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Análise Crítica - UNIP - 2019 (1)

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(2016):
Trabalha com a perspectiva do sujeito construída a partir de suas narrativas de experiência de adoecimento; 
Compreende a pessoa dentro de seu contexto físico, individual, familiar e comunitário auxiliando na compreensão e construção de estratégias de enfrentamento de crise; 
Constrói conjuntamente o projeto terapêutico singular para indivíduos com risco de suicídio; 
Tem consciência dos sentimentos que podem estar presentes durante os atendimentos, interfere na condução dos mesmos. Por exemplo: medo; raiva; desejo de se liberar do paciente (muitas vezes através de encaminhamentos); expectativas muito positivas que sobrecarregam a pessoa em crise; quando os profissionais não acreditam que o paciente será capaz, ou que seja possível evitar um desfecho fatal (contratransferência negativa). Há casos em que se aposta demais e noutros de menos.
ANÁLISE DA SITUAÇÃO 
	Compreende-se que o suicídio é um fenômeno que é complexo, mundial e que tem repercutido em muitas sociedades, atualmente, algumas estratégias tem sido criadas, por exemplo, um canal de contato do 188 do Centro de Valorização da Vida (CVV), que articula-se para prestar suporte e acolhimento para pessoas que pensam em cometer o ato suicida, essa medida é considerada importante, mas ainda é insuficiente para a realidade brasileira e no que se refere a mundial.
	Por ser esse um problema de saúde pública, cabe considerar a abordagem de diferentes profissionais, os quais intervenham de modo a construir estratégias que possibilitem o cuidado e atenção as pessoas em situações de vulnerabilidades e prestem a elas, o apoio no sentido de realização de encaminhamentos, os quais cuidem da Saúde Mental e de outras condições as quais permeiam a vida de cada sujeito social.
CONCLUSÃO
	Conclui-se que, o tema é bastante complexo, dotado de interpretações que não únicas e isoladas, as quais precisam serem articuladas de modo cuidadoso, principalmente, para que não se causem equívocos, a causa do suicídio tem sido discutida por muitos autores, os quais pensam sempre no fenômeno, mas em estratégias de direcionar a atenção para as pessoas que sofrem psiquicamente, e, que cogitam ceifar a própria vida. Cabe, ainda, um trabalho de sensibilização aos profissionais formados e em formação, para que possam atribuir relevância a tal temática e aprendam a lidar com ela, sem que seja de modo naturalista.
	
	
REFERÊNCIAS
ABREU, Kelly Piacheski de; LIMA, Maria Alice Dias da; KOHLRAUSCH, Eglê; SOARES, Joannie Fachinelli. Rev. Eletr. Enf. [Internet]. 2010;12(1):195-200. Available from: http://www.fen.ufg.br/revista/v12/n1/v12n1a24.htm. Acesso em: 02 de outubro de 2019.
DURKHEIM, Émile. Da divisão do trabalho social; As regras do método sociológico; O suicídio; As formas elementares da vida religiosa. São Paulo: Abril Cultural, 1983 (Os Pensadores).
FERNANDES, Felipe. Pensamento de morte e ideação suicida: um alerta ao suicídio. 2018. Disponível em: <http://mundodapsi.com/pensamento-de-morte-ideacao-suicida-um-alerta-ao-suicidio/>. Acesso em: 02 de outubro de 2019.
GOLDNEY, R. D.; WINEFIELD, A. H.; TIGGERMANN, M. Suicidal Ideation in a young Adult Population. Acta Psychiatr Scand, 79: 481-489, 1989.
PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO. Coleção Guia de Referência Rápida: Avaliação do Risco de Suicídio e Sua Prevenção. 2016. Disponível em: < https://subpav.org/download/prot/Guia_Suicidio.pdf>. Acesso em: 02 de outubro de 2019.
WERLANG, B. S. G., BORGES, V. R. & FENSTERSEIFER, L.. Fatores de risco ou proteção para a presença de ideação suicida na adolescência. Revista Interamericana de Psicologia, 39(2), 259-266, 2005.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Preventing suicide: A global imperative. 2014. Disponível em: <http://apps.who.int/iris/bitstrea>. Acesso em: 02 de outubro de 2019.

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