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Finalidade . Sistema para a determinação da proteína na urina e líquor
com reação de ponto final.
[Somente para uso diagnóstico in vitro.]
Princípio . O vermelho de pirogalol reage com o molibdato de sódio
formando um complexo que, quando combinado com a proteína em meio
ácido desenvolve um cromóforo de cor azul, com o máximo de absorção
em 600 nm.
A absorbância resultante é diretamente proporcional à concentração de
proteína na amostra.
Características do sistema . Vários métodos têm sido
desenvolvidos para determinar a proteína urinária mas a grande maioria
não é completamente satisfatória, porque a faixa da linearidade da curva
de calibração é estreita ou porque não apresenta uma repetitividade
adequada.
Percebendo essas necessidades, a Labtest otimizou um reagente que
proporciona uma excelente sensibilidade e apresenta resposta
semelhante para albumina e globulinas, podendo detectar concentrações
tão pequenas quanto 2,0 mg/dL.
Determinados reagentes coram as cubetas e tubos do sistema de análise
afetando os resultados e interferindo na repetitividade. A otimização da
concentração do pirogalol-molibdato associada à utilização de
surfactante diminui significativamente a aderência do reagente à parede
da cubeta em analisadores automáticos e semi-automáticos,
favorecendo o desempenho do reagente Sensiprot Labtest.
O método proposto utiliza a técnica manual e é facilmente aplicável em
analisadores automáticos e semi-automáticos capazes de medir com
exatidão a absorbância em 600 nm.
Metodologia . Vermelho de pirogalol.
Reagentes
1. - Reagente de Cor - Armazenar entre 2 - 8 ºC.
Contém vermelho de pirogalol 60 mol/L; molibdato de sódio≥ µ
≥ µ40 mol/L; oxalato de sódio 1 mmol/L; tampão 50 mmol/L, pH 2,5; octil
fenol polioxietanol 0,1% e preservativos.
2. - Padrão - 50 mg/dL - Armazenar entre 2 - 8 ºC.
Contém azida sódica 0,05%.
Os reagentes não abertos, quando armazenados nas condições
indicadas, são estáveis até a data de expiração impressa no rótulo.
Durante o manuseio os reagentes estão sujeitos a contaminações de
natureza química e microbiológica que podem provocar redução da
estabilidade.
Os cuidados habituais de segurança devem ser aplicados na
manipulação do reagente. O Padrão de proteína contém azida sódica que
é toxica. Deve-se tomar cuidado para evitar a ingestão e, no caso de
contato com os olhos e mucosas deve-se lavar imediatamente com
grande quantidade de água e procurar auxílio médico.
Não utilizar o Reagente de Cor quando sua absorbância medida contra a
água em 600 nm for maior que 0,290 ou quando mostrar-se turvo ou com
sinais de contaminação.
Materiais necessários e não fornecidos
1. Banho-maria mantido a temperatura constante (37 ºC ).
2. Fotômetro capaz de medir, com exatidão, a absorbância em 600 nm.
3. Pipetas para medir amostras e reagente.
4. Cronômetro.
Urina e Líquor. Todas as amostras devem ser centrifugadas para se obter
melhores resultados.
A urina de 24 horas é a amostra comumente empregada mas a proteína
pode ser determinada na amostra de uma micção. A urina não analisada
logo após a colheita pode ser armazenada até um ano a 20 ºC negativos.
Amostras com resultados positivos empregando tiras reagentes para
uroanálise deverão ser adequadamente diluídas para estarem dentro da
faixa de valores medidos pelo método.
O líquor deve ser livre de hemólise. A proteína é estável quatro dias entre
2 e 8 ºC e seis meses a 20 ºC negativos.
Como nenhum teste conhecido pode assegurar que amostras de material
biológico humano não transmitem infecções, todas elas devem ser
consideradas como potencialmente infectantes. Portanto, ao manuseá-
las, devem-se seguir as normas estabelecidas para biossegurança.
Para descartar os reagentes e o material biológico sugerimos aplicar as
normas locais, estaduais ou federais de proteção ambiental.
Fosfato inorgânico, cálcio, magnésio, creatinina, uréia e glicose
produzem interferências positivas inferiores a 5%.
Ácido úrico, citrato de sódio, oxalato de sódio e ascorbato produzem
interferências negativas inferiores a 5%.
