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Política Nacional do Meio Ambiente - UNIARA

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Resumo – Direito Ambiental – Prof. Adhemar – 2° Bimestre
* Política Nacional do Meio Ambiente: último tópico de introdução ao Direito Ambiental. Art 1º, Lei- Esta lei, com fundamento nos incisos VI e VII do art. 23 e no art. 235 da Constituição, estabelece a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, constitui o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama) e institui o Cadastro de Defesa Ambiental.Os Estados mais desenvolvidos passaram a editar normas de proteção ambiental, o que causou um ponto negativo: as indústrias passaram a procurar locais que não têm proteção. Devido a isso, criou-se a lei 6938/81, que foi a primeira a tratar exclusivamente do tema de meio ambiente no Brasil, sendo a mais importante sobre o assunto ambiental estando apenas abaixo da CF. OBS: Essa lei foi recepcionada à CF devido a sua compatibilidade material. Tal lei foi um marco ao direito ambiental no Brasil, pois trouxe uma visão da necessidade da preservação do meio ambiente para a vida humana e que é necessário compatibilizar o desenvolvimento com o meio ambiente por meio da sustentabilidade. Foi a primeira lei de nível nacional e por isso, possui uma ampla relevância. Além disso, também foi a primeira norma federal que todos os Estados devem respeitar. Antes dessa norma não se exigia licenciamento ambiental prévio, ou seja, permissão ambiental. 
O sentido de Política empregado não tem sentido de política partidária, mas sim dos objetivos traçados para a qualidade ambiental que devem ser alcançados, ou seja, são procedimentos estabelecidos com o fim de administrar o bem jurídico tutelado (meio ambiente) para alcançar os fins desejados. O meio ambiente passou a ser considerado um bem autônomo e sistêmico. 
- A função da PNMA é se aproximar da sustentabilidade real, ou seja, fazer com que o desenvolvimento socioeconômico esteja em total paralelismo com a qualidade ambiental para que possa gerar os benefícios imaginados e desejados. Nesse caso, há uma harmonização (estabelece normas de obediência total em todo o Brasil e molda o meio ambiente ao desenvolvimento socioeconômico) e solidariedade (todos os entes federativos possuem uma parcela de destaque em assuntos ambientais). Todos devem atuar para um meio ambiente saudável. Em relação aos três poderes usa-se o sistema de freios e contrapesos, no qual um deve fiscalizar o outro. O intuito é que a população adote a PNMA (agrupamento de concepções respeitadas em todo o Brasil) para o correto trato dos bens ambientais. 
- A PNMA é dividida em três partes: princípios e objetos (art. 2); organização do SISNAMA; instrumentos administrativos de efetivação da PNMA. OBS: É o poder de polícia que influencia a PNMA. 
a) Objeto-> conservar o meio ambiente como ecologicamente equilibrado, ou seja, com qualidade ambiental a todos. É a preservação (impedir intervenção humana para manter o estado natural), melhoria (permitir a intervenção humana desde que seja para melhorar os recursos) e recuperação (permitir a intervenção humana para recuperar áreas que já foram desgastadas) dos ecossistemas e da qualidade ambiental visando um desenvolvimento socioeconômico. Para isso, é necessário equilíbrio, segurança nacional e proteger a dignidade da pessoa humana. Tal objeto só será cumprido se aplicar os princípios necessários (são próprios e dão suporte à lei) e cumprir os objetivos traçados.
- Princípios: Art. 2º, Lei 6938/81- A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País, condições ao desenvolvimento socioeconômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana, atendidos os seguintes princípios: I - ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico, considerando o meio ambiente como um patrimônio público a ser necessariamente assegurado e protegido, tendo em vista o uso coletivo; II - racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar; III - planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais; IV - proteção dos ecossistemas, com a preservação de áreas representativas; V - controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente poluidoras; VI - incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias orientadas para o uso racional e a proteção dos recursos ambientais (todo recurso natural é ambiental, porém, nem todo recurso ambiental é natural); VII - acompanhamento do estado da qualidade ambiental (o preço para uma boa qualidade ambiental é a vigilância); VIII - recuperação de áreas degradadas; IX - proteção de áreas ameaçadas de degradação; X - educação ambiental a todos os níveis de ensino, inclusive a educação da comunidade, objetivando capacitá-la para participação ativa na defesa do meio ambiente.
- Objetivos: Art. 4º, Lei 6938/81- A Política Nacional do Meio Ambiente visará:
I - à compatibilização do desenvolvimento econômico-social com a preservação da qualidade do meio ambiente e do equilíbrio ecológico; tem como objetivo o desenvolvimento sustentável. 
II - à definição de áreas prioritárias de ação governamental relativa à qualidade e ao equilíbrio ecológico, atendendo aos interesses da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios;
III - ao estabelecimento de critérios e padrões de qualidade ambiental e de normas relativas ao uso e manejo de recursos ambientais;
IV - ao desenvolvimento de pesquisas e de tecnologias nacionais orientadas para o uso racional de recursos ambientais; estimular a Educação Ambiental em grande escala. 
V - à difusão de tecnologias de manejo do meio ambiente, à divulgação de dados e informações ambientais e à formação de uma consciência pública sobre a necessidade de preservação da qualidade ambiental e do equilíbrio ecológico;
VI - à preservação e restauração dos recursos ambientais com vistas à sua utilização racional e disponibilidade permanente, concorrendo para a manutenção do equilíbrio ecológico propício à vida;
VII - à imposição, ao poluidor e ao predador, da obrigação de recuperar e/ou indenizar os danos causados e, ao usuário, da contribuição pela utilização de recursos ambientais com fins econômicos. Relacionado aos princípios do poluidor pagador e da responsabilidade. 
Se esses objetivos forem cumpridos com êxito ao menos parcialmente, a PNMA aproxima-se de atingir seus fins. 
OBS: Conceitos que ajudam no entender e na responsabilização. Art. 3º, Lei 6938/81- Para os fins previstos nesta Lei, entende-se por: I - meio ambiente, o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas;II - degradação da qualidade ambiental, a alteração adversa das características do meio ambiente;III - poluição, a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente:a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população;b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas;c) afetem desfavoravelmente a biota; d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente;e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos;IV - poluidor, a pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável, direta ou indiretamente, por atividade causadora de degradação ambiental;V - recursos ambientais: a atmosfera, as águas interiores, superficiais e subterrâneas, os estuários, o mar territorial, o solo, o subsolo, os elementos da biosfera, a fauna e a flora.Os recursos naturais não possuem intervenção humana. Os recursos ambientais possuem intervenção humana. 
b) Instrumentos-> formas de como colocar em prática os objetivos da PNMA. Sem eles, a PNMA estaria comprometida e seria uma norma sem eficácia, carente de meios para prosperar suas intenções. Tais instrumentos são dados à Administração Pública para impor-se frente ao particular nas violações dos objetivos normativos. Art. 9º, Lei 6938/81- São instrumentos da Política Nacional