Produção Textual Terceiro Setor 30 Out 19(1)
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Produção Textual Terceiro Setor 30 Out 19(1)


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SERVIÇO SOCIAL
6º Semestre
 PTG - PRODUÇÃO TEXTUAL INTERDISCIPLINAR EM GRUPO
Terceiro Setor \u2013 O caso da instituição filantrópica
DISCIPLINAS:
Pesquisa em Serviço Social; Tratamento da Informação e Indicadores Sociais; Política Social de Atenção à Criança e Adolescente; Rede Socioassistencial e Terceiro Setor; Projetos de Pesquisa em Serviço Social.
	Ana Carolina Correia \u2013 RA 2600736165
	Graziele Cristina Siqueira Quintal \u2013 RA 2276629640
	Michaele da Silva Pinheiro \u2013 RA 2641742051
Pâmela Tais Diniz Chiozzini \u2013 RA 6037564786
Sirlene Aparecida Caldeira Ronda \u2013 RA 2647764508
	
Prof. Tutor: Edvaldo Paulino da Silva
Matão
2019
Ana Carolina Correia \u2013 RA 2600736165
	Graziele Cristina Siqueira Quintal \u2013 RA 2276629640
	Michaele da Silva Pinheiro \u2013 RA 2641742051
Pâmela Tais Diniz Chiozzini \u2013 RA 6037564786
Sirlene Aparecida Caldeira Ronda \u2013 RA 2647764508
PTG - PRODUÇÃO TEXTUAL INTERDISCIPLINAR EM GRUPO
Terceiro Setor \u2013 O caso da instituição filantrópica
Trabalho apresentado para média semestral nas seguintes disciplinas: Assessoria e Consultoria em Serviço Pesquisa em Serviço Social; Tratamento da Informação e Indicadores Sociais; Política Social de Atenção à Criança e Adolescente; Rede Socioassistencial e Terceiro Setor; Projetos de Pesquisa em Serviço Social.
Prof. Tutor: Edvaldo Paulino da Silva
Matão
2019
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
Esta Produção Textual em Grupo (PTG) apresenta o caso de uma instituição filantrópica, localizada em um município no sul brasileiro. Esta instituição atende crianças e adolescentes que fazem tratamento para o câncer num hospital da cidade, oferecendo a eles e seus respectivos acompanhantes, hospedagem gratuita e alimentação. 
Esta instituição funciona fundamentalmente por meio de repasses de verbas das prefeituras de cidades vizinhas, que são parceiras. Sabe-se que o terceiro setor é formado por entidades e associações sem fins lucrativos, ou seja, a instituição filantrópica aqui em questão faz parte do terceiro setor de forma que as contribuições sociais aqui realizadas são feitas por meio de ações solidárias, isto é, os repasses de verbas das prefeituras parceiras são de suma importância para o funcionamento da instituição.
Como as prefeituras já informaram que não pretendem continuar a parceria, nesta Produção Textual, como assistente social, em nome da instituição filantrópica, elaborou-se uma carta endereçada às prefeituras, de forma a esclarecer algumas especificidades do terceiro setor, cuja origem atrela-se a desresponsabilizado do Estado com as questões sociais.
Como subsidio teórico-metodológico, este trabalho contou com as seguintes disciplinas integradoras: Assessoria e Consultoria em Serviço Pesquisa em Serviço Social; Tratamento da Informação e Indicadores Sociais; Política Social de Atenção à Criança e Adolescente; Rede Socioassistencial e Terceiro Setor; Projetos de Pesquisa em Serviço Social.
2. CARTA AOS PREFEITOS (AS) PARCEIROS (AS)
Excelentíssimos (as) Senhores (as) Prefeitos (as) que mantém parceria com a Instituição Filantrópica.
Estamos enviando esta carta, tendo em vista o recente contato de Vossas Senhorias a respeito do fim da parceria com a nossa instituição. Para tanto, gostaríamos que fosse dada atenção a esta carta, na qual evidenciamos o funcionamento de nossa instituição que depende, fundamentalmente, das verbas que nos são repassadas das prefeituras vizinhas.
Primeiramente, gostaríamos de reforçar aos Senhores e Senhoras que a nossa instituição, a qual denomina-se instituição filantrópica, se trata de uma entidade sem fins lucrativos, inserindo-se no Terceiro Setor.
