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Direito constitucional
Organização politico administrativa
Sistemas de Governo:
– presidencialismo: chefia de Estado e chefia de governo são atribuídas a uma mesma pessoa.
– parlamentarismo: chefia de Estado é atribuída ao Presidente da República e chefia de governo é atribuída ao Primeiro-Ministro
Forma de Governo
– Monarquia: tem como características a hereditariedade, a vitaliciedade e a irresponsabilidade.
– República: tem como características a eletividade, a temporariedade e a responsabilidade do Chefe de Estado.
__________________________________________________________________
Forma de Estado
– Confederação: União entre Estados Soberanos que não perdem a autonomia do poder. Existe direito de secessão.
– Federação: União entre Estados, em que as unidades conservam autonomia política e a soberania é transferida para o Estado Federal. Difere da confederação, porque não existe direito de separação (secessão).
– Estado Unitário: Formado por um único Estado.
Regime de governo
– Não democráticos: não prevalece a vontade popular
– Democráticos: É o regime em que todo o poder emana do povo. Pode ser exercido de forma direta (pelo povo), indireta (por representantes) e mista (exercido pelo povo e também por representantes eleitos).
QUAL A FORMA DE ESTADO ADOTADA NO BRASIL?
Federação
QUAIS SUAS CARACTERÍSTICAS?
Descentralização política
Repartição de competências;
Constituição rígida como base jurídica
Inexistência do direito de secessão à princípio da indissolubilidade do vínculo federativo;
Soberania do Estado federal;
Intervenção;
Auto-organização dos Estados-membros; por meio da elaboração das constituições estaduais; 
Órgão representativo dos Estados-membros; os Estados são representados pelo Senado Federal – art. 46, da CF;
Guardião da Constituição; STF;
PRINCÍPIO FEDERATIVO:
       Há mais de uma esfera de poder dentro do mesmo território.
       Cláusula pétrea: art. 60, § 4º, I, da CF
A federação é uma forma de Estado na qual há mais de uma esfera de poder dentro de um mesmo território. No estado federativo, os entes políticos que o compõem possuem autonomia, sendo o poder de cada um deles atribuído pela CF.
O princípio federativo serve para os operadores do direito, no momento de interpretação e aplicação das normas e para o legislador, quando elabora as leis.
Algumas características da federação:
FEDERAÇÃO: é a união permanente de dois ou mais Estados, os quais conservando sua autonomia político-administrativa, abrem mão da soberania em favor do Estado Federal.
FEDERAÇÃO – características:
v  descentralização política; a própria CF prevê núcleos de poder político, concedendo autonomia para os referidos entes;
v  repartição de competências; garante a autonomia entre os entes federativos e, assim, o equilíbrio da federação;
v  Constituição rígida como base jurídica; fundamental a existência de uma CF rígida no sentido de garantir a distribuição de competências entre os entes autônomos, surgindo uma verdadeira estabilidade institucional;
v  Inexistência do direito de secessão à princípio da indissolubilidade do vínculo federativo; não se permite, uma vez criado o pacto federativo, o direito de separação, de retirada.
Ex.: no Brasil, a CF, art. 34, I, estabeleceu que a tentativa de retirada ensejará a decretação de intervenção federal no Estado “rebelante”. Não pode haver qualquer tentativa, tendente a romper com a unidade da federação brasileira.
Eis o princípio da indissolubilidade do vínculo federativo: concilia a descentralização do poder com a preservação da unidade social.
Lembre-se que a forma federativa de Estado é uma limitação material do poder de emenda, na medida em que, de acordo com o art. 60, § 4º, I, não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir a forma federativa de Estado.
v  soberania do Estado federal; a partir do momento que os Estados ingressam na Federação perdem soberania, passando a ser autônomos. Os entes federativos passam a ser autônomos entre si, de acordo com as regras constitucionalmente previstas, nos limites de sua competência; a soberania é característica do todo, do país, do estado federal, no caso do Brasil, da República Federativa do Brasil.
v  intervenção; diante de situações de crise, o processo interventivo surge como instrument para assegurar o equilíbrio federativo, e a manutenção da federação;
v  auto-organização dos Estados-membros; por meio da elaboração das constituições estaduais; 
