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Guia Completo da Cor

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da luz para recriar
todo o espeetro é chamada, hoje, mistura aditiva. Começando pela
ausência de luz (escur idão), a luz de cada cor primária é adicionada
para produzir progressivamente tons mais leves, variando a
proporção para criar cores diferentes. ,\ Iisturando igual
quantidade de cada uma das cores primárias obtém-se luz
"branca". Você pode ver a mistura aditiva em ação na tevê, na tela
do computador ou do cinema e na iluminação teatral.
Embora a teoria tricrom ática de Young e
Von H elrnholtz explicasse muitas observações
sobre a cor, algumas outras questões ficaram
pend entes. N os anos 1870, Ewald I-Iering (1834-
1918), um conte mporâneo de Von H elmholtz,
estudou a impressão subjetiva da cor. Ele
ressaltou que o amarelo, que, supõe-se, seja
produzido por uma combi nação de vermelbo e
verde, é, de fato, percebido como uma cor
elementar, não um verde avermelhado ou um
verme lho esverdea do : não temos condições
físicas de visualizar tais com binações . Isso o levou
a rejeitar o modelo tricrom ático em favor de um
sistema de sensações de quatro co res: amarelo ,
verme lho, azul e verde, mais preto e branco, que
ge ram co res por um "processo comp lementar".
Pesqui sas subseqüentes mostraram que
tanto a teoria tricrom ática co mo a teor ia do
processo complementar estão corretas . Elas se
oc upam co m o que acontece em estágios
diferentes do processo visual no olbo e no
cérebro. Assim, os sistemas de cor baseados nos
dois model os ainda são usados por cient istas,
artistas, ilustradores e designers, cada um usado
para diferentes prop ósitos.
claro,emproporções iguais, produzem
amareLo:vermeLhoeazul, magenta;e verdee
azuL, dano. Combinandoastrêscores
igualmenteobt ém-s e um cinzaneutro, que,
quandomuitobrilhante, é branco.
-
-
Acima:Acornomundo real é reconstruída
pelosolhose pelocérebrohumanoa partirde
três estreitas bandas de comprimento de
onda. aqueosconesfotorreceptoresda retina
sãosensíveis. Por exempLo,vermelhoe verde
+
+
AMARELO
-
-
-
-
-
-
+
+
+
SISTEMA ACROMÁTICO SISTEMA CROMÁTICO
Àdireita: Emboraainda não
tenhamos um modelocompletoda
forma pelaquala informaçãoda
cor é processada peLo oLho e pelo
cérebro. ostestesmostramque um
"processe com plem entar"' está
funcionando. Há três pares
opostos: es curo/claro.
vermeLho/verde e azuVamareLo.
Dentrode cadapar é impossível
regis trar as duas sensações ao
mesmotempo.oque explica por
quequalquer combinação de verde
e verme lho nunca dará a
impressão de "ver melh o-
esverdeado"; em vez disso, quando
os cones verde e vermelho são
esti mulados, mas não o azu l, o
res ultado é amarelo.
capítulo 02. a te oria da cor 25
MISfu ~Á ÁD ITIVA ESUBTRATIVA Qualquer criança pode lhe dizer que as três cores primárias são
vermelho, amarelo e azul, e ela tem a caixa de tintas para prová-lo .Ainda assim, como vimos, as
. ·e. a eiras cores primárias da luz - aquelas que estimulam os receptores em nossos olhos - foram
: ena ficadas como vermelho, verde e azul.A razão para a diferença é que, quando vemos as cores de
u...'":: pin ura, não estamos olhando para uma luz emitida naqueles comprimentos de onda,mas para
wna .....2 refletida pela superficie.
MISTURA AD ITIVA (MODELO RGB) MISTURA SUBTRATIVA (MODELO CMV)
AZUL
As cores primárias não são as únicas que podem
ser misturadas, é claro. Podemos usar prismas ou
filtros coloridos para produ zir qualqu er
comprimento de onda de luz e combiná-lo com
qualquer outro para obter determinada cor.
Igualmente, podemos misturar tintas de
diferentes cores e ver o resultado. A razão parol
usar as cores primárias é que, se as proporções
estiverern certas, pode mos produ zir qualquer
cor com precisão den tro do espectro visível. Se
se começar com um conjunto de cores
diferentes, o resultado não é garantido.
Ao mistura r tint as ou pigmentos,
estamos, indiretamente , manipulando a luz.