Como é de conhecimento, reforçamos às Vossas Excelências que o Terceiro Setor é uma divisão da sociedade civil. A sociedade civil é dividida em primeiro, segundo e terceiro setor. O primeiro é formado pelo Governo. O segundo é formado pelas empresas privadas e, o terceiro, são associações sem fins lucrativos. O Terceiro Setor contribui para que se chegue assistências em localidades que ficariam desassistidas pelo Estado caso não fosse a intervenção de ações solidárias que, na contemporaneidade, é de fundamental papel na sociedade.
Pode-se pensar, por vezes, que seria do Estado a responsabilização da manutenção das atividades aqui desempenhadas. Esta ideia possui raízes históricas. Se recorrermos a História, os Senhores e as Senhoras poderão se deparar que, especificamente no ano de 1880, há gênese do que se denominou Estado de Bem-Estar Social. Este tipo de organização política, econômica e sócio cultural, colocava o Estado como agente da promoção social, bem como organizador da economia. O seu surgimento é decorrente da busca de alternativas ao socialismo, sendo, portanto, criado originalmente por Otto Von Bismarck.
Os princípios do Estado de Bem-Estar Social, Excelentíssimos Senhores, fundamentavam-se na ideia de que todo o sujeito tem direito, do nascimento à sua morte, a uma gama de serviços e bens que deveriam ser fornecidos pelo Estado. Assim, assegurar-se-ia a universalidade de acesso à educação, à assistência médica, o auxílio ao desempregado, aposentadoria, proteção no momento da maternidade, em fases da vida como infância e velhice, as quais são carregadas de maior vulnerabilidade do sujeito.
Este tipo de organização política, que se originou nos países escandinavos, espalhou-se pelo mundo. No Brasil, chegou tardiamente, após a Segunda Guerra Mundial, momento em que este tipo de organização, efetivamente, espalhou-se pelo mundo.
Vejam, Senhores e Senhoras, muitos teóricos se ocupam de tratar sobre este tema, ou seja, o Estado de Bem-Estar Social. Podemos citar Carlos E. Montaño, o qual nos aponta que este tipo de Estado nasceu em resposta ao modo de produção capitalista, com o crescimento econômico, demográfico e das indústrias. Desta maneira, deveria o Estado assegurar os direitos sociais.
No entanto, observamos também autores como Perry Anderson, o qual trata do neoliberalismo, que nada mais foi que uma ideologia que fortemente criticou o Estado de Bem-Estar Social, afirmando que este tipo de organização impediria o desenvolvimento holístico dos sujeitos que, acomodados com o Estado, não se desenvolveriam em sua potencialidade, ocasionado também aspectos negativos para o próprio Estado. Neste contexto, o Estado deixaria de se desenvolver por falta de engajamento da população, apesar de que as ações sociais em geral tinham como beneficiários os mais pobres, quase sempre estigmatizados.
Por fim, reforça-se às Vossas Senhorias, que este Estado chegou ao fim. A resposta para o seu declínio foi os gastos sociais elevadíssimos, que levaram o Estado praticamente a falência. Portanto, quando se pensa que absolutamente tudo é responsabilidade do Estado, as raízes estão na História, sobretudo no conceito e contexto do que se denominou Estado de Bem-Estar Social.
O que queremos dizer diante desta perspectiva aqui colocada é que, se não houverem a\ufffd\ufffdões solidárias como as praticadas pelo Terceiro Setor, não será possível assistir parcelas populacionais que dependem de programas sociais. Este é o caso de nossa instituição. Os sujeitos dependem de alimentação e hospedagem temporária para a realização do tratamento adequado já que muitas vezes vem de longe e não podem ir e vir, ou seja, realizar um deslocamento regular para um tratamento que exige certa recorrência.
Senhores e Senhoras, o Terceiro Setor é mantido em especial pelas iniciativas privadas e também por meio do incentivo do Governo, com o repasse de verbas públicas, que é o caso das referidas prefeituras que são as nossas parceiras. O objetivo principal do Terceiro Setor é o de melhorar a qualidade de vida daquele que necessita, ou seja, o sujeito em qualquer fase da vida, até mesmo animais, meio ambiente etc., em situação que demanda uma intervenção social.
O Terceiro Setor tem uma relação muito próxima ao Serviço Social e também apresenta uma rede enorme de voluntariado.	Parceria é uma palavra que designa