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As fronteiras brasileiras

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Geografia-Política 
 
 
 
AULA 38 
AS FRONTEIRAS BRASILEIRAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 
 
 
Sumário 
 
Introdução .................................................................................................................................... 2 
 
Objetivos ....................................................................................................................................... 3 
 
1. Fronteira internacional brasileira ........................................................................................ 3 
1.1. Fronteiras na formação do território brasileiro ...........................................................4 
1.2. Fronteira e o desenvolvimento local ............................................................................4 
 
Exercícios ...................................................................................................................................... 6 
 
Gabarito ........................................................................................................................................ 8 
 
Resumo ......................................................................................................................................... 8 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
Introdução 
Na apostila sobre Geopolítica da Amazônia, vimos sobre a importância da 
Amazônia a partir das teses do general Meira Mattos no território nacional no século XX. 
Aqui, vamos destacar sobre fronteiras internacionais do Brasil. 
Apesar do discurso voltado a um mundo sem fronteiras nos anos de 1980 -1990, 
o que se presenciou, segundo diversos autores, foi a intensificação do controle das 
fronteiras e a proteção do território nacional. A fronteira como papel de organização do 
território e símbolo do poder territorial do Estado. 
No Império Romano, a fronteira, ou limites, era uma questão ligada a expansão 
dos seus domínios, áreas em que os militares se alojavam para guardarem determinada 
extensão, para atender aos interesses do imperador. Na Europa medieval, séculos XIII e 
XIV, a noção de fronteira era aplicada em zonas, como nas extensões de um reino 
primitivo, áreas que possuíam extensões de forma a significar uma separação entre 
reinos. Nos séculos XV e XVI, o imperialismo europeu e seu movimento expansionista 
fez com que as fronteiras ultrapassassem a continuidade dos seus territórios, 
colonizando áreas e impondo suas leis. 
A fronteira passou em uma constante evolução acompanhando a evolução de 
sociedades submergidas em conquistas de territórios ou proteção dos mesmos. 
Atualmente, rompe se com a simples referência a um limite demarcado por linhas 
políticas e jurídicas entre países por expressar apenas uma ideia de área de defesa (ou 
região defensiva), muito ligada à criação dos Estados. 
A palavra fronteira está associada ao front, o que está a frente, em sua ideia 
original não significa ao fim, mas ao começo do Estado, o espaço para onde teria sua 
expansão. A fronteira pressupõe assim, a troca, o contanto, integração, conflito entre 
projetos e grupos. A palavra limite foi criada para designar o fim daquilo que mantém 
coesa uma unidade político-territorial, ou seja, sua ligação interna - fator de separação. 
A fronteira enquanto fundamento territorial apresenta grandes divergências, é 
na relação com a fronteira que se transmite os mais diferentes grupos sociais e campo 
de força. Muitas fronteiras são pontos de tensão, elas separam territórios e povos, e 
muitas vezes a circulação de pessoas entre um país e outro. Em razão de tensões e 
conflitos, muitas fronteiras são fortificadas materialmente, inclusive com a construção 
de muros e barreiras. Os muros e barreiras destinam-se a pessoas intrusas naquele 
local. 
As zonas fronteiriças são faixas de cada lado do limite internacional podem ser 
caracterizadas pelas interações internacionais que compõem formas de fluxo de bens, 
de capitais e de pessoas. 
 
3 
 
Objetivos 
• Compreender o conceito de fronteira 
• Analisar as questões das fronteiras internacionais do Brasil. 
 
