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Aula 10 \u2013 Estudo dos solos 
 
Conceitos de solo 
\uf0b7 Material resultante da decomposição e desintegração da rocha pela ação de agentes 
atmosféricos; 
\uf0b7 Material proveniente da decomposição das rochas pela ação de agentes físicos ou químicos, 
podendo, ou não, ter matéria orgânica; 
\uf0b7 Material mineral e/ou orgânico inconsolidado, poroso, granulado; 
\uf0b7 Parte do manto de intemperismo que sofreu decomposições e modificações intensas, tornando-
a apropriada para o desenvolvimento de vegetais superiores; 
\uf0b7 Material com natureza e propriedades particulares, com origem na interação entre fatores 
ambientais e processos pedogenéticos, que envolvem variáveis, como: rocha de origem do solo, 
clima, presença de organismos vivos, forma do relevo e tempo de transformação, de modo a 
permitir que os solos sejam capazes de sustentar a vida de animais e vegetais. 
\uf0b7 Conjunto de corpos naturais dinâmicos, que contém matéria viva, resultante da ação do clima e 
da biosfera sobre a rocha e cuja transformação em solo se realiza durante longo período de 
tempo e sofre a influência do tipo de relevo. 
 
Solo utilizado para o plantio 
 
 
Conceito de solo para alguns profissionais 
Engenheiro, em geral 
\uf0b7 Para o engenheiro, em geral, o solo é todo material incoerente ou pouco resistente, com tensão 
admissível média de 10 kgf/cm2, que se encontra recobrindo as rochas não alteradas ou 
substrato. 
 
Engenheiro civil 
\uf0b7 Para o engenheiro civil, o solo é um material passível de ser escavado, sob o ponto de vista da 
mecânica dos solos, para ser utilizado como suporte para construções civis. 
 
Engenheiro agrônomo 
\uf0b7 Para o engenheiro agrônomo, o solo é a camada na qual se pode desenvolver vida vegetal e 
animal. 
 
Geólogo 
\uf0b7 Para o geólogo, o solo é todo material da superfície, decomposto e constituído de material 
inconsolidado, chamado regolito e que cobre a rocha sã. 
 
Biólogo 
\uf0b7 Para o biólogo, o solo é todo material que interfere no ciclo biogeoquímico dos nutrientes 
minerais e determina os diferentes ecossistemas e habitats dos seres vivos. 
 
Pedologia 
\uf0b7 É a ciência que estuda os solos. 
 
Pedogênese 
\uf0b7 Nome atribuído ao processo de formação dos solos, produzidos a partir da degradação ou 
decomposição das rochas, pela ação de fatores físicos, químicos e biológicos. 
 
Tipos de solos 
De acordo com os elementos constituintes, os solos dividem-se em dois grandes grupos: solos 
residuais e solos transportados. 
 
1. Solos residuais 
\uf0b7 Quando os produtos da rocha intemperizada ainda permanecem no local onde ocorreu a 
transformação; 
\uf0b7 Praticamente, todos os tipos de rocha dão origem a solos residuais; 
\uf0b7 A composição do solo residual depende do tipo e da composição mineralógica da rocha original; 
\uf0b7 Em geral, o solo residual é mais homogêneo que o solo transportado, principalmente, se a rocha 
matriz for homogênea; 
\uf0b7 O solo residual é mais comum e de ocorrência generalizada; 
\uf0b7 Não existe um limite bem definido entre o solo formado e a rocha que o originou; 
\uf0b7 A mudança de rocha para solo é gradual e permite distinguir 
\uf0b7 A mudança de rocha para solo é gradual e permite distinguir quatro horizontes ou faixas, 
dispostos da superfície para o interior da Terra; 
\uf0b7 A faixa situada na superfície da crosta terrerstre é o solo residual, propriamente dito; 
\uf0b7 A faixa logo abaixo do solo residual, chamada solo de alteração de rocha ou saprólito, que 
ainda mostra alguns elementos da rocha matriz, como traços da sua estrutura ou minerais ainda 
não decompostos; pode ser confundido com a rocha alterada, porém, ao ser pressionado pelos 
dedos esboroa-se completamente; 
\uf0b7 Abaixo do solo de alteração de rocha, vem a faixa chamada rocha alterada ou rocha 
decomposta; não existe um limite bem definido entre o solo e a rocha que lhe deu origem; por 
isto, a rocha alterada é um material que lembra o aspecto da rocha matriz, preservando parte 
da sua estrutura e de seus minerais, porém, com grau de dureza ou resistência inferior ao da 
rocha matriz; 
\uf0b7 Finalmente, tem-se a rocha sã ou rocha matriz, que é a rocha inalterada; 
\uf0b7 As espessuras das quatro faixas analisadas são variáveis e dependem das condições climáticas 
e do tipo de rocha; 
 
