de serviço e não de polícia. 
c) Errada – A taxa diferencia-se do preço público por ser tributo e instituída por 
lei, enquanto preço é por vontade da parte e não compulsório. No caso em tela, 
trata-se nitidamente de taxa, já que instituída por lei. E o próprio enunciado diz 
que é taxa instituída pelo ente municipal. 
d) Errada – O serviço de coleta de lixo é sim divisível, já que pode ser suscetíveis 
de utilização, separadamente, por parte de cada um dos seus usuários. 
e) Correta – A base de cálculo utilizada para definir o valor da taxa realmente 
não tem relação com o serviço prestado. O STF entende constitucional a 
cobrança de taxa em relação à metragem quadrada do imóvel, ou seja, 
estabelece uma relação entre o tamanho do imóvel e o lixo produzido, enquanto 
a frente do imóvel não faz esse tipo de relação. 
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Súmula Vinculante 29 - É constitucional a adoção, no cálculo do valor de 
taxa, de um ou mais elementos da base de cálculo própria de determinado 
imposto, desde que não haja integral identidade entre uma base e outra. 
Gabarito 83: E 
 
68. (FCC/TRT-20/Analista/2016) De acordo com o Código Tributário Nacional, 
a exação cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de 
qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte, denomina-se 
a) empréstimo compulsório, quando sua ocorrência for eventual. 
b) imposto, tanto quando a competência for da União, como quando for dos 
Estados ou dos Municípios. 
c) expectativa de benefício, decorrente de pagamento de contribuição social. 
d) taxa, pelo uso potencial de serviço público específico e divisível. 
e) preço público, por serviço a ser prestado em exercício futuro. 
Comentários: 
Essa é a definição de IMPOSTO prevista no CTN. A União, os Estados, o DF e os 
Municípios possuem competência para instituir seus respectivos impostos. 
Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma 
situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao 
contribuinte. 
 
Gabarito 84: B 
 
69. (FCC/Pref. Teresina-PI/Técnico Superior/2016) O tributo que tem como 
fato gerador o exercício regular do poder de polícia denomina-se 
 a) contribuição social. 
 b) imposto vinculado. 
 c) imposto discricionário. 
 d) taxa. 
IMPOSTOS
Fato 
Gerador
Situação independente de qualquer 
atividade estatal específica, relativa ao 
contribuinte (Art. 16 CTN)
Devem ser graduados de acordo com a 
capacidade econômica do contribuinte. 
(Art. 145, § 1º )
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 e) empréstimo compulsório. 
Comentários: 
A taxa é tributo que tem dois tipos principais de fato gerador, seria o serviço 
público e o exercício regular do poder de polícia. 
CF - Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
poderão instituir os seguintes tributos: 
II - taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, 
efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados 
ao contribuinte ou postos a sua disposição; 
Gabarito 85: D 
 
70. (FCC/SEGEP-MA/Técnico da Receita/2016) De acordo com o Código 
Tributário Nacional, as taxas cobradas 
I. pela União, no âmbito de suas atribuições, têm como fato gerador, dentre 
outros, o exercício regular do poder de polícia. 
II. pelos Municípios, no âmbito de suas atribuições, têm como fato gerador, 
apenas, a utilização efetiva de serviço público específico e divisível, 
efetivamente prestado ao contribuinte. 
III. pelos Estados, no âmbito de suas atribuições, têm como fato gerador, dentre 
outros, a utilização potencial de serviço público específico e divisível, posto à 
disposição do contribuinte. 
Está correto o que se afirma em 
a) I, apenas. 
b) I e II, apenas. 
c) I e III, apenas. 
d) II e III, apenas. 
e) I, II e III. 
Comentários: 
O CTN estabelece a regra sobre as taxas. 
CTN - Art. 77. As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito 
Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, 
têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a 
utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, 
prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. 
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I – Correta – Exercício regular do poder de polícia é fato gerador de taxa, 
podendo ser instituída por qualquer ente dentro das suas respectivas 
atribuições, inclusive a União. 
II – Errada – Além do serviço público efetivamente prestado ao contribuinte, a 
taxa pode ser instituída pelo serviço público posto à disposição do 
contribuinte. 
III – Correta – Aqui não está errada, porque não trouxe o termo “apenas” 
utilizado no item anterior, então, está correto dizer que a taxa tem como fato 
gerador, dentre outros, a utilização potencial de serviço público específico e 
divisível, posto à disposição do contribuinte. 
 
 
Gabarito 86: C 
 
71. (FCC/SEGEP-MA/Técnico da Receita/2016) De modo geral, a Constituição 
Federal não contém normas referentes à base de cálculo de tributos, mas esse 
fato não impede que ela, em alguns casos, estabeleça regras que digam respeito 
à base de cálculo deles. Uma dessas regras constitucionais estabelece que 
a) as taxas e as contribuições de melhoria não poderão ter base de cálculo 
própria de impostos. 
b) os impostos não poderão ter base de cálculo própria das taxas. 
c) as taxas cobradas em razão do exercício do poder de polícia não poderão ter 
a mesma base de cálculo das taxas cobradas pela utilização, efetiva ou 
potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis. 
d) serão inconstitucionais, tanto o imposto como a taxa, quando ambas tiverem 
a mesma base de cálculo. 
e) as taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos. 
Comentários: 
a) Errada – As taxas não podem ter base de cálculo próprias de imposto, a 
Constituiçãoé silente em relação à contribuição de melhoria nesse aspecto. 
b) Errada – Não há nada escrito nesse sentido. 
U, 
E,
DF 
e 
M
Taxa pela 
UTILIZAÇÃO
Efetiva
OU
potencial
de
serviço
público
específico
E
divisível
prestado ao 
contribuinte
OU
posto à sua 
disposição
Taxa pelo EXERCÍCIO regular do poder de polícia.
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c) Errada – Não há menção sobre a relação entre as bases de cálculo da taxa 
de serviço e a taxa de polícia. Apenas que esses tributos devem ser cobrados 
de acordo com a atividade prestada pelo ente. 
d) Errada – Nesse caso, apenas a taxa será inconstitucional. 
e) Correta – Perfeita, de acordo com a regra constitucional. As taxas não 
poderão ter base de cálculo própria de impostos 
Art. 145 - § 2º As taxas não poderão ter base de cálculo própria de 
impostos . 
Gabarito 87: E 
 
72. (FCC/SEGEP-MA/Técnico da Receita/2016) Um determinado Estado 
brasileiro criou, por meio de decreto, uma taxa semestral, cobrada de todos os 
seus habitantes que fossem proprietários de aparelhos telefônicos celulares, 
pela simples razão de serem proprietários deles, nos dias 1°de janeiro e 1° de 
julho de cada ano, respectivamente. Essa exação, de acordo com o CTN e com 
a Constituição Federal, 
a) pode ser cobrada deles, porque os Estados têm competência para instituir 
taxas. 
b) não pode ser cobrada, não é taxa, e foi instituída sem previsão constitucional. 
c) só pode ser cobrada com autorização do Senado Federal, por meio de 
resolução. 
d) só pode ser instituída, se for por meio de lei ordinária. 
e) pode ser instituída, mas apenas pela União. 
Comentários: 
A propriedade de aparelhos celulares não é uma situação que pode ensejar a 
instituição de taxa, por isso, esse tipo de taxa não pode ser cobrada. Além disso, 
encontramos no enunciado outros erros, a taxa não pode ser criada por Decreto, 
tem que ser por meio de lei ordinária. 
Gabarito 88: B 
 
73. (FCC/SEGEP-MA/Procurador/2016) Considerando as funções do tributo, 
considera-se na concepção de tributo com finalidade extrafiscal a 
a) seletividade de alíquotas do Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana 
– IPTU em razão do uso do imóvel ser comercial ou residencial. 
b) progressividade de alíquotas do Imposto sobre a Propriedade Territorial 
Urbana − IPTU em razão do valor venal do imóvel. 
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c) progressividade de alíquotas do Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF em 
razão da renda e dos proventos auferidos no ano-base. 
d) aplicação de alíquota interestadual para o Imposto sobre Circulação de 
Mercadorias e Serviços – ICMS nas operações e prestações que destinem 
serviços a consumidor final. 
e) aplicação de alíquotas diferenciadas para o Imposto sobre a Propriedade de 
Veículos Automotores – IPVA em razão do tipo de combustível. 
Comentários: 
Tributo extrafiscal é o que não tem a função principal de arrecadar e sim de 
intervir econômica ou socialmente. Tem o fim, muitas vezes, de estimular ou 
desestimular o consumo de um bem. 
a) Errada – O IPTU diferenciado nesse caso refere-se mais à questão da 
capacidade contributiva. 
b) Errada – A progressividade do IPTU tem relação com a manifestação de 
riqueza do contribuinte, essa progressividade é permitida pela própria 
Constituição e tem o condão de cobrar mais de quem tem mais riqueza e não 
para estimular ou desestimular algum comportamento. É fiscal, arrecadatório. 
c) Errada – A progressividade do IRPF ocorre em função da aplicação do princípio 
constitucional da capacidade econômica ou contribuinte que os impostos devem 
ter. E cobrados levando em consideração as questões pessoais do contribuinte, 
é tributo de finalidade fiscal. 
d) Errada – Esse caso existe para que se evite a guerra fiscal entre os Estados, 
protegendo o pacto federativo. 
e) Correta – O objetivo das diferentes alíquotas para os veículos em função dos 
combustíveis diferentes tem o condão de estimular o consumo de um 
determinado tipo de veículo, seja por questões econômicas, seja por questões 
ambientais. Assim como aconteceu na época em que o governo quis incentivar 
o uso de carros movidos a etanol e mais recentemente estimular o uso de GNV. 
Portanto, há permissão constitucional para diferenciação de alíquotas de 
veículos, e essa tem caráter extrafiscal. 
Gabarito 89: E 
 
74. (FCC/Prefeitura Campinas/Procurador/2016) Em relação a Tributos, é 
correto afirmar: 
a) Os Estados, os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir contribuição, 
na forma das respectivas leis, para o custeio do serviço de iluminação pública. 
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b) Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor 
nela se possa exprimir, que constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e 
cobrada mediante atividade administrativa discricionária. 
c) As taxas são tributos instituídos em razão do exercício do poder de polícia ou 
pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, 
prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. 
d) A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da 
respectiva obrigação, sendo relevante para qualificá-la a destinação legal do 
produto da sua arrecadação. 
e) A União, mediante medida provisória, poderá instituir empréstimos 
compulsórios para atender as despesas extraordinárias decorrentes de 
calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência. 
Comentários: 
a) Errada – Somente Municípios e o DF podem instituir Contribuição de 
Iluminação Pública (COSIP). 
b) Errada – Tributo não é sanção de ato ilícito. 
c) Correta – Taxas existem em função do exercício regular do poder de polícia 
ou da prestação de serviço público específico e divisível prestado ao contribuinte 
ou posto à sua disposição, utilizado efetiva ou potencialmente. 
d) Errada – É irrelevante para qualificar o tributo a destinação legal do produto 
da arrecadação de acordo com o previsto no CTN. 
e) Errada – Empréstimos compulsório é espécie tributária que só pode ser 
instituída por meio de Lei Complementar, então, não pode ser instituído por 
medida provisória. 
Gabarito 90: C 
 
75. (FCC/TRT-3/Técnico/2015) As custas processuais devidas ao Poder 
Judiciário quando do processamento de ações e recursos judiciais têm natureza 
jurídica de 
a) tarifa. 
b) taxa pela prestação efetiva de serviço público específico e divisível 
efetivamente prestado ao contribuinte. 
c) taxa pela prestação efetiva ou compulsória de serviço público indivisível 
colocado à disposição do contribuinte. 
d) taxa pelo exercício regular do poder de polícia. 
e) contribuição especial de interesse de categoria profissional ou econômica. 
Comentários: 
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As custas judicias são consideradas taxas, já que caracterizada pela prestação 
de serviço público específico e divisível prestado ao contribuinte. 
Gabarito 91: B 
 
76. (FCC/TCM-RJ/Procurador/2015) Considerando a natureza jurídica 
específica dos tributos, é correto afirmar que 
a) a destinação do produto da arrecadação é essencial para definir todas asespécies de tributos. 
b) a vinculação de receitas tributárias é inerente a algumas espécies tributárias, 
como acontece com as contribuições de interesse de categorias profissionais ou 
econômicas. 
c) as taxas e as contribuições de melhoria têm receita vinculada, 
necessariamente. 
d) é possível diferenciar um imposto de uma contribuição pela vinculação ou 
não de receitas tributárias, pois os impostos nunca podem ter receita vinculada. 
e) a contribuição de melhoria é um tributo que tem receita vinculada, ou seja, 
o produto arrecadado tem que necessariamente ser revertido para custear a 
obra pública que gerou a valorização imobiliária. 
Comentários: 
a) Errada – A definição do produto da arrecadação é essencial para definir 
algumas espécies tributárias conforme a previsão constitucional. Como as 
contribuições especiais e os empréstimos compulsórios. 
b) Correta – As contribuições de interesse de categorias econômicas ou 
profissionais são tipos de contribuições especiais em que a vinculação da sua 
receita são importantes delineadores desse tipo de tributo. 
c) Errada – As taxas e as contribuições de melhoria não têm receita vinculada, 
a lei que institui esses tributos pode prever a vinculação ou não. 
d) Errada – A diferenciação entre imposto e contribuição de melhoria não está 
relacionada ao produto da arrecadação e sim a ser um tributo vinculado ou não 
vinculado, no sentido de haver ou não uma constraprestação estatal para o 
contribuinte. 
e) Errada – A arrecadação da contribuição de melhoria não é necessariamente 
vinculada, não há regra constitucional ou no CTN estipulando essa vinculação. 
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Gabarito 92: B 
 
77. (FCC/SEFAZ-PI/Auditor Fiscal/2015) O caput do art. 77 do Código 
Tributário Nacional estabelece que as taxas cobradas pela União, pelos Estados, 
pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas 
atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a 
utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado 
ao contribuinte ou posto à sua disposição. Para fins de aplicação da norma 
acima transcrita, 
I. consideram-se serviços públicos divisíveis, os que podem ser prestados em 
parceria formada por duas ou mais pessoas jurídicas de direito público. 
II. consideram-se serviços públicos efetivamente utilizados pelo contribuinte, 
aqueles por ele usufruídos a qualquer título. 
III. consideram-se serviços públicos específicos, os que constam expressamente 
de contratos firmados entre a pessoa jurídica de direito público e o contribuinte 
utente do serviço. 
IV. consideram-se serviços públicos potencialmente utilizados pelo contribuinte, 
aqueles prestados por pessoa jurídica de direito público diversa da que instituiu 
a taxa. 
V. considera-se regular o exercício do poder de polícia, quando desempenhado 
pelo órgão competente, nos limites da lei aplicável, com observância do 
processo legal e, tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária, 
sem abuso ou desvio de poder. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) II e V. 
b) IV e V. 
c) I, II e V. 
d) I, III e IV. 
TRIBUTOS
VINCULADOS
•Fato gerador é um "fato do 
Estado", pois depende de 
uma ação estatal.
• Contraprestacionais
• Caráter retributivo
• São as taxas e as 
contribuições de melhoria
TRIBUTOS
NÃO VINCULADOS
• Fato gerador é um "fato 
do contribuinte", pois 
independe de ação estatal
• Não contraprestacionais
• Caráter contributivo
• São os impostos
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e) II, III e IV. 
Comentários: 
 
 
Basta ver os esquemas para concluir que os itens corretos são o II e o V. 
Gabarito 93: A 
 
78. (FCC/TCE-AM/Auditor/2015) De acordo com o Código Tributário Nacional, 
a utilização efetiva de serviço público específico e divisível, prestado ao 
contribuinte pela pessoa jurídica de direito público, no âmbito de suas 
atribuições, é fato gerador de 
 a) imposto. 
 b) taxa. 
 c) contribuição de melhoria. 
 d) contribuição social. 
 e) empréstimo compulsório. 
Comentários: 
Trata-se a questão de fato gerador da taxa, pois esse tipo de tributo é vinculado 
a uma atividade do Estado para o contribuinte, por isso afirma-se que a 
utilização efetiva de serviço público específico e divisível, prestado ao 
contribuinte pela pessoa jurídica de direito público, no âmbito de suas 
atribuições, é fato gerador de TAXA. 
Exercícios REGULAR
do PODER DE POLÍCIA
Órgão Competente
- Limites da Lei
-Devido Processo legal
- sem abuso ou desvio 
de poder
Taxa de 
Serviço
Público
Específico
destacados em unidades autônomas 
de intervenção, de utilidade, ou de 
necessidades públicas
Divisível
suscetíveis de utilização, 
separadamente, por parte de cada 
um dos seus usuários.
Utilização 
Efetiva usufruídos a qualquer título
Potencial
utilização compulsória, sejam postos à 
sua disposição mediante atividade 
administrativa em efetivo funcionamento;
E 
OU
U 
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Gabarito 94: B 
 
79. (FCC/TJ-RR/Juiz/2015) Observe a seguinte notícia, do Informativo do STF 
n° 777: “PSV: remuneração do serviço de iluminação pública (Enunciado 41 da 
Súmula Vinculante) - O Plenário acolheu proposta de edição de enunciado de 
súmula vinculante com o seguinte teor: ‘O serviço de iluminação pública não 
pode ser remunerado mediante taxa’. Assim, tornou vinculante o conteúdo do 
Verbete 670 da Súmula do STF”. 
A vedação mencionada justifica-se porque 
 a) trata-se de serviço uti universi, devendo ser custeado por impostos ou pela 
instituição de contribuição específica para seu custeio, pelos municípios. 
 b) se trata de uti singuli, porém de natureza indelegável, devendo por essa 
razão ser custeado exclusivamente por impostos. 
 c) caso seja delegada sua prestação ao particular, a remuneração se dará por 
tarifa, e não por taxa. 
 d) o serviço de iluminação pública não admite prestação sob nenhum tipo de 
concessão e, portanto, seria incabível a remuneração de um concessionário 
privado por meio da cobrança do usuário. 
 e) embora se trate de serviço público indivisível, o seu custeio já está embutido 
nos preços públicos pagos aos concessionários de fornecimento de energia 
elétrica, conforme disposições contratuais padronizadas pela ANEEL. 
Comentários: 
Temos então a súmula vinculante estabelecendo a regra do enunciado. 
Súmula Vinculante 41 - O serviço de iluminação pública não pode ser 
remunerado mediante taxa. 
O Serviço de iluminação público é considerado serviço geral prestado à 
coletividade, sem a identificação específica do beneficiário do serviço, sem ter 
usuário determinado, essa é a definição de serviço uti universi. O STF entende 
que esse tipo de serviço deve sim ser prestado pelos entes públicos, mas não 
pode ser remunerado mediante taxa. Deve ser custeado por impostos ou pela 
COSIP nas atribuições Municipais. Serviço uti singuli é o contrário de uti 
universi. 
Gabarito 95: A 
 
80. (FCC/SEFAZ-PE/Julgador Administrativo/2015) Sobre a 
constitucionalidade das taxas, é correto afirmar: 
Direito Tributário 
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www.exponencialconcursos.com.bra) É constitucional a taxa cobrada em face do fornecimento de iluminação 
pública, pois consubstancia atividade estatal apta a ser remunerada por meio 
dessa espécie tributária 
 b) É inconstitucional a taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços 
públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos 
provenientes de imóveis, uma vez que realizados em benefício da população em 
geral e de forma indivisível. 
 c) É constitucional a instituição e a cobrança de taxas por emissão ou remessa 
de carnês/guias de recolhimento de tributos, visto que consubstancia atuação 
estatal específica e divisível 
 d) É constitucional a exigência de taxa de prevenção de incêndio, cuja base de 
cálculo é cobrada em função do valor venal do imóvel, pois mensura 
indiretamente a quantidade de trabalho ou atividade que o poder público se vê 
obrigado a desempenhar. 
 e) É constitucional a taxa de renovação da licença de funcionamento e 
localização municipal, desde que efetivo o exercício do poder de polícia, 
demonstrado pela existência de órgão e estrutura competentes para o 
respectivo exercício. 
Comentários: 
a) Errada – O serviço de iluminação pública não pode ser remunerado por meio 
de taxa, pois o STF considera esse tipo de cobrança inconstitucional. A 
iluminação pública deve ser custeada por COSIP, a ser instituída pelos 
Municípios. 
b) Errada – Taxa de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou 
resíduos provenientes de imóveis pode ser cobrada dos contribuintes em função 
de ser considerada pelo STF a sua constitucionalidade. 
c) Errada – Cabe ao ente que queira enviar carnê de cobrança de taxa arcar 
com esses custo da emissão e remessa de carnê sem cobrar taxa para esse 
custo, pois o STF considera esse tipo de situação inconstitucional nos seguintes 
termos: “A emissão de guia de recolhimento de tributos é de interesse exclusivo 
da Administração, sendo mero instrumento de arrecadação, não envolvendo a 
prestação de um serviço público ao contribuinte.” 
d) Errada – A questão erra ao dizer que essa taxa pode ter como base de cálculo 
o valor venal do imóvel, já que essa é a base de cálculo do IPTU e não pode 
instituir taxa com mesma base de cálculo de imposto. 
e) Correta – O exercício regular do poder de polícia pode ser remunerado por 
taxa, mas para isso é preciso que o órgão de fiscalização exista de verdade e 
funcione realmente. A taxa de renovação da licença de funcionamento e 
localização municipal pode ser cobrada, pois considerada constitucional. 
Gabarito 96: E 
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81. (FCC/Procuradoria de Recife/Procurador/2014) A Prefeitura do Recife, por 
meio de sua Secretaria de Finanças, resolveu enviar proposta ao legislativo 
municipal para a instituição de novas taxas aplicáveis aos munícipes recifenses. 
É prescrição normativa constitucional que deve ser observada por esta proposta 
legislativa: 
a) Instituir em 2014 taxa para o custeio do serviço de iluminação pública que 
possa ser cobrada ainda no primeiro semestre do mesmo ano, tendo em vista 
as necessidades deste serviço nos bairros carentes do Recife. 
b) Instituição de taxas cobradas pela valorização de imóveis decorrente de 
obras públicas municipais, tomando-se o cuidado de não atribuir às taxas 
instituídas bases de cálculo própria de imposto. 
c) Instituição de taxas pela utilização efetiva ou potencial de serviços públicos 
específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte, desde que elas não tenham 
base de cálculo própria de impostos. 
d) Instituição de taxas pelo exercício potencial ou efetivo do poder de polícia ou 
pela utilização de serviços públicos específicos e indivisíveis, prestados ao 
contribuinte. 
e) Sempre que possível, instituir taxas que tenham caráter pessoal e que sejam 
graduadas segundo a capacidade econômica dos contribuintes. 
Comentários: 
a) Errada - Primeiramente, perceba que as taxas de serviço só podem ser 
cobradas se o serviço em questão for específico e divisível (art. 79, CTN). 
Assim, a taxa não pode ser utilizada para o financiamento de um serviço em 
que seus destinatários não possam ser individualmente conhecidos e 
quantificados. 
Conforme o art. 149-A, da CF, esse seria um caso que autoriza a cobrança de 
COSIP, a contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública: 
Art. 149-A Os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir contribuição, 
na forma das respectivas leis, para o custeio do serviço de iluminação 
pública, observado o disposto no art. 150, I e III.” 
Além disso, estudaremos detalhadamente os princípios tributários em aula 
futura, mas já pincelamos esse assunto nessa aula. Conforme o art. 150, III, 
“b”, CF, é vedada a cobrança de tributo no mesmo exercício financeiro em que 
haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou (princípio da anterioridade 
anual). 
b) Errada - Nesse caso, pode ser instituída apenas a contribuição de melhoria. 
Lembre-se de que o STF entende que não se pode instituir taxa quando for 
cabível a criação de contribuição de melhoria (RE 121.617). 
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c) Correta - Essa alternativa atende perfeitamente ao regramento das taxas 
previsto no CTN: 
Art. 77. As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal 
ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como 
fato gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva 
ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao 
contribuinte ou posto à sua disposição. 
Parágrafo único. A taxa não pode ter base de cálculo ou fato gerador 
idênticos aos que correspondam a imposto nem ser calculada em função 
do capital das empresas. 
d) Errada - Essa alternativa tem dois erros graves: o exercício do poder de 
polícia deve ser EFETIVO e a utilização, efetiva ou potencial, de serviços 
públicos específicos e DIVISÍVEIS. 
e) Errada - Essa assertiva refere-se aos impostos e sobra a capacidade 
contributiva que deve ser aplicada aos impostos. 
Art. 145 §1º - Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão 
graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte 
Gabarito 97: C 
 