1. Fronteira internacional brasileira 
1.1. Fronteiras na formação do território brasileiro 
De acordo com na Constituição Federal do Brasil (1988), a definição de fronteira, 
corresponde a uma “faixa de fronteira”, é um espaço de controle e uso restrito. Com 
uma largura de 150 km ao longo das fronteiras terrestres. Na Constituição Federal, a 
fronteira é a delimitação do Estado Nacional, envolvendo o território como área de 
apropriação e dominação, definido por fronteiras historicamente estabelecidas. 
A fronteira, no decorrer do século XX, eram vistas pela ideia da segurança 
nacional no país, especialmente durante o governo militar. Para aquele regime da 
época, a política de fronteira estava em sua vigilância e proteção, elementos que 
permitiriam garantir o crescimento econômico e demográfico. 
Atualmente quando falamos de fronteira, a ideia não se distancia da concepção 
defensiva, mas agrega uma importância mais econômica vinculada aos processos de 
integração regional, uma vez que, o cenário mundial vivencia o sistema capitalista em 
sua fase de globalização. 
As fronteiras não são naturais (nunca foram), são construções políticas e 
culturais. As fronteiras internacionais do Brasil são o resultado de um processo 
histórico decorrente não apenas de fatores sociais e econômicos relativos à ocupação 
do espaço, mas de agentes políticos para legitimar soberanias instauradas na região. 
Ao longo da sua história, o território brasileiro conheceu alterações que 
representaram grandes mudanças na extensão da fronteira com os países sul-
americanos. O Brasil passou por oito fases de construção da sua fronteira terrestre, 
dessas fases que visaram a assegurar o território brasileiro, sete se destacam, o Tratado 
de Tordesilhas (1494); Capitanias Hereditárias (1534); Movimento das Bandeiras 
Paulistas (Tratado de Madri, 1750); Inconfidência Mineira (1789); Início da República 
(1889); Territórios de fronteira (1943); Pós-Constituição Federal (1988). 
As alterações envolveram conflitos, alguns deles solucionados pelas aquisições 
por meio de arbitragem (Amapá), acordo bilateral (Acre), e transferência de faixas de 
terras para outros países (Bolívia). 
Atualmente, o país possui uma faixa de fronteira extensa (faixa de 150 km de 
largura) que abrange nove países da América do Sul e com a Guiana francesa, apenas 
não faz fronteira com Equador e Chile. Sua extensão territorial totaliza 15.719km de 
 
4 
 
fronteira terrestre, envolvendo 11 estados brasileiros (Amapá, Pará, Roraima, 
Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e 
Rio Grande do Sul), 588 municípios, e mais de 10 milhões de habitantes. O país possui 
nove tríplices fronteiras, com 10 municípios situados em tríplices fronteiras. 
 
IMPORTANTE! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A faixa de fronteira brasileira está dividida na porção Norte, tem como principal 
característica a presença da densa floresta Amazônica, a porção central vinculada a 
grande expansão da fronteira agrícola, Sul com base produtiva concentrada na cultura 
do milho, trigo, soja e na agroindústria. 
Atualmente, com a maior relação comercial e aumento da mobilidade, existe 
uma grande preocupação na faixa de fronteira voltada para segurança e defesa, e a 
relação entre as cidades gêmeas brasileiras e sul-americanas. 
 
1.2. Fronteira e o desenvolvimento local 
A fronteira internacional brasileira constitui-se na área de contato diretodo 
território nacional em relação aos territórios nacionais dos países vizinhos com diversas 
interações estabelecidas, iniciativas de cooperação ao longo dos últimos anos. Uma 
área de conflitos, fluxos de pessoas, mercadorias, capitais, assim, adquirindo impacto 
positivo ou negativo para os países, variando do investimento e própria atuação das 
regiões. 
Em 1851, apresenta-se a Convenção Especial de Comércio, Navegação e Limites, 
o primeiro elemento jurídico de regulação dos fluxos na região fronteiriça, firmado 
O termo “Tríplice Fronteira” deriva da interseção das 
fronteiras de três diferentes países. As tríplices fronteiras 
brasileiras são: 1. Paraguai, argentina; 2. Colômbia e Peru; 3. 
Guiana Francesa e Suriname; 4. Suriname e Guiana; 5. 
Guiana e Venezuela; 6. Venezuela e Colômbia; 7. Bolívia e 
Peru; 8. Paraguai e Argentina; 9. Uruguai e Argentina. 
A tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina, envolve 
as cidades de Foz do Iguaçu (PR), Ciudad del (Paraguai), 
Puerto Iguazú (Argentina). Localiza-se entre os rios Paraná e 
Iguaçu. O rio Paraná separa Brasil e Paraguai e ambos estão 
conectados pela Ponte da Amizade, que interliga Foz do 
Iguaçu e Cidade do Leste. O rio Iguaçu, por sua vez, separa 
Brasil e Argentina e ambos estão interconectados pela Ponte 
Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú. 
 
