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Guia Completo da Cor

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a seremobtidas.
Amistura RGB geracores secundárias
CMYmuito puras. A mistura CMY
produzcoressecundárias RGB mais
carregadasdoquevermelho, verde e
azul-claro puros . A mistura RYB produz
onsaindamaiscarregados e menor
leque de nuanças.
capítulo 02 . a teerl a da cor 27
Luz absorvida
Luz reflet ida
Luz absorvida
Luz refletida
Luz absorvida
Luz reflet ida
Àdireita: Para compreender
inteiramente a mistura subtrativa,
compare estasilustraçõescomo
diagrama de mistura subtrativa
acimaà esquerda. Uma superfície
magenta absorvecomprimentosde
ondaverde, refletindovermelhoe
azul. Uma superfícieamarela
absorveazul, refletindovermelhoe
amarelo. Uma superfície ciano
absorvevermelho, refletindoazul e
verde. Em todososcasos há mais
luz refletida doque absorvida, de
modoque a correfletidaaparece
tão nítida quantopossível.
VENDOAS CORES DE MODO DIFERENTE A maior parte de nós vê o campo de iloresvermelhas e roxas da
[o o com um vermelho vivo, profundo, apaixonado,que contrasta com um roxo mais frio, tranqüilizante,tênue e
suave,ambos agradavelmente equilibrados por um verde criado pelos milhões de diferentes tons nos caules e
folhas. Para alguém com daltonismo, a cena não pareceria a mesma.
Os tr ês co nes no olho normal são cha ma dos co ne L,
co ne ,\ 1 e co ne S, e eles reconhecem principalm ente
co mprime ntos de o nda longos (vermelho), mé dios
(verde) e curtos (azu l), respectivam ente. A maior parte
das de ficiê nc ias na visão da co r afeta m os co nes L ou .\ 1,
e as ano ma lias mais severas, qu ando um tipo de co ne
está co mpleta mente ausente, são col etivamente cha ma das
dicroma tismo, poi s permanecem apenas doi s receptores
de co r.
Se o cone L é afetado , o probl ema é chamado
protanopsia, e se o cone M está prejudi cado, é chamado
deutanopia (ou deuteranomalopia). A tritanopia, ou ausência do
cone S, é extremamente rara, assim com o a acromatopsia: a
completa inabilidade de perce ber a cor. Mais comum é um
funcionam ent o reduzid o dos cones L ou M, chamado
Acima : Esta fotografia representa o
mundo como a ma ior part e de nós
o vê. Os cones verm elhos. verdes e
azuis sãoestimuladosem vários
graus por cada ponto na imagem,
criandoumaimpressãode corque
atravessa o espectro visível. Para
uma mariposa. que normalmente
veria ultravioleta, esta imagem
estaria errada.
tricromatismo anômalo. No cone L é chamado
protanomalia e, no cone ,\ 1, de utanorna lia. Não
há variante no cone S.
Cerca de 8% de todos os homens têm
algum tipo de deficiência na visão das cores; das
mulheres, apenas 0,5%. As deficiências comuns
dos cones L e AI são conhecidas como defeito
verm elho-verde, porque as deficiências reduzem
a habilidade de distinguir aquelas duas cores.
A rara ausência do cone S, algumas vezes
chamado defeito azul-am arelo, torna difícil
diferenci ar essas cores uma da outra.
Olh ando para nossa foto, alguém com
protanopsi a veria os ton s mais azuis nas flores
roxas e não veria o vermelho . Ao con trário, as
flores vermelhas se torna riam verdes como
as folhas, com tons mais escuros . Alguém que
tivesse deutano pia também não veria o
verme lho, Para ele, as flores vermelhas
parece riam amarelo-esverdeadas - mais vivas
que no caso ante rior, mas ainda apenas alguns
tons mais claras que as folhas - e as flores roxas
parece riam azuis, retirado o vermelh o .
Co mo sua fisiologia é diferente, os
anima is não vêem as co res da mesma forma
que nós. ,\ Iuitas vezes se afirma qu e os cães
enxergam em preto-c-branco, mas isso não é
rigorosamente verd adeiro. Enqua nto a visão
hum ana é tricrom átic a, os cães e a maio r parte
do s mam ífero s têm visão di cr om ática. Isso
signi fica qu e não podem distin guir algum as
cores, como as pessoas com daltonismo severo .
Os roedores, por outro lado, são
acro ma r óprico s, completamente daltôni cos.
