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Guia Completo da Cor

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círculo cromático.
Àesquerda : Odiagrama de proporção de
cor de Goethe mostra as forças visuais
relativasde seiscores- oamareLoa
mais forte e oroxoa maisfraca.Para
equilibrar umaárea de amarelo,por
exemplo, você precisaria um poucomais
de duasvezesa área de azul, oque
~~~~~~(....~ ~~,Q.... ,
capítulo 03 . os sistemas de cor
A COR NA BAUHAUS No início do século XX a Escola Bauhaus de arquitetura e artes ap licadas em
Weimar,Alemanha,era um excepcional aglomerado de artistas e teóricos. Os dois membros da escola
cujos perfis abordamos aqui,]ohannes Itten (1888-1967) e ]osefAlbers (1888-1976), publicaram
palavras-chave sobre a cor. Albers mudou-se para os Estados Unidos depois que a Bauhaus foi fechada
sob pressão do partido nazista, cada vez mais poderoso, trazendo com ele idéias que influenciariam
artistas modernos de destaque.
TheArt
of
Colar
A partir de 1906, a escola Bauhaus
foco u um novo tipo simple s e funcional de
arte, design e arquitetu ra. Entre os muitos
pinto res preeminentes que ali trabalhavam no
início dos anos 1920 estavam \ Vassily
Kandin sky (1866- 19++), Paul Klee (1879- 1940)
e Joh anne s Irten, Aluno de Adolf Hoelzel
(I 53- 1954), professor e pintor de Stuttgart
cu ja teo rias influenciaram seu trabalho
profundamente. Itten era inicia lmente
respo nsável pelo I q"kurs (curso há ico). que
blinhava a importância do mi tici mo e da
experimentação como mei de autodescoberta.
inte - prinúrio era na cor. e o legado de
trabalho ainda é a pinha do rsal de cursos
de eoria da cor em escola de arte.
Johannes Itten
Àdireita:Nocírculo cromáticode
Johannes Itten, baseado nascores
primárias vermelho, amarelo e
azul,ostriângulosreúnemascores
quesãonormalmente separadas
por suasposiçõesnocírculo.
Abaixo:As idéias de Itten sobrea
corsetornaram,e permanecem,
fortes influências, como resultado
de seu envolvimento com a
Bauhaus. Embora ele
reconhecesse que uma análise
totalment e abrange nte da
percepção dacor lhe escapavae
pode. de fato. ser impossível, seu
trabalho erigoroso e, acima de
tudo. útil para artistas e designers. Irt en não se limitou a examinar a cor cientificamente,
experimentando com ondas de luz e reflexos, ou a uma
perspectiv a de designer, explorando as relações ent re as cores e
efeitos visuais. Seguindo a tradi ção iniciada por Goethe
(ver p. 48) e de acord o com o trabalho de Kandinsky, ele estava
convencido de que as cores poderiam ter efeitos psicológicos e
esp irituais sobre as pessoas, e influenciar ativamente o modo
co mo se sentiam.
Itren ensinou seus estudantes a apreciar a harmonia das
cores - não no sentido de uma cor influenciando outra, mas em
termos de "equilíbrio, uma simetr ia de forças". Isso se conseguia
apenas quando as cores eram mistu radas não para produ zir uma
nova cor, mas para criar cinza. "O cinza médio combina as
condições de equilíbrio necessárias ao nosso sent ido da visão",
escreveu ele em Tbe Art of Color (lohn Wiley & Sons, 1960).
Itten acreditava que a harm onia das co res é inteiramente
subjetiva e que, dado o tempo para experimentar, cada pessoa,
no final, desenvolve sua própria palet a. Ele testou suas idéias
nos estudantes e encontrou confirmação no fato de que eles
todos trabalhavam com diferentes palet as de cor, qu e usavam
repetidamente.
Dois círculos cro máticos criados por Itt en - ambos
baseados nas cores primárias vermelho, amarelo e azul - ainda
44 parte Dl . def inições
JosefAlbersInteraction of Color
Unabridged text and aelected plates
Revised edition
são, hoje, mu ito popul ares. A primeira, uma estrela de do ze
pontas, mostra tintas de luz no centro, progred indo para core s
mais escuras nas bordas. O segu ndo , uma borda externa com um
tr iãngu lo central das três cores primárias e tri ângulo s
intermediários das secundárias complementares, mostra
combinações de mat izes.