 
5 
 
entre Brasil e Peru. Essa convenção concedeu ao Peru o direito de livre navegação pelo 
rio Amazonas, definição da a fronteira Brasil-Peru (“uti possidetis”). 
 No ano de 1909, esta convenção foi complementada com ações de demarcação 
de fronteiras e a permissão da navegação de embarcações peruanos com Oceano 
Atlântico pelo rio Amazonas. 
Em 1938, foi aprovado o Convênio de Cooperação Aduaneira entre Colômbia e 
Peru (CCACP), permitindo a liberdade de navegação de embarcações brasileiras e 
colombianas pelo rio Amazonas e Putumayo, afluentes e confluentes. Assim, uma área 
de tarifa aduaneira comum, com o propósito de fomentar o comércio e navegação 
entre as nações. No ano de 1982, este convenio foi ampliado a uma maior área 
territorial. 
Em 1978, foi estabelecido o Tratado de Cooperação Amazônica (TCA), entre os 
países: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. Esse 
tratado buscava o desenvolvimento regional na região amazônica, integrando as 
economias e ampliando a navegação nos rios da bacia do rio Amazonas. No ano de 
1995, buscando fortalecer o tratado, foi criado a Organização do Tratado de 
Cooperação Amazônica (OTCA). A Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana 
(IIRSA), foi uma dessas iniciativas, um projeto que visa a expansão das redes de 
transportes multimodais, energia e comunicações. 
Em 1989, no Brasil, leis federais passam a reconhecer algumas cidades 
amazônicas como Áreas de Livre Comércio (ALC). Passam a conceder benefícios fiscais 
a territórios que formam a Zona Franca de Manaus (ZFM), além de serem tutelados pelo 
órgão fiscalizador da adequação das atividades produtivas nos requisitos legais - 
Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA). 
Na década de 1990, aprofundou-se uma visão das fronteiras no programa de 
desenvolvimento regional, a exemplo, o Plano Plurianual 2000- 2003, o programa foi 
voltado para as fronteiras com o foco do desenvolvimento e não na garantia da 
segurança. Outras iniciativas para as fronteiras brasileiras ocorreram, incorporado na 
agenda política nacional. 
O Programa de Desenvolvimento Social da Faixa de Fronteira (PDSFF), em 1999, 
envolveu toda a faixa de fronteira, compreendendo-a como uma mesma região que 
deveria intervir e fomentar em seu desenvolvimento, especialmente na infraestrutura. 
Esse programa, com uma vertente diferente do militar, tinha viés de distribuição de 
recursos destinados a obras de cunho social, destinando aos municípios a execução dos 
projetos aprovados e o governo federal no repasse dos recursos, monitoramento e 
orientação das ações. 
Outra proposta importante foi no ano de 2005 pelo Ministério da Integração 
Nacional, a restruturação do Programa de Desenvolvimento da Faixa de Fronteira 
 