Hematúria produz resultados falsamente elevados.
A presença de detergente no material utilizado pode introduzir alterações
significativas nos resultados.
SENSIPROT
Instruções de Uso
Ref.: 36
MS 10009010140
01 Português - Ref.: 36
Precauções e cuidados especiais
1
Amostra
Interferências
Tomar 3 tubos de ensaio e proceder como a seguir:
Misturar e colocar em banho- maria (37 ºC) durante 5 minutos e
determinar a absorbância do Teste e do Padrão em 600 nm (580 a
620 nm), acertando o zero com o branco. A absorbância é estável por 30
minutos.
Cálculos
Absorbância do Teste
Proteína (mg/dL) = x 50
Absorbância do Padrão
Exemplo
A Teste = 0,085 A Padrão = 0,417
0,085
Proteína (mg/dL) = x 50 = 10,2
0,417
Devido a grande reprodutibilidade que pode ser obtida com a
metodologia, pode-se utilizar o método do fator.
50
Fator de calibração =
Absorbância do Padrão
Proteína (mg/dL) = Absorbância do teste x Fator
Exemplo
50
Fator = = 120
0,417
Proteína (mg/dL) = 0,085 x 120 = 10,2
mg/dL x volume (em mL)
urina (mg/24 horas) =
100
Calibração
Rastreabilidade do Sistema
A concentração de proteínas no Padrão (Nº 2) é rastreável ao Standard
Reference Material (SRM) 927 do National Institute of Standards and
Technology (NIST).
Calibrações manuais
Obter o fator de calibração utilizando o Padrão (Nº 2) ao usar novo lote de
reagentes ou quando o controle interno da qualidade indicar.
Sistemas automáticos
Branco de reagentes: água ou solução de cloreto de sódio 150 mmol/L
(0,85%);
Usar Padrão (Nº 2);
Intervalo de calibrações
Calibração de 2 pontos ao mudar de lote ou quando o controle interno da
qualidade indicar.
A reação é linear até 100 mg/dL. Para valores maiores, diluir a amostra
com NaCl 150 mmol/L (0,85%), realizar nova determinação e multiplicar
o resultado obtido pelo fator de diluição.
É recomendado diluir amostras com concentrações próximas do limite da
linearidade para confirmação dos resultados.
Controle interno da qualidade . O laboratório deve manter um
programa de controle interno da qualidade que defina claramente os
regulamentos aplicáveis, objetivos, procedimentos, critérios para
especificações da qualidade e limites de tolerância, ações corretivas e
registro das atividades.
Materiais de controle devem ser utilizados para avaliar a imprecisão e
desvios da calibração. Sugere-se que as especificações para o
coeficiente de variação e o erro total sejam baseadas nos componentes
da variação biológica (VB) .6,7
Intervalo de referência . Os intervalos devem ser usados apenas
como orientação. Recomenda-se que cada laboratório estabeleça, na
população atendida, seus próprios intervalos de referência.
Líquor . Adultos 15 a 45 mg/dL
Urina . (Todas as Idades): 1 a 15 mg/dL
28 a 141 mg/24 horas
Conversão mg/dL para Unidades SI . g/L = mg/dL x 0,01
Características do desempenho9
Exatidão . Em duas amostras com concentrações de Proteína iguais a
23 e 35 mg/dL foram adicionadas quantidades diferentes do analito
obtendo-se uma recuperação entre 100 e 111%. O erro sistemático
proporcional médio obtido em um valor de 30 mg/dL foi igual a 1,8 mg/dL
ou 6,0%.
Especificidade . O método proposto foi comparado com um método
similar utilizando 40 amostras com valores situados entre 4,8 e
96,2 mg/dL. A comparação resultou na equação de regressão: y =
0,881x + 4,152 e um coeficiente de correlação (r) igual a 0,988. O erro
sistemático total (constante e proporcional) verificado no valor de
30 mg/dL foi igual a 0,567 mg/dL ou 1,89%.
02 Português - Ref.: 36
Procedimento
PadrãoTesteBranco
0,05 mL
1,0 mL
0,05 mL
1,0 mL
0,05 mL
1,0 mL
Padrão (nº2)
Reagente de cor (nº1)
Água deionizada
Amostra
Linearidade
Crianças e Adolescentes8
Idade
0 a 30 dias
31 a90 dias
Até 2 anos
Acima de 2 anos
mg/dL
0 a 153
15 a 93
15 a 48
15 a 45
Como as amostras foram selecionadas aleatoriamente em pacientes de
ambulatório e pacientes hospitalizados pode-se inferir que o método tem
uma especificidade metodológica adequada.