82. (FCC/SEFAZ-RJ/Auditor Fiscal/2014) Com a aproximação das datas em 
que serão realizados os Jogos Olímpicos e os Jogos da Copa do Mundo, na cidade 
do Rio de Janeiro, o governo fluminense tomou a decisão de incrementar a 
fiscalização dos estabelecimentos hoteleiros e congêneres do Estado, a fim de 
lhes imprimir uma qualidade de nível internacional, mesmo quando se tratar de 
pequenos estabelecimentos. 
Para realizar esse intento, seriam necessários aportes de recursos novos, com 
o fito de custear essas atividades estatais. Em razão disso, um deputado 
estadual propôs que se alterassem os valores das taxas de segurança cobradas 
pelo Estado. 
O referido deputado, depois de constatar que o valor das diárias de um hotel, 
ou de um estabelecimento congênere, não mantinha relação direta com o porte 
desse hotel, nem com a quantidade de quartos/apartamentos que ele possui, 
nem com o capital social dessa empresa hoteleira, considerou possível e viável 
promover uma alteração drástica no correspondente item da tabela de valores 
das taxas estaduais. 
Desse modo, com a finalidade de adequar a cobrança da taxa à capacidade 
contributiva do contribuinte, o referido deputado decidiu apresentar projeto de 
lei para alterar a maneira comoessa taxa seria cobrada. De acordo com seu 
projeto, o valor anual dessa taxa, em relação aos hotéis e congêneres, passaria 
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a ser calculado mediante a aplicação da alíquota de 0,1% sobre o capital social 
da empresa hoteleira ou da empresa congênere. 
No tocante especificamente aos motéis, visando, ainda, alcançar o objetivo de 
adequar a cobrança da taxa à capacidade contributiva do contribuinte, essa taxa 
passaria a ser calculada mediante a aplicação de uma alíquota de 10% sobre a 
mesma base de cálculo utilizada para cálculo do ISSQN devido ao município de 
localização do estabelecimento contribuinte. 
Com base nas informações apresentadas e no que dispõe o CTN a esse respeito, 
considere: 
I. O projeto de lei em questão não merece prosperar, em relação aos hotéis e 
congêneres, pois as taxas não podem ser calculadas em função do capital das 
empresas. 
II. O projeto de lei em questão merece prosperar, em relação aos hotéis e 
congêneres, pois os tributos devem ser graduados com base na capacidade 
econômica do contribuinte (capacidade contributiva). 
III. A capacidade econômica do contribuinte (capacidade contributiva) é 
relevante para a graduação do valor dos tributos a serem cobrados do sujeito 
passivo. 
IV. O projeto de lei em questão não merece prosperar, em relação aos motéis, 
pois as taxas não podem ter base de cálculo própria de impostos, nem idênticas 
às que correspondam à base de cálculo de impostos. 
V. O projeto de lei em questão merece prosperar, em relação aos motéis, pois, 
quando as taxas vierem a ter base de cálculo própria de impostos, os impostos 
deverão deixar de ser cobrados, para que as taxas possam sê-lo. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
a) I e IV. 
b) IV e V. 
c) I e II. 
d) II e III. 
e) III e V. 
Comentários: 
I – Correto - Está conforme o art. 77, parágrafo único, CTN, é vedado que as 
taxas sejam calculadas em função do capital social das empresas. 
II – Errada - Segundo o art. 145, § 1º, CF, são os impostos, e não os tributos, 
que devem ser graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte. 
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III – Errada - Conforme vimos no item acima, a CF determinou que a capacidade 
econômica do contribuinte (capacidade contributiva) é relevante para a 
graduação do valor dos impostos a serem cobrados do sujeito passivo. 
IV – Correta - Conforme o parágrafo único do art. 77 do CTN e art. 145, § 2º 
da CF, as taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos. 
V – Errada - As taxas não podem ter base de cálculo própria de imposto e ponto 
final. 
Gabarito 98: A 
 
83. (FCC/Pref. Cuiabá-MT/Procurador/2014) Visando ao aumento da 
arrecadação municipal, a Secretaria de Finanças de Cuiabá elaborou diversas 
propostas de lei ordinária a serem encaminhadas à Câmara Municipal. A 
proposta que NÃO afronta o disposto na Constituição Federal é: 
a) Instituir em 2014 e cobrar em 2015 nova taxa específica sobre o serviço de 
coleta de lixo de materiais eletrônicos dos proprietários de imóveis localizados 
tanto no perímetro urbano, como na área rural do município, cuja base de 
cálculo não pode ser a mesma utilizada para a cobrança do IPTU. 
b) Instituir e cobrar em 2014 nova taxa específica sobre o serviço de coleta de 
lixo de materiais eletrônicos dos proprietários de imóveis localizados no 
perímetro urbano do município, cuja base de cálculo será o valor venal dos 
imóveis que vierem a ser beneficiados com o serviço de coleta 
c) Instituir em 2014 e cobrar somente em 2015 nova taxa específica sobre o 
serviço de coleta de lixo de materiais eletrônicos dos proprietários de imóveis 
localizados tanto no perímetro urbano, como na área rural do município, cuja 
base de cálculo será o valor venal dos imóveis que vierem a ser beneficiados 
com o serviço de coleta. 
d) Instituir e cobrar em 2014 nova taxa específica sobre o serviço de coleta de 
lixo de materiais eletrônicos dos proprietários de imóveis localizados no 
perímetro urbano do município, cuja base de cálculo não pode ser a mesma 
utilizada para a cobrança do IPTU. 
e) Instituir em 2014 e cobrar em 2015 nova taxa específica sobre o serviço de 
coleta de lixo de materiais eletrônicos dos proprietários de imóveis localizados 
no perímetro urbano do município, cuja base de cálculo será o valor venal dos 
imóveis que vierem a ser beneficiados com o serviço de coleta. 
Comentários: 
Antes de mais nada, para responder essa questão, temos que ter em mente o 
teor da Súmula Vinculante nº 19. Precisamos relembrar também a Súmula 
Vinculante nº 29. 
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Súmula Vinculante 29 - É constitucional a adoção, no cálculo do valor de 
taxa, de um ou mais elementos da base de cálculo própria de determinado 
imposto, desde que não haja integral identidade entre uma base e outra. 
Súmula Vinculante 19 - A taxa cobrada exclusivamente em razão dos 
serviços públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo 
ou resíduos provenientes de imóveis não viola o artigo 145, II, da 
Constituição Federal. 
a) Correta – Repare que a assertiva obedece ao princípio da anterioridade anual, 
à Súmula 19, à Súmula 29 e ao disposto no Artigo 77 do CTN. 
b) Errada – Essa letra tem dois erros: 1º) Em virtude do princípio da 
anterioridade anual, o município só pode arrecadar a taxa no exercício seguinte 
ao da sua instituição; 2º) Caso fosse adotado o valor venal do imóvel como base 
de cálculo, estaríamos adotando a mesma base de cálculo do IPTU, o que é 
vedado, conforme o CTN e a Súmula Vinculante 29. 
c) Errada – Essa alternativa repete o segundo erro da letra B 
d) Errada – Essa alternativa repete o primeiro erro da letra B. 
e) Errada – Essa alternativa repete o segundo erro da letra B. 
Gabarito 99: A 
 
84. (FCC/AL-PE/Analista Legislativo/2014) É taxa decorrente da prestação de 
serviço público passível de ser validamente cobrada: 
a) pedágio cobrado por Concessionários de rodovias, no regime da Lei de 
Concessões (Lei nº 8.987/1995). 
b) custas processuais. 
c) taxa de fiscalização e funcionamento de estabelecimentos. 
d) taxa de fiscalização de anúncios. 
e) taxa de pavimentação asfáltica cobrada dos munícipes em geral de 
determinado Município. 
Comentários: 
a) Errada – A concessão de serviço público é quando o Estado atribui o exercício 
de um serviço público a alguém que aceita prestá-lo em nome próprio, por sua 
conta e risco, nas condições fixadas e alteráveis unilateralmente pelo Poder 
Público, remunerando-se pela própria exploração do serviço mediante tarifas 
cobradas diretamente dos usuários do serviço. Assim, temos que o pedágio é 
um preço público (tarifa) e não taxa. 
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b) Correta – Necessário conhecer a jurisprudência: conforme o STF, os valores 
cobrados a título de custas processuais e emolumentos judiciais e extrajudiciais 
são tributos da espécie taxa (ADI nº. 1.444). 
c) Errada – Não se trata de taxa decorrente da prestação de serviço público, 
mas sim decorrente do exercício regular do poder de polícia. 
d) Errada – Não se trata de taxa decorrente da prestação de serviço público, 
mas sim decorrentedo exercício regular do poder de polícia. 
e) Errada – Essa taxa seria inconstitucional, pois não se trata de serviço público 
específico e divisível 
Gabarito 100: B 
 
85. (FCC/SEFAZ-PE/Auditor Fiscal/2014) O Município de Caruaru-PE, 
mediante a edição da Lei no 5.658/2014, instituiu a cobrança de TLP - Taxa de 
Limpeza Pública, que tem como fato gerador os serviços de conservação e 
limpeza de logradouros públicos pelo referido município. 
Na situação hipotética, a cobrança desse tributo é 
a) ilegítima, pois a competência para estabelecer cobrança de taxa sobre 
serviços de conservação e limpeza de logradouros públicos é do Estado. 
b) ilegítima, pois o fato gerador corresponde a serviço público universal e 
indivisível, que não possibilita a individualização dos respectivos usuários. 
c) legítima, pois visa a custear a prestação de serviços públicos específicos e 
divisíveis, ostentando o caráter retributivo inerente às taxas. 
d) legítima, pois o fato gerador corresponde a serviço público universal e 
indivisível, prescindindo da individualização dos respectivos usuários. 
e) ilegítima, pois o fato gerador, próprio de imposto, deve ser custeado pelas 
receitas decorrentes de sua exigência. 
Comentários: 
A taxa de coleta, remoção e tratamento de lixo é constitucional, pois 
considerada cobrada em relação a serviço específico e divisível. Já a taxa da 
questão versa sobre serviços de conservação e limpeza de logradouros públicos, 
esse tipo de serviço é uti universi, pois são realizados em benefício da população 
em geral, não é específico ou divisível e por isso não cabe instituição de taxa 
para esse tipo de serviço. Portanto, a taxa de limpeza urbana em questão é 
ilegítima, pois o fato gerador corresponde a serviço público universal e 
indivisível, que não possibilita a individualização dos respectivos usuários. 
Gabarito 101: B 
 
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86. (FCC/TCE-PI/Assessor/2014) De acordo com o inciso VIII do art. 21 da 
Constituição Federal, compete à União fiscalizar as operações de natureza 
financeira, especialmente as de crédito, câmbio e capitalização, bem como as 
de seguros e de previdência privada. A Lei Federal no 6.385/76 criou a Comissão 
de Valores Mobiliários, com diversas competências legais específicas e 
privativas, inclusive as de fiscalizar e inspecionar as companhias abertas com 
prioridade para as que não apresentem lucro em balanço ou às que deixem de 
pagar o dividendo mínimo obrigatório (art. 5º, inciso V, da Lei Federal no 
6.385/76). Em razão do desempenho das atribuições legais que foram 
outorgadas à CVM, a União instituiu uma taxa de fiscalização do mercado de 
valores mobiliários, a ser paga pelos contribuintes identificados no art. 3º 
daquela Lei Federal. 
A taxa, acima mencionada, 
 a) poderá também ser instituída pelos Estados, desde que eles efetivamente 
inspecionem e fiscalizem as referidas companhias abertas, mesmo que essa 
competência seja apenas da União. 
 b) é devida pelo exercício do poder de polícia e poderia ser instituída apenas 
pela União, pois só ela, por intermédio da CVM, tem competência para exercer 
esse tipo de fiscalização e inspeção. 
 c) é devida pela utilização efetiva de um serviço público específico e divisível 
prestado ao contribuinte. 
 d) é devida pela utilização potencial de um serviço público específico e divisível 
posto à disposição do contribuinte. 
 e) poderá também ser instituída e cobrada quando essas companhias abertas 
são fiscalizadas e inspecionadas pela Secretaria da Receita Federal. 
Comentários: 
Trata-se de uma situação que configura o exercício regular do poder de polícia. 
O órgão que exerce esse poder é a CVM, autarquia da União, então, cabe 
instituição de taxa em função do poder de polícia a ser instituída pela União. 
Portanto, a taxa é devida pelo exercício do poder de polícia e poderia ser 
instituída apenas pela União, pois só ela, por intermédio da CVM, tem 
competência para exercer esse tipo de fiscalização e inspeção. 
A taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários já foi 
considerada constitucional pelo STF. 
Súmula 665 do STF - É constitucional a taxa de fiscalização dos mercados 
de títulos e valores mobiliários instituída pela Lei 7.940/1989. 
 
Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública 
que, limitando ou disciplinando direito, interêsse ou liberdade, regula a 
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prática de ato ou abstenção de fato, em razão de intêresse público 
concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina 
da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas 
dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranqüilidade 
pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou 
coletivos. 
Gabarito 102: B 
 
87. (FCC/SABESP/Advogado/2014) Pelo serviço público de fornecimento de 
água tratada de forma compulsória pelo ente federado diretamente. 
 a) é devida a tarifa, tendo em vista que o serviço é indivisível, já que não é 
possível identificar o destinatário do mesmo, sendo prestado a toda a 
coletividade. 
 b) não pode ser instituída nenhuma cobrança do usuário, tendo em vista que 
se trata de uma obrigação do poder público decorrente do dever de prestar 
saúde a todos. 
 c) só deve existir cobrança de qualquer tributo quando a prestação do serviço 
se der por ente da Administração pública indireta estatal, como autarquia, por 
exemplo, já que estes entes têm capacidade tributária para instituir tributos. 
 d) é devido o tributo taxa, pela prestação efetiva do serviço público específico 
e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição, desde que 
instituída por lei. 
 e) é devido o tributo taxa, posto que o fato gerador será o uso da água tratada 
de modo individualizado por cada usuário, ou seja, por ser serviço público 
específico e divisível. 
Comentários: 
a) Errada – A chave dessa questão está no fato de o enunciado dizer que se 
trata de uma cobrança compulsória de um serviço público prestado pelo ente, 
essa característica faz com não possa ser considerado preço público ou tarifa. 
Podendo sim ser uma taxa. 
b) Errada – Já que há uma contraprestação estatal em forma de serviço público 
específico e divisível, é possível a cobrança de taxa do usuário do serviço. 
c) Errada – Ente da administração direta pode prestar o serviço, instituir e 
cobrar a taxa diretamente pelo serviço público prestado. 
d) Correta – É devida a taxa por esse serviço de acordo com os ditames legais 
sobre o assunto. 
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e) Errada – A taxa pode ser devida até mesmo que não haja o uso da água, já 
que até mesmo a colocação do serviço à disposição do contribuinte pode ensejar 
a cobrança de taxa. 
 
Gabarito 103: D 
 
88. (FCC/SEFAZ-SP/Auditor Fiscal/2013) Com respeito à disciplina legal das 
taxas, é 
a) inconstitucional a taxa cobrada em razão da prevenção de incêndios, 
porquanto instituída como contraprestação a serviço não divisível. 
b) inconstitucional a adoção, no cálculo do valor de taxa, de um ou mais 
elementos da base de cálculo própria de determinado imposto, desde que não 
haja integral identidade entre uma base e outra. 
c) inconstitucional a taxacobrada exclusivamente em razão dos serviços 
públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos 
provenientes de imóveis. 
d) constitucional a cobrança da taxa decorrente do poder de polícia em que haja 
a manutenção, pelo sujeito ativo, de órgão de controle em funcionamento, 
ficando restrita a cobrança aos contribuintes cujos estabelecimentos foram 
efetivamente visitados pela fiscalização. 
e) constitucional a cobrança de taxa de fiscalização ambiental sobre o mesmo 
fato gerador pela União e por Estado, pois ambos têm competência para exercer 
a fiscalização desta atividade, haja vista se tratar de competência comum, 
exercida concomitantemente por todos entes políticos. 
Comentários: 
Preço Público (TARIFA)
• Não é tributo
• Decorre de contrato
• Regime Jurídico de direito 
Privado
• A receita arrecadada é originária
• Depende de manifestação de 
vontade (é facultativo)
• Não se sujeita aos princípios 
tributários
• Pode ser exigida por pessoa jur. 
de dir. público ou privado.
• A relação pode ser rescindida
• Exemplo: Pedágio cobrado por 
concessionária; Passagem de 
transporte coletivo
TAXA
• É tributo
• Decorre sempre de lei
• Regime Jurídico de Direito
Público (tributário)
• A receita arrecadada é derivada
• Não há autonomia da vontade 
(compulsória)
• Se sujeita aos princípios 
tributários
• Pode ser exigida apenas por 
pessoa jurídica de direito público
• Inadmissível a rescisão da 
relação.
• Exemplo: Taxa de coleta domiciliar 
de lixo; taxa judiciária (custa 
processual)
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a) Errada – O STF já se posicionou pela constitucionalidade da taxa de 
prevenção de incêndios: “É legítima a cobrança da Taxa cobrada em razão da 
prevenção de incêndios, porquanto instituída como contraprestação a serviço 
essencial, específico e divisível.” (AI 677.891). Vamos atentar também ao novo 
entendimento do STF: “A segurança pública, presentes a prevenção e o combate 
a incêndios, faz-se, no campo da atividade precípua, pela unidade da Federação, 
e, porque serviço essencial, tem como a viabilizá-la a arrecadação de impostos, 
não cabendo ao Município a criação de taxa para tal fim. (RE-643247)” 
b) Errada – A FCC copiou o texto da Súmula Vinculante 29 e trocou a palavra 
constitucional por inconstitucional, tornando a assertiva errada. 
c) Errada – A FCC copiou o texto da Súmula Vinculante 19 e trocou a palavra 
constitucional por inconstitucional, tornando a assertiva errada. 
d) Errada – Conforme o STF, é presumido o exercício do poder de polícia quando 
existente a estrutura do órgão fiscalizador e este estiver em pleno 
funcionamento. Ou seja, para ser cobrada a taxa, não se exige a ocorrência 
de efetiva fiscalização ao contribuinte. 
e) Correta – Essa alternativa é considerada difícil por ser necessário conhecer 
uma decisão do STF (não é uma Súmula). Entretanto, a eliminação das demais 
alternativas é bem tranquila, não é? Mas vamos explicar a letra E: as atividades 
de fiscalização ambiental exercidas pela União e pelo estado não se sobrepõem 
e, portanto, não ocorre bitributação (RE 602.089) 
Gabarito 104: E 
 
89. (FCC/PGE-BA/Analista/2013) O art. 16, do Código Tributário Nacional, 
define o imposto como sendo a obrigação que tem por fato gerador uma 
situação independente de qualquer atividade estatal específica, relacionada ao 
contribuinte. Sobre o imposto, é correto afirmar que 
 a) é classificado como tributo não vinculado, pois no aspecto material de sua 
hipótese de incidência não há qualquer atividade estatal específica. 
 b) é classificado como tributo não vinculado, pois não pode, de forma absoluta e 
sem qualquer exceção, ter sua receita vinculada a qualquer órgão, fundo ou 
despesa. 
 c) o fato gerador não se presta a indicar a capacidade contributiva do 
contribuinte, por ser tributo não vinculado. 
 d) se submete à regra da legalidade, não se admitindo sua instituição ou 
majoração por ato do Poder Executivo. 
 e) a competência para instituição e majoração de imposto é classificada 
constitucionalmente como comum, pois todos os entes federados a possuem. 
Comentários: 
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Imposto é um tipo de tributo não vinculado, já que não está atrelado a nenhuma 
contraprestação estatal em relação ao contribuinte, já que no aspecto material 
de sua hipótese de incidência não há qualquer atividade estatal específica. 
Gabarito 105: A 
 
90. (FCC/PGE-BA/Analista/2013) Sobre as espécies de tributos, é correto 
afirmar: 
 a) É indispensável para definir a natureza jurídica específica de um tributo 
verificar o destino do produto da arrecadação, mas é irrelevante a denominação 
que se dá ao tributo. 
 b) As contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico, de interesse 
das categorias profissionais ou econômicas, para custeio do serviço de 
iluminação pública e de melhoria estão definidas no Código Tributário Nacional 
no que pertine aos fatos geradores, base de cálculo e contribuintes. 
 c) A taxa tem por fato gerador a prestação efetiva ou potencial de serviço 
público específico e divisível, não se confundindo com a contribuição para o 
custeio do serviço de iluminação pública nem quanto ao fato gerador, nem 
quanto à classificação constitucional da competência. 
 d) A contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública é uma espécie 
de contribuição melhoria, pois se presta a custear os serviços de iluminação 
pública no que se refere às obras para implantação e manutenção das redes de 
transmissão e energia elétrica. 
 e) As taxas e os impostos podem ter natureza jurídica de contribuição, desde 
que estejam vinculados a uma destinação específica e sejam instituídos no 
campo da competência residual. 
Comentários: 
a) Errada – Pela regra do CTN a destinação do produto da arrecadação é 
irrelevante para determinar a natureza jurídica de um tributo, bem como é 
irrelevante a denominação desse tributo. 
Art. 4º A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato 
gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la: 
I - a denominação e demais características formais adotadas pela lei; 
II - a destinação legal do produto da sua arrecadação. 
b) Errada – Esse tributos estão previstos na competência tributária atribuída 
pela Constituição, mas não existe previsão no CTN sobre fato gerador, base de 
cálculo e contribuintes, mesmo porque, alguns deles, só surgiram no 
ordenamento depois do CTN. 
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c) Correta – Taxa tem fato gerador próprio, não se confunde com contribuição 
de custeio para iluminação pública a ser instituída pelos Municípios. 
d) Errada – A COSIP não é um tipo de contribuição de melhoria, a COSIP é um 
tipo de contribuição especial que constitui uma espécie de tributo diferente da 
contribuição de melhoria. 
e) Errada – Taxa tem natureza de taxa e imposto tem natureza de imposto, 
nenhum dos dois tributos se confunde com contribuição, já que são espécies 
tributárias distintas. 
Gabarito 106: C 
 