6 
 
(PDFF), buscando superação das desigualdades presentes por meio de estruturação 
física, social e produtiva, com na ativação das potencialidades locais. Assim, sua base 
estrutura-se em quatro diretrizes: 
I- Fortalecimento institucional (fortalecer as organizações locais, fóruns de 
desenvolvimento, comissões de fronteira para propor projetos e ações) 
II- Desenvolvimento econômico integrado (ações de apoio aos Arranjos 
produtivos locais, capacitação profissional, empreendedorismo, fomento de credito). 
III- Cidadania (integração de ações de saúde, ensino bilíngue, valorização da 
cultura local, inserção cidadã, etc). 
IV- Marco regulatório (criar um código legal, estatuto da fronteira para 
facilitar questões legais de integração). 
Em 2011, outros programas na questão fronteiriça, foram importantes no 
cenário brasileiro nos últimos anos, o Plano Estratégico de Fronteiras (PEF); a Estratégia 
Nacional de Segurança Pública nas Fronteiras (ENAFRON) e o Sistema Integrado de 
Monitoramento de Fronteiras (SISFRON). Com discussões ao fortalecimento da 
prevenção, controle/repressão, fiscalização dos delitos na faixa de fronteira brasileira, 
aos crimes do tráfico – (drogas, armas e pessoas, fiscal e financeiro), contrabando, 
sonegação e exportação ilegal (veículos, ambientais e homicídios); fortalecer a defesa 
territorial e garantir a soberania. 
Exercícios 
1. (UFAL / ADAPTADA). O NAFTA (Tratado Norte-Americano de Livre Comércio) 
criou uma das maiores zonas de comércio livre do mundo, que agora liga 450 
milhões de pessoas que produzem 17 trilhões de dólares em bens e serviços. O 
comércio entre os países do NAFTA vem crescendo desde que o acordo entrou 
em vigor, este tratado se tornou um dos mais importantes blocos econômicos 
do mundo, apesar de fazer parte dele apenas: 
a) EUA, Canadá, Venezuela e Brasil. 
b) EUA, Canadá e Inglaterra. 
c) EUA, Canadá, Brasil e Argentina. 
d) EUA, Canadá e México. 
e) EUA, Canadá, México e Brasil. 
 
2. (UFPR, 2015 / ADAPTADA). Neste fim do século XX, as fronteiras econômicas se 
ampliam, mais áreas são ocupadas e pode-se mesmo dizer, [...], que o território 
brasileiro está inteiramente apropriado. Por outro lado, a natureza recuou 
 
7 
 
consideravelmente, enquanto todas as formas de densidade humana ficam cada vez 
mais presentes. Ainda que sua distribuição seja desigual, há, em uma porção 
considerável do território, maior densidade técnica, acompanhada de maior 
densidade informacional. 
 
SANTOS, M.; SILVEIRA, M. L. O Brasil – Território e sociedade no início do século 
XXI. Rio de Janeiro: Record, 2001, p. 279. 
a) Durante o século XX, o Estado nacional foi responsável por grandes 
projetos para ampliação das fronteiras internas de ocupação, como é o 
caso da marcha para o oeste. 
b) A densidade humana e técnica presentes no território mostram um país 
regionalmente diferenciado, mas com uma economia integrada, do 
ponto de vista do mercado nacional. (c) Do ponto de vista econômico há 
um desequilíbrio na produção de bens e serviços entre as regiões 
brasileiras, fato que tem levado à criação de políticas de 
desenvolvimento regional, como foi o caso da zona franca de Manaus. 
c) Do ponto de vista econômico há um desequilíbrio na produção de bens e 
serviços entre as regiões brasileiras, fato que tem levado à criação de 
políticas de desenvolvimento regional, como foi o caso da zona franca de 
Manaus. 
d) Considerando a extensão e a direção da ocupação do território brasileiro 
– do litoral rumo ao interior – há uma vastaporção por ser apropriada 
pelo Estado Nacional: a Amazônia 
 
3. (UFPR, 2015 / ADAPTADA). 
TEXTO I 
A BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, foi condenada a pagar indenização 
por dano moral coletivo de R$ 1 milhão por condições degradantes de trabalho. 
A condenação é resultado da ação do Ministério Público do Trabalho (MPT) em 
Umuarama (PR), ajuizada em 2012, após investigação que flagrou trabalhadores 
em condições análogas à escravidão […] No início de 2012, o MPT-PR em 
Umuarama constatou graves irregularidades trabalhistas na Fazenda Jaraguá, 
em Iporã. Os problemas iam desde jornada excessiva e condições precárias dos 
alojamentos, até a contaminação da água fornecida aos trabalhadores para 
consumo. “A situação encontrada configura trabalho degradante, já que foram 
desrespeitados os direitos mais básicos da legislação trabalhista, causando 
repulsa e indignação, o que fere o senso ético da sociedade”, afirma o 
procurador do Trabalho Diego Jimenez Gomes, responsável pelo caso. A BRF é 
uma gigante do ramo de produtos alimentícios que surgiu a partir da fusão entre 
Sadia e Perdigão, além de ser detentora de marcas como Batavo, Elegê e Qualy. 
A empresa tem 49 fábricas em todas as regiões do País e mais de 100 mil 
funcionários. Em 2013, a receita líquida foi R$ 30,5 bilhões e o lucro líquido 
consolidado foi de R$ 1,1 bilhão. 
 