Sensibilidade metodológica . Uma amostra não contendo
proteína foi utilizada para calcular o limite de detecção do ensaio tendo
sido encontrado um valor igual a 2,0 mg/dL, equivalente à média de 20
ensaios mais dois desvios padrão. Utilizando-se a absorbância do padrão
como parâmetro verificou-se que o limite de detecção fotométrica é de
0,12 mg/dL, correspondendo a uma absorbância igual a 0,001.
Efeitos da diluição da matriz . Duas amostras com valores
iguais a 78 e 97 mg/dL foram utilizadas para avaliar a resposta do sistema
nas diluições da matriz com NaCl 150 mmol/L (0,85%). Utilizando fatores
de diluição que variaram de 2 a 8 encontraram-se recuperações entre 95
e 105%.
Significado clínico . Em condições normais ocorre uma pequena
excreção de proteínas na urina podendo chegar a 140 mg/24 horas ou
15 mg/dL. Indivíduos sadios podem mostrar aumento da proteinúria após
vigoroso exercício físico ou na desidratação. Aumentos também podem
ocorrer nos casos de hemorragias e em estados febris.
A detecção de uma quantidade anormal de proteínas na urina é um
indicador confiável de doença renal devendo-se realizar a medida
quantitativa da excreção em 24 horas.
Com base nos dados de vários testes e no exame clinico, a proteinúria
pode ser caracterizada como tendo padrão glomerular ou padrão tubular
de acordo com a porção do néfron primariamente afetada. Entretanto,
estes padrões anatômicos podem se confluir a medida que a doença
renal progride. Um terceiro tipo é denominado proteinúria de sobrecarga,
quando o material protéico se origina de fontes extra-renais, como a
hemoglobina decorrente da hemólise intravascular ou a imunoglobulina
do mieloma.
A nefropatia diabética franca é usualmente acompanhada de proteinúria
intensa (3 a 4 g/24 horas).
Os valores da proteína no líquor variam ligeiramente com a idade sendo
mais elevados nos primeiros 6 meses, reduzindo-se a níveis abaixo do
normal no adulto jovem e chegando a valores de 15 a 45 mg/dL após os
10 anos.
03 Português - Ref.: 36
Após os 45 anos ocorre uma elevação progressiva com a idade.
Concentrações elevadas da proteína do líquor ocorrem (i) na punção
lombar traumática por contaminação com sangue periférico, (ii) no
aumento da permeabilidade da barreira hemoencefálica, principalmente
por infecções das meninges, (iii) na obstrução da circulação, (iv) na
síntese aumentada das proteínas dentro do sistema nervoso central,
como na esclerose múltipla e neurosífilis, (v) em condições
degenerativas como Síndrome de Parkinson e Esclerose Lateral
Amniotrófica.
Observações
1. A limpeza e secagem adequadas do material utilizado são fatores
fundamentais para a estabilidade dos reagentes e obtenção de resultados
corretos.
2.O laboratório clínico tem como objetivo fornecer resultados exatos e
precisos. A utilização de água de qualidade inadequada é uma causa
potencial de erros analíticos. A água deionizada ou destilada utilizada no
laboratório deve ter a qualidade adequada a cada aplicação. Assim, para
preparar reagentes, usar nas medições e para uso no enxágüe final da
vidraria, deve ter resistividade 1 megaohm.cm ou condutividade≥
≤1 microsiemens/cm e concentração de silicatos <0,1 mg/L. Quando a
coluna deionizadora está com sua capacidade saturada ocorre produção
de água alcalina com liberação de vários íons, silicatos e substâncias
com grande poder de oxidação ou redução que deterioram os reagentes
em poucos dias ou mesmo horas, alterando os resultados de modo
imprevisível. Assim, é fundamental estabelecer um programa de controle
da qualidade da água.
3. A presença de detergente no material utilizado pode introduzir
alterações significativas nos resultados.
4. Para uma revisão das fontes fisiopatológicas e medicamentosas de
interferência nos resultados e na metodologia sugere-se consultar
<http:\\www.fxol.org/>.