91. (FCC/TJ-PE/Notário/2013) NÃO são espécies de tributos: 
 a) os impostos. 
 b) as tarifas públicas. 
 c) as taxas. 
 d) as contribuições de melhoria. 
 e) as custas processuais. 
Comentários: 
São espécies de tributosimpostos, taxas, contribuições de melhoria, 
empréstimos compulsórios e as contribuições especiais. As custas processuais 
são tipos de taxa e, portanto, espécie tributária. Já a tarifa pública, ou chamada 
de preço público não é espécie de tributo. 
Gabarito 107: B 
 
92. (FCC/Prefeitura SP/Auditor Fiscal/2012) Projeto de lei estadual, no intuito 
de fiscalizar a pesca esportiva no rio Piracicaba, foi enviado à Assembleia 
Legislativa, propondo a criação da Taxa de Fiscalização de Pesca do Rio 
Piracicaba, como meio de custear aparato fiscalizador estadual das atividades 
de pesca do referido rio. Tendo em vista que os benefícios trazidos por tal 
fiscalização atingiriam toda a população das cidades ribeirinhas, o projeto de lei 
em questão propunha que a base de cálculo da taxa pelo exercício do poder de 
polícia sobre a pesca esportiva fosse o valor venal dos imóveis localizados no 
perímetro urbano das cidades, desde que esses imóveis se encontrassem na 
zona limítrofe do rio Piracicaba, até a distância máxima de 10 km. O projeto de 
lei não foi aprovado pela Assembleia Legislativa, tendo sido arquivado, sob o 
fundamento de inconstitucionalidade. 
Com base na situação descrita acima, é correto afirmar: 
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a) Como a competência para instituir taxas pelo exercício do poder de polícia é 
exclusiva dos municípios, o projeto de lei deveria ser municipal. 
b) A taxa não pode ter base de cálculo idêntica à que corresponda a imposto. 
c) A espécie tributária a ser criada deveria ser uma contribuição de melhoria, e 
não uma taxa pelo exercício do poder de polícia, tendo em vista os benefícios 
trazidos pela fiscalização da pesca às cidades ribeirinhas. 
d) A espécie tributária a ser criada deveria ser um imposto estadual com base 
de cálculo idêntica à do IPTU, e não uma taxa pelo exercício do poder de polícia. 
e) Nas circunstâncias descritas e pela relevância social do projeto de lei 
proposto, somente a União teria competência para instituir um imposto 
extraordinário, com a mesma finalidade e com a mesma base de cálculo do 
IPTU. 
Comentários: 
a) Errada – A competência das taxas é comum, ou seja, podem ser instituídas 
pelos Estados, Municípios, DF e União (art. 145, II, da CF). 
b) Correta – Conforme o parágrafo único do art. 77 do CTN e CF, art. 145, § 2º, 
as taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos (valor venal do 
imóvel é a base de cálculo do IPTU). 
c) Errada – A contribuição de melhoria só poderia ser instituída caso houvesse 
uma valorização imobiliária decorrente de obra pública. 
d) Errada – Os Estados não podem instituir impostos fora dos previstos na sua 
competência tributária pela CF. Ressaltamos que será objeto de aula futura a 
competência da União (e só dela!) para instituir imposto residual. Esse imposto 
residual só pode ser instituído por Lei Complementar e não deve possuir fato 
gerador ou base de cálculo dos impostos já previstos na CF. (art. 154, I). 
e) Errada – Outro assunto de aula futura, mas os impostos extraordinários só 
podem ser criados pela União na iminência ou no caso de guerra externa (CF, 
art. 154, II, CF). 
Gabarito 108: B 
 
93. (FCC/Prefeitura SP/Auditor Fiscal/2012) Um contribuinte deixou de emitir 
o documento fiscal referente a uma prestação de serviço tributada pelo ISS, 
tributo de competência municipal, e, como consequência, foi-lhe aplicada 
penalidade pecuniária pelo descumprimento dessa obrigação acessória (art. 
230, caput, inciso V, alínea "a" do Decreto Municipal 52.703/11). Essa 
penalidade pecuniária 
a) é imposto, pois está prevista na legislação do ISS. 
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b) não é imposto, mas é tributo, em sentido amplo, pois tem natureza 
compulsória. 
c) é tributo, porque é cobrado por meio de atividade vinculada, conforme 
estabelece o Código Tributário Nacional. 
d) não é tributo, pois sanção pelo cometimento de ato ilícito não pode ser 
definida como tributo. 
e) é taxa, pois tem a finalidade de ressarcir o erário pelo dano causado pelo 
descumprimento de uma obrigação acessória. 
Comentários: 
A questão fala que será aplicada uma penalidade pecuniária, ou seja, uma 
sanção pelo descumprimento da norma tributária. Como vimos, tributo não 
pode ser sanção! Logo estão incorretas de cara as letras B e C que afirmam se 
tratar de tributo. Nas letras A e E temos espécies de tributos. Ora se a 
penalidade não é um tributo, ela não pode ser uma das espécies de tributos! 
Logo, nossa alternativa correta é a letra D, que está perfeita. 
Gabarito 109: D 
 
94. (FCC/Prefeitura SP/Auditor Fiscal/2012) Admitindo-se que caiba apenas 
aos Estados federados colocar à disposição da população um determinado 
serviço público específico e divisível, e, admitindo-se, também, que, em 
decorrência de omissão de alguns Estados, os municípios neles localizados 
resolvam, fora do âmbito de suas respectivas atribuições, tornar esse serviço 
disponível às suas respectivas populações, cobrando, em razão disso, taxas 
pelos serviços que estão sendo colocados à sua disposição, conclui-se que a 
instituição dessa taxa está em 
 a) desconformidade com a legislação, pois uma pessoa jurídica de direito 
público não pode cobrar taxa por atividade que não esteja no âmbito de suas 
respectivas atribuições. 
 b) conformidade com a legislação, desde que o Estado delegue sua 
competência tributária para o município. 
 c) desconformidade com a legislação, pois a atividade desenvolvida pelo 
município deve ser prestada gratuitamente, custeada pela receita geral de 
impostos, já que os municípios não estão constitucionalmente autorizados a 
cobrar taxa de espécie alguma. 
 d) conformidade com a legislação, pois, se o Estado não exerceu sua 
competência constitucional, o município deve fazê-lo, cobrando, 
consequentemente, as taxas cabíveis. 
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 e) desconformidade com a legislação, pois as taxas só podem ser cobradas em 
razão de serviços efetivamente prestados e não meramente colocados à 
disposição do munícipe. 
Comentários: 
A taxa é um tipo de tributo que deve ser cobrado pelo ente prestador do serviço 
público ou que exerça o poder de polícia, mas esses devem ser feitos dentro 
das atribuições de cada ente de acordo com as competências 
constitucionalmente atribuídas. 
CTN - Art. 77. As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito 
Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, 
têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a 
utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, 
prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. 
Veja que o CTN estipulou que a taxa será instituída e cobrada dentro das 
respectivas atribuições. Portanto, a taxa em comento criada pelo Município está 
em desconformidade com a legislação, pois uma pessoa jurídica de direito 
público não pode cobrar taxa por atividade que não esteja no âmbito de suas 
respectivas atribuições. 
Gabarito 110: A 
 
95. (FCC/Prefeitura SP/Auditor Fiscal/2012) Sobre os tipos de tributos, 
considere: 
I. Tributo que não admite vinculação de receita a órgão, despesa ou fundo, salvo 
algumas exceções constitucionais, tais como a vinculação de recursos 
destinados a ações e serviços públicosde saúde. 
II. A concessão de alvará ou permissão pode ser remunerada por esta espécie 
de tributo. 
III. Tem receita vinculada para custear atividades de assistência social, saúde 
e previdência social. 
IV. Pressupõe que, em virtude de uma obra pública, haja valorização imobiliária 
para que se configure o seu fato gerador. 
Os itens I, II, III e IV caracterizam, respectivamente, 
 a) taxa, imposto, taxa e contribuição de melhoria. 
 b) contribuição social para seguridade social, taxa, contribuição de melhoria e 
imposto. 
 c) imposto, contribuição de melhoria, contribuição social para seguridade 
social e imposto. 
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 d) contribuição de melhoria, imposto, contribuição social para seguridade 
social e taxa. 
 e) imposto, taxa, contribuição social para seguridade social e contribuição de 
melhoria. 
Comentários: 
I – Definição de imposto. De acordo com o Artigo 167, inciso IV da CF. 
II – Taxa pelo exercício regular do poder de polícia. 
III – Contribuição social para a seguridade social que visa atender com 
suas receitas as atividades de seguridade social. 
IV – Situação essa que enseja a cobrança de contribuição de melhoria. 
Gabarito 111: E 
 
96. (FCC/PGM-João Pessoa/Procurador/2012) Um tributo que tenha por 
características ser não vinculado a uma atividade estatal, admita, por expressa 
e excepcional previsão constitucional, destinação específica do produto da 
arrecadação e não admita previsão de restituição ao final de determinado 
período classifica-se como 
 a) taxa. 
 b) contribuição de intervenção no domínio econômico. 
 c) imposto. 
 d) empréstimo compulsório. 
 e) contribuição social. 
Comentários: 
Os tributos podem ser classificados em vinculados e não vinculados. O tributo 
eminentemente não vinculado é o imposto. Essa vinculação relaciona-se com 
o exercício da atividade estatal como contraprestação ao contribuinte. A regra 
em relação aos impostos é a da não vinculação do produto da arrecadação, 
também chamado de princípio da não afetação, ou seja, os valores 
arrecadados passam a fazer parte dos cofres públicos e não há que se falar em 
restituição. Essa não vinculação de receita é a regra, mas há previsão 
constitucional expressa prevendo casos de exceção que permite a vinculação da 
receita. 
Art. 167. São vedados: 
IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, 
ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se 
referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e 
serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino 
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e para realização de atividades da administração tributária, como 
determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a 
prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, 
previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste artigo. 
Gabarito 112: C 
 
97. (FCC/PGM-João Pessoa/Procurador/2012) Sobre os tributos municipais é 
correto afirmar que 
a) a base de cálculo da contribuição de melhoria por obra pública Municipal é o 
valor venal do imóvel adjacente à obra. 
b) a taxa de coleta de lixo domiciliar admite que sua base de cálculo corresponda 
à quantidade de moradores do imóvel atendido pelo serviço. 
c) o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU e o Imposto 
sobre a Transmissão de Bens Imóveis por ato inter vivos a título oneroso - ITBI 
têm como base de cálculo o valor venal do bem. 
d) o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISS, apesar de ser da 
competência municipal, é instituído por lei complementar. 
e) os serviços de limpeza de vias e logradouros públicos e de segurança pública 
podem ser remunerados por taxa. 
Comentários: 
a) Errada – Nem a Constituição nem o CTN definem qual deve ser a base de 
cálculo da contribuição de melhoria. 
b) Errada – Número de moradores não é um elemento adequado para base de 
cálculo da taxa, o STF admite que seja usado como elemento para cálculo desse 
tipo de taxa a metragem quadrada do imóvel. 
c) Correta – Tanto o IPTU como o ITBI possuem como base de cálculo o valor 
venal do imóvel. 
d) Errada – ISS não é instituído por meio de lei complementar, a lei 
complementar vai trazer a normas gerias sobre o imposto, mas é a lei de cada 
Município que vai instituir o imposto. 
e) Errada – São serviços universais que não podem ser divisíveis e já há 
entendimento que não podem ser remunerados mediante taxa. 
Gabarito 113: C 
 
98. (FCC/TJ-GO/Juiz/2012) Analise os itens a seguir: 
I. Pavimentação asfáltica é fato gerador de taxa de serviço específico e divisível; 
deve ter valor fixo para todos os beneficiários da obra. 
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II. Serviço de coleta de lixo domiciliar é fato gerador de taxa de serviço 
específico e indivisível; deve ter valor fixo para todos os beneficiários do serviço, 
desde que haja efetiva fruição. 
III. A concessão de alvará de construção pode ser remunerada por taxa de 
polícia, pois se trata de exercício regular do poder de polícia. 
IV. O imposto pode ter por fato gerador serviços públicos indivisíveis, assim 
como o serviço de iluminação pública. 
V. A destinação do produto da arrecadação é irrelevante para definir a natureza 
jurídica do tributo como imposto. 
É correto o que se afirma APENAS em 
a) I e II. 
b) I e IV. 
c) II e III. 
d) III e V. 
e) IV e V. 
Comentários: 
I – Errada – Taxa de pavimentação é inconstitucional, pios trata-se de um tipo 
de serviço que não é divisível, não se pode apurar o usuário específico desse 
serviço. 
 
II – Errada – Essa está quase certa, na verdade, o erro está em dizer que esse 
tipo de serviço é indivisível, se fosse indivisível nem caberia cobrança de taxa. 
III – Correta – A concessão de alvará para construção acontece em função de 
um exercício regular de poder de polícia exercido por órgão do ente estatal, essa 
situação pode ser remunerada por meio de taxa do poder de polícia. 
Taxa de 
Serviço
Público
Específico destacados em unidades autônomas 
de intervenção, de utilidade, ou de 
necessidades públicas
Divisível
suscetíveis de utilização, 
separadamente, por parte de cada 
um dos seus usuários.
Utilização 
Efetiva usufruídos a qualquer título
Potencial
utilização compulsória, sejam postos à 
sua disposição mediante atividade 
administrativa em efetivo funcionamento;
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IV – Errada – O imposto é um tipo de tributo que não tem nenhuma relação 
com atividade estatal a favor do contribuinte, por definição. 
Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador 
uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, 
relativa ao contribuinte. 
V – Correta – Na análise da natureza jurídica de um tributo, o CTN determina 
que o produto da arrecadação do tributo é irrelevante para definir essa natureza. 
Gabarito 114: D 
 
99. (FCC/TRF-2/Analista/2012) Tendo em vista as espécies tributárias e as 
limitações ao poder de tributar, analise: 
I. Para a determinação da espécietributária, são relevantes ou imprescindíveis 
a denominação do tributo, sua característica formal ou a destinação legal do 
produto da arrecadação. 
II. A bitributação exprime a exigência da mesma imposição fiscal por duas vezes 
e a expressão bis in idem significa tributo repetido sobre a mesma coisa, isto é, 
exigência de um imposto duas vezes. 
III. As contribuições para a Previdência Social e para o Fundo de Garantia do 
Tempo de Serviço, dentre outras, é de natureza tributária, aplicando-se-lhes as 
normas gerais de Direito Tributário na sua cobrança e instituição. 
Nesses casos, está correto SOMENTE o que consta em 
 a) II. 
 b) I e II. 
 c) I e III. 
 d) II e III. 
 e) I. 
Comentários: 
I – Errada – Para determinar qual a espécie de um tributo, ou seja, sua natureza 
jurídica, é preciso saber que o CTN esclarece que é irrelevante a denominação, 
as características formais e a destinação da arrecadação. 
Art. 4º A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato 
gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la: 
I - a denominação e demais características formais adotadas pela lei; 
II - a destinação legal do produto da sua arrecadação. 
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II – Correta – Vamos ver melhor em outra aula. Bis in idem é cobrança de dois 
tributos por um mesmo ente e bitributação cobrança de dois tributos por ente 
diferente. 
III – Errada – As contribuições para a Previdência Social são consideradas sim 
como tributos, já o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço não é tributo. 
Gabarito 115: A 
 
100. (FCC/TRF-2/Analista/2012) Em relação às taxas, é correto afirmar: 
 a) Para ser cobrada pelo Distrito Federal, dentre outras esferas da organização 
político-administrativa, no âmbito de suas respectivas atribuições, seu fato 
gerador é também o exercício do poder de polícia 
 b) A competência residual permite a cobrança da taxa com base de cálculo 
idêntica à dos impostos, ou cuja base de cálculo esteja em função do capital das 
empresas. 
 c) Esse tributo pode ter como fato gerador a prestação de um serviço público, 
indivisível e efetivo, mas não aquele colocado à disposição do contribuinte, ainda 
que de uso compulsório. 
 d) O referido tributo independe de uma atuação estatal, como o exercício do 
poder de polícia da Administração Pública federal, estadual ou municipal. 
 e) É classificada entre os tributos não-vinculados e indiretos, confundindo-se, 
de regra, com os preços públicos. 
Comentários: 
a) Correta – Qualquer ente é competente para instituir taxas, desde que esteja 
prestando um serviço público de acordo com as características 
constitucionalmente previstas ou exercendo poder de polícia e também que 
esteja dentro de suas respectivas atribuições. 
b) Errada – Competência residual é atribuída a União para instituição de um 
imposto residual, não tem nada a ver com instituição de taxa. E mesmo assim 
não se pode dizer que base de cálculo de taxa seja igual a de imposto e nem 
instituição de taxa com base de cálculo em função de capital social de empresa. 
 
A TAXA não pode
CF - ter base de 
cálculo própria de 
impostos
CTN - ter base de cálculo ou 
fato gerador idênticos aos que 
correspondam a imposto
CTN - ser calculada
em função do 
capital das 
empresas
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c) Errada – O serviço público que enseja a cobrança de taxa deve ser divisível. 
d) Errada – A taxa é um tributo vinculado e depende sim de uma 
contraprestação estatal para sua instituição. 
e) Errada – Taxa é tributo vinculado e não se confunde com preço público. 
Gabarito 116: A 
 
EXERCÍCIOS DA FGV 
 
101. (FGV/SEFIN-RO/Auditor Fiscal/2018) De acordo com a definição de 
tributo, segundo o Código Tributário Nacional, assinale a afirmativa incorreta. 
a) A compensação financeira pela exploração de recursos minerais não é tributo, 
por ausência do caráter compulsório. 
b) A concessão de desconto ao contribuinte do IPVA, que não tenha cometido 
infrações de trânsito, viola o conceito de tributo, pois o tributo não é sanção por 
ato ilícito. 
c) O serviço militar obrigatório não é tributo, por ser uma obrigação compulsória 
não pecuniária. 
d) O acréscimo no valor do IPTU, a título de multa administrativa por ausência 
de inscrição imobiliária, viola o conceito de tributo, por se tratar de sanção por 
ato ilícito. 
e) Os agentes públicos envolvidos na cobrança do tributo não podem agir 
motivados por pressupostos de conveniência e oportunidade, devendo cumprir 
o que determina a lei, pois a cobrança do tributo é atividade administrativa 
plenamente vinculada. 
Comentários: 
Código Tributário Nacional - Art. 3º Tributo é toda prestação pecuniária 
compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não 
constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante 
atividade administrativa plenamente vinculada 
a) Errada – A compensação financeira pela exploração de recursos minerais não 
é compulsório e não pode, por isso, ser considerada tributo. 
b) Correta – Tributo realmente não é sanção de ato ilícito, tanto é que quem 
comete infração de trânsito será punido por multa que não é tributo. A 
concessão de desconto, se prevista em lei, pode ser concedida sem problema e 
isso não tem nada a ver com o fato de o tributo não poder ser instituído como 
sanção de ato ilícito, por isso o erro da questão. Já que a cobrança do IPVA 
integral não tem caráter sancionatório. 
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c) Errada – Exatamente como explicamos, não pode pagar tributo com 
prestação de serviço, deve sim ser pago em moeda, em regra. 
d) Errada – Trata-se de um caso de cobrança de multa por infração à legislação 
no próprio imposto, ou seja, não é uma cobrança à parte, mas sim no próprio 
IPTU, nesse caso, está utilizando uma sanção para acrescentar o valor do IPTU 
e isso não pode ser feito, pois viola o conceito de tributo. 
e) Errada – Agente cobrador de tributo age de maneira plenamente vinculada, 
não tem discricionariedade para agir em casos de cobrança de tributo. 
Gabarito 117: B 
 
102. (FGV/Prefeitura Salvador/Direito/2017) O Município “X” instituiu, por lei, 
uma taxa, com o objetivo de prevenção e combate a incêndios. Considerando 
tal hipótese, à luz da Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, assinale a 
afirmativa correta. 
a) A lei municipal é constitucional, pois adstrita aos exatos limites da 
competência tributária atribuída aos municípios pela CRFB/88. 
b) A lei municipal é constitucional, pois a saúde financeira do município é um 
objetivo constitucional. 
c) A lei municipal é inconstitucional, pois se trata de tributo da competência 
exclusiva da União. 
d) A lei municipal é inconstitucional, pois a prevenção e o combate a incêndios 
compõem a segurança pública, não cabendo ao Município a criação de taxa para 
tal fim. 
e) A lei municipal é inconstitucional, pois trata de matéria típica de decreto 
municipal ou portaria. 
Comentários: 
Em alguns Estados esse tipo de taxa existe, mas geralmente o ente instituidor 
desse tipo de taxa é o Estado e não o Município, pois o órgão responsável por 
esse tipo de serviço ou poder de polícia é o Corpo de Bombeiro Militar. Por isso, 
a lei desse Município é inconstitucional,pois a prevenção e o combate a 
incêndios compõem a segurança pública, não cabendo ao Município a criação de 
taxa para tal fim. Não cabe ao Município, já que não está no âmbito de suas 
atribuições. Segundo recente entendimento do STF esse tipo de serviço deve 
ser prestado com base nos recursos de impostos. 
Gabarito 118: D 
 
103. (FGV/ALERJ/Procurador/2017) São tributos classificados como indiretos, 
de competência da União, Estados e Municípios, respectivamente: 
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a) Imposto sobre produtos industrializados - IPI, Imposto sobre a transmissão 
causa mortis e doação – ITD e Imposto sobre a transmissão de bens imóveis – 
ITBI; 
b) Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre 
prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de 
comunicação – ICMS, Imposto sobre serviços de qualquer natureza – ISS e 
Imposto sobre Propriedade Territorial Rural – ITR, quando cobrado pelos 
Municípios; 
c) Contribuições de intervenção no domínio econômico - CIDE, Imposto sobre 
operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços 
de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação – ICMS e 
Imposto sobre serviços de qualquer natureza – ISS; 
d) Imposto sobre produtos industrializados – IPI, Imposto sobre a propriedade 
de veículos automotores – IPVA e Contribuição para o custeio da iluminação 
pública – COSIP, quando cobrada na conta de energia elétrica; 
e) Imposto sobre produtos industrializados – IPI, Imposto sobre operações 
relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de 
transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação – ICMS e Imposto 
sobre serviços de qualquer natureza – ISS. 
Comentários: 
Tributos indiretos são os que o contribuinte de direito é diferente do contribuinte 
de fato. A lei diz quem é o contribuinte, mas por questões mercadológicas o 
ônus dessa exação é repassado a outra pessoa que é o contribuinte de fato. 
São exemplos de impostos indiretos, em regra, os impostos sobre o consumo e 
sobre serviços: IPI, ICMS e ISS. 
 