v  órgão representativo dos Estados-membros; os Estados são representados pelo Senado Federal – art. 46, da CF;
v  guardião da Constituição; STF;
Repartição de receitas. Assegura o equilíbrio entre os entes federativos.
O QUE SIGNIFICA A FEDERAÇÃO ESTAR INSERIDA NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL COMO CLÁUSULA PÉTREA?
Que essa forma de estado não poderá ser deturpada ou mudada, de acordo com artigo 60 da CF.
Criação de estados e municípios
QUAIS OS REQUISITOS PARA A CRIAÇÃO DE NOVOS ESTADOS E MUNICÍPIOS?
Para municípios lei complementar federal, estudo de viabilidade municipal, plebiscito e lei estadual para criação de novos municípios.
Estados plebiscito da população da região diretamente interessada, lei complementar federal.
 QUAIS AS HIPÓTESES PREVISTAS CONSTITUCIONALMENTE?
A incorporação, a fusão e o desmembramento.
COMPONENTES DO ESTADO FEDERAL:
Art. 18, CF: União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
O art. 1º, caput, preceitua que a República Federativa do Brasil é formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constituindo-se em Estado Democrático de Direito, sendo que o caput do art. 18 complementa, estabelecendo que a organização político-administrativa da República Federativa do Brasil, compreende a União, os Estados, o DF e os Municípios, todos autônomos nos termos da CF.
A CF, portanto, destaca as entidades que integram a estrutura federativa brasileira: os componentes do estado federal.
*Federação tricotômica: os Municípios foram elevados à condição de ente federativo.
No Brasil, há uma tríplice estrutura do Estado brasileiro, diferente dos Estados Unidos, que apresenta a União e os Estados-membros. É reconhecida a existência de 3 ordens: a União (ordem central), a dos Estados (ordens regionais) e a dos Municípios (ordens locais). A CF inovou colocando os Municípios como entidades autônomas.
Ø   Alterações da divisão político-administrativa da federação:
Apesar de a forma federativa de Estado ser cláusula pétrea, a divisão político-administrativa do Brasil pode reorganizar-se. Diferentemente do território da República Federativa do Brasil, a divisão político-administrativa interna da Federação brasileira não é imutável. Não é possível formar novos Estados a partir de territórios ainda não existentes, mas a estrutura territorial interna pode ser rearranjada, modificada.
          ESTADOS (art. 18, § 3º, da CF): A CF prevê essa possibilidade no art. 18, § 3º, estabelecendo que os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrarem-se para anexar a outro, ou formar novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional por lei complementar.
*HIPÓTESES: Assim, as hipóteses de alteração da divisibilidade interna do território brasileiro são:
•        Incorporação ou fusão: ocorre a fusão de dois ou mais Estados, originando a formação de um novo Estado.
Dois ou mais Estados se unem com outro nome. Os dois perdem as suas personalidades e passam a integrar um novo Estado.
•       Subdivisão ou cisão: ocorre quando um Estado se divide em novos Estados-membros, todos com personalidades diferentes, desaparecendo por completo o Estado originário. Acontece a separação do todo em várias partes, formando cada qual uma unidade nova e independente das demais.
•       Desmembramento: ocorre quando o Estado originário mantém sua identidade primitiva, apesar da alteração territorial. Há a separação em uma ou mais partes do Estado-membro, sem ocorrera perda da identidade do ente federativo primitivo. O Estado-originário será desfalcado de parte de seu território, perdendo, igualmente, parcela de sua população. Foi o que ocorreu com o Estado de Goiás em relação a Tocantins e com o do Mato Grosso em relação a Mato Grosso do Sul.
Existem duas modalidades de desmembramento:
a)    Anexação da parte desmembrada a um outro Estado, sem criação de um novo ente federativo. A parte desmembrada vai anexar-se a um Estado que já existe, ampliando seu território geográfico. Não haverá criação de um novo Estado, mas somente a alteração dos limites territoriais. Tanto o Estado Primitivo permanece (só que com área e população menores) como o Estado que receberá a parte desmembrada continua a existir (só que com área e população maiores).
b)    Formação de um novo Estado-membro. A parte desmembrada se transforma em um ou mais de um Estado novo, que não existia.
•       REQUISITOS PARA ESSAS HIPÓTESES:
 