Faixas distintas de solo provenientes da decomposição da rocha matriz ou rocha sã 
 
Saprólito 
\uf0b7 Corresponde ao material resultante do intemperismo mais ou menos intenso da rocha, mas que 
ainda mantém a textura e a estrutura originais da mesma; 
\uf0b7 Ocorre na base do manto de intemperismo, mas pode ser exposto pela erosão dos regolitos; 
\uf0b7 Pode apresentar dezenas de metros de espessura em climas úmidos; 
\uf0b7 O saibro, normalmente, é um material saprólito, proveniente da alteração de rochas graníticas 
e outras. 
 
Rocha alterada e solo de alteração de rocha ou saprólito 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Saprólito 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Saprólito 
 
Saprólito 
 
 
 
Saprólito 
 
Saprólito como material de construção 
 
 
 
 
Saprólito na formação do minério bauxita 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Manto de intemperismo ou regolito 
 
 
Manto de intemperismo = A + B + C 
A = solo residual com um capeamento orgânico; 
B = solo de alteração de rocha ou saprólito; 
C = rocha alterada. 
 
Regolito 
\uf0b7 Regolito = solo decomposto + solo de alteração de rocha ou saprólito + rocha alterada 
\uf0b7 Cobertura natural das rochas, chamado manto de intemperismo, inconsolidado, composto por 
fragmentos de rocha, poeira, solo e outros materiais correlatos, incluindo solo transportado, solo 
autóctone e depósitos residuais; 
\uf0b7 Camada solta de material heterogêneo e superficial, que cobre uma rocha sólida, originado pelo 
intemperismo físico ou químico dessa rocha; 
\uf0b7 Inclui poeira, solo, fragmentos de rocha e restos de materiais compactos; 
\uf0b7 Corresponde ao manto de alteração, que se estende da rocha fresca até a superfície; 
\uf0b7 Não ocorre decomposição contínua, homogênia e total no regolito, pois certas partes da rocha 
matriz possuem minerais mais resistentes à decomposição, originando o surgimento de blocos 
de rocha isolados, chamados matacões, muito comuns nas áreas de granitos, gnaisses e 
basaltos. 
 
Regolito, formado por: solo residual com um capeamento de material orgânico (na parte superior); solo de 
alteração de rocha ou saprólito (na parte intermediária) e blocos de rocha alterada ou desagregada (na 
parte inferior) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Regolito originário de sienito (rocha ígnea plutônica) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Regolito originário de sienito (rocha ígnea plutônica) 
 
 
Tipos de solo residual 
\uf0b7 Segundo o grau de decomposição dos minerais de uma rocha, o solo residual subdivide-se em 
solo maduro e solo jovem; 
 
a) Solo residual maduro 
\uf0b7 Solo que perdeu toda a estrutura original da rocha matriz e que se tornou relativamente 
homogêneo; 
\uf0b7 Não apresenta restos da estruta da rocha que lhe deu origem nem de seus minerais. 
 
b) Solo residual jovem 
\uf0b7 Solo em que a pedogênese foi pouco intensa; 
\uf0b7 Um solo é jovem devido às condições de relevo (plano e clima frio ou seco), ou quando a taxa 
de erosão foi maior que a taxade pedogênese (relevo acidentado), formando um solo pouco 
espesso, podendo apresentar minerais ainda passíveis de intemperização. 
 
 
 
Intemperismo ou intemperização ou meteorização 
\uf0b7 É um processo que altera