 
Contribuinte
de direito
Aquele que tem o dever 
legal de pagar o tributo
de fato
Aquele que, do ponto de 
vista econômico, suporta
o ônus da carga tributária
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Gabarito 119: E 
 
104. (FGV/CODEMIG/Contador/2015) O tributo cuja obrigação tem por fato 
gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, 
relativa ao contribuinte, é: 
a) contribuição de melhoria; 
b) imposto; 
c) taxa; 
d) royaltie; 
e) participação especial. 
Comentários: 
Essa é a definição do CTN sobre imposto. 
Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma 
situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao 
contribuinte. 
Gabarito 120: B 
 
105. (FGV/Prefeitura de Niterói/Fiscal de Tributos/2015) A Constituição 
Federal prevê várias espécies tributárias, entre as quais a modalidade cujo fato 
gerador pode ser o exercício do poder do Estado de limitar as liberdades 
individuais em prol do bem da coletividade. Esse tributo é: 
a) empréstimo compulsório; 
b) contribuição de melhoria; 
TRIBUTOS DIRETOS 
Contribuinte de Direito 
 = 
Contribuinte de Fato 
Não há transferência / 
repercussão do ônus 
tributário. 
Contribuinte de Direito arca 
com o ônus econômico do 
tributo. 
Ex: IR, IPVA, IPTU, ITDC, ITBI 
 
TRIBUTOS INDIRETOS 
Contribuinte de Direito 
= 
Contribuinte de Fato 
Há transferência / 
repercussão do ônus 
tributário. 
Contribuinte de Direito 
repassa o encargo 
econômico do tributo para 
outro (contribuinte de fato) 
Ex: IPI, ICMS e ISS 
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c) imposto; 
d) taxa; 
e) contribuição parafiscal. 
Comentários: 
O poder de limitar ou disciplinar direito, interesse ou liberdade é o poder de 
polícia. O exercício regular do poder de polícia pode ser objeto de cobrança do 
tributo taxa. 
Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública 
que, limitando ou disciplinando direito, interêsse ou liberdade, regula a 
prática de ato ou abstenção de fato, em razão de intêresse público 
concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina 
da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas 
dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranqüilidade 
pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou 
coletivos. 
Gabarito 121: D 
 
106. (FGV/Prefeitura de Niterói/Fiscal de Tributos/2015) Sobre a disciplina da 
espécie tributária “taxa" na Constituição Federal e no CTN, é correto afirmar 
que: 
a) é um tributo de competência privativa da União; 
b) poderá ter base de cálculo própria de imposto; 
c) é tributo de competência comum à União, Estados, Distrito Federal e 
Municípios; 
d) é tributo que poderá ter como fato gerador a prestação de serviço público 
específico e indivisível; 
e) é um tributo cuja majoração da respectiva base de cálculo é exceção ao 
princípio da anterioridade. 
Comentários: 
A taxa é um tributo que pode ser instituído pela União, pelos Estados, pelo DF 
e pelos Municípios de acordo com as suas atribuições. 
CF - Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
poderão instituir os seguintes tributos: 
II - taxas, (...) 
Gabarito 122: C 
 
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107. (FGV/TJ-BA/Analista/2015) A opção em que um ou mais dos seguintes 
impostos NÃO são classificados como impostos sobre o patrimônio e a renda ou 
como impostos sobre a produção e a circulação é: 
a) Imposto de Renda de Pessoa Física e Imposto sobre operações financeiras; 
b) Imposto territorial rural e Imposto sobre serviços; 
c) Imposto predial e territorial urbano e Imposto de importação; 
d) Imposto de transferência de bens imóveis e Imposto sobre circulação de 
mercadorias e serviços; 
e) Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e Imposto sobre produtos 
industrializados. 
Comentários: 
Impostos Classificados Segundo o CTN - Imposto sobre o comércio exterior 
seriam o II e o IE. Imposto sobre o patrimônio e renda, nesse caso, IR, ITR, 
IGF, IPVA, ITCMD, IPTU e ITBI. Imposto sobre a produção e circulação, que 
são IPI, IOF, ICMS e ISS. Por fim, impostos extraordinários como o IEG. 
A questão quer saber qual o item em que pelo menos um imposto não seja 
sobre o patrimônio ou renda ou sobre a produção ou circulação. 
a) Errada – IRPF é imposto sobre a renda e IOF é sobre a circulação ou produção. 
b) Errada – ITR é sobre o patrimônio e ISS é sobre produção ou circulação. 
c) Correta – IPTU é sobre o patrimônio e II é sobre comércio exterior, portanto, 
o II atende o enunciado. 
d) Errada – ITBI é sobre patrimônio e ICMS é sobre circulação. 
e) Errada – IR é sobre a renda e IPI sobre produção. 
Gabarito 123: C 
 
108. (FGV/Prefeitura Cuiabá/Auditor Fiscal/2014) Assinale a opção que 
apresenta elemento estranho ao conceito legal de tributo. 
a) Prestação compulsória. 
b) Prestação pecuniária. 
c) Prestação com natureza de sanção.d) Prestação cobrada mediante atividade administrativa vinculada. 
e) Prestação instituída em lei. 
Comentários: 
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A definição legal de tributo é dada pelo art. 3º do CTN. Para ser considerada 
tributo, a prestação deve se enquadrar em todas as características abaixo 
desmembradas: 
 
Com isso já percebemos que o gabarito é a letra D, mas vamos agora aproveitar 
as alternativas para revisar as características dos tributos: 
a) Correta - Compulsória → por ser uma receita derivada, o tributo tem caráter 
obrigatório. 
b) Correta - Prestação pecuniária → significa que o tributo é algo que deve 
ser pago em dinheiro, não em serviços ou bens. 
c) Errada - Não constitua sanção de ato ilícito → significa que o dever de 
pagar tributo decorre do acontecimento do fato gerador, que é uma situação 
prevista na lei instituidora do tributo. Assim, o dever de pagar tributo não pode 
ser confundido com uma punição / sanção ao contribuinte. Por essa razão, 
tributo e multa apresentam naturezas distintas. 
d) Correta - cobrada mediante atividade administrativa plenamente 
vinculada” → A autoridade tributária não pode analisar se é conveniente e 
oportuno cobrar o tributo. Ou seja, não há nenhuma discricionariedade na 
cobrança de tributos. 
e) Correta - instituída em lei → essa característica é decorrência do tributo 
ser compulsório, pois, conforme a Constituição Federal: “ninguém será obrigado 
a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude da lei” (CF, art. 5º, II). Os 
atos infralegais, isto é, hierarquicamente abaixo das leis, como os decretos, 
não podem instituir tributos. Essa é uma regra sem exceção! CUIDADO! 
Embora não haja exceções à essa regra na criação de tributos, existem exceções 
na alteração das alíquotas, conforme detalharemos na próxima aula. 
Gabarito 124: C 
TRIBUTO é 
toda
prestação pecuniária
compulsória
em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir
que não constitua sanção e de ato ilícito
instituída em lei
cobrada mediante atividade administrativa plenamente
vinculada
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109. (FGV/Prefeitura Cuiabá/Auditor Fiscal/2014) É sabido que todos os 
tributos têm função arrecadatória, ainda que alguns tenham mais acentuada 
função extrafiscal, buscando, assim, objetivos outros que não apenas o de 
arrecadar receitas públicas. Assinale a opção que indica o tributo com função 
extrafiscal mais acentuada 
a) Taxa para a expedição de Alvará de Localização. 
b) Imposto Sobre Serviços. 
c) Imposto Sobre Transmissão Causa Mortis e Doação. 
d) Imposto de Importação 
e) Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido. 
Comentários: 
Relembrando nosso esquema sobre tributos extrafiscais: 
 
Tanto a finalidade fiscal como a extrafiscal estão presentes com alguma 
intensidade em todos os tributos. Na finalidade extrafiscal, o tributo pode ser 
utilizado para regular a economia, interferir na produção e no consumo e nas 
atividades financeiras, incentivando ou desestimulando setores da economia. 
Gabarito 125: D 
 
110. (FGV/AL-BA/Auditor/2014) Com referência às taxas, assinale a afirmativa 
correta. 
a) Atendem precipuamente ao interesse privado do usuário em determinado 
serviço. 
b) Remuneram serviço público uti universi, que a Administração presta para 
atender à comunidade. 
c) Deve ser observado o valor do serviço e a sua efetiva utilização pelo 
particular. 
TRIBUTOS 
FISCAIS 
Objetiva 
principalmente: 
arrecadar recursos 
financeiros 
 
Ex.: IR, IPTU, ICMS, 
IPVA, ITBI, ISS 
 
TRIBUTOS 
EXTRAFISCAIS 
Objetiva 
principalmente: 
intervir em uma 
situação social ou 
econômica. 
Ex.: II, IE, IOF, IPI 
 
TRIBUTOS 
PARAFISCAIS 
A instituidora do 
tributo atribui a 
disponibilidade dos 
recursos arrecadados 
a entidade distinta. 
Ex: Contribuição ao 
CREA. 
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d) Têm por fonte a vontade da pessoa em receber determinado serviço público. 
e) Sua base de cálculo está vinculada a uma atuação estatal. 
Comentários: 
a) Errada – A taxa não atende ao interesse privado, mas sim ao interesse 
público, pois visa remunerar uma atuação Estatal em favor do contribuinte. 
b) Errada – O STF consagrou o entendimento de que as atividades ou serviços 
gerais do Estado (universais, prestados “uti universi”) devem ser financiados 
com impostos, e não com taxas, por não constituírem serviços públicos 
específicos e divisíveis. Assim, apenas os serviços públicos específicos 
(singulares, prestados “uti singuli”) devem ser financiados por meio das taxas 
(ADI 1.942, ADI 2.424). 
c) Errada – Pela leitura do disposto no CTN, percebemos que o fato gerador das 
taxas é dividido em duas espécies, havendo a taxa de serviço e a taxa de polícia: 
 
No que se refere à taxa de serviço, no caso de serviços de utilização compulsória 
que sejam colocados à disposição do contribuinte, a utilização do serviço 
pode ser potencial por parte do usuário-contribuinte (CUIDADO!! Repare no 
esquema acima que os atributos “efetiva” e “potencial” referem-se à utilização, 
e não ao serviço!!). 
Perceba que não basta o Estado ter a incumbência de prestar o serviço, mas 
sim é necessário que o serviço exista efetivamente, em condições 
razoáveis de utilização. Mas não há necessidade de efetiva utilização do serviço 
pelo particular, por isso incorreta a alternativa. 
d) Errada – A fonte da cobrança da taxa é a lei que a instituiu e não a vontade 
da pessoa que receber o serviço. 
e) Errada – As Taxas apresentam os fatos geradores relacionados com 
alguma atividade estatal: serviço público específico e divisível ou 
exercício regular do poder de polícia (taxas). Assim, pode-se dizer que as 
taxas são tributos contraprestacionais (ou vinculados), pois a obrigação de 
pagar está vinculada ao momento em que o Estado realiza alguma atividade em 
direção ao contribuinte. São também chamadas de retributivas. 
U, 
E,
DF 
e 
M
Taxa pela 
UTILIZAÇÃO
Efetiva
OU
potencial
de
serviço
público
específico
E
divisível
prestado ao 
contribuinte
OU
posto à sua 
disposição
Taxa pelo EXERCÍCIO regular do poder de polícia.
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Gabarito 126: E 
 
111. (FGV/TJ-AM/Juiz/2013) Assinale a alternativa que melhor sintetiza as 
distinções entre as espécies tributárias indicadas. 
a) O imposto pressupõe um ato do Poder Público, assim como a taxa, sendo 
distintos os fatos geradores dos dois tributos, mas não as bases de cálculo. 
b) O imposto pressupõe um ato do contribuinte, assim como a taxa, sendo 
distintas as bases de cálculo, mas não os fatos geradores. 
c) O imposto pressupõe um ato do Poder Público, assim como a taxa, sendo 
distintas as bases de cálculo dos dois tributos, mas não os fatos geradores. 
d) O imposto pressupõe um ato do contribuinte, assim como a taxa, sendo 
distintos os fatos geradores dos dois tributos, mas não as bases de cálculo. 
e) O imposto pressupõe um ato do contribuinte e a taxa pressupõe um ato do 
Poder Público, sendo distintos os fatos geradores e as bases de cálculo dos dois 
tributos. 
Comentários: 
Para responder aessa questão, devemos nos lembrar da diferença entre 
tributos vinculados (caso das taxas e contribuições de melhoria), que 
para serem cobrados dependem de uma atividade estatal específica, e tributos 
não vinculados (caso dos impostos), que independem de uma atividade 
estatal específica prestada ao contribuinte. 
Em geral, o fato gerador dos impostos ocorre em função de um ato do 
contribuinte, uma manifestação de riqueza, como obtenção de renda (IR) e 
propriedade de veículo automotor (IPVA). 
Já o fato gerador das taxas e contribuições de melhoria ocorre em função 
de atos do Poder Público, como prestação de serviço específico e divisível ou 
exercício regular do Poder de Polícia (taxas) e obras públicas das quais decorram 
valorização imobiliária (contribuição de melhoria). 
IMPOSTOS
•Fato do Contribuinte
• Não vinculado
• Não contraprestacional
• Caráter contributivo
TAXAS
• Fato do Estado (da Adm.
Pública)
• Vinculadas
• Contraprestacionais
• Caráter retributivo
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Sobre a base de cálculo, o art. 145, § 2º, da CF determina que as taxas não 
poderão ter base de cálculo própria de impostos. 
Gabarito 127: E 
 
EXERCÍCIOS DE OUTRAS BANCAS 
 
112. (CONSULPLAN/TJ-MG/Notário/2017) Dado que o fato gerador significa 
um evento e a base de cálculo, a grandeza que o dimensiona numericamente, 
considerando-se os impostos e as taxas, é correto afirmar: 
a) A base de cálculo dos impostos deve ser a grandeza que dimensiona a 
manifestação de riqueza, sendo também totalmente idônea para regular a taxa, 
que guarda relação com a contraprestação estatal. 
b) É constitucional a adoção, no cálculo do valor de taxa, de um ou mais 
elementos da base de cálculo própria de determinado imposto, desde que não 
haja integral identidade entre uma base e outra. 
c) Não viola a garantia constitucional de acesso à jurisdição a taxa judiciária 
calculada sem limite sobre o valor da causa. 
d) O Supremo Tribunal Federal entendeu pela inconstitucionalidade da taxa de 
fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários, cobrada pela 
Comissão de Valores Mobiliários, cujos montantes, em moeda corrente, são 
determinados em faixas que variam de acordo com o patrimônio líquido da 
sociedade ou fundo de investimento sujeito à fiscalização. 
Comentários: 
a) Errada – A manifestação de riqueza que enseja a cobrança dos impostos é 
utilizada como base de cálculo dos impostos, mas essa grandeza não é a mesma 
utilizada para cálculo de taxa. 
b) Correta – O STF já sumulou esse entendimento, é possível sim usar 
elementos da base de calculo do imposto para calcular a taxa. 
c) Errada – A taxa judiciária deve seguir um limite, já que se instituída sem 
limite violará o acesso à justiça. 
Súmula 667 - Viola a garantia constitucional de acesso à jurisdição a taxa 
judiciária calculada sem limite sobre o valor da causa. 
d) Errada – O STF entende que a taxa de fiscalização do mercado de títulos e 
valores mobiliários é CONSTITUCIONAL. 
Gabarito 128: B 
 
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113. (CONSULPLAN/TJ-MG/Notário/2017) À luz do princípio da não afetação, 
marque a alternativa correta: 
a) O regime constitucional atual adota o princípio da não afetação, proibindo a 
vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas 
algumas situações. 
 b) A Constituição Federal atual veda a afetação da receita, relativamente às 
taxas e contribuição de melhoria. 
 c) O Supremo Tribunal Federal não reconhece a possibilidade de a lei 
estabelecer a afetação de receita de taxa a determinado órgão, fundo ou 
despesa públicos. 
d) O regime constitucional atual veda a vinculação do produto da arrecadação 
de qualquer tributo a determinado órgão, fundo ou despesa. 
Comentários: 
A Constituição estabelece como regra geral o princípio da não afetação às 
receitas impostos, que quer dizer, a receita de impostos, em regra, não pode 
ser vinculada a órgão, fundo ou despesa, a não ser nos casos excepcionais 
previstos na própria Constituição. As taxas e as contribuições de melhoria não 
se submetem a esse regime da não afetação podendo ter receita vinculada, o 
próprio STF já admitiu essa possibilidade. 
Art. 167. São vedados: 
IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, 
ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se 
referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e 
serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino 
e para realização de atividades da administração tributária,(...) 
Gabarito 129: A 
 
114. (FEPESE/Pref. Criciúma/Fiscal de Rendas/2017) É(São) relevante(s) para 
determinar a natureza jurídica específica do tributo, de acordo com o Código 
Tributário Nacional: 
a) a base de cálculo e a alíquota. 
b) a denominação adotada pela legislação. 
c) o fato gerador da respectiva obrigação. 
d) as características formais especificadas pela lei. 
e) a destinação legal do produto da sua arrecadação. 
Comentários: 
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De acordo com o Código determina-se a natureza jurídica com tributo pela 
análise do fato gerador da respectiva obrigação. 
Gabarito 130: C 
 
115. (FUNCAB/Faceli/Procurador/2015) Há impostos em que o consumidor é o 
contribuinte de fato, enquanto o comerciante ou o fabricante é o contribuinte 
de direito, previsto na lei como responsável pela arrecadação do tributo. Nesse 
caso, segundo a classificação dos impostos, a transferência do valor devido 
caracteriza imposto: 
 a) indireto. 
 b) extraordinário. 
 c) real. 
 d) discricionário. 
 e) empresarial. 
Comentários: 
Imposto em que o contribuinte de fato é diferente do contribuinte de direito 
caracteriza o imposto indireto. 
Gabarito 131: A 
 
 
Contemplada a resolução dos exercícios, despeço-me na paz de Jesus. 
Segue abaixo a lista dos exercícios vistos nessa aula. 
Abraço 
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1. (FCC/INFRAERO/Advogado/2011) O imposto, a taxa e a contribuição de 
melhoria são, para o Estado, formas de receita 
a) derivada, derivada e originária, respectivamente. 
b) originária. 
c) derivada. 
d) derivada, originária e derivada, respectivamente. 
e) originária, derivada e derivada, respectivamente. 
 
2. (FCC/TCE-PR/Analista/2011) Com relação aos tributos, é correto afirmar 
que são considerados receita derivada e têm por finalidade obter recursos 
financeiros para o Estado custear as atividades que lhe são correlatas. 
 
3. (FCC/SEGEP-MA/Técnico da Receita/2016) De acordo com a definição do 
Código Tributário Nacional, tributo é toda prestação 
a) compulsória, em moeda ou em quaisquer tipos de bens e direitos, cujo valor 
nela se possa exprimir, que constitua ou não sanção de ato ilícito, instituída pela 
legislação tributária e cobrada mediante atividade administrativa ou judicial 
plenamente vinculada. 
b) pecuniária compulsória, em moeda ou em quaisquer tipos de bens e direitos, 
cujo valor nela se possa exprimir, que constitua ou não sanção de ato ilícito, 
instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativaou judicial 
plenamente vinculada. 
c) compulsória, preferencialmente em moeda ou cujo valor nela se possa 
exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída pela legislação 
tributária e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. 
d) pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que 
não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante 
atividade administrativa plenamente vinculada. 
e) compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que constitua 
ou não sanção de ato ilícito, instituída pela legislação tributária e cobrada 
mediante atividade administrativa ou judicial plenamente vinculada. 
 
4. (CONSULPLAN/TJ-MG/Notário/2017) A partir da definição legal de tributo, 
considerando-se o art. 3º e outras disposições constantes do Código Tributário 
Nacional, é correto afirmar: 
7 – Lista de Exercícios 
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a) Tributo é toda prestação pecuniária, podendo constituir sanção de ato ilícito. 
b) Tributo é prestação em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, sendo 
vedado o uso de unidades fiscais para indexação. 
c) Tributo é pagável em dinheiro, mas também em bens imóveis, nos termos 
da lei. 
d) A característica de ser prestação compulsória denota a natureza de receita 
originária do tributo. 
 
5. (CONSULPLAN/TJ-MG/Notário/2017) A partir da definição de tributo, é 
correto afirmar: 
a) O tributo é compulsório, mas essa característica não possui nenhuma relação 
com a garantia constitucional segundo a qual ninguém é obrigado a fazer ou 
deixar de fazer algo senão em virtude da lei. 
b) A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal firmou-se no 
sentido da possibilidade de medida provisória ser veículo idôneo para a 
instituição de tributo. 
c) Admite-se a edição de medida provisória sobre matéria reservada a lei 
complementar. 
d) Medida provisória não pode instituir imposto. 
 
6. (FUNDATEC/SEFAZ-RS/Técnico Tributário/2014) I - Pelo fato de o Art. 
145 da Constituição Federal contemplar a expressão “os tributos são os 
seguintes: impostos, taxas e contribuição de melhoria”, o empréstimo 
compulsório e as demais contribuições não se enquadram como exação 
tributária. 
II - As espécies tributárias restringem-se às exações previstas no Capítulo I do 
Sistema Tributário Nacional, contido no Título VI – Da Tributação e do 
Orçamento, da Constituição Federal. 
 
7. (FGV/Prefeitura de Salvador/Técnico em Contábeis/2017) Tributo é toda 
prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa 
exprimir, que não constitua sanção por ato ilícito, constituída em lei e cobrada 
mediante atividade administrativa plenamente vinculada. Os tributos podem ser 
classificados em vinculados e não vinculados. Assinale a opção que indica um 
tributo não vinculado. 
a) Taxas. 
b) Impostos. 
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c) Contribuições de melhoria. 
d) Contribuições sociais. 
e) Empréstimos compulsórios. 
 
