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DisciplinaMecânica Geral14.715 materiais515.258 seguidores
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Projeto de Layout
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Profa. Ms. Luciana Borin de Oliveira
Revisão Textual:
Profa. Esp. Kelciane da Rocha Campos
Dados de entrada e fluxo de materiais
\u2022 Dados de entrada e fluxo de materiais
\u2022 Dados de entrada
\u2022 Análise volume X variedade
\u2022 Resumindo
 · Conhecer as definições envolvidas em Projetos de Layout:
Dados de entrada;
Fluxo de materiais.
OBJETIVO DE APRENDIZADO
Caro(a) aluno(a),
Leia atentamente o conteúdo desta unidade, que lhe possibilitará conhecer 
mais aplicações de Projetos de Layout.
Você também encontrará nesta unidade uma atividade composta por 
questões de múltipla escolha, relacionadas com o conteúdo estudado. Além 
disso, terá a oportunidade de trocar conhecimentos e debater questões no 
Fórum de discussão.
É extremamente importante que você consulte os materiais complementares, 
pois são ricos em informações, possibilitando-lhe o aprofundamento de seus 
estudos sobre este assunto.
ORIENTAÇÕES
Dados de entrada e fl uxo de materiais
UNIDADE Dados de entrada e fluxo de materiais
Contextualização
Caro(a) aluno(a),
A maneira mais fácil de internalizar os conceitos deste tema é imaginar a 
construção da casa dos nossos sonhos.
Você imagina os equipamentos que deseja ter, televisor, som, games, as pessoas 
que deseja receber, os filhos que deseja ter, os carros que ambiciona comprar...
Então, esses são os dados de entrada e os fluxos que o seu PROCESSO \u2013 CASA 
DOS SONHOS levará em consideração para montar os arranjos.
Oriente sua reflexão pelas seguintes questões:
Idealize sua CASA DOS SONHOS!
Logo depois, escolha outro processo no qual você esteja inserido(a) neste 
momento (no trabalho, em casa) e classifique-o conforme a teoria que vimos!
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Dados de entrada e fl uxo de materiais
O Projeto de Arranjo Físico ou Projeto de Layout é recomendável para empresas 
de todos os segmentos e tamanhos. Um arranjo de layout adequado apresenta 
como resultados aumento de produtividade, de eficiência e redução do custo de 
operação, seja na área fabril, seja em áreas administrativas. O arranjo físico está 
ligado ao bem-estar dos colaboradores, e é sabido por estudos de diversas áreas 
que um colaborador satisfeito produz sempre mais.
Um arranjo funcional visa levar a unidade produtiva ao máximo de sua produção.
Figura 1
 Fonte: iStock/Getty Images
Figura 2
Fonte: iStock/Getty Images
Dados de entrada
O início desse processo exige a atenção com a coleta de Dados de Entrada:
\u2022 Fluxo de materiais
\u2022 Espaço disponível
\u2022 Quantidade e tamanho de máquinas
\u2022 Número de funcionários
\u2022 Produtividade calculada
\u2022 Possibilidade e visão de expansão
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UNIDADE Dados de entrada e fluxo de materiais
Para uma boa elaboração de layout, existem fatores que devem ser considerados, 
perguntas que devem ser respondidas:
Matéria-prima 
 Qual tipo de material?
 Como será recebido?
 Armazenado?
 Haverá reciclagem desse material?
 Embalagem?
Um bom layout deve ser capaz de atender às demandas de seus materiais. 
Cuidados especiais devem ser tomados, por exemplo, se a empresa trabalhar com 
matéria-prima refrigerada.
Figura 3
Fonte: iStock/Getty Images
Figura 4
Fonte: iStock/Getty Images
Figura 5
Fonte: iStock/Getty Images
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Infraestrutura
 Local para cada material?
 Trânsito de materiais?
 Estrutura para funcionários?
 Instalações de segurança?
Nesse momento, é interessante a utilização de métodos e ferramentas para listar 
todos os elementos que serão importantes e imprescindíveis na estrutura, inclusive 
verificação de legislação para esse fim.
Importante!
