A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
273 pág.
Idade Média Hilario Franco JR.

Pré-visualização | Página 1 de 50

A IDADE MÉDIA, 
NASCIMENTO DO OCIDENTE 
A IDADE MÉDIA, 
NASCIMENTO DO OCIDENTE 
HILÁRIO FRANCO JÚNIOR 
nova edição, revista e ampliada 
editora brasiliense 
Copyright © by Hilário Franco Júnior 
Nenhuma parte desta publicação pode ser gravada, 
armazenada em sistemas eletrônicos, fotocopiada, 
reproduzida por meios mecânicos ou outros quaisquer 
sem autorização prévia da editora. 
1ª edição, 1986 
6a reimpressão, 1999 
2a edição, revista e ampliada, 2001 
Coordenação editorial: Marise Egger-Moellwald 
Coordenação de produção: Célia Rogalski 
Preparação: Felice Morabito 
Revisão: Marinete Pereira da Silva e Beatriz de Freitas Moreira 
Projeto gráfico e editoração: Produtores Associados 
Capa: Maurício Negro e Danilo Henrique 
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) 
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) 
Franco Júnior, Hilário, 1948- 
A Idade média : nascimento do ocidente / Hilário 
Franco Júnior. -- 2. ed. rev. e ampl. -- 
São Paulo : Brasiliense, 2001. 
ISBN 85-11-00055-0 
1. Civilização medieval 2. Europa - História 476-1492 
3. Idade Média I. Título. 
01-0207 CDD-940.1 
Índices para catálogo sistemático: 
1. Europa : Civilização : Idade Média 940.1 
2. Idade Média : Europa : História 940.1 
editora brasiliense s.a. 
Matriz: Rua Airi, 22 - Tatuapé 
CEP 03310-010 - São Paulo - SP 
Fone / Fax: (0xx11) 218.1488 
E-mail: brasilienseedit@uol.com.br 
www.editorabrasiliense.com.br 
SUMÁRIO 
Prefácio 
Introdução 
As estruturas demográficas 
As estruturas econômicas 
As estruturas políticas 
As estruturas eclesiásticas 
As estruturas sociais 
As estruturas culturais 
As estruturas cotidianas 
As estruturas mentais 
O significado da Idade Média 
Conclusão 
Orientação para pesquisa 
Apêndices 
1. Glossário 
2. A formação das estruturas medievais 
3. Quadro comparativo: Românico e Gótico 
4. São Francisco: uma nova espiritualidade 
5. Cronologia essencial 
6. Sinopse da civilização medieval 
Sobre o autor 
Prefácio 
Quando lançamos a primeira edição deste livro, em 1986, foi como 
resposta ao interesse que começava a haver no Brasil pela história da 
Idade Média, ainda que com muitas décadas de atraso em relação à 
Europa e algumas décadas em relação aos Estados Unidos, à Argentina e 
mesmo ao Japão. Aquele novo interesse decorria da crescente compreensão 
da importância que teve o período medieval na formação da civilização 
ocidental, da qual nosso país faz parte. Assim, revelava-se estimulante, 
ainda que problemático, elaborar uma obra adequada à nossa realidade 
acadêmica, sem tradição medievalística e distanciada dos grandes centros 
historiográficos especializados naquela época. 
De fato, como num número limitado de páginas (decorrência das 
condições de nosso mercado editorial) tratar de assunto tão rico e 
complexo? Naturalmente, não se poderia dar por conhecidos todos os 
fatos importantes (o que seria desconsiderar a situação em que o aluno 
chega à universidade), centrando-se apenas na sua análise. Mas 
tampouco se deveria fazer uma mera descrição dos principais eventos da 
Idade Média, o que fugiria àquilo que nos parece a razão de ser da História: 
a compreensão do passado para se lançar luz sobre a compreensão do 
presente. Vencidas as hesitações, definido o espírito do livro, partimos 
para sua elaboração. 
Hoje o relançamos, revisto e ampliado, graças a uma dupla 
constatação. De um lado, o interesse dos brasileiros pela Idade Média não 
foi um mero modismo. Nesses últimos anos ele consolidou-se, atraiu um 
público fiel aos cursos e palestras sobre o tema, permitiu a tradução de 
diversas obras importantes sobre o assunto, gerou mesmo uma certa 
produção nacional no setor. De outro lado, vários anos e várias edições 
depois, parece-nos que a fórmula adotada por este livro mereceu o interesse 
dos colegas e dos estudantes. Por essa razão, ela foi mantida nesta nova 
edição, na qual realizamos pequenas correções e muitos acréscimos, 
inclusive de todo um capítulo. 
 