8. (CESPE/Câmara dos Deputados/Analista/2014) A parafiscalidade 
caracteriza-se pela destinação do produto da arrecadação a ente diverso do que 
instituiu o tributo. 
 
9. (VUNESP/IPT-SP/Advogado/2014) A natureza jurídica do tributo é 
determinada 
a) pela sua denominação e demais características formais adotadas pela lei. 
b) pela destinação legal do produto da sua arrecadação. 
c) pelo fato gerador da respectiva obrigação. 
d) pelo crédito tributário correspondente. 
e) pela obrigação tributária que lhe dá origem. 
 
10. (CESPE/TJ-RN/Juiz/2013) Imposto consiste em tributo cujo fato gerador 
representa situação que depende de uma atividade estatal específica em relação 
ao contribuinte. 
 
11. (FUNDEP/MPE-MG/Promotor/2018) Imposto é o tributo cuja obrigação 
tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal 
específica, relativa ao contribuinte. 
 
12. (CS-UF/Prefeitura de Goiânia/Auditor de Tributos/2016) O imposto em 
que a alíquota diminui à proporção que os valores sobre os quais incide são 
maiores pode ser considerado um imposto 
a) seletivo. 
b) proporcional. 
c) regressivo. 
d) progressivo. 
 
13. (CESPE/ANATEL/Especialista em Regulação/2014) Acerca de 
competência tributária, conceito e classificação dos tributos, bem como de 
tributos em espécie, julgue o item a seguir. 
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Nos termos da CF, os impostos, as taxas e as contribuições de melhoria devem 
ser graduadas de acordo com a capacidade contributiva do contribuinte, por 
força do princípio da isonomia. 
 
14. (FCC/AL-MS/Consultor Legislativo/2016) A legislação tributária dispõe 
que a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão, no âmbito 
de suas respectivas atribuições, instituir as taxas, que têm como fato gerador o 
exercício regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de 
serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua 
disposição. A respeito desse tributo, é correto afirmar: 
a) Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado 
pelo órgão competente nos limites da lei aplicável, com observância do processo 
legal e, tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária, sem abuso 
ou desvio de poder. 
b) Os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir taxa, na forma das 
respectivas leis, para o custeio do serviço de iluminação pública. 
c) Os serviços consideram-se utilizados pelo contribuinte efetivamente, quando, 
sendo de utilização compulsória, sejam postos à sua disposição mediante 
atividade administrativa em efetivo funcionamento. 
d) São serviços específicos, quando suscetíveis de utilização, separadamente, 
por parte de cada um dos seus usuários; e são divisíveis, quando possam ser 
destacados em unidades autônomas de intervenção, de utilidade, ou de 
necessidades públicas. 
e) Somente as taxas em razão do exercício do poder de polícia podem ter base 
de cálculo própria dos impostos. 
 
15. (CESPE/DPU/Defensor/2017) A respeito das espécies tributárias 
existentes no sistema tributário brasileiro, julgue o item que se segue. No 
cálculo do valor de determinada taxa, pode haver elementos da base de cálculo 
de algum imposto, desde que não haja total identidade entre uma base e outra. 
 
16. (CESPE/BACEN/Procurador/2013) Assinale a opção correta em relação a 
taxas e preços públicos. 
a) As taxas, diferentemente dos preços públicos, são compulsórias e 
condicionam-se ao princípio da anterioridade. 
b) O valor que remunera a contraprestação de um serviço público essencial de 
forma compulsória é tratado como preço público. 
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c) As taxas podem ser instituídas por normas administrativas, ao passo que os 
preços devem ser fixados por lei. 
d) Os preços públicos são considerados receitas derivadas, havendo, portanto, 
discricionariedade em seu pagamento. 
e) As taxas remuneram serviços públicos e, portanto, são consideradas receitas 
originárias. 
 
EXERCÍCIOS DA VUNESP 
 
17. (VUNESP/TJ-RS/Juiz/2018) O prefeito do Município X pretende instituiruma taxa para custear o serviço de coleta, remoção e destinação do lixo 
doméstico produzido no Município. A taxa será calculada em função da 
frequência da realização da coleta, remoção e destinação dos dejetos e da área 
construída do imóvel ou da testada do terreno. Acerca dessa taxa, é correto 
afirmar que ela é 
a) ilegal, porque a coleta, remoção e destinação do lixo doméstico não podem 
ser considerados como serviço público específico e divisível. 
b) ilegal, porque sua base de cálculo utiliza elemento idêntico ao do IPTU, qual 
seja, a metragem da área construída ou a testada do imóvel. 
c) legal se houver equivalência razoável entre o valor cobrado do contribuinte e 
o custo individual do serviço que lhe é prestado. 
d) ilegal, porque não possui correspondência precisa com o valor despendido na 
prestação do serviço. 
e) legal, porque foi instituída em razão do exercício regular de poder de polícia, 
concernente à atividade da Administração Pública que regula ato de interesse 
público referente à higiene. 
 
18. (VUNESP/Prefeitura de Bauru/Procurador/2018) De acordo com a 
Constituição Federal, são tributos: 
a) contribuição previdenciária, IPTU e pedágio cobrado por concessionária de 
rodovia. 
b) contribuição de intervenção no domínio econômico, anuidade da OAB e taxa 
decorrente do exercício de poder de polícia. 
c) contribuição para custeio do serviço de iluminação pública, taxa de coleta de 
resíduos sólidos e multas administrativas. 
d) todos os débitos inscritos em dívida ativa e cobrados por meio de execução 
fiscal. 
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e) todos os créditos do Poder Público que caracterizam receita de capital. 
 
19. (VUNESP/PauliPrev/Procurador/2018) Segundo o Código Tributário 
Nacional, a natureza jurídica específica do tributo é determinada 
a) pela destinação dos recursos arrecadados, sendo relevantes para qualificá-la 
a denominação e as demais características formais adotadas pela lei. 
b) pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevante para qualificá-
la a destinação do produto da sua arrecadação. 
c) pela destinação dos recursos arrecadados, sendo irrelevantes para qualificá-
la a denominação e as demais características formais adotadas pela lei. 
d) pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo relevantes a denominação 
e as demais características formais adotadas pela lei. 
e) pela denominação e pelas demais características formais adotadas pela lei de 
criação do tributo, sendo relevante para qualificá-la a destinação do produto da 
sua arrecadação. 
 
20. (VUNESP/TJ-MT/Juiz/2018) Caso o poder público municipal decida cobrar 
determinado valor em dinheiro como contrapartida pela ocupação de praça 
pública por comerciantes, na forma de feira livre, em dia específico da semana, 
sem concomitante exercício do poder de polícia por parte da Administração, 
essa cobrança deverá ocorrer por meio de 
A) taxa de instalação, uso e ocupação do solo urbano. 
B) contribuição de melhoria a ser cobrada especificamente dos comerciantes 
instalados no local. 
C) imposto sobre a propriedade territorial urbana. 
D) taxa cobrada em razão do serviço público de fiscalização das atividades 
desempenhadas no local. 
E) preço público cobrado em decorrência da utilização de bem público. 
 
21. (VUNESP/TJ-RJ/Juiz/2018) Os Municípios são responsáveis pela 
prestação de diversos serviços públicos de interesse da população, bem como 
pelo exercício do poder de polícia relativo a diversas atividades, tais como 
vigilância sanitária, normas urbanísticas, entre outras. A esse respeito, é correto 
afirmar que 
A) se considera serviço público a atividade da Administração Pública que, 
limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato 
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ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, 
à higiene, à ordem ou aos costumes. 
B) os serviços públicos divisíveis e o exercício regular do poder de polícia podem 
ser financiados por meio da instituição de taxas, as quais não poderão ter base 
de cálculo ou fato gerador idênticos aos que correspondam a imposto. 
C) os serviços públicos de iluminação pública podem ser financiados por meio 
da instituição de taxa municipal de iluminação pública, dado o interesse local 
envolvido na prestação desse serviço. 
D) taxas e preços públicos se referem a fenômenos juridicamente idênticos, 
obedecendo ambos às limitações constitucionais ao poder de tributar, sobretudo 
ao princípio da anterioridade e da legalidade. 
E) para efeito de instituição e cobrança de taxas, consideram-se compreendidas 
no âmbito das atribuições dos Municípios, aquelas que, segundo a Constituição 
Federal, refiram-se a serviços de competência da União, dos Estados e do 
Distrito Federal. 
 
22. (VUNESP/Câmara de Itaquaquecetuba - SP/Procurador/2018) O 
financiamento de atividades exercidas pela Administração Pública para 
determinados usuários pode se dar por meio de Taxa de Serviços ou de Polícia. 
A respeito do tema, assinale a alternativa que representa o entendimento atual 
dos Tribunais Superiores. 
A) A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta, 
remoção e tratamento de lixo ou resíduos provenientes de imóveis é 
inconstitucional. 
B) A cobrança de taxa de matrícula nas universidades públicas viola o direito 
constitucional da gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais. 
C) É inconstitucional a adoção, no cálculo do valor de taxa, de um ou mais 
elementos da base de cálculo própria de determinado imposto. 
D) Não viola a garantia constitucional de acesso à jurisdição a taxa judiciária 
calculada sem limite sobre o valor da causa. 
E) O serviço de iluminação pública pode ser remunerado por taxa em razão de 
ser serviço público, específico e divisível. 
 
23. (VUNESP/Prefeitura de Sorocaba/Procurador/2018) Com base no Código 
Tributário Nacional, é correto afirmar que a natureza jurídica específica do 
tributo é determinada 
A) pela denominação adotada pela lei, sendo irrelevantes para qualificá-la o fato 
gerador da respectiva obrigação e as demais características formais. 
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B) pela destinação legal do produto da sua arrecadação, sendo irrelevantes para 
qualificá-la o fato gerador da respectiva obrigação e as demais características 
formais. 
C) pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-
la a destinação legal do produto da sua arrecadação e a denominação adotada 
pela lei. 
D) pelo fato gerador da respectiva obrigação e pela denominação adotada pela 
lei, sendo irrelevante para qualificá-la a destinação legal do produto da sua 
arrecadação. 
E) pelo fato gerador da respectiva obrigação e pela destinação legal do produto 
da sua arrecadação, sendo irrelevante para qualificá-la a denominação adotada 
pela lei. 
 
24. (VUNESP/Câmara de Campo Limpo Paulista - SP/Procurador/2018) Caso 
determinado município pretenda financiar o serviço público de coleta de resíduos 
sólidos domiciliares no seu território, este município poderá 
A) aumentar o imposto sobre propriedade urbana dos imóveis atendidos pelo 
serviço, de forma proporcional ao custo do serviço implantado. 
B) instituir taxa em decorrência da utilização,efetiva ou potencial, de serviço 
público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. 
C) instituir contribuição de melhoria nos estritos limites da valorização nos 
imóveis particulares decorrentes da implantação do serviço de coleta de 
resíduos sólidos. 
D) vincular, mediante lei, percentual do imposto sobre serviços arrecadado no 
município à prestação do serviço público em questão. 
E) instituir contribuição para custeio dos serviços públicos de coleta de resíduos 
sólidos, em linha com a previsão constitucional e jurisprudência do Supremo 
Tribunal Federal. 
 
25. (VUNESP/TJ-SP/Juiz/2017) A extrafiscalidade pode ser conceituada como 
a) a possibilidade de delegação da capacidade tributária ativa e da aptidão de 
exigir e arrecadar tributo, desde que o faça por lei, a outra pessoa de direito 
público ou privado que preste serviços públicos. 
b) o mecanismo pelo qual a pessoa política, por meio de lei, transfere sua 
capacidade ativa a outra pessoa de direito público, como as autarquias. 
c) a atividade que se expressa na atuação estatal de exigência de tributos com 
o objetivo exclusivo de arrecadação, e a geração de receitas, operando-se em 
desvio de finalidade. 
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d) o emprego de instrumentos tributários para o alcance das finalidades não 
arrecadatórias, mas incentivadoras ou inibidoras de comportamentos, com vista 
à realização de valores constitucionalmente relevantes. 
 
26. (VUNESP/Prefeitura de Alumínio – SP/Procurador/2017) Assinale a 
alternativa que apresenta um tributo regido pelo princípio da não afetação. 
A) Taxa em razão do exercício do poder de polícia. 
B) Taxa pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e 
divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição. 
C) Contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas. 
D) Empréstimo compulsório para atender a despesas extraordinárias, decorrentes 
de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência. 
E) Imposto. 
 
27. (VUNESP/CRO-SP/Advogado/2015) A atividade da Administração Pública 
que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática 
de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à 
segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do 
mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou 
autorização do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à 
propriedade e aos direitos individuais ou coletivos 
 a) não autoriza exação tributária, visto tratar-se de atividade-meio da 
Administração Pública. 
 b) não autoriza exação tributária, visto tratar-se de atividade-fim da 
Administração Pública. 
 c) autoriza exação tributária na modalidade imposto, visto que referida atuação 
da Administração Pública se dá em caráter universal. 
 d) autoriza a cobrança de tarifa ou preço público, visto que referida atividade 
admite delegação a concessionários de serviço público. 
 e) autoriza exação tributária na modalidade taxa, em razão de expressa previsão 
legal. 
 
28. (VUNESP/Câmara Municipal de Jaboticabal - SP/Agente Contábil/2015) 
Segundo determinados autores, a receita pública é toda a entrada de numerário 
nos cofres do Estado, podendo ser ela originária, proveniente do patrimônio do 
Estado, ou derivada, proveniente de tributos. Nesse caso, definir-se tributo 
como: 
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A) a receita proveniente da prestação de serviço do Estado à população, não 
compulsória, que poderá ser em moeda ou mesmo na troca de ativos, cobrada 
mediante atividade financeira não vinculada. 
B) toda prestação comercial não compulsória, em moeda ou cujo valor nela se 
possa exprimir, no caso troca de ativos, que não constitua sanção de ato lícito, 
e cobrada mediante atividade financeira vinculada. 
C) toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se 
possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e 
cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. 
D) melhoria cobrada pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos 
Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, e instituída para fazer 
face ao custo de obras de infraestrutura, educação e saúde, tendo como limite 
total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor do custo. 
E) a receita cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de 
qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. 
 
29. (VUNESP/Câmara Municipal de Jaboticabal - SP/Agente Contábil/2015) É 
cobrada (o) pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, 
no âmbito de suas respectivas atribuições e têm como fato gerador o exercício 
regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço 
público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. 
Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando 
ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou 
abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à 
higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao 
exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização 
do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos 
direitos individuais ou coletivos. 
O texto trata de 
A) contribuição social. 
B) imposto. 
C) contribuição previdenciária. 
D) taxa. 
E) contribuição de Melhoria. 
 
30. (VUNESP/Prefeitura de Arujá - SP/Fiscal de Tributos/2015) Para que 
possa ser exigida uma taxa pela utilização, efetiva ou potencial, de serviço 
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público prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição, é necessário que tal 
serviço seja 
A) específico e indivisível. 
B) específico e divisível. 
C) não específico, mas divisível. 
D) não específico, mas indivisível. 
E) específico, sendo irrelevante sua divisibilidade ou indivisibilidade. 
 
31. (VUNESP/Prefeitura de Arujá - SP/Fiscal de Tributos/2015) O tributo cuja 
obrigação tem por fato gerador uma situação independente de uma atuação 
estatal específica relativa ao contribuinte denomina-se 
A) empréstimo compulsório. 
B) contribuição social. 
C) imposto. 
D) preço público. 
E) tarifa. 
 
32. (VUNESP/TJ-SP/Contador Judiciário/2015) “ _____________________ 
pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios no âmbito 
de suas respectivas atribuições, tem(têm) como fato gerador o exercício regular 
do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público 
específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição.” 
(Adaptado) 
Assinale a alternativa que preenche corretamente o espaço em branco, 
correspondente à espécie tributária de que trata o art. 77 do CTN. 
A) As taxas cobradas 
B) O imposto cobrado 
C) A Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) cobrada 
D) A contribuição de melhoria cobrada 
E) O empréstimo compulsório cobrado 
 
33. (VUNESP/IPT-SP/Advogado/2014) A natureza jurídica do tributo é 
determinada 
A) pela sua denominação e demais características formais adotadas pela lei.B) pela destinação legal do produto da sua arrecadação. 
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C) pelo fato gerador da respectiva obrigação. 
D) pelo crédito tributário correspondente. 
E) pela obrigação tributária que lhe dá origem. 
 
34. (VUNESP/TJ-PA/Analista Judiciário/2014) A utilização efetiva ou potencial 
de serviço público, específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à 
sua disposição, autoriza a cobrança, por parte da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, de 
A) imposto. 
B) preço público. 
C) receita patrimonial. 
D) receita originária. 
E) taxa. 
 
35. (VUNESP/PRODEST-ES/Analista Organizacional - Ciências 
Jurídicas/2014) O conceito de tributo guarda correspondência com a noção de: 
A) penalidade. 
B) atividade pública discricionária. 
C) cobrança mediante atividade administrativa plenamente vinculada. 
D) prestação facultativa. 
E) instituição por decreto autônomo. 
 
36. (VUNESP/TJ-SP/Notário/2014) A taxa pode ser instituída para: 
I. contraprestação financeira ao poder de polícia; 
II. contraprestação financeira ao serviços públicos indivisíveis; 
III. contraprestação financeira a serviços públicos específicos e divisíveis; 
IV. contraprestação financeira a empresas particulares de serviços como ensino, 
segurança e outros; 
V. equilibrar o orçamento público. 
Em relação às afirmações supra, pode-se afirmar que apenas: 
A) I e II estão corretas. 
B) I e III estão corretas. 
C) I e IV estão corretas 
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D) III e V estão corretas. 
 
37. (VUNESP/Câmara de Sertãozinho – SP/Procurador/2014) A atividade da 
administração pública que, exercida de forma regular, limitando ou disciplinando 
direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em 
razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos 
costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades 
econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à 
tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou 
coletivos autoriza a cobrança de 
A) receita originária. 
B) tarifa 
C) imposto. 
D) taxa. 
E) contribuição social. 
 
38. (VUNESP/PC-SP/Perito Criminal/2014) De acordo com o Código Tributário 
Nacional (CTN), tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou 
cujo valor se possa exprimir, que não constitua sanção por ato ilícito, instituída 
em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. 
Assim sendo, é correto afirmar que são espécies de tributo: 
A) impostos: decorrem de situações geradoras independentes de quaisquer 
prestações do Estado em favor dos contribuintes. 
B) contribuições sociais: são cobradas quando do benefício trazido aos 
contribuintes por obras públicas. 
C) contribuições de melhoria: são cobradas pela União, pelos Estados, pelo 
Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, 
tendo como fato gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a utilização, 
efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao 
contribuinte ou posto à sua disposição. 
D) taxas: são as situações descritas em lei que uma vez ocorrida corretamente, 
determina a transferência, em favor do Estado, da titularidade de certa quantia. 
E) contribuições federais: estão vinculadas à utilização efetiva ou potencial por 
parte do contribuinte, de serviços públicos específicos e divisíveis. 
 
EXERCÍCIOS DA CESPE 
 
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39. (CESPE/SEFAZ-RS/Auditor/2018) A respeito de tributo, assinale a 
opção correta. 
a) O tributo somente pode se referir a serviço público específico e divisível. 
b) Não se admite dação em pagamento em caso de tributo, o qual é prestação 
exclusivamente pecuniária. 
c) O ato que gera o tributo é sempre lícito, não se confundindo tributo e multa. 
d) No tocante à atualização de alíquota, o tributo submete-se ao princípio da 
legalidade mitigada. 
e) A função ou o ônus de arrecadação do tributo não podem ser atribuídos a 
pessoas de direito privado, conforme o Código Tributário Nacional. 
 
40. (CESPE/PGE-PE/Procurador/2018) Considerando-se o que dispõe o CTN, 
é correto afirmar que, como regra geral, os tributos 
a) são compulsórios, podendo a sua obrigatoriedade advir da lei ou do contrato. 
b) podem ser pagos em pecúnia, in natura ou in labore. 
c) são cobrados mediante atividade administrativa, a qual pode ser vinculada 
ou discricionária. 
d) podem incidir sobre bens e rendimentos decorrentes de atos ilícitos, embora 
não possam ser utilizados como sanção. 
e) têm por fato gerador uma situação jurídica abstrata, não sendo possível 
vincular um tributo a qualquer atividade estatal específica. 
 
41. (CESPE/SEFAZ-RS/Auditor/2018) No Brasil, imposto é 
a) tributo cobrado pela prestação de serviço público específico e divisível, 
efetivamente prestado ou potencialmente colocado à disposição do contribuinte. 
b) tributo pago em decorrência de melhoria realizada pelo setor público, com 
finalidade social e que atenta para o princípio da noventena. 
c) de competência privativa da União, dos estados, do Distrito Federal e dos 
municípios. 
d) de caráter extrafiscal, isto é, seu objetivo primordial é arrecadar. 
e) todo tributo previsto na CF. 
 
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42. (CESPE/EBSERH/Advogado/2018) Acerca das espécies tributárias e suas 
funções sociais na satisfação dos interesses coletivos, julgue o item que se 
segue. 
O imposto é atrelado a uma contraprestação específica da administração pública 
disponibilizada ao contribuinte. 
 
43. (CESPE/STJ/Analista/2018) Julgue o item que se segue, a respeito das 
disposições do Código Tributário Nacional (CTN). 
O imposto se distingue das demais espécies de tributos porque tem como fato 
gerador uma situação que independe de atividades estatais específicas. 
 
44. (CESPE/STJ/Analista/2018) À luz das disposições do Código Tributário 
Nacional (CTN), julgue o item a seguir. 
As taxas necessariamente têm como fato gerador o exercício do poder de 
polícia pelo sujeito ativo da relação tributária. 
 
45. (CESPE/DPU/Defensor/2017) A respeito das espécies tributárias 
existentes no sistema tributário brasileiro, julgue o item que se segue. 
No cálculo do valor de determinada taxa, pode haver elementos da base de 
cálculo de algum imposto, desde que não haja total identidade entre uma base 
e outra. 
 
46. (CESPE/TRE-BA/Analista/2017) É responsabilidade da administração 
pública regular a prática de ato ou a abstenção de fato por meio da limitação ou 
regulação de direito, interesse ou liberdade. Para essa finalidade, utiliza-se 
a) a taxa de polícia. 
b) o preço público. 
c) a contribuição de melhoria. 
d) a contribuição social. 
e) a taxa de serviço. 
 
47. (CESPE/TRT-7/Analista/2017) A principal finalidade do imposto sobre 
serviços (ISS) é a arrecadação de recursos para o titular da competência 
tributária. Por esse motivo, o ISS configura um tributo essencialmente 
a) fiscal. 
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b) indireto. 
c) adicional. 
d) pessoal. 
 
