ESTUDO DE CASO DFC
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ESTUDO DE CASO DFC

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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ
MBA EM GESTÃO FINANCEIRA E CONTROLADORIA
Resenha Crítica de Caso 
FERNANDA LAURIANO OLIVEIRA DA SILVA
Trabalho da disciplina Contabilidade
 		 Tutor: Professor Eduardo de Moura
Belo Horizonte - MG
2019\ufffd
DEMONSTRAÇÕES DE FLUXO DE CAIXA: três exemplos
Referência: 
William J. Bruns Jr; Julie H. Hertenstein, Demonstração de Fluxos de Caixa: Três Exemplos Harvard Business School, 112 \u2013 P08, 1998.
Este estudo de caso baseia-se em John Stacey, um engenheiro de vendas de uma empresa fabricante de periféricos para computador. Por conta de um voo atrasado John havia perdido uma aula importante sobre Demonstrações do Fluxo de Caixa do MBA que está cursando. Com o objetivo de se inteirar sobre o assunto uma colega de classe o enviou as anotações importantes sobre a aula. Porém, apenas elas não foram suficientes para que ele pudesse compreender o assunto, gerando ainda mais preocupação. Sem saída, John entrou em contato com a controller assistente da empresa que trabalhava e pediu ajuda sobre tema. 
A controller de nome Lucille Barnes, se prontificou a ajudar o John com seus estudos. Para isso, utilizou como base para os estudos três demonstrações de fluxos de caixa de três grandes empresas de tecnologia do mercado, sugeriu que ele passasse um tempo estudando sobre elas e elaborou algumas questões para nortear seus estudos. Em seguida, explicou a composição dos fluxos de caixa, sendo elas: atividades operacionais, composta das entradas e saídas relativas as operações da atividade fim da organização; atividades de investimento, composto pelas aquisições de bens para serem utilizados na operação; atividades de financiamentos, composto pelas movimentações referentes a empréstimos, financiamento, distribuição de lucros etc. 
Mas saber apenas sua composição não é suficiente, é preciso compreender a essência e finalidade de cada atividade para conseguir interpretar todos os dados apresentados. Assim, ela deu início as explicações sobre de quais formas a demonstração de fluxo de caixa pode ser utilizada para realizar a análise da real situação de uma empresa. 
A atividade operacional é considerada como a mais importante, pois seu resultado indica se a atividade fim da empresa está sendo suficiente para mantê-la. Além disso, seu resultado positivo também indica que o fluxo gerado pelas atividades operacionais pode ser utilizado para investir capital ou custear a distribuição de lucros, em outras palavras, giro de caixa sem precisar captar recursos de terceiros. A seção de investimentos indica se os valores aplicados, sejam eles, em ativo fixo ou fundos de mercado monetário estão tendo o retorno desejado. O resultado desta atividade é muito importante para observar se a aplicação financeira realizada está rendendo pelo menos o mínimo para cobrir as despesas de depreciação, já com a sua análise é possível identificar se estão realizando o investimento necessário em máquinas para o aumento da produção ou para substituir as que já estão ultrapassadas. O resultado das atividades de financiamentos depende muito do saldo das atividades operacionais, pois caso a empresa precise de caixa para custear algum custo de produção, investimento ou pagamento de debêntures, será necessário captar recursos de terceiros, com isso o fluxo deste segmento será positivo. Mas caso o resultado das atividades operacionais seja suficiente para custear as despesas da organização, o fluxo deste será negativo.
Após as explicações básicas John deu uma olhada nas demonstrações apresentadas e notou uma diferença na forma em que elas eram apresentadas e Lucille explica que há dois métodos de apresentar o fluxo de caixa, o método direto e o indireto. No método indireto a demonstração inicia-se pelo lucro líquido e conforme informado pela Lucille Barnes: \u201co lucro líquido é ajustado por todas as receitas e despesas que não envolvem caixa, depreciação é uma delas\u201d, e este conceito de ajuste se aplica a todos os eventos que são deduzidos na Demonstração do Resultado do Exercício \u2013 DRE, mas que não prática não ocorre o seu real desembolso. Além disso, realiza-se o ajuste também em eventos que não são incluídos na DRE, como por exemplo, estoque adquirido que ainda não foi vendido. No método direto a demonstração inicia-se pelas entradas e saídas do caixa, dividindo estes eventos pela sua natureza contábil em cada grupo de atividades.
Com base em todo o conteúdo levantado pelo estudo de caso, pesquisas em sites na internet e com a resolução das questões para estudo, concluo que a Demonstração de Fluxo de Caixa, embora não seja uma ferramenta muito utilizada por todas as organizações, é considerada muito importante para entender como está funcionando a movimentação financeira da empresa de uma maneira ampla. Partindo da premissa de que ter o caixa sempre positivo em um determinado período nem sempre é sinal de que a empresa está efetivamente lucrando, esta demonstração permite identificar a real situação financeira deste negócio, reconhecer se as atividades desempenhadas como principais estão sendo suficientes para suprir todos os gastos, se a empresa está muito dependente de recursos de terceiros, se há a necessidade e possibilidade de investir em ativos fixos para aumentar a sua produtividade e contribuir para que haja um planejamento financeiro antes de uma tomada de decisão importante para o futuro da organização. E para facilitar nosso trabalho atualmente temos muitos softwares no mercado com preços flexíveis e que possibilitam este controle de forma simples, eficaz e diário.
Com as resoluções das questões propostas pude identificar que, a empresa Alpha Corporation foi a única que seguiu a ordem mais rentável, no primeiro ano captou recursos de terceiros e realizou investimentos, no segundo ano começou a ter retorno dos seus investimentos e realizou pagamentos de alguns financiamentos e no último ano as suas atividades operacionais já eram suficientes para custear todas as outras atividades.
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