Os cães são co mpensado s por terem uma visão
noturna superior: para os predado res notu rnos
isso é mais imp ortante do que um a boa visão
das cores.
28 parte Ol.definiçõn
Acima: Os testes Ishihara para
daltônicos são usados normalmente
para identificar defeitosvermelho-
verde. Mostram-seaospacientes
muitas imagens, pedindo-lhesque
identifiquem nelas formasobtidas
com pontosde váriascores. Os
portadores de visãode coranômala
podem nãover odesenho, ouver um
desenhodiferente daquelevisto
pelas pessoas com visãonormal.
Àesquerda. embaixo:A deutanopia
também afeta a dist inção entr e
vermelho e verde. Vermelho,
laranja e verde parecem ter
nuançassimilares, assim como
violeta, púrpura e azul.
Abaixo :Compouca Luz, osconesna
retinasãomenosresponsivos, e
nossavisão depende
principalmente dos bastonetes,
que nãodiferenciam entre os
comprimentosde onda. Como
resultado,vemosum mundoquase
monocromático. Afalta de
contraste, que também é evidente,
é um fenômenoreaL, e nãoum
problema neurológico.
Os cones responsáveis pela percepção da cor no olho
humano funcionam mal com pouca luz, por isso em tais condições
um diferente grup o de receptores, chamados bastonetes, assumem a
função. Os bastonetes não distinguem comprimentos de onda,
então a visão se torna monocromática, criando () mun do visual azul-
esverdeado que associamos com a noite . Mu itos insetos notu rnos,
contudo, podem identificar cores à noite. Uma exper iência recente
com mariposas-elefante mostra que elas conseguem perceber flores
arti ficiais amarelas e azuis de uma seleção que inclui tons de cinza.
As mariposas têm três receptores de cor separados: azul,
verde e ultravioleta. Co mo os nossos, êles não funcionam bem à
no ite, mas a anatomi a da mariposa co mpensa isso fornecendo,
ent re out ras coisas, uma estru tura do tipo espelho na base do olbo,
que reprojeta as imagens uma segu nda vez, fornece ndo mais
informações para processar.
capitulo 02. a teoria da cor 29
ILU SÕES OE ÓPTI CA As ilusões de óptica proporcionam insights fascinantes na forma como
percebemos e interpretamos a cor. Decerto a palavra ilusão é,em si mesma,problemática,pois têm
implicações pejorativas. Nossos olhos estão realmente sendo enganados,ou o que vemos nestas ilusões
são verdadeiramente um tipo de realidade? Quem é que vai dizer que uma ilusão de óptica é menos
real do que qualquer outra coisa que vemos?
Por razões ainda não compree ndidas completamente,
podemos ver cor até em imagens preto- e-branco. O
Benham's Top, brinquedo popular desde o final do século
XIX, é um disco com um dese nho pr eto-e-br anco que,
girado rapidamente , cria um espectro de cor ilusório. Outro
exemplo é o Efeito ,\ lcCollough, em que a expos ição a duas
diferentes cores pr imárias altern adas, respectivament e com
listra s pretas horizontais e vert icais, faz com que vejam os
cores falsas em listras preto-e-b ranco de mesma orienta ção.
Também podemos ser induzidos a ver espaços brancos
cheios de cores que estão completamente ausent es. Isso é
demo nstrado pela ilusão da dissem inação do neon : quando
partes de um dese nho de linhas paralelas têm cor diferente
do resto, parece que vemos uma faixa contínua de uma
terce ira cor.
Acima: Embora os comprimentos
de onda de luz re fle tidos a partir
de dois pontos em uma cena
possam ser osmesmos, nossos
olhos e cérebro podem interpretar
suas cores de modo diferente,
dependendo do que os cerca: é o
efeito Munker-Whit e. Aqui lacima
à esquerda]. asbarrasazuisà
esquerda sãoclaramente mais
claras doque as da direita. Quando
as mesmas barras são
reproduzidassem as linhas pretas,
entretanto. torna-se óbvio que
elas sãoidênticas.
Certos tipos de ilusão de óptica foram
part icularmente significativos em nossa
compreensão de como a cor funciona em
composições artísticas. Os efeitos de colocar
diferentes cores perto uma da outra estão ent re
os mais antigos a serem explorados. Leonardo
da Vinci (1452-1519) - que já tinha
identificado branco, preto, vermelho, verde,
azul e amarelo como cores