Quando a luz bate na superfície pigmentada,
alguns comp rime ntos de onda são absorvidos e
outros refletidos. Os comprimento de onda
refletidos determi nam a cor que vemos. Assim, o
R.G =V
B.G= M
R.B=C
R• G• B=BRANCO
Acima à esquerda:Cuando se
trabalha com a Luz emitida, as
cores podem ser misturadas a
partir dastrês coresprimáriasa
quenossos olhos respondem:
verm elho , verde e azul. O
diagr am a mostra 05 resultados
teór icos, com amarelo, magenta e
ciano produzidoscomo cores
secundárias. em que duas cores
primárias são misturadas em iguaL
quantidade, e o branco é o
re sulta do da mistura das três
cores primárias completas. Note
que o que queremos dizer com
"branco' é um cinza neutro. que
parece mais claro quandohá mais
iluminação (ouquandoo contrast e
entre a área iluminada e a área que
a cerca é maior).
C+M =B
M.V=R
C.V=G
C• M• V= PRETO
Acima à direita: Ospigmentosciano
absorvemsóluz vermelha,os
magenta sóverde,e osamarelossó
azul:assim, podemos usar essas
corespara misturar luz refletida tão
puramentequantopossível. A
moderna impressãocoloridausa
essascoresprimárias.
que chamamos tinta vermelha é tinta que absorve luz verde e azul,
enquanto a tinta verde absorve luz vermelha e azul. Agora,
sabemos pela teoria tricromática que, misturando verm elho e
verde dever íamos obter amarelo. Mas não vai funcionar desse jeito
com nossos pigmentos. Cada um deles absorve mais luz do que
reflete: então, misturar as duas só pode produ zir uma cor mais
escura. A combinação de vermelho e verde, de fato, produ z um
marrom cor de lama. Misturando as tintas das três cores primárias,
em lugar de produzir branco, como a luz, fará surgir alguma cor
próxima do preto.
A solução é a mistura subtrativa. Em lugar de pigment os
que absorvem tudo, menos determin ada cor primária, usamos
pigmentos que só absorvem determin ada cor primária.
26 parte Ol.def iniçõu
MISTURA SUBTRATIVA (MODELO RYB ) Começando pelo branco (a cor da nossa tela), pode mos então
reverter o processo aditivo aplicando mais pigmento, subtraindo
mais de cada cor primária, até que finalmente consigamos o preto.
As cores que absorvem as primárias são seus complementos. O
ciano (uma cor azul-esverdeada) absorve o vermel ho; o magenra
(uma cor rosada) absorve o verde; e o amare lo absorve o azul.
N a impressão mecânica co lorida, o ciano, o magenta, o
amarelo e o preto - C\ IYK - são agora usadas como cores
primárias para gerar um espectro de cores razoavelmente amplo
(vercap. 04.0;). Por que os pint ores não seguiram este exemplo?
Uma razão é a disponibilidade de pigmentos adequados: as
tr adicionais cores primárias do artista, de puros vermelhos,
amarelos e azuis, estão disponíveis há muito tempo (v''' capo 01.(4),
enquanto o magenta e o ciano são mais difíceis de encont rar. Urna
outra é que o vermelho e O azul parecem ser cores mais fortes e
mais úteis, em si próprias, do que o magenta e o ciano.
Co mo mostra a roda de combinações de pigmentos de
vermelho lamarelo lazul (ver p.40), esse sistema, embora ainda
usado pelos pintores, está limitado ao leque de cores que podem
ser produ zidas pela mistura das cores primá rias. Faltam o magenta
e o ciano. Por so rte, os pintores têm um ás na manga: o pigmento
bra nco. Acrescer uma "cor" que refle te a quant idade máxima de
todos os comp rimentos de onda aumenta imensamente o leque de
impressões de cores possível. Co rno qualquer criança sabe,
misturar bra nco com azul produz azul claro . Com um toque de
amarelo, esta co r se toma ciano ,
RYBCMY
R + B=ROXO
Y+ B=VE RDE
R + Y =LARANJA
R+ Y+B =PRETO
RGB
Acima: Misturarvermelho,
amarelo e azul, as coresprimárias
tradicionaisdoartista,cria um
espectro de cor limitado. Como
cianoe magentasãocores
primáriasverdadeiras, absorvendo
apenasum comprimentode onda,
podemser recriadaspela
combinaçãodessascores.
AMARELO
c rena: Compara r as cores
secundáriasproduzidaspordiferentes
métodosdemisturaindica olequee a
reza dascores