Com base no texto I, podemos afirmar que: 
 
8 
 
 
a) A organização da produção agropecuária no Brasil apresenta contradições 
estruturais entre as formas de organização do trabalho e as estratégias 
empresariais de incremento dos lucros. 
b) Apenas os estados brasileiros com formas de produção no campo mais 
atrasadas mantêm práticas de trabalho degradantes. 
c) A expansão das relações capitalistas no campo e a modernização da agricultura 
permitiram abandonar relações de produção pré-capitalistas. 
d) A fusão de grandes empresas produtoras de alimentos implica em uma 
separação entre indústria e agricultura. 
e) A ausência de mão de obra capacitada para atender as novas tecnologias 
aplicadas à produção agropecuária leva empresas a suprir sua demanda, 
utilizando trabalhadores em condições análogas à escravidão. 
 
Gabarito 
1. Resposta: Letra D 
 
2. Resposta: Letra E 
 
3. Resposta: Letra A 
Resumo 
A fronteira como papel de organização do território e símbolo do poder 
territorial do Estado. 
A fronteira passou em uma constante evolução acompanhando a evolução de 
sociedades submergidas em conquistas de territórios ou proteção dos mesmos. 
A fronteira está orientada “para fora” (forças centrífugas), enquanto os limites 
estão orientados “para dentro” (forças centrípetas). A fronteira é uma área interligada a 
atuação do poder, em modo de ordenar o território, de troca entre dois domínios 
territoriais. 
As zonas fronteiriças são faixas de cada lado do limite internacional podem ser 
caracterizadas pelas interações internacionais que compõem formas de fluxo de bens, 
de capitais e de pessoas. 
Atualmente, o país possui uma faixa de fronteira extensa que abrange 10 das 
nações da América do Sul, com exceção do Equador e Chile, totalizando uma extensão 
de 16.885,7 km, envolvendo 11 estados brasileiros. 
 
9 
 
A fronteira internacional brasileira constitui-se na área de contato direto do 
território nacional em relação aos territórios nacionais dos países vizinhos. Possuem 
diversas interações estabelecidas, iniciativas de cooperação, conflitos e outros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
 
Referências bibliográficas 
BOMFIM, P. R. A. Fronteira Amazônica e planejamento na época da ditadura militar no Brasil: inundar 
a Hileia de civilização? Boletim goiano de geografia, Goiânia, v. 30, n. 1, p. 13-33, jan./jun. 2010. 
CORREA, Jessica Aparecida. A fronteira, os tratados e os mapas: a formação territorial do Brasil e os 
tratados de Madri e Santo Ildefonso. Boletim Campineiro de Geografia, v.5,n.1,2015. 
SCHERMA, Márcio Augusto. As políticas brasileiras para a faixa de fronteira : um olhar a partir das 
relações internacionais. Tese (doutorado), Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e 
Ciências Humanas, Campinas, SP : [s.n.], 2015. 
OLIVEIRA, Ana Rita Fidelis de; SOUZA, Rita de Cássia Martins.As cidades fronteiriças na Américas do Sul: 
Polêmicas e conflitos com centro Oeste brasileiro. Rev. Tamoios, São Gonçalo (RJ), ano 10, n. 1, págs. 67-
87, jan/jun. 2014. 
VARGAS, Fábio Aristimunho. Formação das fronteiras latino-americanas. Brasília: FUNAG, 2017. 
TEIXEIRA, Vanessa; SILVA, Márcia. Geografia política: disseminação da produção científica nos anais 
do eng e da anpege. Revista Geonorte, Edição Especial 3, V.7, N.1, p.98-114, 2013.

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