A intenção do livro continua, portanto, a ser a da busca de 
equilíbrio entre as informações e suas interpretações. Claro que a 
escolha tanto de umas quanto de outras será sempre discutível. Mas 
ela não seguiu apenas preferências pessoais do autor: o critério básico 
foi acompanhar — nos limites de um pequeno manual — as 
tendências c as conquistas mais recentes da historiografia 
especializada. Não deixamos, porém, de apontar algumas questões 
polêmicas ou tópicos a serem ainda explorados pelo medievalistas. 
Tais indicações, apesar de rápidas, ficam como sugestões para 
eventuais pesquisas futuras por parte do leitor. 
A concepção do livro não segue a estrutura tradicional, 
cronológica, e sim temático-cronológica. Isto é, cada grande tema 
(economia, política, cultura etc.) corresponde a um capítulo, dentro 
do qual o assunto é desenvolvido cronologicamente. Contudo, é 
natural, todo capítulo faz referências freqüentes a assuntos tratados 
em outras partes. Desta forma, a relativa autonomia de cada capítulo 
não prejudica o fundamental, o sentido da globalidade. Na verdade, 
qualquer que fosse a arquitetura adotada por este trabalho, ela 
implicaria um fracionamento do objeto de estudo, o que é um recurso 
inevitável de análise. Para que se perca menos a totalidade histórica 
medieval, é recomendável a leitura completa do livro, mesmo quando 
o interesse imediato for por um assunto específico. Somente de posse 
de todos os fatos e análises é que se poderá ver melhor as articulações 
profundas, as linhas evolutivas básicas da Idade Média. 
Buscando aliviar o texto de definições que pareçam ser 
redundantes a muitos leitores, mas sem esquecer que elas podem ser 
imprescindíveis a muitos outros, optamos por assinalar tais palavras 
(na sua primeira aparição dentro de um item) com um asterisco. Este 
remete ao Apêndice 1, colocado no fim do livro, um glossário que 
também pode ser usado independentemente do texto, funcionando 
como uma espécie de minidicionário técnico, que esperamos possa ser 
útil mesmo a quem já tenha algumas noções de história medieval. 
Também em apêndice, foram incluídos quadros que, conforme a 
necessidade, desenvolvem ou sintetizam matérias tratadas ao longo 
da obra. 
Ainda como instrumento de utilização deste manual, incluímos, 
além do índice geral dos capítulos, um índice de tabelas, mapas e 
figuras, um outro cronológico e por fim um temático. Se se deseja 
conhecer, por exemplo, a economia medieval e sua evolução, basta 
recorrer ao capítulo correspondente. Mas se se quer, por hipótese, ter 
uma visão global da Alta Idade Média, deve-se consultar o índice 
cronológico. Ou, se se quer estudar temas como feudalismo, heresias, 
França etc, deve-se utilizar o índice temático. 
Por economia de espaço, e para não dar um tom excessivamente 
acadêmico a este texto introdutório, suprimimos as tradicionais notas 
de rodapé. Contudo, não poderíamos deixar de indicar a origem de 
uma informação pouco divulgada ou de uma interpretação original 
e/ou polêmica. Para tanto, colocamos entre parênteses um número 
em negrito que indica a obra, listada na Orientação para pesquisa, 
seguido de outro número que aponta a página da qual se extraiu 
aquele dado ou aquela citação. No caso de artigos de revistas 
especializadas, aparecem três números: o primeiro refere-se ao 
periódico, o segundo ao ano de publicação do volume utilizado, o 
terceiro à página. 
Como nosso texto fornece apenas um primeiro contato, rápido 
mas que esperamos sólido, com a história medieval, no final de cada 
capítulo indicamos dez títulos da Orientação para pesquisa voltados 
para