a)    Consulta prévia às populações diretamente interessadas, por meio de plebiscito;
*Caso não haja aprovação, nem se passará à próxima fase, pois o resultado do plebiscito é condição prévia, essencial e prejudicial à fase seguinte; Por meio de plebiscito, a população interessada deverá aprovar a formação do novo Estado. O plebiscito é condição de procedibilidade do processo legislativo da lei complementar. Caso haja a aprovação, o Congresso Nacional decidirá pela aprovação ou não da lei. Sendo aprovado, será proposto o projeto de lei perante qualquer das Casas do Congresso Nacional.
b) Oitiva das respectivas Assembleias Legislativas dos Estados interessados;
*Função meramente opinativa; A Casa, perante a qual foi proposto o projeto, deverá ouvir as respectivas Assembleias Legislativas, sendo que o parecer delas não é vinculativo, ou seja, mesmo que desfavorável, poderá dar-se continuidade ao processo de formação de novos Estados (ao contrário da consulta plebiscitária).
c)    Lei complementar específica aprovando a incorporação, subdivisão ou o desmembramento;
*O Congresso Nacional tem discricionariedade para aprovar ou não a lei complementar, em caso de aprovação do plebiscito, uma vez que deve zelar pelo interesse geral da República Federativa do Brasil. Após a manifestação das Assembleias Legislativas, passa-se à fase da aprovação do projeto de lei complementar, proposto no CN, pelo quorum da maioria absoluta. O CN e o PR não estão obrigados a aprová-lo e sancioná-lo, respectivamente, mesmo com a manifestação favorável do plebiscito.
          MUNICÍPIOS (art. 18, § 4º, da CF):
Art. 18
§ 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei.
EC 15/1996 – estabeleceu mais requisitos, tornando dificultosa a criação de novos Municípios, com a finalidade de conter a sua proliferação, principalmente com fins eleitoreiros.
A alteração desse dispositivo pela EC 15/1996, tornou mais dificultosa a criação de novos Municípios (§ 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios preservarão a continuidade e a unidade histórico-cultural do ambiente urbano, far-se-ão por lei estadual, obedecidos os requisitos previstos em Lei Complementar estadual, e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações diretamente interessadas.), para conter o seu surgimento desenfreado, sob o controle exclusivo da lei complementar estadual, exigindo o controle por lei complementar federal.
Como depende de lei complementar, esse artigo é de eficácia limitada. Diante da inércia do CN, O STF, na ADI por omissão 3.682, definiu um prazo de 18 meses para que esse artigo fosse regulamentado.
Ao invés do Congresso editar a lei complementar exigida pelo dispositivo, priorizou a aprovação da EC 57/2008 para regularizar a situação de vários municípios, acrescentando o art. 96, ao ADCT:
Art. 96. Ficam convalidados os atos de criação, fusão, incorporação e desmembramento de Municípios, cuja lei tenha sido publicada até 31 de dezembro de 2006, atendidos os requisitos estabelecidos na legislação do respectivo Estado à época de sua criação.
Nesse caso, não se extinguiu a necessidade da existência de lei complementar federal que regularize o processo de formação dos municípios. Essa emenda apenas validou a criação (inconstitucional) dos Municípios anteriormente estabelecidos sem a LC federal.
•       REQUISITOS: Precisa-se:
a) Lei complementar federal: estabelece o período dentro do qual as hipóteses poderão ocorrer, bem como o procedimento; Estabelece o período possível e o procedimento para criação, incorporação, fusão e desmembramento de municípios.
*Norma de eficácia limitada: toda lei estadual que criar município sem sua existência será inconstitucional;
b) Estudos de viabilidade Municipal: deverá ser apresentado, publicado e divulgado, por meio de lei ordinária federal, estudos demonstrando a viabilidade da hipótese pretendida; A lei ordinária federal divulga os Estudos de Viabilidade Municipal.
c) Plebiscito: desde que positivo o estudo, far-se-á a consulta às populações dos Municípios envolvidos; Participarão eleitores da circunscrição do novo município e também dos que fazem parte do Município originário.
d) Lei estadual: dentro do período que a lei complementar definir, desde que já tenha havido o estudo de viabilidade e aprovação plebiscitária, a criação do novo Município será por lei ordinária estadual. A criação do novo município se dará por lei ordinária estadual, observados os requisitos anteriores.
É POSSÍVEL A CRIAÇÃO DE MUNICÍPIOS ATUALMENTE? JUSTIFIQUE E FUNDAMENTE, ABORDANDO A APLICABILIDADE DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS.
Não há a possibilidade, pois, precisa de lei complementar que regulamente o prazo de criação de novos municípios sendo essa norma de eficácia limitada.
Competência dos entes federados
QUAL A DIFERENÇA ENTRE COMPETÊNCIA LEGISLATIVA E ADMINISTRATIVA?
Competência administrativa regulamenta (determina) o campo de exercício das funções governamentais.
Competência legislativa competência para elaborar leis.
DA UNIÃO:
- Dupla personalidade:
*Pessoa Jurídica de Direito Público Interno: componente da Federação brasileira e autônoma na medida em que possui capacidade de auto-organização, autogoverno, autolegislação e autoadministração;
*Pessoa Jurídica de Direito Público Externo: a União representa a República Federativa do Brasil, agindo em nome da Federação, quanto ao relacionamento internacional com os demais países.
 