48. (CESPE/Prefeitura BH/Procurador/2017) Com base nas disposições do 
CTN, analise. 
Uma taxa pode ser calculada em função do capital social da empresa 
contribuinte. 
 
49. (CESPE/TCE-PE/Analista Controle/2017) A respeito da receita e da 
despesa pública, assim como do regime constitucional dos precatórios, julgue o 
item. 
O pedágio cobrado pela utilização de rodovias mantidas por regime de 
concessão não tem natureza jurídica de taxa. 
 
50. (CESPE/Pref. de Fortaleza-CE/Procurador/2017) No que se refere à teoria 
do tributo e das espécies tributárias, julgue o item seguinte. 
A identificação do fato gerador é elemento suficiente para a classificação do 
tributo nas espécies tributárias existentes no ordenamento jurídico: impostos, 
taxas, contribuições de melhoria, contribuições e empréstimos compulsórios. 
 
51. (CESPE/Pref. de Fortaleza-CE/Procurador/2017) No que se refere à teoria 
do tributo e das espécies tributárias, julgue o item seguinte. 
O imposto é espécie tributária caracterizada por indicar fato ou situação fática 
relativa ao próprio contribuinte no aspecto material de sua hipótese de 
incidência. 
 
52. (CESPE/Pref. de Fortaleza-CE/Procurador/2017) No que se refere à 
teoria do tributo e das espécies tributárias, julgue o item seguinte. 
A relação jurídica tributária, que tem caráter obrigacional, decorre da 
manifestação volitiva do contribuinte em repartir coletivamente o ônus estatal. 
 
53. (CESPE/TJ-RR/Juiz/2017) O município de Curitiba – PR instituiu, por lei 
ordinária, taxa de coleta e remoção de lixo para os imóveis urbanos situados 
em seu território, estabelecendo como base de cálculo do tributo a área 
construída do imóvel, que, multiplicada pelo valor de R$ 2, resultaria no valor 
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do tributo devido pelo contribuinte. Acerca dessa situação hipotética e dos 
preceitos constitucionais pertinentes ao poder de tributar, assinale a opção 
correta. 
a) A utilização da área construída do imóvel como parte da base de cálculo do 
tributo em questão, por também compor a base de cálculo do IPTU, torna 
inconstitucional a instituição do mencionado tributo. 
b) A restrição constitucional para que haja identidade da base de cálculo atinge 
apenas as contribuições, e não as taxas, sendo, portanto, constitucional o 
tributo em questão. 
c) O serviço de coleta e remoção de lixo em questão pode adotar um dos 
elementos de base de cálculo de impostos, desde que não haja identidade 
completa e o valor pago pelo contribuinte seja proporcional ao serviço que lhe 
é prestado. 
d) A coleta e remoção de lixo é serviço público inespecífico e indivisível, por 
beneficiar toda a coletividade, sendo, portanto, inconstitucional a instituição da 
referida taxa. 
 
54. (CESPE/TRE-PE/Analista/2017) A respeito de tributo, assinale a opção 
correta. 
a) É vedado o pagamento de tributos com títulos da dívida mobiliária. 
b) Tributo deve ser criado por lei ou por qualquer norma que tenha força de lei. 
c) O tributo pode ser instituído por procedimentos administrativos que não 
sejam proibidos por lei. 
d) O tributo constitui direito real do Estado perante o contribuinte. 
e) A vontade do sujeito passivo é irrelevante na relação tributária. 
 
55. (CESPE/PC-GO/Delegado/2017) O estado de Goiás instituiu, por lei 
ordinária, um departamento de fiscalização de postos de gasolina com objetivo 
de aferir permanentemente as condições de segurança e vigilância de tais locais, 
estabelecendo um licenciamento especial e anual para o funcionamento de tais 
estabelecimentos e instituindo uma taxa anual de R$ 1.000 a ser paga pelos 
empresários, relacionada a tal atividade estatal. A respeito dessa situação 
hipotética, assinale a opção correta 
 a) A instituição do departamento de fiscalização de postos de gasolina como 
órgão competente com funcionamento regular é suficiente para caracterizar o 
exercício efetivo do poder de polícia. 
 b) É desnecessária, para justificar a cobrança de taxa, a criação de órgão 
específico para o desempenho das atividades de fiscalização de postos de 
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gasolina, por se tratar de competências inerentes às autoridades de segurança 
pública. 
 c) Para observar o princípio da capacidade contributiva, a taxa deveria ter 
correspondência com o valor venal do imóvel a ser fiscalizado, sendo 
inconstitucional a cobrança de valor fixo por estabelecimento. 
 d) A taxa em questão é inconstitucional, já que a segurança pública é um dever 
do Estado, constituindo um serviço indivisível, a ser mantido apenas por 
impostos, o que torna incabível a cobrança de taxa. 
 e) Por ter caráter contraprestacional, a taxa só será devida caso o 
departamento de fiscalização de postos de gasolina faça visitas periódicas aos 
estabelecimentos, certificando-se do cumprimento das normas de segurança e 
vigilância de tais locais, de acordo com a legislação. 
 
56. (CESPE/SEDF/Analista/2017) Com referência à conceituação e à 
contabilização de tributos, julgue o item seguinte. 
Licenciamento de veículos e multas de trânsito são tributos da espécie taxa. 
 
57. (CESPE/PC-PE/Delegado/2016) Sempre que for possível, os impostos 
terão caráter pessoal, facultado à administração tributária identificar o 
patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte. 
 
58. (CESPE/TCE-PR/Analista/2016) A respeito das taxas cobradas pela União, 
pelos estados, pelo Distrito Federal ou pelos municípios, do poder de polícia e 
dos serviços públicos, assinale a opção correta. 
a) A utilização potencial de serviço público não poderá ser considerada fato 
gerador das taxas. 
b) O regular exercício do poder de polícia trata dos atos do poder público que a 
lei tenha definido como vinculados. 
c) Os serviços públicos específicos são aqueles suscetíveis de utilização, 
separadamente, por cada um dos seus usuários. 
d) As taxas podem ser calculadas em função do capital das empresas. 
e) O poder de polícia pode ser definido como a atividade da administração 
pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a 
prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público. 
 
59. (CESPE/TRT-8/Analista/2016) Os serviços públicos relacionados ao 
conceito de taxa contido no Código Tributário Nacional são considerados 
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 a) divisíveis quando destacados em unidades autônomas de intervenção, de 
utilidade ou de necessidades públicas. 
 b) efetivamente utilizados pelo contribuinte quando postos à sua disposição. 
 c) potencialmente utilizados quando, sendo de utilização facultativa, são 
postos à disposição do contribuinte mediante atividade administrativa em 
efetivo funcionamento. 
 d) divisíveis quando suscetíveis de utilização, separadamente, por cada um 
dos seus usuários. 
 e) específicos quando é possível identificar a pessoa de direito público 
competente para prestá-lo. 
 
60. (CESPE/Telebrás/Advogado/2015) Julgue o item subsequente, relativo ao 
Sistema Tributário Nacional, ao Conselho Nacional de Justiça, à interpretaçãoe 
aplicabilidade das normas constitucionais, ao poder constituinte originário e aos 
direitos individuais. 
No que diz respeito ao Sistema Tributário Nacional, entende o STF ser 
constitucional a adoção, no cálculo do valor de uma taxa, de um ou mais 
elementos da base de cálculo própria de determinado imposto, desde que as 
duas bases de cálculo — a da taxa e a do imposto — não sejam totalmente 
idênticas. 
 
61. (CESPE/MPOG/Contador/2015) Em relação a impostos, taxas e 
contribuições, julgue o item subsequente. 
O sistema tributário brasileiro permite a cobrança de taxas fundamentadas em 
três situações: a utilização de serviço público, o exercício do poder de polícia e 
a intervenção estatal no domínio econômico. 
 
62. (CESPE/MPOG/Contador/2015) Em relação a impostos, taxas e 
contribuições, julgue o item subsequente. 
Define-se como imposto o tributo cuja obrigação tem por fato gerador situação 
vinculada a uma atividade estatal específica dirigida ao contribuinte. 
 
63. (CESPE/MPOG/Contador/2015) Em relação a impostos, taxas e 
contribuições, julgue o item subsequente. 
A taxa é a espécie de tributo cuja obrigação tributária tem por fato gerador uma 
situação que independe de vinculação entre atividade estatal específica e o 
contribuinte. 
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64. (CESPE/FUB/Contador/2015) Alíquotas de contribuição de servidores 
ativos, inativos e pensionistas, da União, para o financiamento de benefícios 
previdenciários. 
 
Com base na tabela de incidência mensal das contribuições previdenciárias dos 
servidores públicos federais, julgue o próximo item. 
A tabela de contribuições previdenciárias apresentada constitui-se como 
exemplo de tributação com alíquotas progressivas. 
 
65. (CESPE/TRF-1/Juiz/2015) A União instituiu taxa com a finalidade de 
remunerar a efetiva atividade desenvolvida pela Força Nacional de Segurança 
Pública. Os cidadãos residentes nas localidades de atuação da Força Nacional 
deverão pagar a taxa referente apenas ao período em que essa atuação 
persistir. Nessa situação hipotética, a taxa a ser cobrada 
a) é constitucional, por fundamentar-se na utilização efetiva ou potencial, pelos 
contribuintes, de serviço público de segurança. 
b) é inconstitucional, visto que serviços de segurança pública devem ser 
remunerados por tarifa. 
c) é inconstitucional, uma vez que os serviços de segurança pública não podem 
ser usufruídos individualmente, mas atendem a um número indeterminado de 
pessoas. 
d) é constitucional, por ser fundamentada no efetivo exercício do poder de polícia 
pelo Estado. 
e) é inconstitucional, por não atender aos critérios da generalidade e da 
universalidade. 
 
66. (CESPE/ANATEL/Especialista/2014) Acerca de competência tributária, 
conceito e classificação dos tributos, bem como de tributos em espécie, julgue 
o item a seguir. 
Os tributos indiretos são aqueles cuja configuração jurídica permite a 
transferência de seu encargo financeiro para pessoa diferente daquela definida 
em lei como sujeito passivo. Por sua vez, tributos diretos não permitem tal 
transferência, já que a pessoa definida em lei como sujeito passivo é a mesma 
que sofre o impacto financeiro. 
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67. (CESPE/TJ-SE/Notário/2014) A natureza jurídica específica do tributo é 
determinada 
 a) pelo fato gerador. 
 b) pela alíquota aplicada. 
 c) pela base de cálculo. 
 d) pela destinação legal do produto de sua arrecadação. 
 e) pela sua denominação. 
 
68. (CESPE/TJ-SE/Analista/2014) No que se refere às noções básicas sobre 
tributos e ao tratamento contábil aplicado a impostos, taxas e contribuições, 
julgue os itens a seguir. 
Para que o Estado possa cobrar determinada taxa, não é suficiente que a 
população esteja ciente de que serviço será financiado com a arrecadação dessa 
taxa. 
 
69. (CESPE/TJ-DF/Notário/2014) No que se refere a taxas e contribuições de 
melhoria, assinale a opção correta. 
 a) A instituição de taxas deve sempre observar o princípio da legalidade 
tributária. 
 b) As taxas cobradas pelo DF, no âmbito de suas atribuições, podem ter como 
fato gerador o exercício efetivo ou potencial do poder de polícia 
 c) Os serviços públicos específicos são suscetíveis de utilização por parte de 
cada um dos seus usuários de forma separada. 
 d) A contribuição de melhoria cobrada pelo DF, no âmbito de suas atribuições, 
pode ser instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra ou 
não valorização imobiliária. 
 e) Apesar de ampla aceitação pela doutrina e jurisprudência, a espécie 
tributária “contribuição de melhoria” não guarda expressa previsão na CF. 
 
70. (CESPE/Câmara dos Deputados/Analista/2014) Acerca dos fundamentos 
de gestão fiscal, julgue o item que se segue. 
O aumento de imposto sobre a importação é um exemplo de tributo fiscal. 
 
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71. (CESPE/Câmara dos Deputados/Analista/2014) Julgue o item, relativo a 
política fiscal e tributação. 
A parafiscalidade caracteriza-se pela destinação do produto da arrecadação a 
ente diverso do que instituiu o tributo. 
 
72. (CESPE/MTE/Contador/2014) A respeito de competência tributária, 
classificação dos tributos e exclusão do crédito tributário, julgue os seguintes 
itens. 
O imposto encontra justificativa para sua pretensão de validade na necessidade 
de que o poder público desenvolva, em relação ao contribuinte, atividade de 
caráter específico. 
 
73. (CESPE/TCE-PB/Procurador/2014) Em determinado estado da Federação, 
projeto de lei estadual propõe a instituição de cobrança de valor para custear o 
pagamento da munição utilizada pela força de segurança pública dessa unidade 
federada, com o fim único de possibilitar que os membros da corporação possam 
portar armas municiadas. Com relação a essa situação hipotética, assinale a 
opção correta. 
 a) A cobrança que o mencionado estado pretende instituir não poderá ser feita, 
uma vez que a segurança pública é um serviço público primário. 
 b) O valor em questão deverá servir para o pagamento dos custos, ou seja, 
da taxa instituída em razão do exercício do poder de polícia. 
 c) A proposta em questão é inconstitucional, em virtude de a referida cobrança 
ser uma taxa e, como tal, não poder ter base de cálculo idêntica à de imposto 
já existente e que possui finalidade específica de custear a segurança pública 
no estado. 
 d) O referido estado poderá instituir a cobrança, por se tratar de tributo na 
modalidade taxa de serviço. 
 e) O citado estado poderá instituir a cobrança do referido preço público, por 
se tratar de serviço público posto à disposição dos contribuintes. 
 
74. (CESPE/TCE-ES/Analista/2013) Considere que um município tenha 
instituído o valor a ser cobrado trimestralmente das indústrias pela fiscalização 
do cumprimento das regras de alocação de materiais e resíduos sólidos 
descartados. Com base nessa situação hipotética, assinale a opção correta; 
a) Trata-se de taxa cobrada em razão do exercício regular do poder de polícia. 
b) O valor cobrado não tem natureza de tributo, pois a fiscalização das indústrias 
já é papel a ser realizado pelo município. 
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c) Trata-se de taxa cobrada em razão do serviço público prestado pelo município, 
uma vez que a fiscalização terá como beneficiário toda a comunidade. 
d) A cobrança desse valor é inconstitucional, dado que o município não tem 
competência tributária discriminada na CF para realizar a referida imposição 
pecuniária. 
e) O valor cobrado tem natureza de preço público, pois é imposto ao industrial 
pela fiscalização feita pelo município. 
 
75. (CESPE/SEFAZ-ES/Auditor Fiscal/2013) Consideram-se divisíveis os 
serviços públicos justificadores da cobrança de taxas quando: 
 a) forem de utilização compulsória e postos à disposição mediante atividade 
estatal. 
 b) puderem ser usufruídos a qualquer título. 
 c) forem suscetíveis de utilização, separadamente, pelos usuários. 
 d) forem suscetíveis de utilização efetiva pela coletividade, e não somente pelo 
usuário. 
 e) puderem ser destacados em unidades autônomas de atuação da administração 
 
76. (CESPE/IBAMA/Analista/2013) Não se admite a instituição de impostos 
por meio de medida provisória. 
 
77. (CESPE/TCE-ES/Analista/2013) Considere que um município tenha 
instituído o valor a ser cobrado trimestralmente das indústrias pela fiscalização 
do cumprimento das regras de alocação de materiais e resíduos sólidos 
descartados. Com base nessa situação hipotética, assinale a opção correta; 
 a) Trata-se de taxa cobrada em razão do exercício regular do poder de polícia. 
 b) O valor cobrado não tem natureza de tributo, pois a fiscalização das 
indústrias já é papel a ser realizado pelo município. 
 c) Trata-se de taxa cobrada em razão do serviço público prestado pelo 
município, uma vez que a fiscalização terá como beneficiário toda a comunidade. 
 d) A cobrança desse valor é inconstitucional, dado que o município não tem 
competência tributária discriminada na CF para realizar a referida imposição 
pecuniária. 
 e) O valor cobrado tem natureza de preço público, pois é imposto ao industrial 
pela fiscalização feita pelo município. 
 
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78. (CESPE/TJ-RN/Juiz/2013) Considerando o conceito e as espécies de 
tributo, assinale a opção correta. 
 a) Em que pese o CTN indicar que existem apenas três espécies de tributo, o 
STF consagrou o entendimento de que o sistema tributário nacional abrange os 
impostos, taxas, contribuições de melhorias, empréstimos compulsórios e 
contribuições parafiscais e especiais. 
 b) A União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos 
compulsórios para atender a despesas extraordinárias decorrentes de 
calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência e, neste último caso, a 
devolução do valor arrecadado poderá ser feita em títulos da dívida pública. 
 c) Imposto consiste em tributo cujo fato gerador representa situação que 
depende de uma atividade estatal específica em relação ao contribuinte. 
 d) A contribuição de melhoria, cujo fato gerador é o gasto público com obra 
realizada nas proximidades do imóvel, pode ser instituída pela União, pelos 
estados, pelo DF e pelos municípios. 
 e) O serviço de iluminação pública, dada a sua natureza jurídica, deve ser 
remunerado mediante taxa instituída pelo município ou pelo DF, observados os 
princípios da anterioridade anual e nonagesimal. 
 
79. (CESPE/ANCINE/Especialista/2013) A União promulgou uma lei que criou 
um imposto incidente sobre a atividade de assistir a filmes projetados em salas 
de cinema localizadas apenas em shoppings, prevendo isenção para as pessoas 
com mais de 70 anos de idade. Essa lei estabelece ainda, que o sujeito passivo 
do imposto é a empresa de projeção de cinema e que o produto da arrecadação 
se destina integralmente à ANCINE. Com base nessa situação hipotética, julgue 
os itens que se seguem. 
A destinação da receita do imposto é inconstitucional, porque é vedada a 
vinculação da receita de impostos à ANCINE. 
 
80. (CESPE/TJ-BA/Notário/2013) É correto afirmar que tributo é 
 a) considerado uma fonte de receita originária por parte do ente tributante. 
 b) toda prestação pecuniária compulsória cobrada mediante atividade 
administrativa plenamente vinculada. 
 c) toda prestação pecuniária cobrada mediante atividade administrativa 
discricionária instituída em lei. 
 d) toda prestação pecuniária referente a sanção pela prática de ato ilícito e 
cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. 
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 e) toda prestação pecuniária que o contribuinte faz ao ente tributante de forma 
facultativa. 
 
EXERCÍCIOS DA FCC 
 
81. (FCC/SABESP/Advogado/2018) Com relação ao Sistema Tributário 
Nacional, considere: 
I. Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados 
segundo a capacidade econômica do contribuinte. 
II. As taxas poderão ter base de cálculo própria de impostos, desde que a base 
permita a interpretação extensiva. 
III. Cabe à lei ordinária dispor sobre conflitos de competência, em matéria 
tributária, entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. 
IV. Lei complementar poderá estabelecer critérios especiais de tributação, com 
o objetivo de prevenir desequilíbrios da concorrência, sem prejuízo da 
competência de a União, por lei, estabelecer normas de igual objetivo. 
De acordo com a Constituição Federal, está correto o que se afirma APENAS em 
a) I e IV. 
b) I, II e III. 
c) III e IV. 
d) II, III e IV. 
e) I e II. 
 
82. (FCC/ALESE/Analista/2018) Por expressa determinação constitucional, 
cabe à lei complementar estabelecer normas gerais em matéria de legislação 
tributária, especialmente sobre definição de tributos e de suas espécies. O 
Código Tributário Nacional atende à determinação constitucional e disciplina 
esta matéria. Com base neste Código, 
a) tributo e imposto são espécies de taxa. 
b) taxa é uma das espécies de imposto. 
c) tributo é uma das espécies de taxa. 
c) imposto é uma das espécies de contribuição de melhoria. 
d) contribuição de melhoria é uma das espécies de tributo. 
 
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83. (FCC/TJ-SC/Juiz/2017) Município X cobra taxa por coleta de lixo urbano, 
feita por empresa contratada pela Administração municipal. O tributo é 
calculado sobre o valor, atribuído por lei municipal, da frente para a via pública 
do imóvel em que se dará a coleta, medida em metros lineares. O tributo é 
julgado inconstitucional. A taxa não pode ser cobrada porque 
 a) a base de cálculo é semelhante ao valor venal do imóvel, base de cálculo 
do IPTU. 
 b) a base de cálculo não é apropriada para prestação de serviços, prestando-
se, somente, para o caso de taxa por exercício de poder de polícia. 
 c) o serviço público é prestado por particular contratado, sendo, portanto, caso 
de cobrança de preço público diretamente pelo contratado. 
 d) o serviço é, por natureza, indivisível, tendo em vista a impossibilidade de 
pesar o lixo no momento da coleta. 
 e) a base de cálculo não tem pertinência com o serviço prestado ou posto à 
disposição. 
 
84. (FCC/TRT-20/Analista/2016) De acordo com o Código Tributário Nacional, 
a exação cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de 
qualquer atividade estatal específica,relativa ao contribuinte, denomina-se 
a) empréstimo compulsório, quando sua ocorrência for eventual. 
b) imposto, tanto quando a competência for da União, como quando for dos 
Estados ou dos Municípios. 
c) expectativa de benefício, decorrente de pagamento de contribuição social. 
d) taxa, pelo uso potencial de serviço público específico e divisível. 
e) preço público, por serviço a ser prestado em exercício futuro. 
 
85. (FCC/Pref. Teresina-PI/Técnico Superior/2016) O tributo que tem como 
fato gerador o exercício regular do poder de polícia denomina-se 
 a) contribuição social. 
 b) imposto vinculado. 
 c) imposto discricionário. 
 d) taxa. 
 e) empréstimo compulsório. 
 
86. (FCC/SEGEP-MA/Técnico da Receita/2016) De acordo com o Código 
Tributário Nacional, as taxas cobradas 
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I. pela União, no âmbito de suas atribuições, têm como fato gerador, dentre 
outros, o exercício regular do poder de polícia. 
II. pelos Municípios, no âmbito de suas atribuições, têm como fato gerador, 
apenas, a utilização efetiva de serviço público específico e divisível, 
efetivamente prestado ao contribuinte. 
III. pelos Estados, no âmbito de suas atribuições, têm como fato gerador, dentre 
outros, a utilização potencial de serviço público específico e divisível, posto à 
disposição do contribuinte. 
Está correto o que se afirma em 
a) I, apenas. 
b) I e II, apenas. 
c) I e III, apenas. 
d) II e III, apenas. 
e) I, II e III. 
 