Tendo estudado com Irten.josef Albers ( 1888-19i6)
ensinou no Voreur» Bauhau s de 1923 a 1926. Depois de
dese nvolver em sua arte uma marca muito pessoal de abstração
em que usava proporções matemáticas para criar equilíbrio e
un idade, ele foi para os Estados Unidos em 1933 juntamente com
outros pro fessores da Bauhaus. Inicialment e, ensinou na
Universidade Black M ountain, na Carolina do Norte, uma
instituição experimental, e depois em Va le. lnteraction ofColor, de
Albers (Yale Universiry Prcss, 1963, ilustração acima) é
considerado um texto de impor t ância crucia l sob re a teoria da
co r. Concentrando-se na investigação do que ocorre quando as
cores interagem , seu trabalho co nstitui um recurso maravilhoso
para qua lquer pessoa que queira cr iar compos ições de co res sutis.
Os prin cípios de Albers deram or igem à op ar! (abreviatu ra
de arte óptica), um movimento que recebeu esse nom c num artigo
da Time de 1964. Lançando mão de truqucs com cor c geo met ria,
a op art usava fortemente, co mo recurso, o campo emerge nte da
psicologia perceprual . Além do próprio Albers , dois dos
proponentes do movimento mais conhecidos eram Victor Vasarely
(19ü8- 199i ) e Bridget Riley (l93 1-)(t'erp. 112).
_ "a:Aestrela cromática de
expande o círcuLo cromático
incluir variações em brilho.
s como esferas. cubos e
ides foram usadas por
- os paravariar o matiz. a
çào e o brilho em um
- a A/orrevermelhaI1917-
~ . de Johannes Itten, combina
eresses doartista nacore
capitulo 03. os sistemasde cor 45
A ÁRVO RE DE MUN5ELL O modelo de cor mais versátil até hoje foi criado por Albert Munsell (1858-
1918).Sua inspiração veio do colega americano Ogden Rood( 1831-1902) ,que adotou vermelho, verde
e azul como suas cores primárias e as arranjou de modo a que o complemento de cada matiz
combinasse com sua imagem residual negativa, ajudando o artista a fazer pleno uso dos efeitos de
contraste simultâneos.Ele também desenvolveu a idéia de um modelo de cor tridimensional - proposto
pela primeira vez em 1810 pelo pintor alemão Philip Otto Runge (1777-1810) - com matizes puros em
torno do equador, tintas mais vivas na parte de cima e tonalidades escuras na de b aixo.
o avanço de Mu nsell foi perceber que, como algu ns matizes são
mais saturados que outros quando puros, as relações de co r são
distorcidas quando o espectro é forçado a uma forma geométrica
regul ar. Em lugar de uma es fera, ele termino u COI11 lima " árvore",
com os matizes distribuídos po r se us ramos em o rde m de
saturação ou pureza. Como os co mprimentos dos ramos pode m
ser diferentes, a saturação de cada matiz pode progredir ao longo
de uma escala igual c , ainda assim, estender-se até seu próp rio
lim ite natural. Assim, o amarelo tem um ramo muito longo,
enquanto o do co r-de-rosa é mu ito mais curto.
O plano da árvore de Munsell, que pode ser representada
como um círcu lo, es tá dividido em cinco cores primárias, ou
mati zes principais, co m mais ci nco inte rme diárias, produ zindo um
tota l de dez divisões. (Versões comerciais do modelo são
normalmente subdivididas em vinte seções.) Cada cor primária é
etiquerada com uma inicial: R (vermelho), Y (amarelo), G (verde),
B (azul), P (roxo). As intermediárias são etiquetadas com as iniciais
das cores principais que a cerca m: YR, G Y, e assim po r diante .
Para uma especificação mais prec isa, o círcu lo de matizes também
está dividido em degra us numerados no sentido do relógio , de 5
no alto (vermelho) a 100.
Acima: Modelode cor
tridimensional de MunseLL baseado
em um círcuLodivididoem cinco
cores primárias e cinco
intermediárias. Este círcuLo tem
uma dimensãoextra, em que a
saturaçãolcromal varia de baixa,
nocentro, a alta, na bordaexterior.
Àesquerda: Ocírculo se estende
verticaLmente para produzir uma
"árvore" de cores, com brilho
variandode cima abaixo. Ascores
podem ser representadas como
"ramos" que se irradiam docentro.
em cadanívelde brilho.
Verti calmente a árvore está dividida em
dez graus de valor, num erados de O(preto