Quando pensamos em legislação para construção e reforma de estabelecimentos de 
produção, podemos visualizar os restaurantes e ambientes encarregados de manipulação 
de alimentos. Existe uma legislação bem específi ca para esse fi m, pois a disposição do 
layout é fundamental para manutenção da sanidade dos alimentos e das pessoas que 
farão uso deles.
Importante!
A Lei RDC 216, de 2004, dispõe do que chamamos de Regulamento Técnico de Boas 
Práticas para Serviços de Alimentação. Ao ler essa resolução, temos a ideia de como 
o layout deve ser disposto para seguir a legislação, sem esquecer, no entanto, que um 
estabelecimento de alimentação como uma empresa deve dar lucros com suas atividades. 
Dessa forma, o desafio de se elaborar o layout desse processo deve ser o equilíbrio entre 
o cumprimento das normas e a certeza de um ambiente atraente para o consumidor.
RESOLUÇÃO-RDC N° 216, DE 15 DE SETEMBRO DE 2004 Dispõe 
sobre Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação. 
A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no 
uso da atribuição que lhe confere o art. 11, inciso IV, do Regulamento 
da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, aprovado pelo Decreto n.º 
3.029, de 16 de abril de 1999, c/c o art. 8º, inciso IV, do Regimento 
Interno aprovado pela Portaria nº 593 de 25 de agosto de 2000, em 
reunião realizada em 13 de setembro de 2004, considerando a necessidade 
de constante aperfeiçoamento das ações de controle sanitário na área 
de alimentos visando a proteção à saúde da população; considerando a 
necessidade de harmonização da ação de inspeção sanitária em serviços 
de alimentação; considerando a necessidade de elaboração de requisitos 
higiênico-sanitários gerais para serviços de alimentação aplicáveis em todo 
território nacional; adota a seguinte Resolução de Diretoria Colegiada e 
eu, Diretor-Presidente, determino a sua publicação: 
Art. 1º Aprovar o Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços 
de Alimentação. 
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UNIDADE Dados de entrada e fluxo de materiais
Art. 2º A presente Resolução pode ser complementada pelos órgãos 
de vigilância sanitária estaduais, distrital e municipais visando abranger 
requisitos inerentes às realidades locais e promover a melhoria das 
condições higiênico sanitárias dos serviços de alimentação. 
Art. 3º Os estabelecimentos têm o prazo de 180 (cento e oitenta) dias, a 
contar da data da publicação, para se adequarem ao Regulamento Técnico 
constante do Anexo I desta Resolução. 
Art. 4º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. 
Art. 5º Fica revogada a Resolução CNNPA nº 16, publicada no Diário 
Oficial da União em 28 de junho de 1978. 
Art. 6º A inobservância ou desobediência ao disposto na presente 
Resolução configura infração de natureza sanitária, na forma da Lei n° 
6437, de 20 de agosto de 1977, sujeitando o infrator às penalidades 
previstas nesse diploma legal.
Cláudio Maierovitch Pessanha Henriques
ANEXO 
REGULAMENTO TÉCNICO DE BOAS PRÁTICAS PARA SERVIÇOS 
DE ALIMENTAÇÃO
1 \u2013 ALCANCE
Objetivo
Estabelecer procedimentos de Boas Práticas para serviços de alimentação 
a fim de garantir as condições higiênico sanitárias do alimento preparado.
Âmbito de Aplicação 
Aplica-se aos serviços de alimentação que realizam algumas das seguintes 
atividades: manipulação, preparação, fracionamento, armazenamento, 
distribuição, transporte, exposição à venda e entrega de alimentos 
preparados ao consumo, tais como cantinas, bufês, comissarias, 
confeitarias, cozinhas industriais, cozinhas institucionais, delicatéssens, 
lanchonetes, padarias, pastelarias, restaurantes, rotisserias e congêneres. 
As comissarias instaladas em Portos, Aeroportos, Fronteiras e Terminais 
Alfandegados devem, ainda, obedecer aos regulamentos técnicos 
específicos. 
Excluem-se deste Regulamento os lactários, as unidades de Terapia 
de Nutrição Enteral - TNE, os bancos de leite humano, as cozinhas 
dos estabelecimentos assistenciais de saúde e os estabelecimentos 
industriais abrangidos no âmbito do Regulamento Técnico sobre as 
Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação para 
Estabelecimentos