Ø   Capital Federal: Brasília (art. 18, § 1º);
 
Ø   Bens da União (art. 20, da CF):
*Podem ser agrupados em três categorias:
-          Uso comum: aqueles que permitem o livre acesso e a utilização de todos;
-          Uso especial: aqueles destinados à utilização da Administração Pública e ao funcionamento do governo federal;
      -     Dominicais ou dominiais: bens passíveis de alienação. Não são afetos a uma atividade pública, nem são de uso comum do povo.
 
Ø  Competência:
 
-          Competência não legislativa ou material: regulamenta o campo de exercício das funções governamentais.
•        exclusiva da União (não pode ser delegada): art. 21, da CF;
•        comum (cumulativa, concorrente administrativa ou paralela): competência comum aos 4 entes federativos – art. 23, da CF.
 
OBS.:
Art. 23 (…)
Parágrafo único. Leis complementares fixarão normas para a cooperação entre a União e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional.
Se houver conflitos, utiliza-se o princípio da preponderância dos interesses:
União à interesse geral
Estados-membros à interesse regional
Municípios à interesse local
Distrito Federal à interesse regional + local
-          Competência legislativa: competênciapara elaborar leis.
•        privativa: pode ser delegada - art. 22, da CF
* A União pode, por meio de lei complementar, autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas das matérias de sua competência privativa;
•        concorrente: pode ser exercida por mais de um ente federativo.
Competência da União para estabelecer normas gerais (art. 24, da CF);
E se não o fizer?
O Estado e o DF podem suplementar a União e legislar sobre as normas gerais, exercendo a competência legislativa plena.
•        competência tributária:
      -     exclusiva: art. 153 (II, IE, IR, IPI, IOF, ITR e IGF);
      -     residual: art. 154, I (pode instituir, mediante lei complementar, impostos não cumulativos e que não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados na CF);
-          extraordinária: art. 154, II (no caso de guerra externa ou sua iminência);
-          concorrente: art. 145, II e III (taxas e contribuições de melhoria).
2.2 DOS ESTADOS-MEMBROS:
Organizações jurídicas parciais dotadas de um regime de autonomia conferido pela CF.
Ø   AUTONOMIA:
•        Auto-organização e auto legislação: A organização do Estado federado é estabelecida por sua própria Constituição Estadual (poder constituinte derivado decorrente) e, posteriormente, por sua própria legislação, observados os limites impostos pela CF.
•        Autogoverno: são as regras de estruturação dos Poderes Legislativo (Assembleia Legislativa), Executivo (Governador de Estado) e Judiciário (Tribunais e Juízes) no âmbito estadual.
•        Autoadministração: regras de competência legislativa e não legislativa.
Ø   Bens dos Estados (art. 26, da CF): foram enumerados para evitar conflitos entre os bens pertencentes à União e àqueles pertencentes aos Estados.
Ø  Competência:
-          Competência não legislativa ou material:
•        comum: art. 23, da CF;
•        residual remanescente ou reservada: são reservadas aos Estados as competências administrativas que não lhe sejam vedadas, após a enumeração dos outros entes (art. 25, § 1º);
-Competência legislativa:
•        expressa: art. 25 (Constituição Estadual e leis estaduais);
•        residual: art. 25, § 1º;
•        delegada pela União: art. 22, parágrafo único;
•        concorrente: art. 24 (concorrência entre Estados, DF e a União, cabendo a esta legislar sobre normas gerais);
•        suplementar: art. 24, §§ 1º ao 4º (no caso de existência de lei federal sobre normas gerais, complementá-la; na sua inexistência, competência plena);
•        tributária expressa: art. 155 (ITCD, ICMS, IPVA).
Ø  Regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões (art. 25, § 3º): O Estado, mediante lei complementar, pode instituir:
•        Regiões metropolitanas: conjuntos de Municípios Limítrofes, com certa continuidade urbana, que se reúnem em torno de um município-pólo;
•        Microrregiões: constituem-se por municípios limítrofes, que apresentam características homogêneas e problemas em comum, mas que não estão ligados por certa continuidade urbana;
•        Aglomerações urbanas: áreas urbanas de municípios limítrofes, sem um pólo, caracterizando-se pela grande densidade demográfica e continuidade urbana.
v   REQUISITOS COMUNS ÀS HIPÓTESES:
-lei complementar estadual;
-tratar-se de um conjunto de municípios limítrofes;
-finalidade: organização, planejamento e execução de funções públicas de interesse comum.
 