87. (FCC/SEGEP-MA/Técnico da Receita/2016) De modo geral, a Constituição 
Federal não contém normas referentes à base de cálculo de tributos, mas esse 
fato não impede que ela, em alguns casos, estabeleça regras que digam respeito 
à base de cálculo deles. Uma dessas regras constitucionais estabelece que 
a) as taxas e as contribuições de melhoria não poderão ter base de cálculo 
própria de impostos. 
b) os impostos não poderão ter base de cálculo própria das taxas. 
c) as taxas cobradas em razão do exercício do poder de polícia não poderão ter 
a mesma base de cálculo das taxas cobradas pela utilização, efetiva ou 
potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis. 
d) serão inconstitucionais, tanto o imposto como a taxa, quando ambas tiverem 
a mesma base de cálculo. 
e) as taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos. 
 
88. (FCC/SEGEP-MA/Técnico da Receita/2016) Um determinado Estado 
brasileiro criou, por meio de decreto, uma taxa semestral, cobrada de todos os 
seus habitantes que fossem proprietários de aparelhos telefônicos celulares, 
pela simples razão de serem proprietários deles, nos dias 1°de janeiro e 1° de 
julho de cada ano, respectivamente. Essa exação, de acordo com o CTN e com 
a Constituição Federal, 
a) pode ser cobrada deles, porque os Estados têm competência para instituir 
taxas. 
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b) não pode ser cobrada, não é taxa, e foi instituída sem previsão constitucional. 
c) só pode ser cobrada com autorização do Senado Federal, por meio de 
resolução. 
d) só pode ser instituída, se for por meio de lei ordinária. 
e) pode ser instituída, mas apenas pela União. 
 
89. (FCC/SEGEP-MA/Procurador/2016) Considerando as funções do tributo, 
considera-se na concepção de tributo com finalidade extrafiscal a 
a) seletividade de alíquotas do Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana 
– IPTU em razão do uso do imóvel ser comercial ou residencial. 
b) progressividade de alíquotas do Imposto sobre a Propriedade Territorial 
Urbana − IPTU em razão do valor venal do imóvel. 
c) progressividade de alíquotas do Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF em 
razão da renda e dos proventos auferidos no ano-base. 
d) aplicação de alíquota interestadual para o Imposto sobre Circulação de 
Mercadorias e Serviços – ICMS nas operações e prestações que destinem 
serviços a consumidor final. 
e) aplicação de alíquotas diferenciadas para o Imposto sobre a Propriedade de 
Veículos Automotores – IPVA em razão do tipo de combustível. 
 
90. (FCC/Prefeitura Campinas/Procurador/2016) Em relação a Tributos, é 
correto afirmar: 
a) Os Estados, os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir contribuição, 
na forma das respectivas leis, para o custeio do serviço de iluminação pública. 
b) Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor 
nela se possa exprimir, que constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e 
cobrada mediante atividade administrativa discricionária. 
c) As taxas são tributos instituídos em razão do exercício do poder de polícia ou 
pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, 
prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. 
d) A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da 
respectiva obrigação, sendo relevante para qualificá-la a destinação legal do 
produto da sua arrecadação. 
e) A União, mediante medida provisória, poderá instituir empréstimos 
compulsórios para atender as despesas extraordinárias decorrentes de 
calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência. 
 
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91. (FCC/TRT-3/Técnico/2015) As custas processuais devidas ao Poder 
Judiciário quando do processamento de ações e recursos judiciais têm natureza 
jurídica de 
a) tarifa. 
b) taxa pela prestação efetiva de serviço público específico e divisível 
efetivamente prestado ao contribuinte. 
c) taxa pela prestação efetiva ou compulsória de serviço público indivisível 
colocado à disposição do contribuinte. 
d) taxa pelo exercício regular do poder de polícia. 
e) contribuição especial de interesse de categoria profissional ou econômica. 
 
92. (FCC/TCM-RJ/Procurador/2015) Considerando a natureza jurídica 
específica dos tributos, é correto afirmar que 
a) a destinação do produto da arrecadação é essencial para definir todas as 
espécies de tributos. 
b) a vinculação de receitas tributárias é inerente a algumas espécies tributárias, 
como acontece com as contribuições de interesse de categorias profissionais ou 
econômicas. 
c) as taxas e as contribuições de melhoria têm receita vinculada, 
necessariamente. 
d) é possível diferenciar um imposto de uma contribuição pela vinculação ou 
não de receitas tributárias, pois os impostos nunca podem ter receita vinculada. 
e) a contribuição de melhoria é um tributo que tem receita vinculada, ou seja, 
o produto arrecadado tem que necessariamente ser revertido para custear a 
obra pública que gerou a valorização imobiliária. 
 
93. (FCC/SEFAZ-PI/Auditor Fiscal/2015) O caput do art. 77 do Código 
Tributário Nacional estabelece que as taxas cobradas pela União, pelos Estados, 
pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas 
atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a 
utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado 
ao contribuinte ou posto à sua disposição. Para fins de aplicação da norma 
acima transcrita, 
I. consideram-se serviços públicos divisíveis, os que podem ser prestados em 
parceria formada por duas ou mais pessoas jurídicas de direito público. 
II. consideram-se serviços públicos efetivamente utilizados pelo contribuinte, 
aqueles por ele usufruídosa qualquer título. 
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III. consideram-se serviços públicos específicos, os que constam expressamente 
de contratos firmados entre a pessoa jurídica de direito público e o contribuinte 
utente do serviço. 
IV. consideram-se serviços públicos potencialmente utilizados pelo contribuinte, 
aqueles prestados por pessoa jurídica de direito público diversa da que instituiu 
a taxa. 
V. considera-se regular o exercício do poder de polícia, quando desempenhado 
pelo órgão competente, nos limites da lei aplicável, com observância do 
processo legal e, tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária, 
sem abuso ou desvio de poder. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) II e V. 
b) IV e V. 
c) I, II e V. 
d) I, III e IV. 
e) II, III e IV. 
 
94. (FCC/TCE-AM/Auditor/2015) De acordo com o Código Tributário Nacional, 
a utilização efetiva de serviço público específico e divisível, prestado ao 
contribuinte pela pessoa jurídica de direito público, no âmbito de suas 
atribuições, é fato gerador de 
 a) imposto. 
 b) taxa. 
 c) contribuição de melhoria. 
 d) contribuição social. 
 e) empréstimo compulsório. 
 
95. (FCC/TJ-RR/Juiz/2015) Observe a seguinte notícia, do Informativo do STF 
n° 777: “PSV: remuneração do serviço de iluminação pública (Enunciado 41 da 
Súmula Vinculante) - O Plenário acolheu proposta de edição de enunciado de 
súmula vinculante com o seguinte teor: ‘O serviço de iluminação pública não 
pode ser remunerado mediante taxa’. Assim, tornou vinculante o conteúdo do 
Verbete 670 da Súmula do STF”. 
A vedação mencionada justifica-se porque 
 a) trata-se de serviço uti universi, devendo ser custeado por impostos ou pela 
instituição de contribuição específica para seu custeio, pelos municípios. 
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 b) se trata de uti singuli, porém de natureza indelegável, devendo por essa 
razão ser custeado exclusivamente por impostos. 
 c) caso seja delegada sua prestação ao particular, a remuneração se dará por 
tarifa, e não por taxa. 
 d) o serviço de iluminação pública não admite prestação sob nenhum tipo de 
concessão e, portanto, seria incabível a remuneração de um concessionário 
privado por meio da cobrança do usuário. 
 e) embora se trate de serviço público indivisível, o seu custeio já está embutido 
nos preços públicos pagos aos concessionários de fornecimento de energia 
elétrica, conforme disposições contratuais padronizadas pela ANEEL. 
 
96. (FCC/SEFAZ-PE/Julgador Administrativo/2015) Sobre a 
constitucionalidade das taxas, é correto afirmar: 
 a) É constitucional a taxa cobrada em face do fornecimento de iluminação 
pública, pois consubstancia atividade estatal apta a ser remunerada por meio 
dessa espécie tributária 
 b) É inconstitucional a taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços 
públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos 
provenientes de imóveis, uma vez que realizados em benefício da população em 
geral e de forma indivisível. 
 c) É constitucional a instituição e a cobrança de taxas por emissão ou remessa 
de carnês/guias de recolhimento de tributos, visto que consubstancia atuação 
estatal específica e divisível 
 d) É constitucional a exigência de taxa de prevenção de incêndio, cuja base de 
cálculo é cobrada em função do valor venal do imóvel, pois mensura 
indiretamente a quantidade de trabalho ou atividade que o poder público se vê 
obrigado a desempenhar. 
 e) É constitucional a taxa de renovação da licença de funcionamento e 
localização municipal, desde que efetivo o exercício do poder de polícia, 
demonstrado pela existência de órgão e estrutura competentes para o 
respectivo exercício. 
 
97. (FCC/Procuradoria de Recife/Procurador/2014) A Prefeitura do Recife, por 
meio de sua Secretaria de Finanças, resolveu enviar proposta ao legislativo 
municipal para a instituição de novas taxas aplicáveis aos munícipes recifenses. 
É prescrição normativa constitucional que deve ser observada por esta proposta 
legislativa: 
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a) Instituir em 2014 taxa para o custeio do serviço de iluminação pública que 
possa ser cobrada ainda no primeiro semestre do mesmo ano, tendo em vista 
as necessidades deste serviço nos bairros carentes do Recife. 
b) Instituição de taxas cobradas pela valorização de imóveis decorrente de 
obras públicas municipais, tomando-se o cuidado de não atribuir às taxas 
instituídas bases de cálculo própria de imposto. 
c) Instituição de taxas pela utilização efetiva ou potencial de serviços públicos 
específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte, desde que elas não tenham 
base de cálculo própria de impostos. 
d) Instituição de taxas pelo exercício potencial ou efetivo do poder de polícia ou 
pela utilização de serviços públicos específicos e indivisíveis, prestados ao 
contribuinte. 
e) Sempre que possível, instituir taxas que tenham caráter pessoal e que sejam 
graduadas segundo a capacidade econômica dos contribuintes. 
 
98. (FCC/SEFAZ-RJ/Auditor Fiscal/2014) Com a aproximação das datas em 
que serão realizados os Jogos Olímpicos e os Jogos da Copa do Mundo, na cidade 
do Rio de Janeiro, o governo fluminense tomou a decisão de incrementar a 
fiscalização dos estabelecimentos hoteleiros e congêneres do Estado, a fim de 
lhes imprimir uma qualidade de nível internacional, mesmo quando se tratar de 
pequenos estabelecimentos. 
Para realizar esse intento, seriam necessários aportes de recursos novos, com 
o fito de custear essas atividades estatais. Em razão disso, um deputado 
estadual propôs que se alterassem os valores das taxas de segurança cobradas 
pelo Estado. 
O referido deputado, depois de constatar que o valor das diárias de um hotel, 
ou de um estabelecimento congênere, não mantinha relação direta com o porte 
desse hotel, nem com a quantidade de quartos/apartamentos que ele possui, 
nem com o capital social dessa empresa hoteleira, considerou possível e viável 
promover uma alteração drástica no correspondente item da tabela de valores 
das taxas estaduais. 
Desse modo, com a finalidade de adequar a cobrança da taxa à capacidade 
contributiva do contribuinte, o referido deputado decidiu apresentar projeto de 
lei para alterar a maneira como essa taxa seria cobrada. De acordo com seu 
projeto, o valor anual dessa taxa, em relação aos hotéis e congêneres, passaria 
a ser calculado mediante a aplicação da alíquota de 0,1% sobre o capital social 
da empresa hoteleira ou da empresa congênere. 
No tocante especificamente aos motéis, visando, ainda, alcançar o objetivo de 
adequar a cobrança da taxa à capacidade contributiva do contribuinte, essa taxa 
passaria a ser calculada mediante a aplicação de uma alíquota de 10% sobre a 
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mesma base de cálculo utilizada para cálculo do ISSQN devido ao município de 
localização do estabelecimento contribuinte. 
Com base nas informações apresentadas e no que dispõe o CTN a esse respeito, 
considere: 
I. O projeto de lei em questão não merece prosperar, em relação aos hotéis e 
congêneres, pois as taxas não podem ser calculadas em função docapital das 
empresas. 
II. O projeto de lei em questão merece prosperar, em relação aos hotéis e 
congêneres, pois os tributos devem ser graduados com base na capacidade 
econômica do contribuinte (capacidade contributiva). 
III. A capacidade econômica do contribuinte (capacidade contributiva) é 
relevante para a graduação do valor dos tributos a serem cobrados do sujeito 
passivo. 
IV. O projeto de lei em questão não merece prosperar, em relação aos motéis, 
pois as taxas não podem ter base de cálculo própria de impostos, nem idênticas 
às que correspondam à base de cálculo de impostos. 
V. O projeto de lei em questão merece prosperar, em relação aos motéis, pois, 
quando as taxas vierem a ter base de cálculo própria de impostos, os impostos 
deverão deixar de ser cobrados, para que as taxas possam sê-lo. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
a) I e IV. 
b) IV e V. 
c) I e II. 
d) II e III. 
e) III e V. 
 
99. (FCC/Pref. Cuiabá-MT/Procurador/2014) Visando ao aumento da 
arrecadação municipal, a Secretaria de Finanças de Cuiabá elaborou diversas 
propostas de lei ordinária a serem encaminhadas à Câmara Municipal. A 
proposta que NÃO afronta o disposto na Constituição Federal é: 
a) Instituir em 2014 e cobrar em 2015 nova taxa específica sobre o serviço de 
coleta de lixo de materiais eletrônicos dos proprietários de imóveis localizados 
tanto no perímetro urbano, como na área rural do município, cuja base de 
cálculo não pode ser a mesma utilizada para a cobrança do IPTU. 
b) Instituir e cobrar em 2014 nova taxa específica sobre o serviço de coleta de 
lixo de materiais eletrônicos dos proprietários de imóveis localizados no 
perímetro urbano do município, cuja base de cálculo será o valor venal dos 
imóveis que vierem a ser beneficiados com o serviço de coleta 
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c) Instituir em 2014 e cobrar somente em 2015 nova taxa específica sobre o 
serviço de coleta de lixo de materiais eletrônicos dos proprietários de imóveis 
localizados tanto no perímetro urbano, como na área rural do município, cuja 
base de cálculo será o valor venal dos imóveis que vierem a ser beneficiados 
com o serviço de coleta. 
d) Instituir e cobrar em 2014 nova taxa específica sobre o serviço de coleta de 
lixo de materiais eletrônicos dos proprietários de imóveis localizados no 
perímetro urbano do município, cuja base de cálculo não pode ser a mesma 
utilizada para a cobrança do IPTU. 
e) Instituir em 2014 e cobrar em 2015 nova taxa específica sobre o serviço de 
coleta de lixo de materiais eletrônicos dos proprietários de imóveis localizados 
no perímetro urbano do município, cuja base de cálculo será o valor venal dos 
imóveis que vierem a ser beneficiados com o serviço de coleta. 
 
100. (FCC/AL-PE/Analista Legislativo/2014) É taxa decorrente da prestação de 
serviço público passível de ser validamente cobrada: 
a) pedágio cobrado por Concessionários de rodovias, no regime da Lei de 
Concessões (Lei nº 8.987/1995). 
b) custas processuais. 
c) taxa de fiscalização e funcionamento de estabelecimentos. 
d) taxa de fiscalização de anúncios. 
e) taxa de pavimentação asfáltica cobrada dos munícipes em geral de 
determinado Município. 
 
101. (FCC/SEFAZ-PE/Auditor Fiscal/2014) O Município de Caruaru-PE, 
mediante a edição da Lei no 5.658/2014, instituiu a cobrança de TLP - Taxa de 
Limpeza Pública, que tem como fato gerador os serviços de conservação e 
limpeza de logradouros públicos pelo referido município. 
Na situação hipotética, a cobrança desse tributo é 
a) ilegítima, pois a competência para estabelecer cobrança de taxa sobre 
serviços de conservação e limpeza de logradouros públicos é do Estado. 
b) ilegítima, pois o fato gerador corresponde a serviço público universal e 
indivisível, que não possibilita a individualização dos respectivos usuários. 
c) legítima, pois visa a custear a prestação de serviços públicos específicos e 
divisíveis, ostentando o caráter retributivo inerente às taxas. 
d) legítima, pois o fato gerador corresponde a serviço público universal e 
indivisível, prescindindo da individualização dos respectivos usuários. 
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e) ilegítima, pois o fato gerador, próprio de imposto, deve ser custeado pelas 
receitas decorrentes de sua exigência. 
 
102. (FCC/TCE-PI/Assessor/2014) De acordo com o inciso VIII do art. 21 da 
Constituição Federal, compete à União fiscalizar as operações de natureza 
financeira, especialmente as de crédito, câmbio e capitalização, bem como as 
de seguros e de previdência privada. A Lei Federal no 6.385/76 criou a Comissão 
de Valores Mobiliários, com diversas competências legais específicas e 
privativas, inclusive as de fiscalizar e inspecionar as companhias abertas com 
prioridade para as que não apresentem lucro em balanço ou às que deixem de 
pagar o dividendo mínimo obrigatório (art. 5º, inciso V, da Lei Federal no 
6.385/76). Em razão do desempenho das atribuições legais que foram 
outorgadas à CVM, a União instituiu uma taxa de fiscalização do mercado de 
valores mobiliários, a ser paga pelos contribuintes identificados no art. 3º 
daquela Lei Federal. 
A taxa, acima mencionada, 
 a) poderá também ser instituída pelos Estados, desde que eles efetivamente 
inspecionem e fiscalizem as referidas companhias abertas, mesmo que essa 
competência seja apenas da União. 
 b) é devida pelo exercício do poder de polícia e poderia ser instituída apenas 
pela União, pois só ela, por intermédio da CVM, tem competência para exercer 
esse tipo de fiscalização e inspeção. 
 c) é devida pela utilização efetiva de um serviço público específico e divisível 
prestado ao contribuinte. 
 d) é devida pela utilização potencial de um serviço público específico e divisível 
posto à disposição do contribuinte. 
 e) poderá também ser instituída e cobrada quando essas companhias abertas 
são fiscalizadas e inspecionadas pela Secretaria da Receita Federal. 
 
103. (FCC/SABESP/Advogado/2014) Pelo serviço público de fornecimento de 
água tratada de forma compulsória pelo ente federado diretamente. 
 a) é devida a tarifa, tendo em vista que o serviço é indivisível, já que não é 
possível identificar o destinatário do mesmo, sendo prestado a toda a 
coletividade. 
 b) não pode ser instituída nenhuma cobrança do usuário, tendo em vista que 
se trata de uma obrigação do poder público decorrente do dever de prestar 
saúde a todos. 
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 c) só deve existir cobrança de qualquer tributo quando a prestação do serviço 
se der por ente da Administração pública indireta estatal, como autarquia, por 
exemplo, já que estes entes têm capacidade tributária para instituir tributos. 
 d) é devido o tributo taxa, pela prestação efetiva do serviço público específico 
e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição, desde que 
instituída por lei. 
 e) é devido o tributo taxa, posto que o fato gerador será o uso da água tratada 
de modo individualizado por cada usuário, ou seja, por ser serviço público 
específico e divisível. 
 
104. (FCC/SEFAZ-SP/Auditor Fiscal/2013) Com respeito à disciplina legal das 
taxas, é 
a) inconstitucional a taxa cobrada em razão da prevenção de incêndios, 
porquanto instituída como contraprestação a serviço não divisível.b) inconstitucional a adoção, no cálculo do valor de taxa, de um ou mais 
elementos da base de cálculo própria de determinado imposto, desde que não 
haja integral identidade entre uma base e outra. 
c) inconstitucional a taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços 
públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos 
provenientes de imóveis. 
d) constitucional a cobrança da taxa decorrente do poder de polícia em que haja 
a manutenção, pelo sujeito ativo, de órgão de controle em funcionamento, 
ficando restrita a cobrança aos contribuintes cujos estabelecimentos foram 
efetivamente visitados pela fiscalização. 
e) constitucional a cobrança de taxa de fiscalização ambiental sobre o mesmo 
fato gerador pela União e por Estado, pois ambos têm competência para exercer 
a fiscalização desta atividade, haja vista se tratar de competência comum, 
exercida concomitantemente por todos entes políticos. 
 
105. (FCC/PGE-BA/Analista/2013) O art. 16, do Código Tributário Nacional, 
define o imposto como sendo a obrigação que tem por fato gerador uma 
situação independente de qualquer atividade estatal específica, relacionada ao 
contribuinte. Sobre o imposto, é correto afirmar que 
 a) é classificado como tributo não vinculado, pois no aspecto material de sua 
hipótese de incidência não há qualquer atividade estatal específica. 
 b) é classificado como tributo não vinculado, pois não pode, de forma absoluta e 
sem qualquer exceção, ter sua receita vinculada a qualquer órgão, fundo ou 
despesa. 
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 c) o fato gerador não se presta a indicar a capacidade contributiva do 
contribuinte, por ser tributo não vinculado. 
 d) se submete à regra da legalidade, não se admitindo sua instituição ou 
majoração por ato do Poder Executivo. 
 e) a competência para instituição e majoração de imposto é classificada 
constitucionalmente como comum, pois todos os entes federados a possuem. 
 
106. (FCC/PGE-BA/Analista/2013) Sobre as espécies de tributos, é correto 
afirmar: 
 a) É indispensável para definir a natureza jurídica específica de um tributo 
verificar o destino do produto da arrecadação, mas é irrelevante a denominação 
que se dá ao tributo. 
 b) As contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico, de interesse 
das categorias profissionais ou econômicas, para custeio do serviço de 
iluminação pública e de melhoria estão definidas no Código Tributário Nacional 
no que pertine aos fatos geradores, base de cálculo e contribuintes. 
 c) A taxa tem por fato gerador a prestação efetiva ou potencial de serviço 
público específico e divisível, não se confundindo com a contribuição para o 
custeio do serviço de iluminação pública nem quanto ao fato gerador, nem 
quanto à classificação constitucional da competência. 
 d) A contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública é uma espécie 
de contribuição melhoria, pois se presta a custear os serviços de iluminação 
pública no que se refere às obras para implantação e manutenção das redes de 
transmissão e energia elétrica. 
 e) As taxas e os impostos podem ter natureza jurídica de contribuição, desde 
que estejam vinculados a uma destinação específica e sejam instituídos no 
campo da competência residual. 
 
107. (FCC/TJ-PE/Notário/2013) NÃO são espécies de tributos: 
 a) os impostos. 
 b) as tarifas públicas. 
 c) as taxas. 
 d) as contribuições de melhoria. 
 e) as custas processuais. 
 