Referências
1. Dilena BA, Penberthy LA, Fraser CG. Clin Chem 1983;29:553-7.
2. McElderry LA, Tarbitt IF, Cassells - Smith AJ. Clin Chem 1982;28:356-
60.
3. Pesce MA, Strande CS. Clin Chem 1973,19:1265-67.
4. Watanabe N, Kamel S, Ohkubo A, Yamakna M. Clin Chem
1986;32:1551-54.
5. Westgard JO, Groth T. Clin Chem 1981;27:493-501.
6. Sociedad Española de Bioquímica Clínica y Patología Molecular,
Base de Da tos de Var i ac ión B io lóg ica . D ispon íve l
em:<http://www.seqc.es/ar t ic le/ar t ic leview/330/1/170>
(acesso em 04/2006).
7. Basques JC. Especificações da Qualidade Analítica. Labtest
Diagnóstica 2005.
Média
5,6
29,3
84,2
DP
0,33
0,24
0,77
CV (%)
5,7
0,8
0,9
N
20
20
20
Amostra 2
Amostra 3
Amostra 1
Repetitividade - imprecisão intra-ensaio
Média
5,5
28,9
82,4
DP
0,65
0,39
2,79
CV (%)
11,8
1,4
3,4
N
20
20
20
Amostra 2
Amostra 3
Amostra 1
Reprodutibilidade - imprecisão total
8. Soldin SJ, Brugnara C, Wong EC: Pediatric Reference Intervals, 5a.
edição Washington: AACC Press, 2005. p.165.
9. Labtest : Dados de Arquivo.
Informações ao consumidor
[Termos e Condições de Garantia]
A Labtest Diagnóstica garante o desempenho deste produto dentro das
especificações até a data de expiração indicada nos rótulos, desde que os
cuidados de utilização e armazenamento indicados nos rótulos e nestas
instruções sejam seguidos corretamente.
04 Português - Ref.: 36
Apresentação
Sensiprot
Produto Referência
36-50
36-200
Conteúdo
1 X 5 mL
1 X 5 mL
1 X 50 mL
2 X 100 mL
1
1
CNPJ: 16.516.296 / 0001 - 38
Av. Paulo Ferreira da Costa, 600 - Vista Alegre - CEP 33400-000
Lagoa Santa . Minas Gerais Brasil - www.labtest.com.br
Labtest Diagnóstica S.A.
Serviço de Apoio ao Cliente 0800 031 34 11 (Ligação Gratuita)
e-mail: sac@labtest.com.br
Revisão: Setembro, 2012
Ref.: 050914
Copyright by Labtest Diagnóstica S.A.
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Conteúdo suficiente para < n > testes
Contenido suficiente para < n > tests
Contains sufficient for < n > tests
Data limite de utilização (aaaa-mm-dd ou mm/aaaa)
Estable hasta (aaaa-mm-dd o mm/aaaa)
Use by (yyyy-mm-dd or mm/yyyy)
Limite de temperatura (conservar a)
Temperatura limite (conservar a)
Temperature limitation (store at)
Material Calibrador
Material Calibrador
Calibrator Material
Material Calibrador
Material Calibrador
Calibrator Material
Adições ou alterações significativas
Cambios o suplementos significativos
Significant additions or changes
Consultar instruções de uso
Consultar instrucciones de uso
Consult instructions for use
Liofilizado
Liofilizado
Lyophilized
Produto diagnóstico in vitro
Dispositivo de diagnóstico in vitro
In vitro diagnostic device
Número do catálogo
Número de catálogo
Catalog Number
Corrosivo
Corrosivo
Corrosive
Controle negativo
Control negativo
Negative control
Controle positivo
Control positivo
Positive control
Controle
Control
Control
Controle
Control
Control
Marca CE
Marcado CE
CE Mark
Risco biológico
Riesgo biológico
Biological risk
Tóxico
Tóxico
Poison
Reagente
Reactivo
Reagent
Número do lote
Denominación de lote
Batch code
Fabricado por
Elaborado por
Manufactured by
Símbolos utilizados com produtos diagnósticos in vitro
Símbolos usados con productos diagnósticos in vitro . Symbols used with ivd devices
Ref.: 140214
Período após abertura
Período post-abertura
Period after-opening
Uso veterinário
Uso veterinario
Veterinary use
Instalar até
Instalar hasta
Install before

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