2.2 DOS MUNICÍPIOS:
Pessoa Jurídica de Direito Público Interno e autônoma.
Ø  AUTONOMIA:
•        Auto-organização e autolegislação: (art. 29) A organização do Município é estabelecida por sua Lei Orgânica e, posteriormente, por meio da edição de leis municipais;
•       Autogoverno: (art. 29, incisos) elege, diretamente, Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores;
•       Autoadministração: regras de competência legislativa e não legislativa.
Ø  Competência:
-          Competência não legislativa ou material:
•       comum: art. 23, da CF;
•       privativa (enumeradas): art. 30, III a IX, da CF.
- Competência legislativa:
•        expressa: art. 29 (Lei Orgânica);
•        interesse local: art. 30, I (diz respeito às peculiaridades e necessidades relacionadas à localidade);
•        suplementar: art. 30, II (os Municípios podem suplementar a legislação federal e estadual no que couber – interesse local);
•        plano diretor: art. 182, § 1º (instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana).
•        tributária expressa: art. 156 (IPTU, ITBI, ISS).
2.4 DO DISTRITO FEDERAL:
Unidade federada autônoma.
Ø   AUTONOMIA:
•        Auto-organização e autolegislação: (art. 32) A organização do Distrito Federal é estabelecida por sua Lei Orgânica e, posteriormente, por meio da edição de leis distritais;
•       Autogoverno: (art. 32, §§ 2º e § 3º) elege, diretamente, Governador, Vice-Governador e Deputados Distritais;
•        Autoadministração: regras de competência legislativa e não legislativa.
    OUTRAS CARACTERÍSTICAS:
•        Impossibilidade de divisão do DF em Municípios: (art. 32, caput, da CF);
•        Autonomia parcialmente tutelada pela União: organização e manutenção, diretamente, pela União, das polícias civil, militar e corpo de bombeiros militar, bem como Poder Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública do DF.
   Competência: lhe são reservadas as competências estaduais e municipais (art. 32, § 1º).
2.5 DOS TERRITÓRIOS:
Pessoa de direito público, que não compõe o Estado Federal, sendo simples descentralização administrativo-territorial da própria União.
 Não existem Territórios no Brasil.
* Com o advento da CF/88 Roraima e Amapá foram transformados em Estados Federados (art. 14, ADCT); e Fernando de Noronha foi extinto, sendo sua área reincorporada ao Estado de Pernambuco (art. 15, ADCT).
 Podem ser criados novos territórios?
*Requisitos:
Lei complementar (art. 18, § 2º);
Plebiscito para aprovar a sua criação;
Modo de criação (art. 18, § 3º).
DISCORRA SOBRE A COMPETÊNCIA EXCLUSIVA, PRIVATIVA, COMUM E CONCORRENTE.
Competência exclusiva não pode transferir aos estados muito menos aos municípios. Declara guerra, assegurar a defesa nacional.
Privativa é delegável aos estados por meio de lei complementar (municípios não podem receber a delegação). Ex: Legislar sobre os seguintes direitos: CAPACETEPM Civil Aeronáutico Processual Agrário Comercial Espacial Trabalho Eleitoral Penal Marítimo.
Comum: todos os entes da federação a possuem. Ex: Normalmente, traz verbos com dever de cuidado. Ex1 : zelar pela guarda da Constituição; Ex2 : cuidar da saúde e assistência pública; Ex3 : proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural; Ex4 : preservar as florestas, fauna e flora.
Concorrente: Art. 24. COMPETÊNCIA CONCORRENTE (apenas U, E e DF - municípios não participam) Cabe à União elaborar normas gerais; Cabe aos Estados/DF elaborar normas suplementares. ** Caso a União não tenha editado a norma de sua competência (geral), E/DF poderão fazer a geral + suplementar, hipótese em que possuirão competência plena. *** Na superveniência de norma da União, a (geral) editada pelos E/DF terá sua eficácia suspensa na parte em que se chocar com aquela (não se fala revogada!). Legislar sobre os seguintes direitos: TUPEF Tributário Urbanístico Penitenciário Econômico Financeiro
INTERVENÇÃO
POR QUE A CONSTITUIÇÃO FEDERAL PERMITE
 A INTERVENÇÃO SE PREVALECE A AUTONOMIA NO BRASIL?