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108. (FCC/Prefeitura SP/Auditor Fiscal/2012) Projeto de lei estadual, no intuito 
de fiscalizar a pesca esportiva no rio Piracicaba, foi enviado à Assembleia 
Legislativa, propondo a criação da Taxa de Fiscalização de Pesca do Rio 
Piracicaba, como meio de custear aparato fiscalizador estadual das atividades 
de pesca do referido rio. Tendo em vista que os benefícios trazidos por tal 
fiscalização atingiriam toda a população das cidades ribeirinhas, o projeto de lei 
em questão propunha que a base de cálculo da taxa pelo exercício do poder de 
polícia sobre a pesca esportiva fosse o valor venal dos imóveis localizados no 
perímetro urbano das cidades, desde que esses imóveis se encontrassem na 
zona limítrofe do rio Piracicaba, até a distância máxima de 10 km. O projeto de 
lei não foi aprovado pela Assembleia Legislativa, tendo sido arquivado, sob o 
fundamento de inconstitucionalidade. 
Com base na situação descrita acima, é correto afirmar: 
a) Como a competência para instituir taxas pelo exercício do poder de polícia é 
exclusiva dos municípios, o projeto de lei deveria ser municipal. 
b) A taxa não pode ter base de cálculo idêntica à que corresponda a imposto. 
c) A espécie tributária a ser criada deveria ser uma contribuição de melhoria, e 
não uma taxa pelo exercício do poder de polícia, tendo em vista os benefícios 
trazidos pela fiscalização da pesca às cidades ribeirinhas. 
d) A espécie tributária a ser criada deveria ser um imposto estadual com base 
de cálculo idêntica à do IPTU, e não uma taxa pelo exercício do poder de polícia. 
e) Nas circunstâncias descritas e pela relevância social do projeto de lei 
proposto, somente a União teria competência para instituir um imposto 
extraordinário, com a mesma finalidade e com a mesma base de cálculo do 
IPTU. 
 
109. (FCC/Prefeitura SP/Auditor Fiscal/2012) Um contribuinte deixou de emitir 
o documento fiscal referente a uma prestação de serviço tributada pelo ISS, 
tributo de competência municipal, e, como consequência, foi-lhe aplicada 
penalidade pecuniária pelo descumprimento dessa obrigação acessória (art. 
230, caput, inciso V, alínea "a" do Decreto Municipal 52.703/11). Essa 
penalidade pecuniária 
a) é imposto, pois está prevista na legislação do ISS. 
b) não é imposto, mas é tributo, em sentido amplo, pois tem natureza 
compulsória. 
c) é tributo, porque é cobrado por meio de atividade vinculada, conforme 
estabelece o Código Tributário Nacional. 
d) não é tributo, pois sanção pelo cometimento de ato ilícito não pode ser 
definida como tributo. 
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e) é taxa, pois tem a finalidade de ressarcir o erário pelo dano causado pelo 
descumprimento de uma obrigação acessória. 
 
110. (FCC/Prefeitura SP/Auditor Fiscal/2012) Admitindo-se que caiba apenas 
aos Estados federados colocar à disposição da população um determinado 
serviço público específico e divisível, e, admitindo-se, também, que, em 
decorrência de omissão de alguns Estados, os municípios neles localizados 
resolvam, fora do âmbito de suas respectivas atribuições, tornar esse serviço 
disponível às suas respectivas populações, cobrando, em razão disso, taxas 
pelos serviços que estão sendo colocados à sua disposição, conclui-se que a 
instituição dessa taxa está em 
 a) desconformidade com a legislação, pois uma pessoa jurídica de direito 
público não pode cobrar taxa por atividade que não esteja no âmbito de suas 
respectivas atribuições. 
 b) conformidade com a legislação, desde que o Estado delegue sua 
competência tributária para o município. 
 c) desconformidade com a legislação, pois a atividade desenvolvida pelo 
município deve ser prestada gratuitamente, custeada pela receita geral de 
impostos, já que os municípios não estão constitucionalmente autorizados acobrar taxa de espécie alguma. 
 d) conformidade com a legislação, pois, se o Estado não exerceu sua 
competência constitucional, o município deve fazê-lo, cobrando, 
consequentemente, as taxas cabíveis. 
 e) desconformidade com a legislação, pois as taxas só podem ser cobradas em 
razão de serviços efetivamente prestados e não meramente colocados à 
disposição do munícipe. 
 
111. (FCC/Prefeitura SP/Auditor Fiscal/2012) Sobre os tipos de tributos, 
considere: 
I. Tributo que não admite vinculação de receita a órgão, despesa ou fundo, salvo 
algumas exceções constitucionais, tais como a vinculação de recursos 
destinados a ações e serviços públicos de saúde. 
II. A concessão de alvará ou permissão pode ser remunerada por esta espécie 
de tributo. 
III. Tem receita vinculada para custear atividades de assistência social, saúde 
e previdência social. 
IV. Pressupõe que, em virtude de uma obra pública, haja valorização imobiliária 
para que se configure o seu fato gerador. 
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Os itens I, II, III e IV caracterizam, respectivamente, 
 a) taxa, imposto, taxa e contribuição de melhoria. 
 b) contribuição social para seguridade social, taxa, contribuição de melhoria e 
imposto. 
 c) imposto, contribuição de melhoria, contribuição social para seguridade 
social e imposto. 
 d) contribuição de melhoria, imposto, contribuição social para seguridade 
social e taxa. 
 e) imposto, taxa, contribuição social para seguridade social e contribuição de 
melhoria. 
 
112. (FCC/PGM-João Pessoa/Procurador/2012) Um tributo que tenha por 
características ser não vinculado a uma atividade estatal, admita, por expressa 
e excepcional previsão constitucional, destinação específica do produto da 
arrecadação e não admita previsão de restituição ao final de determinado 
período classifica-se como 
 a) taxa. 
 b) contribuição de intervenção no domínio econômico. 
 c) imposto. 
 d) empréstimo compulsório. 
 e) contribuição social. 
 
113. (FCC/PGM-João Pessoa/Procurador/2012) Sobre os tributos municipais é 
correto afirmar que 
a) a base de cálculo da contribuição de melhoria por obra pública Municipal é o 
valor venal do imóvel adjacente à obra. 
b) a taxa de coleta de lixo domiciliar admite que sua base de cálculo corresponda 
à quantidade de moradores do imóvel atendido pelo serviço. 
c) o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU e o Imposto 
sobre a Transmissão de Bens Imóveis por ato inter vivos a título oneroso - ITBI 
têm como base de cálculo o valor venal do bem. 
d) o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISS, apesar de ser da 
competência municipal, é instituído por lei complementar. 
e) os serviços de limpeza de vias e logradouros públicos e de segurança pública 
podem ser remunerados por taxa. 
 
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114. (FCC/TJ-GO/Juiz/2012) Analise os itens a seguir: 
I. Pavimentação asfáltica é fato gerador de taxa de serviço específico e divisível; 
deve ter valor fixo para todos os beneficiários da obra. 
II. Serviço de coleta de lixo domiciliar é fato gerador de taxa de serviço 
específico e indivisível; deve ter valor fixo para todos os beneficiários do serviço, 
desde que haja efetiva fruição. 
III. A concessão de alvará de construção pode ser remunerada por taxa de 
polícia, pois se trata de exercício regular do poder de polícia. 
IV. O imposto pode ter por fato gerador serviços públicos indivisíveis, assim 
como o serviço de iluminação pública. 
V. A destinação do produto da arrecadação é irrelevante para definir a natureza 
jurídica do tributo como imposto. 
É correto o que se afirma APENAS em 
a) I e II. 
b) I e IV. 
c) II e III. 
d) III e V. 
e) IV e V. 
 
115. (FCC/TRF-2/Analista/2012) Tendo em vista as espécies tributárias e as 
limitações ao poder de tributar, analise: 
I. Para a determinação da espécie tributária, são relevantes ou imprescindíveis 
a denominação do tributo, sua característica formal ou a destinação legal do 
produto da arrecadação. 
II. A bitributação exprime a exigência da mesma imposição fiscal por duas vezes 
e a expressão bis in idem significa tributo repetido sobre a mesma coisa, isto é, 
exigência de um imposto duas vezes. 
III. As contribuições para a Previdência Social e para o Fundo de Garantia do 
Tempo de Serviço, dentre outras, é de natureza tributária, aplicando-se-lhes as 
normas gerais de Direito Tributário na sua cobrança e instituição. 
Nesses casos, está correto SOMENTE o que consta em 
 a) II. 
 b) I e II. 
 c) I e III. 
 d) II e III. 
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 e) I. 
 
116. (FCC/TRF-2/Analista/2012) Em relação às taxas, é correto afirmar: 
 a) Para ser cobrada pelo Distrito Federal, dentre outras esferas da organização 
político-administrativa, no âmbito de suas respectivas atribuições, seu fato 
gerador é também o exercício do poder de polícia 
 b) A competência residual permite a cobrança da taxa com base de cálculo 
idêntica à dos impostos, ou cuja base de cálculo esteja em função do capital das 
empresas. 
 c) Esse tributo pode ter como fato gerador a prestação de um serviço público, 
indivisível e efetivo, mas não aquele colocado à disposição do contribuinte, ainda 
que de uso compulsório. 
 d) O referido tributo independe de uma atuação estatal, como o exercício do 
poder de polícia da Administração Pública federal, estadual ou municipal. 
 e) É classificada entre os tributos não-vinculados e indiretos, confundindo-se, 
de regra, com os preços públicos. 
 
117. (FCC/ALESE/Analista/2018) Por expressa determinação constitucional, 
cabe à lei complementar estabelecer normas gerais em matéria de legislação 
tributária, especialmente sobre definição de tributos e de suas espécies. O 
Código Tributário Nacional atende à determinação constitucional e disciplina 
esta matéria. Com base neste Código, 
a) tributo e imposto são espécies de taxa. 
b) taxa é uma das espécies de imposto. 
c) tributo é uma das espécies de taxa. 
c) imposto é uma das espécies de contribuição de melhoria. 
d) contribuição de melhoria é uma das espécies de tributo. 
 
EXERCÍCIOS DA FGV 
 
118. (FGV/SEFIN-RO/Auditor Fiscal/2018) De acordo com a definição de 
tributo, segundo o Código Tributário Nacional, assinale a afirmativa incorreta. 
a) A compensação financeira pela exploração de recursos minerais não é tributo, 
por ausência do caráter compulsório. 
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b) A concessão de desconto ao contribuinte do IPVA, que não tenha cometido 
infrações de trânsito, viola o conceito de tributo, pois o tributo não é sanção por 
ato ilícito. 
c) O serviço militar obrigatório não é tributo, por ser uma obrigação compulsória 
não pecuniária. 
d) O acréscimo no valor do IPTU, a título de multa administrativa por ausência 
de inscrição imobiliária, viola o conceito de tributo, por se tratar de sanção por 
ato ilícito. 
e) Os agentes públicos envolvidos na cobrança do tributo não podem agir 
motivados por pressupostos de conveniência e oportunidade, devendo cumprir 
o que determina a lei, pois a cobrança do tributo é atividadeadministrativa 
plenamente vinculada. 
 
119. (FGV/Prefeitura Salvador/Direito/2017) O Município “X” instituiu, por lei, 
uma taxa, com o objetivo de prevenção e combate a incêndios. Considerando 
tal hipótese, à luz da Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, assinale a 
afirmativa correta. 
a) A lei municipal é constitucional, pois adstrita aos exatos limites da 
competência tributária atribuída aos municípios pela CRFB/88. 
b) A lei municipal é constitucional, pois a saúde financeira do município é um 
objetivo constitucional. 
c) A lei municipal é inconstitucional, pois se trata de tributo da competência 
exclusiva da União. 
d) A lei municipal é inconstitucional, pois a prevenção e o combate a incêndios 
compõem a segurança pública, não cabendo ao Município a criação de taxa para 
tal fim. 
e) A lei municipal é inconstitucional, pois trata de matéria típica de decreto 
municipal ou portaria. 
 
120. (FGV/ALERJ/Procurador/2017) São tributos classificados como indiretos, 
de competência da União, Estados e Municípios, respectivamente: 
a) Imposto sobre produtos industrializados - IPI, Imposto sobre a transmissão 
causa mortis e doação – ITD e Imposto sobre a transmissão de bens imóveis – 
ITBI; 
b) Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre 
prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de 
comunicação – ICMS, Imposto sobre serviços de qualquer natureza – ISS e 
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Imposto sobre Propriedade Territorial Rural – ITR, quando cobrado pelos 
Municípios; 
c) Contribuições de intervenção no domínio econômico - CIDE, Imposto sobre 
operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços 
de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação – ICMS e 
Imposto sobre serviços de qualquer natureza – ISS; 
d) Imposto sobre produtos industrializados – IPI, Imposto sobre a propriedade 
de veículos automotores – IPVA e Contribuição para o custeio da iluminação 
pública – COSIP, quando cobrada na conta de energia elétrica; 
e) Imposto sobre produtos industrializados – IPI, Imposto sobre operações 
relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de 
transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação – ICMS e Imposto 
sobre serviços de qualquer natureza – ISS. 
 
121. (FGV/CODEMIG/Contador/2015) O tributo cuja obrigação tem por fato 
gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, 
relativa ao contribuinte, é: 
a) contribuição de melhoria; 
b) imposto; 
c) taxa; 
d) royaltie; 
e) participação especial. 
 
122. (FGV/Prefeitura de Niterói/Fiscal de Tributos/2015) A Constituição 
Federal prevê várias espécies tributárias, entre as quais a modalidade cujo fato 
gerador pode ser o exercício do poder do Estado de limitar as liberdades 
individuais em prol do bem da coletividade. Esse tributo é: 
a) empréstimo compulsório; 
b) contribuição de melhoria; 
c) imposto; 
d) taxa; 
e) contribuição parafiscal. 
 
123. (FGV/Prefeitura de Niterói/Fiscal de Tributos/2015) Sobre a disciplina da 
espécie tributária “taxa" na Constituição Federal e no CTN, é correto afirmar 
que: 
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a) é um tributo de competência privativa da União; 
b) poderá ter base de cálculo própria de imposto; 
c) é tributo de competência comum à União, Estados, Distrito Federal e 
Municípios; 
d) é tributo que poderá ter como fato gerador a prestação de serviço público 
específico e indivisível; 
e) é um tributo cuja majoração da respectiva base de cálculo é exceção ao 
princípio da anterioridade. 
 
124. (FGV/TJ-BA/Analista/2015) A opção em que um ou mais dos seguintes 
impostos NÃO são classificados como impostos sobre o patrimônio e a renda ou 
como impostos sobre a produção e a circulação é: 
a) Imposto de Renda de Pessoa Física e Imposto sobre operações financeiras; 
b) Imposto territorial rural e Imposto sobre serviços; 
c) Imposto predial e territorial urbano e Imposto de importação; 
d) Imposto de transferência de bens imóveis e Imposto sobre circulação de 
mercadorias e serviços; 
e) Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e Imposto sobre produtos 
industrializados. 
 
125. (FGV/Prefeitura Cuiabá/Auditor Fiscal/2014) Assinale a opção que 
apresenta elemento estranho ao conceito legal de tributo. 
a) Prestação compulsória. 
b) Prestação pecuniária. 
c) Prestação com natureza de sanção. 
d) Prestação cobrada mediante atividade administrativa vinculada. 
e) Prestação instituída em lei. 
 
126. (FGV/Prefeitura Cuiabá/Auditor Fiscal/2014) É sabido que todos os 
tributos têm função arrecadatória, ainda que alguns tenham mais acentuada 
função extrafiscal, buscando, assim, objetivos outros que não apenas o de 
arrecadar receitas públicas. Assinale a opção que indica o tributo com função 
extrafiscal mais acentuada 
a) Taxa para a expedição de Alvará de Localização. 
b) Imposto Sobre Serviços. 
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c) Imposto Sobre Transmissão Causa Mortis e Doação. 
d) Imposto de Importação 
e) Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido. 
 
127. (FGV/AL-BA/Auditor/2014) Com referência às taxas, assinale a afirmativa 
correta. 
a) Atendem precipuamente ao interesse privado do usuário em determinado 
serviço. 
b) Remuneram serviço público uti universi, que a Administração presta para 
atender à comunidade. 
c) Deve ser observado o valor do serviço e a sua efetiva utilização pelo 
particular. 
d) Têm por fonte a vontade da pessoa em receber determinado serviço público. 
e) Sua base de cálculo está vinculada a uma atuação estatal. 
 
128. (FGV/TJ-AM/Juiz/2013) Assinale a alternativa que melhor sintetiza as 
distinções entre as espécies tributárias indicadas. 
a) O imposto pressupõe um ato do Poder Público, assim como a taxa, sendo 
distintos os fatos geradores dos dois tributos, mas não as bases de cálculo. 
b) O imposto pressupõe um ato do contribuinte, assim como a taxa, sendo 
distintas as bases de cálculo, mas não os fatos geradores. 
c) O imposto pressupõe um ato do Poder Público, assim como a taxa, sendo 
distintas as bases de cálculo dos dois tributos, mas não os fatos geradores. 
d) O imposto pressupõe um ato do contribuinte, assim como a taxa, sendo 
distintos os fatos geradores dos dois tributos, mas não as bases de cálculo. 
e) O imposto pressupõe um ato do contribuinte e a taxa pressupõe um ato do 
Poder Público, sendo distintos os fatos geradores e as bases de cálculo dos dois 
tributos. 
 
EXERCÍCIOS DE OUTRAS BANCAS 
 
129. (CONSULPLAN/TJ-MG/Notário/2017) Dado que o fato gerador significa 
um evento e a base de cálculo, a grandeza que o dimensiona numericamente, 
considerando-se os impostos e as taxas, é correto afirmar: 
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a) A base de cálculo dos impostos deve ser a grandeza que dimensiona a 
manifestação de riqueza, sendo também totalmente idônea para regular a taxa, 
que guarda relação com a contraprestação estatal. 
b) É constitucional a adoção, no cálculo do valor de taxa, de um ou mais 
elementos da base de cálculo própria de determinado imposto,desde que não 
haja integral identidade entre uma base e outra. 
c) Não viola a garantia constitucional de acesso à jurisdição a taxa judiciária 
calculada sem limite sobre o valor da causa. 
d) O Supremo Tribunal Federal entendeu pela inconstitucionalidade da taxa de 
fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários, cobrada pela 
Comissão de Valores Mobiliários, cujos montantes, em moeda corrente, são 
determinados em faixas que variam de acordo com o patrimônio líquido da 
sociedade ou fundo de investimento sujeito à fiscalização. 
 
130. (CONSULPLAN/TJ-MG/Notário/2017) À luz do princípio da não afetação, 
marque a alternativa correta: 
a) O regime constitucional atual adota o princípio da não afetação, proibindo a 
vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas 
algumas situações. 
 b) A Constituição Federal atual veda a afetação da receita, relativamente às 
taxas e contribuição de melhoria. 
 c) O Supremo Tribunal Federal não reconhece a possibilidade de a lei 
estabelecer a afetação de receita de taxa a determinado órgão, fundo ou 
despesa públicos. 
d) O regime constitucional atual veda a vinculação do produto da arrecadação 
de qualquer tributo a determinado órgão, fundo ou despesa. 
 
131. (FEPESE/Pref. Criciúma/Fiscal de Rendas/2017) É(São) relevante(s) para 
determinar a natureza jurídica específica do tributo, de acordo com o Código 
Tributário Nacional: 
a) a base de cálculo e a alíquota. 
b) a denominação adotada pela legislação. 
c) o fato gerador da respectiva obrigação. 
d) as características formais especificadas pela lei. 
e) a destinação legal do produto da sua arrecadação. 
 
 
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Gabarito 1: C 
Gabarito 2: Correta 
Gabarito 3: D 
Gabarito 4: C 
Gabarito 5: B 
Gabarito 6: E; E 
Gabarito 7: B 
Gabarito 8: Correta 
Gabarito 9: C 
Gabarito 10: Errada 
Gabarito 11: Correta 
Gabarito 12: C 
Gabarito 13: Errada 
Gabarito 14: A 
Gabarito 15: Correta 
Gabarito 16: A 
Gabarito 17: C 
Gabarito 18: B 
Gabarito 19: B 
Gabarito 20: E 
Gabarito 21: B 
Gabarito 22: B 
Gabarito 23: C 
Gabarito 24: B 
Gabarito 25: D 
Gabarito 26: E 
Gabarito 27: E 
Gabarito 28: C 
Gabarito 29: D 
Gabarito 30: B 
Gabarito 31: C 
Gabarito 32: A 
Gabarito 33: C 
Gabarito 34: E 
Gabarito 35: C 
Gabarito 36: B 
Gabarito 37: D 
Gabarito 38: A 
Gabarito 39: D 
Gabarito 40: D 
Gabarito 41: C 
Gabarito 42: Errada 
Gabarito 43: Correta 
Gabarito 44: Errada 
Gabarito 45: Correta 
Gabarito 46: A 
Gabarito 47: A 
Gabarito 48: Errada 
Gabarito 49: Correta 
Gabarito 50: Errada 
Gabarito 51: Correta 
Gabarito 52: Errada 
Gabarito 53: C 
Gabarito 54: E 
Gabarito 55: A 
Gabarito 56: Errada 
Gabarito 57: Correta 
Gabarito 58: E 
Gabarito 59: D 
Gabarito 60: Correta 
Gabarito 61: Errada 
Gabarito 62: Errada 
Gabarito 63: Errada 
Gabarito 64: Errada 
Gabarito 65: C 
Gabarito 66: Correta 
Gabarito 67: A 
Gabarito 68: Correta 
Gabarito 69: A 
Gabarito 70: Errada 
Gabarito 71: Correta 
Gabarito 72: Errada 
Gabarito 73: A 
Gabarito 74: A 
Gabarito 75: C 
Gabarito 76: Errada 
Gabarito 77: A 
Gabarito 78: A 
Gabarito 79: Correta 
Gabarito 80: B 
Gabarito 81: A 
Gabarito 82: E 
Gabarito 83: E 
Gabarito 84: B 
Gabarito 85: D 
Gabarito 86: C 
Gabarito 87: E 
Gabarito 88: B 
Gabarito 89: E 
Gabarito 90: C 
8 – Gabarito 
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Gabarito 91: B 
Gabarito 92: B 
Gabarito 93: A 
Gabarito 94: B 
Gabarito 95: A 
Gabarito 96: E 
Gabarito 97: C 
Gabarito 98: A 
Gabarito 99: A 
Gabarito 100: B 
Gabarito 101: B 
Gabarito 102: B 
Gabarito 103: D 
Gabarito 104: E 
Gabarito 105: A 
Gabarito 106: C 
Gabarito 107: B 
Gabarito 108: B 
Gabarito 109: D 
Gabarito 110: A 
Gabarito 111: E 
Gabarito 112: C 
Gabarito 113: C 
Gabarito 114: D 
Gabarito 115: A 
Gabarito 116: A 
Gabarito 117: B 
Gabarito 118: D 
Gabarito 119: E 
Gabarito 120: B 
Gabarito 121: D 
Gabarito 122: C 
Gabarito 123: C 
Gabarito 124: C 
Gabarito 125: D 
Gabarito 126: E 
Gabarito 127: E 
Gabarito 128: B 
Gabarito 129: A 
Gabarito 130: C 
Gabarito 131: A

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