A intervenção federal é um mecanismo previsto nos artigos 34 a 36 da Constituição Federal, que permite à União intervir nos Estados membros ou Distrito Federal. A intervenção pode ser decretada de ofício pelo Presidente da República, por solicitação dos Poderes estaduais ou ainda por requisição judicial. Nos incisos do artigo 34 da Constituição foi elencado o rol taxativo das hipóteses em que é permitida a intervenção. A partir da análise da previsão constitucional da intervenção federal, percebe-se que o mecanismo é de caráter excepcional, e devem ser utilizadosem casos de urgência, como guerras iminentes, Estados falidos, caos generalizado, e garantir a manutenção de princípios basilares do Estado brasileiro.
INTERVENÇÃO:
Regra geral: autonomia dos entes federativos;
*Exceção: situações em que haverá a intervenção, suprimindo-se, temporariamente, a aludida autonomia.
FINALIDADE: preservar a existência e a unidade da federação.
INTERVENÇÃO FEDERAL:
União à nos Estados, DF (hipóteses do art. 34, da CF) e nos Municípios localizados em Território Federal (hipóteses do art. 35, da CF);
INTERVENÇÃO ESTADUAL:
Estados à em seus Municípios (art. 35).
REQUISITOS PARA A INTERVENÇÃO:
Uma das hipóteses taxativamente previstas na CF;
Regra: intervenção do ente político mais amplo no ente menos amplo;
Ato político: decretação exclusiva do Chefe do Poder Executivo (intervenção federal – Presidente da República; intervenção estadual – governador de Estado), a quem caberá a execução das medidas interventivas.
 INTERVENÇÃO FEDERAL:
HIPÓTESES à União nos Estados/ DF:
Rol do art. 34, da CF.
DECRETAÇÃO E EXECUÇÃO:
-Competência privativa do Presidente da República (art. 84, X);
-Oitiva do Conselho da República (art. 90, I) e Conselho de Defesa Nacional (art. 91, § 1º, II) – os pareceres não vinculam a decisão do Presidente;
-Decreto presidencial de intervenção à especifica a amplitude, o prazo e as condições da execução, e quando couber, nomeará o interventor.
CONTROLE EXERCIDO PELO CONGRESSO:
O Congresso Nacional realiza o controle político sobre o decreto de intervenção expedido pelo Presidente, no prazo de 24 horas.
-Pode aprová-la ou rejeitá-la, por meio de decreto legislativo, suspendendo a execução do decreto interventivo na última hipótese.
-No caso de rejeição do decreto interventivo, o Presidente da República deve cessá-lo imediatamente sob pena de cometer crime de responsabilidade.
*EXCEÇÃO (controle politico dispensado):
O decreto interventivo se limitará a suspender a execução do ato impugnado, desde que essa medida seja suficiente para o restabelecimento da normalidade (art. 36, § 3º).
-          art. 34, VI à para prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial;
-          Art. 34, VII à quando houver afronta aos princípios sensíveis da CF.
Se esse decreto não for suficiente, o Presidente da República determinará a intervenção federal, devendo submeter o seu ato ao exame do Congresso Nacional.
INTERVENÇÃO ESTADUAL:
HIPÓTESES à Estados em seus Municípios.
Rol do art. 35, da CF.
OBS.: enquadra-se nessa hipótese, a intervenção federal da União nos Municípios localizados nos Territórios.
DECRETAÇÃO E EXECUÇÃO:
-Competência privativa do Governador de Estado;
-Decreto de intervenção à especifica a amplitude, o prazo e as condições da execução, e quando couber, nomeará o interventor.
CONTROLE EXERCIDO PELO LEGISLATIVO:
-A Assembleia Legislativa realiza o controle político sobre o decreto de intervenção expedido, no prazo de 24 horas.
EXCEÇÃO (controle político dispensado):
O decreto interventivo se limitará a suspender a execução do ato impugnado, desde que essa medida seja suficiente para o restabelecimento da normalidade (art. 36, § 3º).
-          art. 35, IV à o Tribunal de Justiça der provimento à representação para assegurar a observância de princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial.
Se esse decreto não for suficiente, o Governador de Estado determinará a intervenção no Município, devendo submeter o seu ato ao exame da Assembleia Legislativa.
FAÇA UM RELATÓRIO SOBRE A INTERVENÇÃO OCORRIDA NO RIO DE JANEIRO, FUNDAMENTANDO NO TEXTO CONSTITUCIONAL.
2.1- Controles de constitucionalidade fundamentos
QUAL O FUNDAMENTO PARA A REALIZAÇÃO DO CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE?
1. Noções preliminares:
 
Ø  Constituição Rígida;
Ø  Princípio da supremacia da Constituição;
Ø  Compatibilidade vertical das normas;
Ø  Atribuição do exercício da competência de controle a um órgão.
 
2. Parâmetro para o controle de constitucionalidade:
 
Ø  Corpo da Constituição;
Ø  Normas do ADCT;
Ø  Preâmbulo?
Ø  Tratados Internacionais de Direitos Humanos?
 
“Bloco de Constitucionalidade”.
 
3. Conceito: Controlar a constitucionalidade significa verificar a adequação (compatibilidade) de uma lei ou de um ato normativo com a constituição, verificando seus requisitos formais e materiais.
 
4. Natureza da lei inconstitucional:
 
Sistema norte-americano (Marshall) – adotado pelo sistema brasileiro à Teoria da nulidade à decisão: natureza declaratória à efeito ex tunc
Lei nasceu morta: não produziu nenhum efeito.
 
Sistema austríaco (Kelsen) à Teoria da anulabilidade à decisão: natureza constitutiva à efeito ex nunc ou pro futuro
Lei provisoriamente válida produz efeitos até sua anulação.
 
FLEXIBILIZAÇÃO DA TEORIA DA NULIDADE NO DIREITO BRASILEIRO:
 
Princípio da nulidade                                 X                         Segurança jurídica
                                                                                              Confiança
                                                                                              Interesse social
                                                                                              Boa-fé
                                                                                              Ética jurídica
 
Modulação dos efeitos da decisão – art. 27, da Lei 9.868/99.
Art. 27. Ao declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo, e tendo em vista razões de segurança jurídica ou de excepcional interesse social, poderá o Supremo Tribunal Federal, por maioria de dois terços de seus membros, restringir os efeitos daquela declaração ou decidir que ela só tenha eficácia a partir de seu trânsito em julgado ou de outro momento que venha a ser fixado.
Ex.: Ação Civil Pública ajuizada pelo MP de São Paulo objetivando reduzir o número de vereadores do Município de Mira Estrela, de 11 para 9, adequando-se ao mínimo constitucional previsto pelo art. 29, IV, da CF. O MP/SP pedia a devolução dos subsídios indevidamente pagos e a declaração incidental da inconstitucionalidade da lei, com efeitos retroativos. Entretanto, o STF, modulou os efeitos de sua decisão, para que prevalecesse tão-somente para as legislaturas futuras.
EXPONHA AS TEORIAS QUE EXPLICAM A LEI INCONSTITUCIONAL.
QUAL DELAS É ADOTADA NO BRASIL?
EXISTE EXCEÇÃO? FUNDAMENTE
2.2- Controles de constitucionalidade espécie
QUAIS AS ESPÉCIES DE INCONSTITUCIONALIDADE QUE PODEM SER DETECTADAS?
5. Espécies de inconstitucionalidade:
 
5.1 Por ação – positiva:
 
5.1.1 Vício formal:
 
Ø  Inconstitucionalidade formal orgânica: inobservância da competência legislativa para elaboração do ato;
 
Ø  Inconstitucionalidade formal propriamente dita: inobservância do devido processo legislativo.
vício formal subjetivo: verifica-se na fase de iniciativa;
vício formal objetivo: verifica-se nas demais fases do processo legislativo.
 
5.1.2 Vício Material: Vício de conteúdo, substancial ou doutrinário. Diz respeito à matéria, ao conteúdo do ato normativo.
Ex.: lei discriminatória que afronta o princípio da igualdade.
 
5.1.3 Vício de decoro parlamentar (?):
     Relaciona-se ao esquema de compra de votos, denominado mensalão, para votar de acordo com o governo ou em certo sentido.
     Dessa forma, questiona-se se haveria mácula no processo legislativo de formação das emendas constitucionais a ensejar o reconhecimento da sua inconstitucionalidade.
      Discussão: EC 41/2003 – Reforma da Previdência: corrupção da livre vontade dos parlamentares fere a soberania popular, em troca de dinheiro.
5.2 Por omissão – negativa
É POSSÍVEL A INCONSTITUCIONALIDADE POR FALTA DE DECORO PARLAMENTAR?
O STF JÁ RECONHECEU ESTA ESPÉCIE?

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